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Design and construction of CRISPR/Cas9 plasmids and repair templates

5.1 Verification of MS candidates

5.1.2 Design and construction of CRISPR/Cas9 plasmids and repair templates

Na tabela 49 verifica-se a frequência e percentagem das palavras para o indicador Interação/Interatividade (componente online) referentes a 1ª e 2ª aplicação do questionário (antes e depois do curso).

Tabela 49 Indicador: Interação/Interatividade (componente online) - frequência e percentagem das palavras ou expressões (antes e depois do curso)

Examinando-se a tabela 49, verifica-se que as palavras e expressões iguais, 1ª e 2ª aplicação do questionário, componente online são: “Horário Flexível”; “Partilha/Troca de informações” e “Facilidade de comunicação a qualquer hora/ Rapidez de contatos”.

Já como palavras ou expressões que se diferem, tem-se “Espaço (Flexibilidade - poder estar em casa)” e “Interacção” para a 1ª aplicação e “Chat”; “Fóruns”; “Definição de critérios de participação online”; “A escrita/forma como escreve”; “Criação de fóruns (assumindo a leitura e análise dos mesmos pelo professor)”; “Sessões de chat previamente marcadas e combinadas”; “Chat com poucos elementos são menos confusos e mais produtivos”; “Criar momentos de pausas e reflexão”; “Disponibilização do contacto do email”; “Assegurar a participação de todos os intervenientes” e “Contacto claramente definido para que todos saibam sempre a forma de operar comunicativamente” para a 2ª aplicação do questionário.

Todas essas palavras nos remetem à questão do conceito de interatividade. Como já foi apresentado no capítulo 3, a questão da interatividade ganha papel central nas relações online, pois possibilitam “Interação” e “Partilha/Troca de informações”, apresentando também vantagens, “Espaço (Flexibilidade - poder estar em casa)”, ―Horário Flexível”; e “Facilidade de comunicação a qualquer hora/ Rapidez de contatos”. Essas são as expressões que apareceram na 1ª aplicação e revelam as também as motivações pessoais dos alunos ao optarem pelo curso na modalidade b-learning de educação, como já apareceu na tabela 9, p. 115.

Percebe-se ainda um elevado aumento de palavras e expressões que indicam a importância desse indicador para o componente online. Tem-se em relação ao componente presencial, 3,7% (1ª aplicação) e 0,8% (2ªaplicação), e, 10,2% (1ª aplicação) e 29,7% (2ª aplicação). Lembrando que a 2ª aplicação do questionário deu-se depois do curso, o que demonstra que os alunos no decorrer do curso, perceberam a importância da interatividade e que a expressam de uma forma pontual ao se referirem ao “Chat” e “Fóruns” como ferramentas de interação.

Também apontam quais seriam as melhores maneiras do docente utilizar essas ferramentas: “Definição de critérios de participação online”; “A escrita/forma como escreve”; “Criação de fóruns (assumindo a leitura e análise dos mesmos pelo professor)”; “Sessões de chat previamente marcadas e combinadas”; “Chat com poucos elementos são menos confusos e mais produtivos”; “Criar momentos de

pausas e reflexão”; “Assegurar a participação de todos os intervenientes” e “Contacto claramente definido para que todos saibam sempre a forma de operar comunicativamente”.

Ao se apontar as relações téoricas possíveis entre o componente presencial e o componente online, indicador interatividade, lembramos que em Vygotsky encontramos as diferenças cognitivas que envolvem a palavra falada e a escrita, sendo que essa última implica em organizar processos mentais mais complexos. É interessante observar que aparece na expressão “A escrita/forma como escreve”; que os alunos notaram a importância da palavra escrita quando nos referimos ao componente online. Retoma-se aqui a questão da escrita sensível, Haetinger e Haetinger (2004), quando falou-se sobre o indicador afectividade na página 153.

Encontramos ainda em Silva (2000) e Primo (2003) os fundamentos da interatividade, o que também já foi apresentado no capítulo 3. Faz-se aqui apenas uma recapitulação desses fundamentos.

Silva (2000) diz que fundamentos da interatividade são: ―Participação- intervenção‖; ―Bidirecionalidade-hibridação‖ e ―Permutabilidade-potencialidade‖. Sendo que os aspectos fundamentais são: participação-intervenção: significam interferir na mensagem; bidirecionalidade-hibridação: a comunicação é produção conjunta da emissão e recepção, é co-criação,os dois pólos codificam e descodificam, e, permutabilidade-potencialidade: a comunicação supõe múltiplas redes articulatória de conexões e liberdade de trocas, associações e significações pontenciais.

Voltando-se às respostas dos alunos, nota-se que o princípio de participação-intervenção, está presente em suas expressões, “Chat com poucos elementos são menos confusos e mais produtivos”; “Criar momentos de pausas e reflexão”; pois alunos buscam colocar as suas ideias e seus pontos de vista.

Quanto ao fundamento bidirecionalidade-hibridação, tem-se “Assegurar a participação de todos os intervenientes” é fundamental para interação de docente- alunos que esta seja de uma forma conjunta.

Em relação ao fundamento permutabilidade-potencialidade, explica-se com um exemplo de interação no chat em que os alunos estavam discutindo a questão da comunicação interativa.

Vejamos então:

Aluno A: intercâmbio Aluno B: transmissão Aluno C: Partilha Aluno D: interação Aluno E: fio condutor

Docente: Diferentes olhares… e assim, mais ou menos ênfase em determinados componentes. E qual será o objetivo?

Aluno B: Comunicar.

Aluno D: transmissão de informações Aluno A: Interagir com

Aluno C: modificar comportamentos

Aluno E: colaborar para a construção de conhecimento.

Docente: Poderemos sintetizar estas vossas ideias, que comunicar é ―tornar comum‖?

Aluno E: A tudo isso chamanos: comunicar. Aluno E: partilhar conhecimentos

Aluno D: socializar

Sendo o elemento permutabilidade-potencialidade, a comunicação que permite associações de idéias, trocas de conhecimento, significações potenciais e que ao final da conversa/interação os participantes conseguem colaborativamente chegar a um consenso, tem-se o exemplo acima a presença desse elemento.

Continuando as discussões, temos em Primo (2003) a questão da interatividade nas relações online, como sendo reativa ou mútua. Os alunos, por meio dos dados do questionário, propõem uma interação mútua. ―Criar momentos de pausas e reflexão”; “Assegurar a participação de todos os intervenientes” são indicadores deste tipo de interação, já que esta é caracterizada pela interdependência das relações, na qual todos participam mutuamente da construção

do conhecimento, e pelos processos de negociação: “Definição de critérios de

participação online”, “Sessões de chat previamente marcadas e combinadas”; “Chat com poucos elementos são menos confusos e mais produtivos”; “Contacto claramente definido para que todos saibam sempre a forma de operar comunicativamente”.

E agora, voltando-se aos aportes centrais, destaca-se a competência

valores rapidez de Almeida (2002), pois para que haja uma interação satisfatória entre docente e aluno é necessário que o docente tenha habilidade no trato com sua comunicação interpessoal.

Interagir aqui é sinônimo de prestar atenção ao outro e possibilitar nessa interação a participação dos “alunos de forma frequente”, estabelecendo um “diálogo aberto”e ―biredicional”.