• No results found

List of Tables

6 Analysis – The effect of variation in opening factor

8.3 What factors affect the development and spread of fire, and what can be done to enhance the fire safety when timber is implemented in the load-

8.3.3 Discussion of results from the carried out analysis

O mapa de rede em si possibilita uma análise do sujeito e suas relações com os atores da rede. Porém, acreditamos que verificar o espaço social apenas de um ator de uma estrutura de relações sociais, seria ao mesmo tempo não possibilitar um encontro verdadeiro de todos os atores, e não observar o fenômeno do processo de relações de rede cotidiana.

O sujeito em sofrimento psíquico grave no seu ambiente está bem ou mal, em contínuo contato com pessoas da família, do bairro, de atividades sociais, de serviços da comunidade e de saúde, dentre outros. Independente das formas e tipos de relações, essas pessoas que interagem com o sujeito em sofrimento, encontram-se também em uma dinâmica de relações sociais. Portanto, destaca-se a importância de estudar a rede social básica pelo menos das pessoas próximas ao sujeito em questão.

Sabemos que a dinâmica das relações entre as pessoas que convivem diariamente com o sujeito com sofrimento psíquico grave, poderá ser um fator no processo de saúde ou doença. Dependerá da contextualização desta dinâmica e dos atores que compõem a mesma.

O mapa de redes sociais (Sluzki, 1997), base inicial de nosso estudo, é uma forma de registro gráfico de todas as pessoas e serviços com quem interage um sujeito. “O conjunto dos

habitantes desse mapa mínimo (marcado com pontos), ou melhor, dizendo, desses vínculos (marcados com linhas entre dois ou mais pontos), constitui a rede social pessoal do informante” (p. 42-3). Este autor instituiu como rede social: Família, Amizades, Relações de trabalho e/ou escolares (companheiros de trabalho e/ou estudo), Relações comunitárias (clubes, associações de bairro e outros), de serviços (serviços de saúde, de assistência e outros) ou de credo. E inclui na rede social dos sujeitos crônicos o serviço e os profissionais de saúde, como mostrado a seguir:

Figura 3 - Esquema básico do mapa de rede de Sluzki

AMIZADES FAMÍLIA

COMUNIDADE

Fonte: Sluzki, 1997, p. 43.

Nesta figura é apresentada a organização da rede significativa desenvolvida por Sluzki (1997) que realiza uma detalhada descrição sobre a estrutura da rede, e sua função. Descreve dessa forma a estrutura da rede social, que dependerá:

 Do tamanho referindo as de tamanho médio como mais efetiva;  Da densidade, nas interligações entre os atores sociais;

 Da composição referindo a distribuição dos atores nos recursos sociais, e que quanto mais estes atores estiverem dispersos entre o ambiente social, mais efetiva será a rede;

 Da dispersão no sentido geográfico de estabelecimento dos atores, o que ocasionará uma aproximação ou dispersão entre os atores;

 Da homogeneidade/heterogeneidade – diferenças demográficas e sócio-culturais e as identificações entre os atores;

 E dos atributos de vínculos na relação, nas várias formas de vinculação.

R E L A Ç Õ E S C O M SI ST E M A S D E SA Ú D E RELAÇÕES DE TRABALHO OU ESTUDO

AMIZADE

E enfatizou de que a forma com que se estrutura a rede social, esta irá promover funções, na dinâmica dos sujeitos, que poderá ser: de companhia social, apoio emocional, guia cognitivo e de conselho, regulação social, ajuda material e de serviços, e acesso a novos contatos.

Para se elaborar um mapa de rede, assim, é importante questionar o grau de importância, intimidade e convivência, demarcando as relações significativas, e o cotidiano de uso de serviços de redes.

Para os critérios da amostra em estudo, verificou-se a importância de observar o tipo de relação dos sujeitos do estudo e seus familiares com os técnicos e serviços de saúde, a comunidade, de serviços outros e de credo. Incluíram-se neste estudo as pessoas que são significativas, mesmo do cotidiano, como o padeiro, pessoas do comércio local, dentre outros, e o cotidiano de atividades desses sujeitos, como uma possibilidade de observar o status do mesmo nas relações no cotidiano social da rede.

A seguir, na figura 4, descreveremos um diferencial básico entre os três instrumentais e o fluxo utilizado:

Figura 4: descrição da diferença básica entre genograma, ecomapa e mapa de rede.

A figura 4 apresenta uma breve descrição dos instrumentos utilizados neste estudo e o fluxo de organização desenvolvido. O genograma vai além da representação visual da origem dos indivíduos. Esta ferramenta de levantamento de dados possibilita coletar informações qualitativas sobre as dimensões da dinâmica familiar, como processos de comunicação,

relações estabelecidas e equilíbrio/ desequilíbrio familiar (Nascimento & cols., 2005). Portanto, é uma forma de visualizar, por símbolos, a estrutura familiar através das gerações e possibilitar identificar membros residentes na atualidade.

O ecomapa, por sua vez, surgiu com os assistentes sociais, em 1975, a partir de Ann Hartman, na intervenção com famílias problema nos EUA. Este instrumento consiste em um diagrama das relações entre a família e a comunidade, como representa o apoio e como a família se utiliza dela (Agostinho, 2007). Seriam os contatos dos membros da família com outras pessoas, grupos específicos, instituições, entre outros.

Neste estudo utilizou-se o genograma e o ecomapa em conjunto, para uma melhor didática de compreensão da dinâmica de relações sociais desenvolvidas pela família e a correlação com o sujeito com sofrimento psíquico grave do tipo psicótico. O ecomapa seria a retroalimentação dos mapas de redes dos atores sociais.

A partir da vivência nas visitas domiciliares, da gravação e da transcrição das entrevistas semi-estruturada realizadas, foram desenvolvidas paralelamente, as percepções do pesquisador, através de registro na forma de “diário de bordo”, logo após cada visita domiciliar realizada. Após esta etapa, e baseados nesses dados, foi organizado de cada sujeito entrevistado o genograma (para definir a estrutura básica da família e identificar os que residem com o sujeito da pesquisa), o ecomapa (para observar a rede de serviço utilizada pela mesma) e o mapa de rede (para entender a relação do sujeito com os atores).

Portanto, este estudo valorizou a contextualização da rede social não apenas do sujeito em estudo, mas também dos membros que convivem com o mesmo, pois se verificou que as inter-relações entre as várias redes (ou de vários sujeitos que interagem no cotidiano) são facilitadoras para perceber vários aspectos do processo de adoecimento ou de saúde, mesmo com a cronicidade instalada. A estruturação destes três instrumentais permitiu um olhar com o foco na estrutura familiar, sua relação com atores e serviços de seus membros e as formas de relações do sujeito com as pessoas e os serviços.