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Den lærende organisasjonen

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3 TEORIGRUNNLAG

3.3 Den lærende organisasjonen

Em relação aos modos de participação dos pais na vida escolar (M), identificámos as várias formas de participar e a iniciativa para essa participação. Assim, conforme a leitura do quadro IV (anexo 4) sugere, a maioria das mães entrevistadas resume a sua participação na vida escolar dos seus filhos aos contactos com os professores para saber do seu comportamento e do seu aproveitamento escolar. Dizem:

"vou perguntar se ela está bem, se vai bem, se ela se porta bem"; "pergunto se ele se porta bem, se ele está bem na escola, sá~a essas as perguntas que faço à professora e que me interessam". Tal como no estudo de Ana Diogo (2002) e Ana Benavente (1990), podemos afirmar que a relação entre as escolas e as mães entrevistadas "é uma relação praticamente limitada aos contactos destinados a obter informações sobre o percurso escolar dos filhos". A este respeito, o nosso estudo corrobora também o que Pedro Silva afirma: "a maioria dos contactos acontece na escola ou sobre o que se passa na escola" (Silva, 2001: 531).

Porém, há também algumas mães que mencionam a sua participação em reuniões:

"participando nas reuniões"; "vou às reuniões".

Há ainda mães, embora sejam em menor número que alargam a sua participação à ajuda nos trabalhos de casa, em passeios e festas:

"vou aos passeios da escola, vou ás festinhas da escola dele, participo dentro do possível";

"ajudo a minha filha em casa e colaboro nas festas que se realizam na escola".

É de notar que muita desta colaboração traduz-se no envio de bens alimentares para o lanche no final das festas e, no caso de passeios, não passa de uma simples presença. Em relação às festas a situação é praticamente idêntica para a grande parte das mães entrevistadas. Quando questionadas sobre as actividades em que devem participar, num primeiro momento, afirmam que "os pais devem participar no que puderem", "ajudar os professores no que for preciso" e "se a escola precisar de alguma coisa, os pais devem fazer tudo o que puderem para conseguir isso", sem especificar as actividades. Num segundo momento, algumas até, de uma forma tímida, começam a enumerar algumas das actividades em que devem participar, sendo praticamente comuns as suas opiniões:

"nas festas, nos passeios, nas feirinhas, ajudar a arranjar dinheiro para a escola, no cortejo de Carnaval";

"em reuniões, festas, passeios também";

"em festas, lanches que se fazem com as crianças, convívios, passeios, essas coisas todas".

Esta situação leva-nos a concordar com Pedro Silva (2QQ1: 459) quando afirma que "da parte dos pais gerou-se o hábito de comparecerem em número significativo na escola em momentos de convívio"26. Apenas quatro das mães

entrevistadas referiram que devem ser os pais a organizar determinadas actividades. Disseram:

"organizar passeios, feirinhas, festas, acho que pode muito bem ser trabalho para os pais.. .organizar o desfile de Carnaval";

"Acho que podemos ser nós a organizar, por exemplo, a feira do Outono, festas de fim de período".

Existe como que uma tomada de consciência daquilo que deverá ser feito, mas a realidade é bem diferente, uma vez que os pais não tomam a iniciativa de realizar essas actividades. Metade das entrevistadas revelou ter a iniciativa para a participação. No entanto, esta iniciativa não vai além dos contactos com o professor para conhecer o percurso escolar dos filhos e, mesmo assim, segundo os professores, não é a maioria27. As mães que

afirmam participar por sua iniciativa dizem:

"geralmente é por minha iniciativa"; "sempre por minha iniciativa".

A outra metade das mães diz participar quando é chamada:

"quando a professora acha que é preciso, diz para eu ir à escola e eu vou logo";

"se for chamada vou logo de outra forma não vou"; "só quando sou chamada é que participo".

Como podemos verificar, as mães limitam a sua participação aos contactos com os professores para saber do comportamento e aproveitamento escolar dos filhos e à presença em reuniões para as quais são convidadas. No entanto, embora com dificuldades e alguma hesitação, vão enunciando outras actividades em que, em sua opinião, devem participar e que são diferentes daquelas que apontaram anteriormente. Daqui infere-se que as mães entrevistadas têm consciência que deveriam participar em outras actividades para além das que se limitam à obtenção de informação sobre os percursos escolares dos filhos. Tal como no estudo de Benavente (1990: 141), os nossos dados indicam que "os pais parecem estar bastante disponíveis (segundo as suas respostas) para contactos com a escola e que esta nem sempre potencializa essa disponibilidade". Por isso, somos levados a crer que existem

obstáculos que impedem a concretização das intenções dos pais no domínio da participação na escola.

Em síntese, face às respostas das mães entrevistadas, não nos parece estar na presença de pais "difíceis de envolver" (Davies e ai., 1989: 62), uma vez que os que não participam por sua iniciativa, afirmam bastar que o professor solicite a sua participação para isso acontecer. Esta situação acaba por ir de encontro ao que Ana Diogo (2002: 269) escreve quando afirma que "a maioria das famílias desenvolve uma interacção com o estabelecimento escolar de tipo tradicional que consiste em idas à escola, por solicitação do professor".

Nenhuma das mães, por nós entrevistada, referiu a sua participação na gestão da escola. Neste sentido, os dados deste estudo contribuem também para reforçar a opinião de Ávila Lima (2002: 146) ao afirmar que "a maior parte dos estudos tem demonstrado que os encarregados de educação se interessam, sobretudo, pelos aspectos concretos da escolaridade das crianças e dos jovens e que se sentem menos atraídos ou preparados para exercer funções administrativas nos estabelecimentos de ensino".

V.1.1.2 - Opiniões dos pais sobre a participação na vida

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