GDF-15 performed
5. Main results Paper I
6.2 Discussion of methods
A Argentina, ao longo de mais de quatro décadas, vem sofrendo influência dos sucessivos governos no que tange à liberalização econômica. Isso, de certo modo, tem interferido drasticamente em sua vida política e econômica, tornando-se, assim, centro de diversos processos de investimentos financeiros.
Nesse contexto, deve-se notar que a ditadura militar argentina, no seu início, em 1976, criou as bases para o processo de industrialização mediante substituição de importação, além de estabelecer uma nova forma de acumulação por meio da abertura financeira. Temos, então, o domínio, ao longo dos anos, do capital financeiro sobre o capital produtivo, isso acompanhado pela diminuição do poder do Estado ante a liberalização generalizada dos mercados, por meio da abertura econômica e das privatizações de empresas estatais.
Nesse país, não se difere o modelo de desenvolvimento adotado pelo governo, que tem no agronegócio a aplicação de investimentos para seu desenvolvimento. O desafio que se coloca hoje para a Argentina, pela nossa interpretação, é o avanço do agronegócio da soja.
Em relação à distribuição e acesso à terra, em meados do século XX, o sistema de posse de terra que prevaleceu, em sua maioria, foi o contrato de arrendamento. Isso teve outros resultados por conta do modelo neoliberal de desenvolvimento.
Durante el gobierno militar del autodenominado Proceso de Reorganizacion Nacional (1976-1983), comenzo la flexibilizacion de las leyes de arrendamiento que habian sido reguladas fuertemente a fin de proteger a medianos y pequenos productores agropecuarios durante el primer gobierno peronista (1946-1955). Comenzo la difusion masiva de los contratos por una cosecha, coadyuvando de este modo a la expansion del modelo sojero. Se fue modificando el tradicional esquema de diferenciacion entre la ganaderia y la agricultura, esta ultima impulsada notablemente por el sector chacarero de la region pampeana. La posibilidad de que se hicieran contratos accidentales por una cosecha, les permitio a los grandes propietarios obtener el concurso de contratistas para sembrar soya, otros cereales y oleaginosas, y, por consiguiente, lograr determinadas rentas que de otro modo no hubieran podido lograr. Se trataba de sectores que vieron la posibilidad de acrecentar sus rentas
mediante el arrendamiento de tierras para la implantacion de la soya que comenzaba a ser una actividad altamente rentable. (HOCSMAN, 2014, p. 39).
Dessa maneira surgem os grandes produtores de soja, sendo que inúmeras empresas transnacionais ligadas ao setor de grãos começaram a se instalar no país. Por outro lado, os pequenos e médios produtores não tinham condições de competir com a incorporação de novas áreas, bem como pelo aumento da escala de produção. Neste contexto, eles começaram a sair de suas atividades em decorrência da pressão exercida pelo avanço do plantio de soja. Disso,
La zona comenzo a sufrir el desplazamiento de la poblacion campesina mediante la combinacion de coacciones economicas y extraeconomicas entre las que se destaca la compra fraudulenta de campos por parte de empresarios (falsas escrituras, titulos “grillados”, etcetera) con la participacion –por accion u omision – de distintos estamentos del Estado provincial, como peritos judiciales, jueces y policias. Las condiciones estructurales basadas en las politicas gubernamentales de las ultimas decadas han posibilitado el avance de la soya en tierra argentina. El Estado nacional y sus variantes provinciales durante anos han fomentado los agronegocios, y no existen politicas efectivas destinadas a salvaguardar los derechos de los productores campesinos y comunidades indigenas, ni de aquellos productores pampeanos pequenos o medianos que querrian optar por otra alternativa productiva sin poner en riesgo la continuidade de su explotacion. (HOCSMAN, 2014, p. 35).
Isso só foi possível graças à alteração da Lei Agrária imposta pelo BM. É preciso considerar que o conjunto de transformações e mudanças nas leis agrárias dos diversos países da América Latina reflete a intencionalidade do controle territorial exercido por este organismo. Assim,
La politica madre que posibilito un cambio institucional importante en la politica agraria, la cual era la base de sustentacion de estas transformaciones, fue el Decreto de Desregulacion de 1991. A partir de esa medida fueron eliminados los organismos que existian desde la decada de 1930 hasta la actualidad: la Junta Nacional de Granos, la Junta Nacional de Carne, la Direccion Nacional del Azucar, etcetera, organismos que tenian por finalidad regular la actividad agraria (por ejemplo, manteniendo precios sosten para la produccion de cereales en apoyo a los agricultores). Desde entonces el sector agrario argentino se transformo en uno de los menos regulados del mundo, sujeto a los vaivenes de la economia mundial. (HOCSMAN, 2014, p. 40).
O decreto de desregulamentação de 1991 é um ataque direto às instituições que apresentavam os interesses dos camponeses. Como resposta a estas transformações e as crises oriundas desse processo, a conflitualidade se faz entre os diferentes modelos de desenvolvimento presentes no território.
En todo el pais, el incremento de la conflictividad rural fue sostenido y se materializo en diversas formas de protesta activa, mediante un renovado repertorio de acciones en distintos niveles, como paros agrarios, cortes de ruta, marchas protagonizadas por productores, con algun grado de capitalizacion, de distintas regiones del pais: fruticultores del Valle de Rio Negro, caneros de Tucuman, yerbateros de Misiones, tamberos de la cuenca lechera de Cordoba, entre los principales. De las acciones politicas de mayor repercusion destacan la marcha agraria a Plaza de Mayo (Buenos Aires) de 1993 y el paro agrario de 1994. Uno de los actores emergentes fue, en 1995, el Movimiento de Mujeres Agropecuarias en Lucha en la region pampeana, teniendo como representacion gremial a la Federacion Agraria Argentina (FAA), y otras organizaciones con cobertura zonal. Estas acciones se enlazaron parcialmente con una serie de “puebladas” en capitales de provincia, poblados asociados a producciones regionales o enclaves industriales, como manifestacion de la movilizacion social en resistencia a cargo de los sectores desfavorecidos por el modelo economico. (HOCSMAN, 2014, p. 48-49).
À medida que o agronegócio da soja avança pela demarcação de áreas tradicionais e incorpora novas com abertura concedida pela lei, e verifica-se a fraqueza do Estado como principal regulador dos conflitos, vê-se também o aumento do número de problemas envolvendo a posse da terra devido ao modelo produtivo adotado pelo governo argentino.
O avanço da soja na Argentina gera, como nos demais países da América Latina, onde esse ramo do agronegócio está se consolidando, resultados semelhantes, tais como destruição ao meio ambiente; problemas consequentes do avanço de área plantada sobre áreas camponesas; concentração da propriedade fundiária etc.