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Covid-19 påvirkning på oppgaven

In document Tre perspektiver på Coworking (sider 58-0)

Neste subtópico será apresentada a máxima da M.I. de forma sucinta. Entretanto, suas implicações e desdobramentos serão trabalhados de forma mais detalhada no capítulo seguinte.

O conceito de missão da M.I. pode ser resumido na máxima: “Evangelho todo, para todo o homem e para todos os homens”. Esta aparece em vários escritos de autores da M.I., como, por exemplo, Padilla, que faz a seguinte afirmação: “a maior necessidade da igreja é de recuperar o evangelho completo de nosso Senhor Jesus Cristo: todo o evangelho, para todo o homem, para todo o mundo” (2014, p.80) e Manfred Grellert, que apresenta a M.I. como uma teologia que tem seu olhar voltado tanto para as questões transcendentes como para as imanentes, possuindo assim um holismo missionário que responde à integralidade tanto do evangelho como da humanidade. Grellert afirma: “Holismo cristão ocorre quando a Igreja toda, totalmente comprometida

com toda a vontade de Deus, leva o evangelho todo ao homem todo e a todos os homens, por todos os métodos éticos possíveis, através de homens e mulheres totalmente engajados na missão integral” (1987, p.61). Sendo assim, pode-se dizer que a M.I.é composta por três totalidades: a totalidade do evangelho, a do homem e a da humanidade.

A primeira totalidade é a do evangelho. Esta surge como uma leitura mais abrangente da Bíblia, que enxerga nos textos bíblicos não apenas uma mensagem para a alma e o espírito humano, mas também para o físico e social, não apenas para um futuro pós-morte, mas também para o presente na vida.

A segunda totalidade se refere ao olhar para a integralidade do homem, entendendo ser a missão da igreja não apenas cuidar de questões espirituais, mas também de tudo aquilo que se refere a sua existência; suas questões transcendentes e imanentes, as opressões espirituais e as estruturas opressoras, os problemas de ordem individual e social, tendo assim um olhar holístico para a realidade humana.

Na última totalidade, todos os homens/humanidade, é compreendido que o evangelho e a missão da igreja não estão limitados e direcionados a apenas uma cultura ou povo, mas sim destinam-se a toda a humanidade, e sua mensagem deve transformar a relação dessa humanidade com Deus, entre si, e com toda a criação. Em síntese é isso que significa o evangelho todo, para todo homem e para todos os homens.

Embora a máxima da M.I. seja sucinta e objetiva, ela carrega desdobramentos teológicos e missionais, os quais poderão ser vistos de maneira mais clara no próximo capítulo. Porém, a partir dessa máxima pode-se ter um vislumbre sobre o que é a Missão Integral, somando vozes com Gouvêa(2011), a partir da teologia expressada nessa máxima, a M.I. pode ser definida por quatro afirmações, as quais serão apresentadas abaixo.

Gouvêa, em seu capítulo “Missão Integral: Um convite à reflexão” responde à pergunta “o que é Missão Integral?” com quatro afirmações que nos servem como norteadoras para conceituação da M.I. Em primeiro lugar ele afirma que “Missão Integral é uma teologia bíblica do evangelho” (GOUVÊA, 2011, p.138). Ele compreende a M.I. como uma teologia que se configura estruturalmente a partir da própria Bíblia, que desenvolve toda a sua reflexão teológica a partir da natureza intrínseca do próprio evangelho, e que ela o vê como “a realização da grande comissão de Cristo, à luz do Mandato sociocultural de Gênesis.” (GOUVÊA, 2011, p.138).

O conceito deste mandato sociocultural é melhor desenvolvido pelo autor em sua segunda afirmação, que diz que “Missão Integral é uma interpretação da grande comissão à luz do mandato sociocultural” (GOUVÊA, 2011, p.138). Segundo Gouvêa (2011) o mandato sociocultural aparece já nos primeiros versículos da bíblia, quando, no diálogo entre Deus e o homem, antes deste ter cometido o pecado (queda), o Senhor diz a ele todas as suas responsabilidades socioculturais. Gouvêa (2011) acredita que esse mandato sociocultural de Gênesis sinaliza o ideal de Deus para a humanidade. Segundo ele:

O projeto não está explicitamente descrito, mas implícito naquilo que a narrativa bíblica apresenta na forma de comando divino. Ele inclui: (i) apoio à família e à educação; (II) apoio à pesquisa científica e tecnologia; (III) promoção da nutrição alimentar e, por inferência, de todas as necessidades básicas para a sobrevivência e saúde de todos, sem exceção de ninguém; (IV) descanso e lazer para todos, e, por inferência, trabalhos para todos. (GOUVÊA, 2011, p.138).

A grande comissão de Mateus 28 é lida a partir deste mandato. Dentro dessa lógica, a igreja entende-se como comissionada a ser um agente que olha para a humanidade que, pós-queda, abandonou esse mandato sociocultural, e coloca-se como propagadora dessa verdade reconciliadora que oferece ao ser humano a possibilidade de restabelecer essa relação com Deus, e lhe atribui responsabilidades com o todo criado. A igreja não apenas propaga essa mensagem, mas se vê dentro dessa nova posição que lhe confere este mandato sociocultural.

A terceira afirmação definidora da M.I. de Gouvêa diz que “Missão integral é a Missão da Igreja e a teologia que serve à Igreja.” (GOUVÊA, 2011, p.139). Para o autor, a missão da igreja é a razão de seu existir e o fundamento de sua teologia. A teologia da igreja só é relevante quando se configura como uma auxiliadora de sua missão. Segundo Gouvêa “Toda teologia que se preze, [...] deve ser feita a partir de dois motores: o estudo da bíblia e a missão da igreja” (2011, p. 139).

Sendo assim, a M.I. é a missão da igreja, e esta é compreendida de maneira holística. A M.I. é também a lente pela qual se faz a leitura bíblica e contextual de onde emergem a teologia eclesiástica, que busca a propagação do Reino de Deus, e a infusão dos valores do reino na cultura e na sociedade.

A quarta e última afirmação de Gouvêa diz que “Missão integral é o próprio evangelho”.(2011, p.140). A M.I. é apresentada apenas como um outro nome para o próprio evangelho, sendo um sinônimo para o evangelho de Cristo; desta forma, não

pretende ser nada além ou aquém do próprio evangelho.Porém, esse acréscimo da palavra “integral” aconteceu não como uma tentativa de expandir o conceito de evangelho de Cristo, esim como uma reação a alguns conceitos limitados do evangelho. Segundo o próprio Gouvêa, “Na verdade só há uma missão em Cristo; aquela que inclui a integralidade daquilo que o Evangelho representa”. (2011, p.141). Aquela cujos conceitos não contemplam a integralidade da missão, a “Missão Parcial”, segundo Gouvêa (2011) simplesmente não é missão cristã; é, porém, uma deformação perigosa, uma distorção alienante e opressora. Não é evangelho porque não é integral, e se não é

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