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Dialog og monolog mellom avdelingsleder og lærerne

5.5 Oppsummering

6.1.1 Dialog og monolog mellom avdelingsleder og lærerne

Conforme ilustra a Tabela 3, a partir de 2003, período que marca o início do ciclo de crescimento da economia brasileira nos primeiros anos do século XXI, os déficits em transações correntes transformam-se em grandes superávits mesmo que por um breve período. O responsável pela melhora no quadro de vulnerabilidade externa da economia brasileira resultou do crescimento vertiginoso dos saldos na balança comercial a partir de 2003 que foi suficientemente grande para cobrir o também crescente déficit da conta de serviços e rendas. Entre 2003-2006 o saldo da balança comercial apresentou uma taxa de crescimento de 86%, ao passo que o crescimento da conta de serviços e renda foi de 57%. O superávit em proporção do PIB atingiu o valor de 0,8% em 2003, mantendo a trajetória ascendente até 2005. Embora as transferências unilaterais tenham apresentado uma elevação de 48% no mesmo período, sua reduzida contribuição para o saldo das transações correntes contribuiu pouco para o resultado geral. A taxa de crescimento do saldo em transações entre 2003-2006 foi de 226%, saindo de US$ 4,2 bilhões em 2003 para US$ 13,7 em 2006, apresentando um acumulado de US$ 43,8 bilhões (BACEN, 2014).

Entre 2007-2010, período que compreende uma das maiores crises econômicas da história, os superávits tão logo se transformam em déficits cada vez maiores, dando início ao processo de deterioração das contas externas do Brasil. Em 2007 o saldo da balança comercial atingiu US$ 40 bilhões e em 2008 esse valor caiu para US$ 24,8 bilhões, redução de 38% quando comparado com o ano anterior. O nadir ocorre em 2010, ano em que o superávit alcançou US$ 20,1 bilhões, redução de 56% quando comparado com 2006, ano em que o saldo atingiu o valor máximo da série histórica de US$ 46,2 bilhões (BACEN, 2014).

No mesmo período, os déficits na conta de serviços e rendas se ampliaram consideravelmente. Em 2007 o déficit era de US$ -42,5 bilhões e no ano seguinte passa a ser de US$ -57,2 bilhões, apresentando trajetória ascendente até chegar o valor US$ -70 bilhões em 2010. A taxa de crescimento entre 2007-2010 foi de 65%, valor bastante superior ao da balança comercial que apresentou uma redução de -50% em seu saldo. O rápido crescimento do déficit na conta de serviços e renda e a queda acentuada dos saldos na balança comercial foram os principais responsáveis pela ampliação do déficit em transações correntes, que atingiu o valor de -2,2% em proporção do PIB. O saldo em transações correntes saiu de US$

1,6 bilhão em 2007 para um déficit de US$ -47,3 bilhões em 2010, um crescimento negativo de 3253%, acumulado de US$ -98,4 bilhões (BACEN, 2014).

Entre o período 2011-2013 o cenário de deterioração em transações correntes se agrava ainda mais devido ao resultado ruim da balança comercial e ao crescimento do déficit na conta de serviços e rendas. Em 2011 o saldo da balança comercial foi de US$ 29,7 bilhões, crescimento de 47,7% em relação ao ano anterior, caindo para US$ 19,4 bilhões em 2012 e reduz abruptamente para US$ 2,6 bilhões em 2013, valor inferior ao ano de 2001, período em que a balança comercial começou apresentar superávit. O acumulado do período foi de US$ 51,7 bilhões com queda -65% quando comparado com o acumulado de 2003-2007, fase ascendente do ciclo (BACEN, 2014).

Em relação à conta de serviços e rendas, em 2011 o déficit atinge US$ 85,3 bilhões, crescimento de 21% em relação a 2010. No ano seguinte (2012) esse valor cai para US$ 76,4 bilhões e em 2013 atinge a marca histórica de US$ -87,2 bilhões, o maior déficit desde 1947, ano em que se começou a série. O déficit acumulado para o período 2011-2013 também foi o maior da série histórica, cerca de US$ -165,2 bilhões. Também é nesse ano que o Balanço de Pagamentos apresenta o primeiro déficit desde 2000, cerca de US$ 6 bilhões, que foi financiado com a venda de reservas (BACEN, 2014).

A elevação dos déficits da balança de serviço e rendas decorreu, essencialmente, do crescimento do montante total das rendas enviadas ao exterior, conforme ilustra a Tabela 4. No período 1995-2002, o crescimento das remessas de lucros e dividendos resultou do processo de privatização e desnacionalização ocorridas nessa fase. Quanto aos juros, o aumento vertiginoso da dívida externa está entre um dos principais responsáveis pelo aumento. Já no primeiro mandato do governo Lula, o elemento definidor da redução do pagamento de juros líquidos acumulados, cerca de 11%, decorreu do pagamento da dívida externa líquida. Quanto ao aumento da remessa de lucros e dividendos, a sobrevalorização do Real nesse período é um dos elementos que explicam esse fenômeno (FILGUEIRAS E GONÇALVES, 2007).

Entre 2007-2010, o déficit acumulado na conta de lucros e dividendos apresenta um crescimento de 166%, quando comparado com o período 2003-2006, e atingiu a marca histórica de US$ -111,9 bilhões nesse período. De acordo com o IEDI (2009), a presença de fatores conjunturais internos, como maior lucratividade das empresas presentes no Brasil e a forte valorização do real até junho de 2008 contribuíram para o crescimento do montante de

rendas enviadas ao exterior, contudo, o principal elemento responsável pelo crescimento da remessa de lucros e dividendos decorreu da necessidade das empresas e bancos internacionais compensar perdas em outros mercados, além de atender à necessidade de caixa das matrizes no exterior (BACEN, 2014).

No período 2011-2013, o total das rendas apresenta uma queda de -21% em relação ao período anterior, porém, essa redução foi compensada pelo crescimento de 58% no déficit no total dos serviços. Um dos fatores que explicam o aumento do déficit da balança de serviços nessa fase deve-se ao crescimento das despesas com viagens internacionais e o aluguel de equipamentos que apresentaram aumento de 98% e 48%, respectivamente, quando comparados com os períodos 2003-2006 (BACEN, 2014).

Tabela 4: Serviços e Rendas, valores acumulados: 1995-2013 (US$ bilhões).

Fonte: Banco Central do Brasil (2014); Filgueiras e Gonçalves (2007), pag. 68.

3.3. O Papel do Investimento Estrangeiro Direto (IED) na Compensação do Déficit em