5. Forurensning fra avløpsanlegg i kommunen skal ikke ha negativ innvirkning på folkehelsa
5.2 Trøim og Holdebakken rensedistrikt
5.2.5.3 Dimensjoneringsgrunnlag og vurdering av kapasitet
Inicialmente, as coleções fotográficas que irão compor o acervo do Centro de Documentação e Referência são: 1) 388 fotografias de autoria do engenheiro, jornalista e pesquisador Manoel Rodrigues Ferreira (1915-2010); 2) 60 ampliações fotográficas de Dana B. Merrill (1885-19?), fotógrafo que documentou a construção da ferrovia.
Estamos considerando coleção o ‟conjunto de documentos com características comuns, reunidos intencionalmente.” (BRASIL, 2005, p.52). A formação dessas coleções resultou da atuação decisiva de Manoel Rodrigues Ferreira, em diferentes momentos. No que se refere às fotografias de sua própria autoria, elas foram organizadas e enviadas por Ferreira ao amigo Luiz Leite de Oliveira42, em Porto Velho, com uma procuração para que este o representasse junto ao governo de Rondônia, ao qual propôs-se a venda do material, que foi produzido ‟com grande sacrifício pessoal” e que até então não havia obtido ‟o reconhecimento material”, ou seja, o autor utilizou recursos financeiros pessoais na produção e conservação do referido material e, portanto, gostaria de ser recompensado. Ferreira alegou ainda que, ‟por outro lado, ganharia a história de Rondônia, ao preservar todo esse passado.” (DIÁRIO DA AMAZÔNIA, Porto Velho (RO), 13 de setembro de 2001, p.7). Portanto, não houve uma análise e avaliação que antecedesse a aquisição e doação do material à AMMA, ou seja, coube ao próprio Ferreira selecionar as imagens fotográficas e disponibilizá-las para preservação permanente num órgão cultural em Rondônia.
A segunda atuação de Ferreira se deu na ‟seleção” do acervo de negativos fotográficos de Dana Merrill, que resultou na coleção custodiada no Museu Paulista USP/SP. Segundo o depoimento de Ferreira:
Em novembro de 1956, fui procurado na redação do vespertino A Gazeta pelo fotógrafo Ari André, que me mostrou uma caixa contendo muitos
42 Luiz Leite de Oliveira, arquiteto e urbanista, atual presidente da AMMA para o triênio 2017-2019. Nos anos de 1980, foi um dos principais articuladores para formação da entidade, criada com o objetivo de defender a reativação e conservação da EFM-M. Luiz Leite é autor de diversas petições judiciais em defesa da ferrovia, artigos de jornais denunciando a falta de conservação do patrimônio ferroviário, assim como organizador de vários eventos e manifestações em torno da ferrovia. Em 2002, venceu a licitação pública promovida pelo governo de Rondônia para a recuperação do pátio ferroviário e da beira rio em Porto Velho com o Projeto de Restauração e Elementos de Integração no Complexo Ferroviário da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e Beira Rio. No entanto, o projeto não foi executado pelo governo do estado. Disponível em: http://www.vitruvius.com.br. Acesso em: 12 ago. 2018.
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negativos fotográficos. [...] Prontifiquei-me a examiná-los, tendo levado algumas dezenas para casa. Durante dias, fiquei olhando-os contra a luz. [...] Até que um certo negativo mostrava um indiano de turbante e brincos nas orelhas, tendo ao fundo um vagão de estrada de ferro, no qual estavam gravadas as letras: “EFM-M”. [...] Apanhei todos os negativos, escolhi os mais significativos e pude reconstruir a história da construção. (FERREIRA, 2005, p.18).
