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Além do Rio de Janeiro, portanto, a cidade de São Paulo também serviu de palco para os momentos iniciais da configuração do skate no país119. Encontramos um dos primeiros registros sobre a prática do skate nas páginas da revista Veja, em sua edição do dia 24 de outubro de 1973, quando ela noticiou – pela primeira vez desde que foi fundada – o “mais novo divertimento” dos jovens paulistanos: o “surfe de asfalto”120.

De acordo com esta reportagem,

Descer as mais íngremes ladeiras de dois dos mais elegantes bairros de São Paulo – o Morumbi e o Pacaembu – e fazer durante a descida as mais incríveis firulas que a imaginação e a temeridade podem despertar é o mais novo divertimento de um grupo de jovens paulistas121.

Interessante notarmos que não havia, por parte da redação da Veja na época (a matéria não foi assinada) um termo mais específico para significar os movimentos executados pelos skatistas em suas descidas pelas ladeiras. Hoje, com a inserção do skate do campo dos esportes, até mesmo essas mídias direcionadas aos “adultos”, como era e ainda é o caso da Veja, passaram a retratá-lo a partir de termos mais próximos ao

118 HALL, Stuart. Quem precisa da identidade? In SILVA, Tomaz Tadeu de. Identidade e diferença: a

perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis: Vozes, 2000, p. 109.

119 Novamente lembramos que não estamos restringindo o início da prática do skate no Brasil apenas as

cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, pois certamente ele também foi praticado em outros municípios e regiões. No entanto, não nos resta dúvida de que essas duas cidades foram as mais representativas, numericamente e comercialmente, no que tange aos primórdios do skatismo no país.

120 Revista Veja, 24 de outubro de 1973, p. 58. 121 Idem, p. 58.

79 vocabulário esportivo. Pois já numa edição de 1988, a revista Veja, ao analisar a edição de um vídeo sobre um campeonato de skate, intitulado “Skate: o esporte emoção”, descrevia os movimentos de alguns skatistas, como as de Rogério Antigo, como “manobras radicais” 122.

O skate na época não era ainda um “esporte radical”. Intitular os movimentos de “incríveis firulas”, portanto, foi a maneira como essa revista interpretou, de modo aparentemente pejorativo, aqueles movimentos corporais que eram, de acordo com a mesma reportagem, muito “semelhantes ao surfe”123. Além disso, a palavra “firula”, em se tratando da Veja, demonstra também o olhar adulto sobre a prática do skate na época. Deste modo, podemos captar através dessa revista (de modo distinto do que ocorria na Pop, por exemplo, que era uma mídia direcionada exclusivamente para os jovens), que os sentidos atribuídos a essa prática não eram os mesmos em todas as categorias sociais. Para a Pop, as manobras de skate representavam uma incrível diversão124, mas para a Veja, além de divertidas, elas também eram vistas como “incríveis firulas”.

Voltemos ao caso do skate como um “surfe de asfalto”. De fato, e embora seja o surfe uma prática bem mais antiga que a das demais atividades de origem californiana, os momentos iniciais de sua configuração como um esporte ocorreram durante a primeira metade do século XX, em particular na Costa Oeste dos Estados Unidos, lugar onde surgiram os primeiros clubes de surfe na Califórnia. Antes disso, ele já era praticado na Polinésia, sobretudo no Havaí, mas com significados muito diferentes. De acordo com Cleber Augusto Gonçalves Dias, pesquisador do Laboratório de História do Esporte e do Lazer, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a prática do surfe foi iniciada pelos polinésios, mas a partir de conotações religiosas e cerimoniais que não implicavam seu uso esportivo. A descoberta do surfe ocorreu por intermédio do explorador britânico James Cook (1728 – 1779), quando este, chegando ao Havaí, deparou-se com “a incrível cena de homens flutuando sobre as águas”125.

