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As características individuais de um líder são determinantes para a definição e adoção de linhas de ação que caraterizam o desempenho da liderança, logo

antever o estilo de liderança praticado. Estas características passam por traços de personalidade, como sejam o relacionamento interpessoal, a sociabilidade, a autoconfiança, a tolerância ao stresse, a persistência, a visão de futuro, o sentido de responsabilidade, entre muitos outros, e por traços de competência designadamente a inteligência, a capacidade comunicativa, a autoestima, a estabilidade emocional, a determinação a capacidade organizativa.

De acordo com Afonso (2010) há diferentes estilos de liderança: caris

destrutiva, transformacional e transacional. Estes estilos são caraterizados pelas atitudes, opções e comportamentos assumidos pelos respetivos líderes, mas constituem

como referenciais de posicionamento e não como elementos de seriação e

maus líderes. Quer isto dizer que, com base nas características que definem cada estilo, podemos aferir acerca do estilo de liderança praticado e compreender determinadas opções do líder.

A liderança carismática está associada ao líder com cap

seguidores e associada a uma forte componente relacionada com a necessidade de poder, elevada autoconfiança, e uma forte convicção nas suas próprias crenças e ideias (House, 1990). Anteriormente, Yukl (1989) referia

indicadores que nos permitiam identificar a liderança carismática: i) confiança na retidão das crenças do líder; ii) semelhança entre as crenças do líder e as dos seguidores; iii) aceitação inquestionável do lider; iv) af

voluntária; vi) envolvimento emocional na missão da organização; vii) objetivos de desempenho mais elevados por parte dos seguidores; viii) crença dos seguidores de que são capazes de contribuir para o sucesso d

(1995), considerando o ‘carisma’ como elemento fulcral deste processo de liderança, estabelecem uma analogia entre este e o chamado “triângulo de fogo”. Ou seja, o carisma é

Maria Fernanda Monteiro Ferreira Fundamentação Teórica Orientadora: Doutora Helena Luísa Martins Quintas

com o seu conhecimento, a sua cultura, a sua disponibilidade, credibilidade, mérito e, até

As características individuais de um líder são determinantes para a definição e adoção de linhas de ação que caraterizam o desempenho da liderança, logo

tilo de liderança praticado. Estas características passam por traços de personalidade, como sejam o relacionamento interpessoal, a sociabilidade, a autoconfiança, a tolerância ao stresse, a persistência, a visão de futuro, o sentido de responsabilidade, tre muitos outros, e por traços de competência designadamente a inteligência, a capacidade comunicativa, a autoestima, a estabilidade emocional, a determinação a

De acordo com Afonso (2010) há diferentes estilos de liderança: caris

destrutiva, transformacional e transacional. Estes estilos são caraterizados pelas atitudes, opções e comportamentos assumidos pelos respetivos líderes, mas constituem

como referenciais de posicionamento e não como elementos de seriação e

maus líderes. Quer isto dizer que, com base nas características que definem cada estilo, podemos aferir acerca do estilo de liderança praticado e compreender determinadas opções

A liderança carismática está associada ao líder com capacidade para influenciar os seguidores e associada a uma forte componente relacionada com a necessidade de poder, elevada autoconfiança, e uma forte convicção nas suas próprias crenças e ideias (House, 1990). Anteriormente, Yukl (1989) referia-se a este estilo de liderança indicando alguns indicadores que nos permitiam identificar a liderança carismática: i) confiança na retidão das crenças do líder; ii) semelhança entre as crenças do líder e as dos seguidores; iii) aceitação inquestionável do lider; iv) afeição dos seguidores ao líder; v) obediência ria; vi) envolvimento emocional na missão da organização; vii) objetivos de desempenho mais elevados por parte dos seguidores; viii) crença dos seguidores de que são capazes de contribuir para o sucesso da missão do grupo. Posteriormente, Klein e House (1995), considerando o ‘carisma’ como elemento fulcral deste processo de liderança, estabelecem uma analogia entre este e o chamado “triângulo de fogo”. Ou seja, o carisma é

Fundamentação Teórica

48 , credibilidade, mérito e, até

As características individuais de um líder são determinantes para a definição e adoção de linhas de ação que caraterizam o desempenho da liderança, logo, permitem tilo de liderança praticado. Estas características passam por traços de personalidade, como sejam o relacionamento interpessoal, a sociabilidade, a autoconfiança, a tolerância ao stresse, a persistência, a visão de futuro, o sentido de responsabilidade, tre muitos outros, e por traços de competência designadamente a inteligência, a capacidade comunicativa, a autoestima, a estabilidade emocional, a determinação a