Para Silvia do Espirito Santo, que participou da montagem da exposição Estrada
de Ferro Madeira-Mamoré (1993), realizada no Museu da Imagem e do Som de São
Paulo (MIS/SP), e da elaboração do projeto que resultou no patrocínio à doação da coleção de Merrill ao Museu Paulista USP/SP, ‟o critério de seleção de Manoel Rodrigues Ferreira foi escolher as imagens referentes às fases da construção da estrada de ferro. [...] O olhar do engenheiro selecionou as fotografias que não se poderiam fazer hoje.” (ESPIRITO SANTO, 2000, p.20). Esta mesma consideração é feita por Pedro Ribeiro, quando diz que ‟as imagens conhecidas são da seleção feita por Manoel Rodrigues Ferreira que, com sua formação de engenheiro, se inclinou provavelmente para as imagens mais diretamente ligadas à construção. Se fosse Ferreira um botânico ou um biólogo, que imagens teriam chegado até nós?” (RIBEIRO, 2000, p.28).
Não estamos considerando o uso do termo como definido no Dicionário
Brasileiro de Terminologia Arquivística (BRASIL, 2005, p.152), no qual seleção é a
‟separação dos documentos de valor permanente daqueles passíveis de eliminação, mediante critérios e técnicas previamente estabelecidos em tabela de temporalidade.” Mas como estabelece Houaiss (2004, p.2538), para quem seleção é a ‟escolha, seja ela entendida como procedimento temporário ou como resultado de procedimento não deliberado”, ou seja, por predileção estética, qualidade da imagem, curiosidade, interesse profissional e outros critérios. Portanto, devemos ter em perspectiva que o material que forma as duas coleções fotográficas custodiadas pela AMMA foi submetido a ‟seleções livres” de Ferreira e desta forma devemos compreender as suas formações e posterior uso como fontes de pesquisa.
Com o objetivo de contextualizar as coleções, primeiro trataremos das fotografias em que a autoria é do próprio Manoel Rodrigues Ferreira, autor de A
ferrovia do diabo: história de uma estrada de ferro na Amazônia (1959), Nas selvas amazônicas (1961) e de muitos artigos sobre a EFM-M. Para Hardman, A ferrovia do diabo é ‟a narrativa mais consagrada e abrangente sobre a construção E.F. Madeira-
Mamoré” (2005, p.142), transformando-a numa referência para outros livros e estudos sobre o assunto.
72 A coleção é composta de 388 fotografias, sendo ampliações com e/ou sem negativos, em preto e branco, e foram produzidas durante sua viagem a Rondônia no final da década de 1950. Esse material foi comprado do jornalista pela empresa Furnas, subsidiária da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás), que possui empreendimentos em Rondônia, e doado à AMMA no ano de 2004, através de Termo de Doação que encontra-se em posse dos associados. Ferreira foi um importante defensor da preservação dos bens remanescentes da ferrovia e um crítico das condições de abandono, destruição e descaracterização desse patrimônio.
Ferreira esteve em Porto Velho, capital do então território federal de Rondônia, entre os meses de novembro e dezembro de 1959, a convite do governador, coronel Paulo Nunes Leal (1958-1962)43, em cuja ocasião visitou os municípios de Porto Velho e Guajará-Mirim. Deteve-se na EFM-M, tema dos artigos que motivaram sua ida à região. Após retornar a São Paulo, Ferreira escreveu uma série de 21 reportagens de página inteira sobre Rondônia e, em especial, sobre a ferrovia Madeira-Mamoré, publicadas no jornal A Gazeta (SP) no período de janeiro a julho de 1960. Entre os assuntos abordados, citam-se a viagem entre São Paulo e Rondônia; as cidades de Porto Velho e Guajará-Mirim; a vila de Santo Antônio (local onde ocorreram as primeiras tentativas de construção da ferrovia); o cemitério de Candelária (onde foram enterrados os trabalhadores mortos durante a construção da ferrovia); os depoimentos de trabalhadores sobreviventes da construção da ferrovia; a pesquisa no arquivo da ferrovia; a viagem pela ferrovia entre Porto Velho e Guajará-Mirim; e o Real Forte Príncipe da Beira (construção colonial portuguesa para defesa do território). As reportagens também trataram de temas de interesse do administrador do território federal, como a exploração e comércio do minério de estanho (cassiterita); a construção da rodovia Cuiabá-Porto Velho (atual BR-364); os problemas financeiros e administrativos da ferrovia; os conflitos entre os trabalhadores da ferrovia e os indígenas; a relação Brasil-Bolívia na região de fronteira; a exploração, beneficiamento e comércio de borracha; o sistema bancário e de financiamentos na região; e, por último, um convite ao presidente Juscelino Kubitscheck para conhecer a região, com um pedido para construir uma rodovia interligando Brasília e Acre.