Após ser incorporado pela cultura dos lazeres norte-americana, o surfe passou a tomar dimensões bem diferentes, tornando-se um “esporte” associado à juventude, à contemplação da natureza e aos prazeres corporais. Ao analisar aspectos relacionados ao

122 Revista Veja, 3 de fevereiro de 1988, p. 84. 123 Revista Veja, 24 de outubro de 1973, p. 58. 124 Revista Pop, nº 36, janeiro de 1974.

125 DIAS, Cleber Augusto Gonçalves. A vida vem em ondas. Revista de História da Biblioteca Nacional.

80 processo de formação e desenvolvimento desta atividade nos Estados Unidos, Cleber Dias apontou que o surfe,

difundiu-se maciçamente na esteira do desenvolvimento da contracultura, dos símbolos de identificação da juventude e da indústria do entretenimento norte-americano, sobretudo o cinema. Associado ao aparecimento de um novo estilo de vida, que através de uma permanente celebração do prazer, se apresentava menos comprometido com o sistema de valores dominantes – especialmente a ética do trabalho e da produtividade –, o esporte rapidamente se transformou num símbolo de identificação coletiva para a juventude dourada da Califórnia126.

Se desde a década de 1950 a presença do surfe em produções cinematográficas norte-americanas tem se apresentado como um importante vetor para o aumento no número de praticantes127, sua popularização em outros países, como no Brasil, também apresentou relações com a sétima arte. No cinema nacional, o filme Garota de Ipanema, de 1967, foi o primeiro a exibir cenas de surfe128, pois na trama a protagonista (interpretada por Marica Rodrigues) era namorada de um campeão de surfe (interpretado por Arduíno Colassanti).

Segundo o historiador Rafael Fortes, posteriormente a Garota de Ipanema, “quatro filmes destacaram o surfe na passagem dos anos 70 para os 80: Nas ondas do surf, Nos embalos de Ipanema, Menino do Rio e Garota Dourada”129, sendo que o filme Nas ondas do surf, produzido no ano de 1978, além de difundir o surfe como um estilo de vida, também apontou o skate como algo que se desenvolveu a partir desta atividade130.

Se havia um poder de mobilização por parte do cinema, sobretudo no sentido de encantar os jovens com as inúmeras possibilidades que essas práticas ofereciam, vale destacarmos a existência do filme norte-americano intitulado Skaterdater, escrito por

126 ______. A mundialização e os esportes na natureza. In Conexões (UNICAMP),v. 6, nº 1, 2008, p. 56. 127 ______. Ta dando onda (surf’up). In Esporte e Sociedade, ano 3, nº 8, 2008, p. 4.

128 MELO, Victor Andrade de; FORTES, Rafael. O surfe no cinema e a sociedade brasileira na transição

dos anos 1970/1980. In MELO, Victor Andrade de (org). Esporte e cinema: novos olhares. Rio de Janeiro: Apicuri, 2009, p. 188.

129 FORTES, Rafael. Os anos 80, a juventude e os esportes radicais. História do esporte no Brasil: do

Império aos dias atuais. PRIORE, Mary Del; MELO, Victor Andrade de. (org´s). São Paulo: Editora UNESP, 2009, p. 421.

81 Noel Black e produzido por Marshal Backlar a partir de um trabalho de conclusão de curso na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) no ano de 1965. O filme, ou mais precisamente um curta-metragem de aproximadamente 18 minutos, acabou ganhando a Palma de Ouro no festival de Cannes no ano de 1966 e se tornou um sucesso nos Estados Unidos na época. Felizmente, numa era em que a Internet revolucionou o acesso a arquivos os mais diversos, foi possível assistirmos ao filme na íntegra pela rede (o que representa, a nosso ver, um aspecto positivo para as pesquisas em “História do Tempo Presente”). Segundo Marcello Dantas, curador de uma exposição que trouxe Gary Hill, um dos jovens atores do filme – e hoje um conceituado videoartista norte-americano, vencedor do Leão de Ouro na Bienal de Veneza de 1995 – para o Rio de Janeiro, o curta Skaterdater teve a função de introduzir o skate, “um esporte nascente na Califórnia, no mundo”131.

