2. Det østindiske handelskompaniet: Fra handel til herredømme (1763-1813)
3.2 Oxford versus Cambridge i imperiedebatten
4.2.4 Delkonklusjon: Harlow og imperiefaget – noen særtrekk
Uma das referências para a comunidade de jornalistas correspondentes estrangeiros em Portugal é a Sala da Imprensa, no Palácio Foz, na Praça dos Restauradores:
O Palácio Foz era já um lugar de referência para os jornalistas estrangeiros durante o Estado Novo, pois aí funcionava o organismo que tutelava a comunicação social e era onde Franco Nogueira, ministro dos Negócios Estrangeiros, dava as suas conferências de imprensa previamente preparada para os correspondentes acreditados em Lisboa (Rodrigues, 2008: 69).
Com o fim da ditadura e a chegada de centenas de correspondentes a território nacional, esta sala ganhou uma outra importância e os seus funcionários, segundo Rodrigues, passaram a ter várias tarefas: fazer acreditações, apoiar os jornalistas e
67 garantir o bom funcionamento do espaço. Nesta altura, chegaram a trabalhar neste espaço 11 funcionários.
Com a saída dos correspondentes do país, o funcionamento da sala alterou-se. Em 2004, apenas trabalhavam quatro pessoas e “os horários de funcionamento foram reduzidos em função das novas realidades” (Rodrigues, 2008: 70). Dez anos mais tarde, esta sala tinha apenas dois funcionários e com um horário de funcionamento entre as 9 e as 18 horas, com paragem para hora de almoço. Esta situação não é atrativa para os jornalistas, uma vez que as noticias não escolhem horas e o desafio destes profissionais é, precisamente, conseguir divulgar a notícia em tempo real.
Esta Sala está equipada com computadores, acesso à Internet, ainda que limitado, e impressora. No entanto, estes recursos começam a não ser suficientes. João Carlos, que escreve para a Deutsh Weller, apontou que, devido às restrições financeiras impostas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, o centro de apoio começa a notas carências. Na verdade não há Wi-Fi, os computadores não foram atualizados e são demasiado lentos, sendo que alguns funcionam mal.
O mau funcionamento da Sala, no entanto, deve-se também à fraca utilização que lhe é dada por parte dos correspondentes devido às novas tecnologias, a maior parte dos jornalistas trabalha a partir de casa. No Palácio Foz são apenas regulares quatro ou cinco membros da AIEP. Os restantes visitam o espaço poucas vezes, apenas para reuniões pontuais ou para encontros pessoas entre membros. Apesar das condições limitares que a sala dispõe, é, ainda assim, um local agregador da comunidade jornalística.
Esta situação não acontece apenas em Portugal. Segundo Jerome Godfroy, correspondente francês nos EUA (cit. in Hess, 2005) afirma que “os Centros de Imprensa Estrangeira são muito úteis para correspondentes com poucos recursos ou para aqueles que acabaram de chegar aos Estados Unidos.” (2005: 96).
Devido à natureza do seu trabalho, o jornalismo correspondente é naturalmente uma profissão que implica alguma solidão, uma vez que, na maioria das vezes, o trabalho é feito, todo ele, de forma individual. As associações para a imprensa estrangeira podem também ajudar neste ponto. A AIEP, para além de tentar proteger os seus membros e apoiar os recém-chegados, cria um elemento agregador, fazendo com que todos, independentemente do país de origem, façam parte da mesma comunidade.
68 Hannerz, defende que o objetivo destas associações é exatamente a formação de uma comunidade. Comunidade esta que, segundo o autor, “é um conjunto heterogéneo de pessoas, dividas ao longo de várias dimensões, mas não por nacionalidade. Os membros são reunidos no mesmo espaço por alguns eventos e contextos organizados, mas no dia-a-dia a comunidade é fragmentada e individualizada” (1998: 556).
As atividades que a AIEP organiza, ou em que participa, têm como objetivo juntar de forma mais regular os seus membros, para tornar o seu trabalho menos solitário. Durante a minha passagem na Associação, foram organizados vários encontros e visitas: almoço com o jornalista Paulo Magalhães, apresentação da estratégia para 2015 do Turismo de Portugal, apresentação da estratégia da AICEP até 2016 e uma visita às vinhas da Casa Santos Lima e da Adega Mãe. Foi ainda organizada a Festa de Natal, que tem por objetivo juntar os membros da Associação e respetivos familiares num ambiente mais descontraído, onde o convívio é a palavra de ordem.
Apesar do esforço para a integração de todos, existem alguns problemas que foram relatados pelos correspondentes. De forma informal, em conversas que tive o privilégio de ter, informaram-me que o acesso às instituições é difícil. Ou seja, o acesso que, à primeira vista, deveria ser facilitado, vê-se restringido e demorado. Falar com presidentes das câmaras, ministros, presidentes de instituições, como a AICEP, ou do Turismo de Portugal, é, atualmente, dificultado, principalmente por ação dos Assessores de Imprensa.
Este problema de acesso não é exclusivo a Portugal. Stephen Hess afirma que, também nos Estados Unidos, os correspondentes apresentam as mesmas reclamações. Contudo há uns que “têm acesso se o país ou a cultura que eles representam tiver importância para os Estados Unidos” (2005: 86).
Um dos objetivos destas Associações é o de colmatar este problema de acesso: “Para aqueles cujo acesso é mais dificultado, há centro os Centros de Imprensa Estrangeira do Estado” (Hess, 2005: 89). Contudo, Marie-Line, correspondente francesa há mais de vinte anos a viver em Lisboa, diz que a comunicação com as instituições nunca foi fácil:
A estratégia institucional, governamental ou empresarial é de tentar que as coisas não fogem fora! (…) Mas isto tem a ver com uma visão provinciana da qual sofre as vezes
69 Portugal. É pequeno e sofre disto, mas também não é muito entusiasta para que seja falado fora. Com instituições oficiais é complicado, e sobretudo pela demora da resposta: 3 dias, uma semana, as vezes duas…. É um ritmo que não corresponde a realidade dos medias de hoje.