43 Paulo Nunes Leal (1916-2003), engenheiro militar do Exército, foi governador do Território Federal de Rondônia em duas gestões, 1954-1955 e 1958-1962, tendo sido também eleito deputado federal pelo mesmo Estado, com mandato entre 1967-1971. É autor de O outro braço da cruz. Rio de Janeiro: Companhia Brasileira de Artes Gráficas, 1986. O livro narra a construção da BR-29 - atual BR-364, rodovia interligando Brasília (DF) e Rio Branco (AC) - nos anos de 1950-1960. Disponível em: http://www.fgv.br/…/acervo/dicionarios/verbete-biografico/paulo-nunes-leal. Acesso em: 28 mai. 2017.
73 Segundo Ferreira, ele produziu cerca de 500 imagens no período em que esteve em Rondônia. Podemos observar que algumas fotografias foram usadas para ilustrar suas reportagens no jornal A Gazeta (1960) e, posteriormente, o livro Nas selvas
amazônicas (1961). Embora ele tenha feito uso dos textos das reportagens e das
imagens para conceber esta obra, parte do material fotográfico permanece inédito. Do total de imagens produzidas por Ferreira, a AMMA recebeu 388 imagens que estão numeradas e identificadas numa relação feita pelo próprio autor e entregue quando da doação. Essas fotografias irão compor o acervo inicial do Centro de Documentação e Referência.
A segunda coleção de fotografias que irá compor o acervo do Centro é de Dana B. Merrill, fotógrafo norte-americano contratado por Percival Farquhar (1864-1953), empreiteiro da Madeira-Mamoré Railway Company, para registrar a construção da EFM-M. (GAULD, 2006, p.182). Entre 1909 e 1910, Merrill permaneceu em Porto Velho como fotógrafo oficial da ferrovia e calcula-se que tenha produzido cerca de duas mil chapas com negativos em vidro e acetato mas, desse total, são conhecidos somente os negativos que estão custodiados pelo Museu Paulista USP/SP.
Embora o conjunto de fotografias de Merrill identificadas e catalogadas seja constituído por 189 negativos (MUSEU PAULISTA, 2000, p.39), a AMMA possui somente 60 ampliações fotográficas44, em grande formato, doadas à entidade após a
realização da exposição Trilhos e sonhos: ferrovia Madeira-Mamoré, realizada na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na cidade do Rio de Janeiro, em 2000, sob a curadoria de Pedro Ribeiro e coordenação de pesquisa de Silvia do Espírito Santo e Adriana Medina, do MIS/SP. Em 1999, os negativos haviam sido adquiridos de Manoel Rodrigues Ferreira pelo BNDES e doados ao Museu Paulista UPS/SP.
Inicialmente, esse material pertenceu ao repórter fotográfico Ari André, do jornal A Gazeta (SP), que em outubro de 1956 solicitou ajuda a Manoel Rodrigues Ferreira, jornalista freelancer, para identificar os negativos. No entanto, é interessante observar que Ferreira nos apresenta diferentes versões quanto ao seu interesse nas imagens de Merrill em edições de A ferrovia do diabo.
No prefácio da primeira edição (1959), ele diz que:
44 O Museu Paulista/USP é o detentor dos direitos de reprodução dos negativos da coleção Dana B. Merrill autorizando pedido de reprodução e uso da imagem de seu acervo mediante prévia autorização. Disponível e: http://www.mp.usp.br/acervo/pedido-de-reproducao. Acesso em: 7 nov. 2018.
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fui informado de que o fotografo profissional Ari André [...], possuía uma grande coleção de negativos fotográficos relativos à Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
Atraído pela lenda que já se formou em torno dessa famosa estrada de ferro, não resisti à tentação de o procurar e conhecer aquele arquivo. Qual foi a minha surpresa, ao verificar que ali estavam, diante dos meus olhos, cerca de dois mil negativos de chapas fotográficas da época da construção da ferrovia [...].