Tido como um dos primeiros registros cinematográficos da prática do skate, sua trama apresenta como cenário central as ladeiras de Venice Beach, na Califórnia, e como atores principais sete jovens praticantes de skate. Descalços e ao som de surf- music, esses skatistas apresentavam por todo o filme movimentos corporais muito próximos aos que os surfistas realizavam nas ondas do mar, evidenciando ser o skate um desdobramento, no asfalto, do surfe praticado nas ondas.

O filme não apresenta diálogos, quem conta a história são as imagens, que ficam por conta da interpretação do espectador. Assim, é possível percebermos, entre os jovens skatistas, que dois deles competiam, implicitamente, pelo lugar de líder do grupo, trocando olhares e desafios com o skate. Trata-se de um filme que explora o universo de latente sexualidade juvenil, utilizando-se do skate como atrativo visual para um enredo em voga num período, como classificou o historiador Eric Hobsbawm, de “revolução cultural”132. Trocando as corridas de skate pelos “rachas” de carro, temos em Skaterdater uma versão mais jovial para o clássico filme “Juventude Transviada”, estrelado por James Dean em 1955.

Além dessas mídias, a presença do surfe na “arquitetura” do skate também está presente na memória de muitos de seus antigos praticantes, os quais, na maioria das vezes, acenam para essa característica fusional do skate com o surfe durante o início da década de 1970.

131http://rioecultura.com.br/expo/expo_local3.asp?expo_cod=1264, acesso em 23/08/2009.

132 Sobre o termo, ver: HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914 – 1991. São

82 O surfista carioca Ricardo “Bocão”, por exemplo, recorda-se que neste período “vários surfistas passaram a velejar e a andar de skate, alguns sem largar o surf”133. De acordo com o skatista André Viana Figueiredo – atual presidente da Federação de Skate do Estado do Rio de Janeiro –, em sua cidade o skate passou a ser praticado por volta de 1973, quando “Quinzinho e seu irmão, o Alemão, que tinham casa na zona sul do Rio de Janeiro, onde costumavam surfar, trouxeram um skate para a cidade de Nova Iguaçu”134. Outros depoimentos, entretanto, revelam as diferentes hierarquias entre essas práticas, nas quais o surfe era quase sempre mais prestigiado que o skate, sendo este muitas vezes representado como um passatempo para os dias “sem onda”. De acordo com as lembranças de D’orey,

Naquele tempo andar de skate era o que o surfista fazia quando não dava onda [...] Todo surfista andava, e não tinha skatista que não surfasse. Não era outro esporte, era uma coisa só. Ou melhor, surf é que era o esporte. Skate era passatempo [...] O skate veio do surf, e depois virou outra coisa com ídolo, código, moda, comportamento e trilha sonora própria135.

Mas não devemos levar ao pé da letra (ou de modo generalizante) essa afirmação de D’orey de que “todo surfista andava e não tinha skatista que não surfasse”. Pois em uma entrevista realizada com o carioca Guto Jimenez, que começou a praticar skate no ano de 1975, ele nos revelou que havia diferentes espaços na cidade do Rio de Janeiro (especialmente entre o subúrbio e as regiões litorâneas) que impossibilitavam o livre trânsito entre essas duas práticas corporais. Em suas palavras,

Em relação ao Rio, não é correto afirmar que "todo skatista também era surfista", pois isso poderia até se aplicar a quem morasse na Zona Sul (como eu), mas não era a realidade da galera do subúrbio, por exemplo. Ir pra praia com prancha no ônibus era sempre um

133 BOCÃO, Ricardo. O surf é o pai de todos os esportes de prancha. Fluir. São Paulo, ed. 259, ano 24,

maio de 2007. Citado por DIAS, Cleber A. Gonçalves. Urbanidades da natureza: o montanhismo, o surfe e as novas configurações do esporte no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Apicuri, 2008, p. 150.