De acordo com Afonso (2010) há diferentes estilos de liderança: carismática, destrutiva, transformacional e transacional. Estes estilos são caraterizados pelas atitudes, opções e comportamentos assumidos pelos respetivos líderes, mas constituem-se apenas como referenciais de posicionamento e não como elementos de seriação entre bons ou maus líderes. Quer isto dizer que, com base nas características que definem cada estilo, podemos aferir acerca do estilo de liderança praticado e compreender determinadas opções

acidade para influenciar os seguidores e associada a uma forte componente relacionada com a necessidade de poder, elevada autoconfiança, e uma forte convicção nas suas próprias crenças e ideias (House, tilo de liderança indicando alguns indicadores que nos permitiam identificar a liderança carismática: i) confiança na retidão das crenças do líder; ii) semelhança entre as crenças do líder e as dos seguidores; iii) eição dos seguidores ao líder; v) obediência ria; vi) envolvimento emocional na missão da organização; vii) objetivos de desempenho mais elevados por parte dos seguidores; viii) crença dos seguidores de que são a missão do grupo. Posteriormente, Klein e House (1995), considerando o ‘carisma’ como elemento fulcral deste processo de liderança, estabelecem uma analogia entre este e o chamado “triângulo de fogo”. Ou seja, o carisma é

Maria Fernanda Monteiro Ferreira

Orientadora: Doutora Helena Luísa Martins Quintas formado por três elementos indiss

só se verifica na presença dos três. Esta combinação triangular, como qualquer outra, comporta aspetos positivos e aspetos negativos. É positivo se satisfaz as necessidades dos seguidores, mas revela-se negativo se serve para engrandecer o líder (Yukl, 1999).

Desta dicotomia, resultante do “triângulo de fogo”, surge a liderança destrutiva (Padilla et al., 2007). Este autor considera que, por um lado, todos os líderes destrutivos são carismáticos e, por outro, dá ao “triângulo de fogo” uma nova abordagem alicerçada em três componentes: líder destrutivo, seguidores suscetíveis, ambiente conducente. Para além disso, apresenta os fatores críticos que identificam o líder destrutivo: i) carisma; ii) personalização do poder; iii) narcisismo; iv) experiências negativas de vida; v) ideologia de ódio.

No que concerne à liderança transformacional, esta é caraterizada por impulsionar o líder e os seguidores para níveis superiores de moralidade e motivação (Burns,

Segundo Cunha et al. (2003), estes líderes atuam no sentido de promoverem a consciência dos seguidores, apelando a valores como sejam a justiça, a liberdade, o humanitarismo e a paz, por oposição ao desenvolvimento de emoções como o medo, a cobiça,

ódio. Também Bass (1985) preconizou que a liderança transformacional é operacionalizada pelo líder que se socorre do seu carisma para induzir uma motivação inspiracional, conducente à estimulação intelectual e demonstrando consideração individualizada. Deste modo, estamos perante um líder que exerce uma influência idealizada, que atua como um modelo de comportamento, que ajuda os seus seguidores ajudando-os a reconhecerem as suas capacidades e identificarem os seus problemas, e que reconhece os seus colaboradores ajudando

perspetiva de Polletier (2007), a liderança transformacional revê

uma vez que líder e liderados são direcionados para o desenvolvimento convergente de objetivos e para a partilha de valores.

A liderança transacional, segundo Lourenço e Ilharco (2007), recai sobre o desempenho dos seguidores, isto é, os papéis e as tarefas são transmitidas aos colaboradores que, por sua vez, ficam sujeitos a recompensas e penali

desempenho. Surge, assim, quase que por oposição à liderança transformacional, que é definida em termos de efeito nos seguidores, ou seja, visa transformar o grupo através de

Maria Fernanda Monteiro Ferreira Fundamentação Teórica Orientadora: Doutora Helena Luísa Martins Quintas

formado por três elementos indissociáveis, “Líder”, “Seguidores” e “Ambiente propício”, e só se verifica na presença dos três. Esta combinação triangular, como qualquer outra, comporta aspetos positivos e aspetos negativos. É positivo se satisfaz as necessidades dos

se negativo se serve para engrandecer o líder (Yukl, 1999).