Foi, pois, com este profissional, que fui encontrar toda aquela riquíssima coleção. [...]. (1959, p.7).
Nas edições de 1987 e 2005, Ferreira nos diz que ‟o fotografo profissional Ari André mostrou-me uma vasta coleção de negativos de fotografias tiradas durante a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, entre 1907 e 1912”. (1987, p.9; 2005, p.9). Enquanto que na edição Amigos da Madeira-Mamoré (2005), Ferreira diz que foi procurado por Ari André para que o ajudasse a identificar aquelas imagens dizendo que ele tinha ‟uma grande quantidade de negativos fotográficos que um amigo lhe deu. Ele não conseguiu identificar o local onde foram feitas as fotografias. [...]. Já os mostrei para algumas pessoas, mas ninguém conseguiu identifica-los” (FERREIRA, 2005, p.9).
Porém, a informação quanto a origem da coleção de negativos é comum a todas essas versões apresentadas por Ferreira e registrada nas edições das obras acima citadas. Os negativos pertenceram ao engenheiro alemão Rodolfo Kesselring, que trabalhou na construção da ferrovia como um de seus diretores, em 1915, e os guardou em sua residência em São Paulo depois de sair da EFM-M e que, posteriormente, foram herdados por seu filho Arinos Horta Kesselring amigo de Ari André. (Idem, p.9).
Como desdobramento, Ferreira iniciou uma pesquisa documental, reconstruiu a história da ferrovia e escreveu artigos no jornal A Gazeta, entre 9 e 28 de janeiro de 1957. (FERREIRA, 2005, p.10). Após a publicação dos artigos, as pesquisas foram ampliadas e resultaram no livro A ferrovia do diabo: história de uma estrada de ferro
na Amazônia (1959), em cuja primeira edição desconhecia-se a autoria das fotografias.
Esta só seria atribuída a Dana Merril em 1963, quando Frank W.Kravigny, operário na construção da ferrovia e autor de The jungle route (1940), fez contatos com Ferreira, informando-o sobre o fotógrafo Merrill.
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Os 189 negativos hoje pertencem a um museu público facilitador da pesquisa e do conhecimento dessa história, que possui pelo menos três interpretações: a do conflito, a da ocupação amazônica e a da experiência humana do trabalho. São imagens de construção de uma ideologia moderna, onde o referente foi o progresso, e que custou a vida de milhares de homens de diferentes etnias. (2000, p.22).
Segundo Kossoy, fotógrafo, teórico e historiador da fotografia, Merrill fez fotografias de qualidade técnica ‟magistral, considerando-se que as batia e revelava em Porto Velho, nas condições mais adversas de temperatura, luz e umidade.” (KOSSOY apud HARDMAN, 1993, p.17). Para Francisco Foot Hardman, o trabalho de Merrill ‟enquadra muito mais a crônica da natureza produtiva, ou até mesmo do trabalho de feição industrial sobre a natureza, incluindo-se, aí, o revolvimento de paisagens, a mistura de culturas e a luta contra a fúria dos elementos.” (Ibidem, p.14). Podemos observar que Merrill registrou os aspectos sociais, culturais e antropológicos ao retratar homens de diferentes nacionalidades ou em grupos de trabalho; os índios em contato com os trabalhadores da construção; um grupo de mulheres em atividades na lavanderia da companhia ferroviária; um grupo de médicos, enfermeiras e engenheiros; um conjunto de cruzes marcando os túmulos de trabalhadores mortos durante a construção da EFM-M; e os jogadores de uma partida de tênis numa quadra cercada pela floresta Amazônica.
As coleções Manoel Rodrigues Ferreira e Dana Merrill encontram-se guardadas na atual sede da AMMA sem tratamento técnico, seja do ponto de vista de sua preservação ou de sua identificação e, portanto, indisponíveis para acesso do público interessado e de pesquisadores.