134 Entrevista com André Viana Figueiredo realizada pelo antropólogo Giancarlo Machado. Publicada

em : http://www.skatecultura.com/2008/01/nova-iguau-rj-uma-parte-importante-da_11.html, acesso em 20/09/2011.

135 D’OREY F. Skate é surfe sem tubo. In Revista Fluir, nº 241, 2005. Citado por DIAS, C. A. G. A

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problema, pois não eram todos os motoristas que levavam - e, quando aceitavam, você tinha de pagar duas passagens (uma pra você e outra pra prancha), embarcar no ponto inicial e desembarcar somente nos pontos finais dos itinerários. Eu tive de desembarcar tantas vezes no Leblon e andar até o Arpoador pra pegar onda que tenho ojeriza por caminhar desde então. Portanto, muitos skatistas dessa época não pegavam onda, embora a conexão da moda fosse inquestionável; até mesmo as marcas de skate se inspiravam nas de surfe para criarem e produzirem suas roupas136.

Essa diferença tão bem destacada por Gimenez nos ajuda a compreender que se havia (e de fato havia!) uma influência do surfe sobre o skate, o intercâmbio entre essas duas modalidades (embora grande, como outros depoimentos a seguir nos revelam) não pode ser pensado como uma fórmula que pode ser aplicada a todos os agentes dessa época, sem exceção social, financeira ou territorial, por exemplo. De todo modo, como escreveu o também carioca César Chaves – ou Cesinha Chaves, como ficou mais conhecido – o skate durante os anos finais da década de 1960 (quando ele começou a praticar), era bastante conhecido como “surfinho”, pois eram os surfistas “que tentavam imitar no asfalto as manobras praticadas nas ondas do mar”137. Falando de sua experiência pessoal para o jornalista Cauê Muraro, Cesinha Chaves comentou que,

Meu primeiro interesse com o skate foi em 1968, quando comecei a surfar. Naquela época a gente fazia o nosso surfinho da maneira que dava, cortávamos compensados e tábuas com formas de pranchinhas e pregávamos patins com rodas de borracha, que usávamos com a regulagem do eixo super solto, pra fazer as curvas de surf no asfalto. Nessa época fui com meus pais para Petrópolis, que é serra e não tem praia. Fui andar de skate num rink de patinação e me lembro do impacto que o skate causou naquele pessoal138.

Também Leonides Melo, um surfista que começou no skate ainda na primeira metade da década de 1970, tornando-se posteriormente membro de uma equipe de skatistas conhecida no Rio de Janeiro como Jeckle, também associa seu início no skatismo em função de seu envolvimento com o surfe. De acordo com suas lembranças,

136 Em entrevista realizada no dia 06/12/2011 (arquivo do autor). 137 Revista Tribo Skate, n. 50, 1999, p. 37.

138 Entrevista com Cesinha Chaves por Cauê Muraro. Fonte:

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Comecei a andar de skate em dezembro de 1974 em pleno verão carioca, e assim como na Califórnia, aqui no Rio de Janeiro, quando o mar não estava bom, os surfistas como eu ficávamos buscando alguma coisa que nos animasse, quando descobrimos o skate, o entusiasmo foi geral e contagiante139.

Depoimentos colhidos por skatistas na cidade de São Paulo também indicam a existência de uma relação entre essas duas práticas corporais. O já citado Sergio Moraes, por exemplo, foi um skatista que se iniciou nesta atividade no ano de 1974, na época em que estudava o 4º ano do ginásio no Colégio Major Arcy, próximo ao Jardim da Aclimação. Segundo ele nos relatou, após ter visto um colega de classe aparecer com um skate, ficou deslumbrado com a novidade e, rapidamente, quis adquirir o seu. No seu caso, ele construiu seu primeiro skate serrando uma madeira com a ajuda de um tio marceneiro - dando a madeira o formato de uma pequena pranchinha de surfe - e depois a acoplando aos eixos e rodas de um patim, comprado na fábrica da Torlay em São Paulo.