Desta dicotomia, resultante do “triângulo de fogo”, surge a liderança destrutiva Este autor considera que, por um lado, todos os líderes destrutivos or outro, dá ao “triângulo de fogo” uma nova abordagem alicerçada em três componentes: líder destrutivo, seguidores suscetíveis, ambiente conducente. Para além disso, apresenta os fatores críticos que identificam o líder destrutivo: i) carisma; ii) lização do poder; iii) narcisismo; iv) experiências negativas de vida; v) ideologia de

No que concerne à liderança transformacional, esta é caraterizada por impulsionar o líder e os seguidores para níveis superiores de moralidade e motivação (Burns,

(2003), estes líderes atuam no sentido de promoverem a consciência dos seguidores, apelando a valores como sejam a justiça, a liberdade, o humanitarismo e a paz, por oposição ao desenvolvimento de emoções como o medo, a cobiça,

ódio. Também Bass (1985) preconizou que a liderança transformacional é operacionalizada pelo líder que se socorre do seu carisma para induzir uma motivação inspiracional, conducente à estimulação intelectual e demonstrando consideração dualizada. Deste modo, estamos perante um líder que exerce uma influência idealizada, que atua como um modelo de comportamento, que ajuda os seus seguidores os a reconhecerem as suas capacidades e identificarem os seus problemas, e que s seus colaboradores ajudando-os a satisfazer as suas necessidades. Na perspetiva de Polletier (2007), a liderança transformacional revê-se numa liderança ética, uma vez que líder e liderados são direcionados para o desenvolvimento convergente de

e para a partilha de valores.

A liderança transacional, segundo Lourenço e Ilharco (2007), recai sobre o desempenho dos seguidores, isto é, os papéis e as tarefas são transmitidas aos colaboradores que, por sua vez, ficam sujeitos a recompensas e penalidades mediante o seu Surge, assim, quase que por oposição à liderança transformacional, que é definida em termos de efeito nos seguidores, ou seja, visa transformar o grupo através de

Fundamentação Teórica

49 Ambiente propício”, e só se verifica na presença dos três. Esta combinação triangular, como qualquer outra, comporta aspetos positivos e aspetos negativos. É positivo se satisfaz as necessidades dos

se negativo se serve para engrandecer o líder (Yukl, 1999).

Desta dicotomia, resultante do “triângulo de fogo”, surge a liderança destrutiva Este autor considera que, por um lado, todos os líderes destrutivos or outro, dá ao “triângulo de fogo” uma nova abordagem alicerçada em três componentes: líder destrutivo, seguidores suscetíveis, ambiente conducente. Para além disso, apresenta os fatores críticos que identificam o líder destrutivo: i) carisma; ii) lização do poder; iii) narcisismo; iv) experiências negativas de vida; v) ideologia de

No que concerne à liderança transformacional, esta é caraterizada por impulsionar o líder e os seguidores para níveis superiores de moralidade e motivação (Burns, 1978). (2003), estes líderes atuam no sentido de promoverem a consciência dos seguidores, apelando a valores como sejam a justiça, a liberdade, o humanitarismo e a paz, por oposição ao desenvolvimento de emoções como o medo, a cobiça, a inveja e o ódio. Também Bass (1985) preconizou que a liderança transformacional é operacionalizada pelo líder que se socorre do seu carisma para induzir uma motivação inspiracional, conducente à estimulação intelectual e demonstrando consideração dualizada. Deste modo, estamos perante um líder que exerce uma influência idealizada, que atua como um modelo de comportamento, que ajuda os seus seguidores os a reconhecerem as suas capacidades e identificarem os seus problemas, e que os a satisfazer as suas necessidades. Na se numa liderança ética, uma vez que líder e liderados são direcionados para o desenvolvimento convergente de

A liderança transacional, segundo Lourenço e Ilharco (2007), recai sobre o desempenho dos seguidores, isto é, os papéis e as tarefas são transmitidas aos dades mediante o seu Surge, assim, quase que por oposição à liderança transformacional, que é definida em termos de efeito nos seguidores, ou seja, visa transformar o grupo através de

Maria Fernanda Monteiro Ferreira

Orientadora: Doutora Helena Luísa Martins Quintas

uma liderança pedagógica que se traduz na definição de novos elevados de aspiração (Jesuíno, 1996).

O contraste evidente entre estes dois estilos de liderança torna

Tal como afirma Robbins (2002), “a liderança transformacional é construída em cima da liderança transacional – produz nos liderados níveis de esforço e de desempenho que vão além dos obtidos apenas na abordagem transacional (p.

O estilo de liderança adotado pode fazer toda a diferença, tanto em termos de clima de satisfação como em termos de persecução d

de uma liderança que se paute mais pela eficácia do que pela eficiência do percurso realizado, muito embora eficácia e eficiência concorram para o mesmo fim, é determinante para o desenvolvimento e sucesso do pro

Estamos, então, perante estilos de liderança que se distinguem, quer pelo percurso realizado quer pelos resultados alcançados, isto é, que se pautam mais pela eficácia e menos pela eficiência ou vice