Como membro fundador da AMMA e proponente do Centro, irei disponibilizar gratuitamente a minha coleção de impressos (livros e revistas) sobre a EFM-M, com o que espero contribuir para a ampliação do acervo documental do órgão. Dessa coleção, constam as edições de A ferrovia do diabo (1959, 1987, 2005) e Nas selva amazônicas (1961), de Manoel Rodrigues Ferreira; Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (1959), de Júlio Nogueira; O turista aprendiz (1983), de Mário de Andrade; Lembrança do trem de
ferro (1983), de Pietro Maria Bardi; Inventário das locomotivas a vapor do Brasil
(2006), de Regina Perez; Na planície amazônica (1987), de Raymundo Moraes;
Brazilian railway culture (2011), de Martin Cooper; Trem-fantasma: a ferrovia Madeira-Mamoré e a modernidade na selva (2005), de Francisco Foot Hardman; Farquhar: o último titã (2006), de Charles A. Gauld; Exposição Madeira-Mamoré: uma
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aventura fotográfica (1993), MIS/São Paulo; Trilhos na selva: o dia a dia dos trabalhadores da ferrovia Madeira-Mamoré (2011), de Rose Neeleman e Gary
Neeleman; Revista História Viva: caminhos do trem (2008), edições n° 1 a n° 6, além de outros títulos.
Vale salientar que esse conjunto inicial de documentos do Centro tende a crescer com a implementação de uma política de incentivo à doação entre os próprios membros da entidade e ex-trabalhadores ferroviários que mantêm seus documentos funcionais, fotografias, recortes de jornais e anotações pessoais sobre o período em que atuaram na ferrovia. Acredito que estes tenham interesse em contribuir com suas memórias pessoais no contexto de uma memória coletiva.
A cooperação com instituições documentais nacionais e internacionais que possuem informações sobre a EFM-M será fundamental para ampliação do acervo e diversificação de fontes de informação sobre a ferrovia. Segundo Tessitore (2003, p.33), o trabalho prioritário de um centro cujo acervo ainda é incipiente consiste na elaboração de guias de fontes e/ou catálogos seletivos sobre sua área de especialização, pois eles são extremamente úteis ao encurtar caminhos e poupar tempo aos pesquisadores. No nosso caso, e em sintonia com a era da informação digital na qual estamos inseridos, imaginamos a montagem de um banco de dados que, no futuro, possa ser acessado on-
line.
Em vista disso, realizei um levantamento parcial de instituições, com o objetivo de identificar coleções de interesse para o Centro. As informações se referem aos conjuntos documentais (arquivos, fundos ou coleções) identificados e, nas observações, quando possível, há menção aos documentos de interesse imediato ao projeto.
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Instituição Museu Imperial Petrópolis (RJ)
Identificação Coleção Barão de Mamoré (DLC) [376]
Natureza da documentação Cartográficos Impressos Manuscritos Iconográficos Indumentárias Objetos Datas-limite 1804-1898 Volume 722 itens Condições de preservação e acesso Coleção digitalizada
Não estão disponibilizados os 40 itens bibliográficos
Observação Ambrósio Leitão da Cunha (1821-1898), conhecido como Barão de Mamoré, participou do projeto político de construção da EFM-M. Em pesquisa preliminar, identificamos um documento iconográfico (fotografia) e dez documentos manuscritos (correspondências, atas) referentes à EFM-M e de interesse para o Centro.
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Instituição Fundação Biblioteca Nacional
Rio de Janeiro (RJ)
Identificação Coleção Percival Farquhar
Natureza da documentação Manuscritos
Iconográficos Cartográficos
Datas-limite Primeira metade do século XX
Volume 2.700 documentos
Condições de preservação e acesso Acesso disponível Coleção digitalizada
Observação Percival Farquhar (1864-1953).
Empresário norte-americano com diversos empreendimentos na América do Sul nas áreas de energia elétrica, bondes, construção de portos, ferrovias e siderurgias. Farquhar adquiriu a concessão e construiu a EFM-M entre 1907-1912. Em pesquisa preliminar, identificamos dois documentos iconográficos (fotografias) e três manuscritos (correspondências, datilografados) referentes à EFM-M e de interesse para o Centro.
