As atividades de campo foram realizadas nos bairros apresentados na Tabela 5.3, selecionadas pelos critérios calculados a partir do banco de dados. Essas atividades passaram por diversas etapas:
campo 1: equipe do projeto ‘Indentificação das áreas de risco de Ouro Preto’;
campo 2: equipes das SMDSHC e Defesa Civil para levantamentos das residências de origem dos beneficiários do projeto Aluguel Social;
campo 3: vistorias das equipes: do Batalhão do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Fiscalização e Posturas e do projeto ‘Indentificação das áreas de risco de Ouro Preto’ às áreas mapeadas pela CPRM (2016) como risco muito alto;
campo 4: Imageamento com Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), popularmente conhecidas como “drones”, das 3 áreas modelos
Durante o período de atividade de campo, nas áreas visitadas, também foram observadas características relacionadas aos cenários de perigo, de vulnerabilidades espaciais, temporais e individuais, e a infraestrutura destas áreas, através da ficha de campo. Vale ressaltar que no Campo 2, foram realizados trabalhos com os técnicos do setor de habitação e a defesa civil, que contribuiu com o entendimento da remoção das famílias de suas residências, quanto aos principais processos que ocasionaram nestas remoções, que exemplificam os principais eventos recorrentes e suas consequências. A partir das observações em campo, foi possível contextualizar a situação habitacional encontrada com os bairros de maior fragilidade e os principais processos que afetaram as edificações.
As Figuras 5.4 e 5.5 apresentam um resumo dos bairros com maiores membros de beneficiários de Aluguel Social, comprovando suas fragilidades habitacionais e os principais processos que afetaram as edificações.
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Figura 5.4 - Bairros com maiores registros de remoções de famílias das edificações no Distrito Sede de Ouro Preto/MG
Figura 5.5 - Número de eventos diagnosticados nos bairros de origem dos beneficiários do programa Aluguel Social no Distrito Sede de Ouro Preto/MG
0 2 4 6 8 10 12 14 N º d e Do m icí lios Vi sto ri ad o s Bairros Vistoriados
Bairros com Fragilidades Habitacionais
Água Limpa Alto da Cruz Alto das Dores Antônio Dias
Barra Caminho da Fábrica M. da Queimada M. Santana
Piedade Pocinho Santa Cruz São Cristóvão
São Francisco Saramenha Taquaral Vila Aparecida
0 10 20 30 1 N º d e E ve n to s Típologias
Eventos Diagnosticados
Escorregamento PlanarEscorregamento Planar/Quedas de Blocos/ Rastejo Escorregamento Planar / Rolamento de Blocos Patologia Estrutural
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Como diagnóstico das fragilidades encontradas nas áreas vistoriadas, as principais foram:
Ausência de infraestrutura urbana – drenagem pluvial, ligações de água e esgoto e contenções;
Edificações com alta vulnerabilidade construtiva – ausência de estruturas de fundações, pilares, vigas e cintas bem como ausência de revestimentos externos. Coberturas frágeis em telhas de fibrocimento;
Cortes irregulares que provocam a maioria dos movimentos gravitacionais de massa do tipo planar;
Ligações clandestinas de água, com o uso de mangueiras e tubulações frágeis, que provoca vazamentos constantes no talude de corte possibilitando os colapsos;
Lançamentos de águas servidas nos taludes de corte e aterro; Lançamento de lixos nos taludes;
Construções em locais de alta suscetibilidade a movimentos gravitacionais de massa;
Construções de edificações sobre galerias da mineração.
Como forma de ilustrar os principais diagnósticos feitos nos campos, a Tabela 5.4, apresenta figuras que apresentam alguns cenários referentes a infraestrutura urbana, padrão construtivo e estrutural de residências, sistemas de contenções encontrados, galerias da mineração em meio urbano e cortes e aterros irregulares.
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Tabela 5.5 - Principais diagnósticos preliminares de campo. Fonte das imagens: Arqui- vo pessoal
Principais Diagnósticos de Campo
Ruas pavimentadas com insuficiência de dispositivos de drenagem urbana (bocas de lobo) bairro Morro Santana.
Fonte: a autora/2017.
Edificação com alta vulnerabilidade estrutural (inexistência de elementos estruturais – viga, cinta, pilar) e padrão construtivo (acabamento) inexistente.
Bairro Piedade. Fonte: A autora/2017.
Edificação vulnerável a jusante de blocos de grandes dimensões (matacões). Bairro Piedade. Fonte: A
autora/2017.
Edificações sobre aterros irregulares e presença de lixo no talude de aterro. Bairro Morro da Queimada. Fonte:
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Tabela 5.6 (Continuação) - Principais diagnósticos preliminares de campo. Fonte das imagens: Arquivo pessoal
Principais Diagnósticos de Campo
Sistemas de contenção ineficientes. Bairro Taquaral. Fonte: A autora/2016.
Edificações em topo de encostras ingremes, ligações de água irregular, processos erosivos e ovimentações de massa progressivos. Bairro Santa Cruz. Fonte: A
autora/2015.
Ocupação em área sem infraestrutura urbana. Bairro São Francisco. Fonte: A autora/2017.
Ligações de água em tubulações frágeis (Mangueiras e tubo pvc) sobre talude. Bairro Taquaral. Fonte: A
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Tabela 5.7 (Continuação) - Principais diagnósticos preliminares de campo. Fonte das imagens: Arquivo pessoal
Principais Diagnósticos de Campo
Cortes e aterros irregulares e grandes indícios de movimentação no terreno. Bairro Morro Santana/Piedade.
Fonte: A autora/2017.
Muro de pedra com urgência em manutenções. Centro Histórico. Fonte: A autora/2015.
Edificações sobre galerias da mineração Sec. XVII e XVIII de grandes extensões. Bairro Taquaral. Fonte: A
autora/2017.
Edificações dentro de linhas naturais de drenagem. Bairro São Francisco. Fonte: A autora/2017.
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Tabela 5.8 (Continuação) - Principais diagnósticos preliminares de campo. Fonte das imagens: Arquivo pessoal
Principais Diagnósticos de Campo
Contenções em pneus executadas sem critérios técnicos eficentes. Bairro São Francisco. Fonte: A autora/2017.
Contenções pontuais ineficientes em taludes de corte ingremes e de alturas elevadas. Bairro M. Santana.
Fonte: A autora/2016.
Aliando todas as informações das Etapas I, II e III foi possível a definição dos bairros modelos para a aplicação da metodologia proposta para o cálculo do índice de risco (iR) desenvolvida na ETAPA IV. Foram selecionados 3 bairros para exemplificar a metodologia a ser adotada:
Bairro Taquaral; Bairro São Cristóvão;
Centro Histórico – Praça Barão do Rio Branco ( Praça da Estação).
Os bairros selecionados caracterizam por possuírem maiores probabilidades anuais iniciais, maiores registros de óbitos e feridos, maiores fragilidades sociais habitacionais e também foram afetados por eventos recentes.
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