Além disso, segundo suas recordações, na mesma época em que conheceu o skate, ele também se deparou com o surfe através das páginas de duas revistas importadas (Surfing e Surfer) que eram vendidas em bancas da Praça da República. Essa influência o levou a comprar uma prancha de surfe e também dar início a essa outra atividade pelas praias do litoral paulista. Em seu relato, ele afirma que em São Paulo, assim como aconteceu no Rio de Janeiro, a incorporação da cultura do skate veio pelo surfe, embora, no seu caso em específico, ele tenha começado a andar de skate antes de ter aprendido a surfar. Durante a primeira metade da década de 1970, Sergio Moraes afirma que todos os jovens que conheceu em São Paulo, e que andavam de skate, também surfavam, pois o skate parecia ser um estágio inicial do surfe naquele período. A dinâmica corporal envolvidas em ambas as práticas, ressalta Moraes, eram de fato muito próximas. Para ele, “assim como atualmente o surfe contemporâneo incorpora manobras desenvolvidas no skate, nos anos 70 o skate incorporava as manobras desenvolvidas no surfe”140.

Na fotografia a seguir, retirada em São Paulo no ano de 1975, a qual foi gentilmente cedida por Sergio Moraes a essa pesquisa, é possível observarmos como as

139 Em entrevista realizada no dia 02/12/2009 (arquivo do autor). 140 Depoimento colhido em 03/03/2012 (Arquivo do Autor)

85 técnicas corporais do surfe fizeram-se presentes no modo como ele passou a praticar o skate. Além do movimento dos joelhos dobrados e dos braços esticados, os pés descalços e o fato dele utilizar o pavimento como se estivesse numa onda também nos sugerem essa relação.

Figura 5: O jovem Sergio Torres Moraes em São Paulo no ano de 1975. Fonte: Arquivo pessoal de Sergio Moraes

Além de Sergio Moraes, realizamos também uma entrevista com o paulistano Jun Hashimoto, um dos skatistas mais influentes da segunda metade da década de 1970 e que chegou a se profissionalizar nesta atividade. De acordo com suas lembranças, na cidade de São Paulo, seu “primeiro contato com o skate foi motivado pela vontade de deslizar no asfalto e plagiar as manobras do surfe”. Além disso, ele nos afirmou também que, no início, “um par de Havaianas [chinelos] nas mãos, camiseta hang ten, bermuda florida, colar de conchas e o skate embaixo do braço eram os equipamentos nos dias das ladeiras de asfalto”141.

Nesse contexto de introdução do skate enquanto uma prática californiana no Brasil, tanto em São Paulo, mas principalmente no Rio de Janeiro, devemos compreender que, na época, já havia um clima de renovação e liberalidade que

86 engendrava “uma cultura de massas hedonista-juvenil”142. No caso do Rio de Janeiro, lembramos que foi a partir das décadas de 1950 e 1960 que surfe se consolidou nas areias de Copacabana e do Arpoador, sendo que em 1965 teria surgido uma Federação Carioca de Surfe143, o que bem possibilitaria um intercâmbio de práticas entre surfistas e skatistas. Num artigo em que abordou aspectos da história do surfe no Brasil, o historiador Rafael Fortes afirmou que a construção dessa atividade ocorreu de forma paralela a de outras práticas, como a do skate ou a do body-board, escrevendo que “diversos agentes se envolveram com mais de um esporte, de maneira que houve intensa circulação”144.

In document Nora Happny aug. 13.pdf (2.782Mb) (sider 39-43)