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Instituição Fundação Biblioteca Nacional
Rio de Janeiro (RJ)
Identificação Brasiliana Fotográfica Digital. Dana B.
Merrill. View of reviews or scenes as seen
by engeneers, tropical tourist, global trotters, knights of fortune and tramps: Madeira-Mamoré Ry Brazil, South America.
Natureza da documentação Iconográficos
Datas-limite 1878-1912
Volume 86 itens
Condições de preservação e acesso Coleção digitalizada
Observação Dana B. Merrill (1877-19?). Fotógrafo
norte-americano que registrou a construção da EFM-M entre 1909-1910. Em pesquisa preliminar, identificamos 86 documentos iconográficos (fotografias) referentes à EFM-M e de interesse do Centro.
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Instituição Fundação Oswaldo Cruz
Instituto Oswaldo Cruz Casa de Oswaldo Cruz Rio de Janeiro (RJ)
Identificação Fundo OC – Oswaldo Cruz
Série IOC – Instituto Oswaldo Cruz
Dossiê 09 – Documentos relativos à construção da ferrovia Madeira-Mamoré
Natureza da documentação Impressos
Manuscritos Iconográficos
Datas-limite 16 Fev. – 6 Set./1910 (Produção)
Volume 21 itens
Condições de preservação e acesso Acesso aos originais na Sala de Consulta Sem restrições
Coleção digitalizada
Observação Oswaldo Gonçalves Cruz (1872-1917).
Médico brasileiro, contratado juntamente com o dr. Belisário Penna pela Madeira- Mamoré Railway Company para prestar serviços médicos e sanitários no hospital de Candelária da EFM-M, em Porto Velho, no ano de 1910.
Em pesquisa preliminar, identificamos 21
documentos manuscritos
(correspondências e anotações), iconográficos (fotografias) e impressos (relatórios) referentes à EFM-M e de interesse para o Centro.
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Instituição Fundação Oswaldo Cruz
Instituto Oswaldo Cruz Casa de Oswaldo Cruz Rio de Janeiro (RJ)
Identificação Fundo BP – Belisário Penna
Série 06- Fotografias
Subsérie TP – Trajetória Profissional Dossiê 01 – Madeira-Mamoré
Natureza da documentação Iconográficos
Datas-limite 16 Fev. – 6 Set./1910 (Produção)
Volume 70 itens
Condições de preservação e acesso Acesso aos originais na Sala de Consulta Sem restrições
Coleção digitalizada
Observação Belisário Augusto de Oliveira Penna
(1868-1939). Médico brasileiro, contratado juntamente com o dr. Oswaldo Cruz pela Madeira-Mamoré Railway Company para prestar serviços médicos e sanitários no hospital de Candelária da EFM-M, em Porto Velho, no ano de 1910. Em pesquisa preliminar, identificamos 70 documentos iconográficos (fotografias) referentes à EFM-M e de interesse para o Centro.
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Instituição Instituto de Estudos Brasileiros
Universidade de São Paulo São Paulo (SP)
Identificação Arquivo Fundo Mário de Andrade
Série Fotográfica – Viagem Etnográfica
Natureza da documentação Iconográficos
Datas-limite 1927 (Produção)
Volume 528 itens
Condições de preservação e acesso Acesso disponível na Sala de Consulta Coleção digitalizada
Observação Mário Raul Moraes de Andrade (1893-
1945). Escritor brasileiro que realizou uma ‟viagem etnográfica” ao Norte do Brasil, entre os meses de maio e agosto de 1927, e viajou entre Porto Velho e Guajará-Mirim numa litorina da EFM-M. Mário de Andrade registrou, em seu diário de viagem O turista aprendiz, as impressões sobre a ferrovia, Porto Velho e Guajará- Mirim.
Em pesquisa preliminar, identificamos 23 documentos (fotografias) referentes à EFM-M e de interesse para o Centro.
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Instituição Museu Paulista
Universidade de São Paulo