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5. AVSLUTTENDE DRØFTING OG PERSPEKTIVERING

5.6 D E VOLDSOMME HISTORIENE

considerados em tipologia de segregação;

2. Rua Distribuidora – Ligação entre aglomerados urbanos, sobretudo com função de

passagem, de médio tráfego automóvel e com velocidades de circulação até 50 Km/h. Os modos suaves são considerados em tipologia de segregação;

3. Rua Distribuidora Local – Distribuição do tráfego principal dentro do aglomerado

urbano, com velocidades < 30 Km/h e funções de acesso às zonas de serviços e comércio. É possível a coexistência da bicicleta, mas com segregação do peão;

4. Rua Local – Distribuição do tráfego secundário dentro do aglomerado, com velocidade

<30 Km/h e função de acesso a áreas residenciais com comércio. Segregação do peão;

5. Rua Residencial – Rua Local com carácter mais intimista, velocidades de circulação

automóvel < 16 Km/h e com acesso ocasional de chegada/partida, dedicada ao peão pela coexistência de todo o tipo de utilizadores;

6. Rua pedonal– Rua ou acesso exclusivamente pedonal, restrito ao automóvel;

7. Rua de Estadia – Via de acesso em espaços com exclusiva função de estadia, restrito

ao automóvel e com velocidade de circulação < 15 Km/h. Predomina a coexistência de acessos com prioridade aos modos suaves;

De acordo com esta classificação, o anexo 02 (referente à rede viária existente da área de intervenção) apresenta uma predominânciada tipologia Via Rápida, constituída pela Av. das Forças Armadas (desde a saída do Eixo Norte-Sul até ao cruzamento com a Av. Álvaro Pais), Av. dos Combatentes, Av. Calouste Gulbenkian (incluindo a Praça de Espanha) e Túnel do Rego. Já a Av. Columbano Bordalo Pinheiro, Av. de Berna, Av. da República e Av. Álvaro Pais assumem funções Distribuidoras, enquanto a Av. de 5 de Outubro ou a R. Prof. Lima Bastos são Distribuidoras Locais pelo seu carácter comercial e/ou de serviços. As restantes ruas assumem ligação local aos bairros residenciais ou a outros equipamentos. Destaque para os percursos e ruas pedonais ao longo do corredor ferroviário e no bairro Bélgica-Rego, e a ciclovia no Campo Grande e na Av. Calouste Gulbenkian.

5.3.2 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

5.3.2.1. REDE VIÁRIA PROPOSTA

Enquanto Gomes (2008) propõe um conjunto de medidas de Gestão de Tráfego Ambiental pelo Desenho Urbano (GTADU), o corrente trabalho apresenta apenas a

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Figura 38 – Hierarquização da Rede Viária Proposta (CEAP, 2010)

hierarquização da rede viária e perfis tipo que descrevem as funções, os elementos constituintes e as dimensões da rua adaptadas às visões estratégicas da Cidade do Futuro.

Deste modo, a figura 38, além de definir uma proposta hierarquização, também apresenta uma nova estrutura da rede viária. A estratégia passa por reconverter as Vias Rápidas numa tipologia hierárquica mais adequada, de nível inferior (Rua Distribuidora ou Distribuidora Local). No entanto, é possível verificar situações de alteração de Rua Local para Rua Distribuidora Local (de nível superior), para reforçar o seu carácter estruturante.

No geral, a ligação das diferentes tipologias de rua procura respeitar o nível hierárquico, sendo que as de Coexistência têm ligação às de Segregação através de Ruas

Locais. Contudo, é possível encontrar algumas situações que não seguem esta lógica,

nomeadamente as Ruas Residenciais de Beco, mas sem permitir o acesso rodoviário às de

Distribuição. As Ruas de Estadia e as Ruas Pedonais apresentam-se sobretudo dentro dos

Parques Verdes de Estadia e Recreio, junto de equipamentos colectivos, na interface dos transportes públicos com os parques de estacionamento e no Bairro do Rego. Uma situação exclusiva na Av. da República com uma extensa área pedonal (de possível acesso a veículos de serviços e não motorizados), com o trânsito automóvel a fluir no túnel subterrâneo já existente. No seu conjunto, a ideia é criar condições de maior mobilidade e acessibilidade com segurança para o peão nos níveis mais baixos da hierarquia, conduzindo o automóvel para vias vocacionadas para o efeito, nos níveis mais altos.

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Por outro lado, o desenho dos cruzamentos adaptado de Gomes (2008) e com fundamentos em Prinz (1980) estabelece a continuidade da cota pelo passeio nas situações de Distribuição Local, Local ou Residencial (sendo a Local considerada o elemento ligante) e prevalecendo sempre o nível hierárquico mais baixo para garantir segurança e conforto ao peão (anexo 04).

Relativamente aos sentidos de circulação rodoviária, teve-se em conta a natureza da rua (mantendo o sentido da via ligante ou o existente e facilitando a direcção descendente quando declivosa), os níveis de exigência em manutenção e a sua função (de lugar e ligação). Assim, à excepção das Ruas Distribuidoras que podem ter duas faixas de circulação para cada sentido, as restantes tipologias devem ter apenas uma, sendo preferível não demarcar o seu limite no pavimento mesmo que a largura o permita, tornando flexível a coexistência com outras funções. Por outro lado, as tipologias de Residência apresentam-se maioritariamente com um único sentido por ocorrerem em situação de bairro, podendo existir becos com dois sentidos de forma a evitar acesso directo às Ruas Distribuidoras. As Ruas de Estadia têm apenas um sentido de circulação (Prinz, 1980).

A par da rede viária, foi desenhada uma estrutura de percursos pedestres e cicláveis

que passa dentro dos logradouros e estabelece ligações directas aos espaços de interesse paisagístico. A implementação da Mobilidade Suave carece da adequação das ruas pré- existentes à sua possível circulação, quer através da construção de novas infra-estruturas (pontes, pontos de manutenção, iluminação e ensombramento), quer pela avaliação da aptidão ecológica e cultural. No caso da bicicleta, há que escolher a tipologia ciclável mais adequada, de acordo com a função e intensidade de fluxos dos restantes modos de circulação, assim como os aspectos relacionados com sinalização e informação. Portanto, nas situações de ciclovia unilateral, com a coexistência do peão e de baixa intensidade de tráfego, a largura mínima é de 2 a 2,5 m, enquanto se for alta é de 2,5 a 3 m. Para a bidireccional, é 2,5 a 3 m e 3 a 4 m respectivamente (Magalhães e Mata, 2005).

5.3.2.2. PERFIS DE RUA

Para descrever as multi-funções, o detalhe de elementos constituintes e a dimensão da rua pelo Desenho Urbano Sustentável, recorreram-se a perfis representativos com tipologias de segregação e coexistência, de acordo com a hierarquização pré-estabelecida

(anexo 05). A escolha das espécies de vegetação para arruamento, com aptidão na cidade

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Tipologias de Segregação

1. Via Rápida – Apesar de não serem propostas nesta área de estudo, devem integrar-se