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Requirement Analysis

6.3 Data Quality and Metrics

De acordo com Farina et al. 7 e Balestrin e Vargas8, citados no trabalho de Behncker Jerônimo et al. (2005) sobre fatores de melhoria de desempenho e eficácia, podem ser destacados os seguintes:

- Economia de escala:

- Poder de barganha junto ao fornecedor

- Ampliação de mercado/vendas: novos mercados

- Economias de escopo: aumento no portfólio de produtos

- Economias de especialização: vendas de produtos que fazem parte do pedido final do cliente

- Processo de inovação: incrementais ou radicais - Redução de custos de transação

- Vantagem competitiva sustentável sobre empresas de maior porte.

A eficácia é uma medida relacionada com a obtenção de resultados previamente estabelecidos e difere da eficiência no sentido de ser esta última uma relação entre insumos e benefícios. Está relacionada com a capacidade que uma organização revela em atender as expectativas de seus principais atores em termos de resultados esperados. Estes resultados, no caso das centrais de negócio, e de acordo com a relação acima, estariam a princípio relacionados ao desempenho do negócio: melhoria de escala, redução de custos de aquisição de mercadorias e, portanto, melhoria de vendas, em outras palavras, condições de compra que se aproximassem dos grandes supermercados e reequilibrassem a relação de forças, proporcionando melhores condições competitivas para o pequeno supermercadista.

A obtenção de resultados de desempenho esperados, implica em se aferir qual seria a real expectativa e, no caso deste trabalho, envolve mais do que desempenho econômico e financeiro. A ação em rede resulta na formação de grupos que estabelecem

7 FARINA E. M.; FURQUIM DE AZEVEDO, P.; SAES, M. S. M. Competitividade: mercado, estado e organizações. São Paulo: Ed. Singular/Fapesp/Pensa, caps 1 e 2, p. 19-111, 1997.

8 BALESTRIN, Alsones e VARGAS, Lilia M. Redes Horizontais de Cooperação como estrutura favorável ao Desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas, Work Paper. In: ANAIS - ENCONTRO NACIONAL DA ANPAD, 2003.

relacionamentos entre seus associados que ultrapassam a dimensão objetiva e econômica, pois, além dos resultados econômicos, surgem com o passar do tempo outros fatores não financeiros em termos de troca de informações e qualidade de decisões tomadas, por exemplo. Além disso, a convivência intensa proporcionada pela ação cooperativa e conjunta dos associados da central de negócios gera outros resultados relacionais que transcendem, desde a sua origem, (posto que já nasce dentro de um contexto de relações prévias, em alguns casos), a mera relação objetiva e comercial. Estes resultados se revelam no plano das relações sociais em termos de confiança, reciprocidade, amizade, afinidade, companheirismo e pertencimento a um grupo e bem estar com este pertencimento. É esta eficácia que, em sentido mais amplo, engloba, além da obtenção de resultados financeiros e não financeiros, também a satisfação por estar/pertencer a um grupo até o momento bem sucedido. Este pertencimento fortalece os associados do grupo e o grupo em si.

É importante, portanto, aferir o grau de satisfação de cada ator com sua participação na central nestes termos mais amplos. O sentimento de pertencimento ao grupo dá uma noção de eficácia ampla à rede, pois se os associados se sentem bem, sentindo-se pertencentes a um grupo de maneira plena, são eficazes de maneira ampla e, portanto coesos, não somente em termos relacionais (se bem que a coesão relacional é a fonte primária), mas em termos também mais amplos, definidos também sob a forma de coesão social, e que somam aos elementos da coesão relacional, tais como confiança, reciprocidade, intensidade emocional, outros mais como solidariedade, busca de maiores ganhos para o grupo e o próprio pertencimento.

O caráter amplo com o qual é tratada a eficácia neste trabalho impossibilita a sua medição mais objetiva, nos moldes da eficácia econômica, isto é crescimento de vendas, obtenção de lucro, diminuição de custos, etc. Este trabalho requer a avaliação da percepção desta eficácia por meio de entrevistas qualitativas, guiadas por um roteiro, com questões em linha com a coesão relacional, porém sem deixar de lado aspectos mais objetivos como vendas, lucro e custos.

Quanto à percepção e cognição em si, esta está em linha com o conceito de racionalidade limitada, introduzido por Simon (1959) e posteriormente encampado pelo institucionalismo. Em oposição à racionalidade formal, existente nos modelos econômicos ortodoxos, associada ao cálculo, relações lógicas e universais, enfim, a aplicação da razão (raciocínio que combina conhecimentos e meios aos fins), tem-se a cognição, um conhecimento particularizado, limitado às alternativas que podem ser visualizadas dentro da capacidade limitada dos seres humanos em processar as informações. Na perspectiva

cognitiva, a maioria dos autores, como se encontra em Kirschbaum e Crubelante (2008), as instituições estariam associadas ao conceito de:

“...comportamento social repetitivo mais ou menos tomado como certo que é sustentado por normas e entendimentos cognitivos que oferecem significados às trocas sociais e permitem a reprodução da ordem social” (KIRSCHBAUM E CRUBELANTE, 2008, p. 108)

É importante lembrar, como ressalta Gonçalves (2006), que, no caso das diversas vertentes do neo-institucionalismo, existem formas distintas de utilização do conceito de racionalidade limitada. No neo-institucionalismo econômico, em que pese a racionalidade ser limitada pela assimetria de informações e limitação de processamento de informações, permanece a hipótese de racionalidade. Os agentes econômicos têm intenção racional e buscam minimizar a diferença entre a realidade e suas limitações em processá-la por meio de cálculo. Além disso, mantêm-se a concepção de universalidade em termos de tempo e espaço No neo-institucionalismo sociológico, as especificidades históricas e geográficas são consideradas como detentoras de papel importante na formatação das percepções. Os indivíduos possuem conhecimento particularizado, uma cognição representada por grades interpretativas e visões de mundo, construídas a partir de seus contextos históricos, sociais, geográficos e relacionais. Estas grades funcionam como filtros cognitivos, através dos quais as ações são selecionadas.