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What are countries doing to promote a participatory culture of quality in ECEC servicesin ECEC services

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A Participatory Approach to Quality Improvement and Assurance

6. What are countries doing to promote a participatory culture of quality in ECEC servicesin ECEC services

O presente estudo teve como objetivo avaliar quais os fatores determinantes do comportamento do consumidor relativamente à intenção de reciclagem de telemóveis. Para além disso, o estudo visa responder às questões de investigação propostas, examinando assim quais as variáveis que influenciam a intenção de reciclar e qual o impacto de cada uma delas. Com a análise dos resultados obtidos da estimação do modelo estrutural, retira-se a conclusão de que quase todas as hipóteses foram dadas como comprovadas, excetuando-se a H6, que não foi suportada (Quadro 6).

34 Quadro 6-Resultado do teste de hipóteses

Hipóteses Resultado

H1 - "A atitude face à reciclagem está positivamente relacionada com

a intenção de reciclar telemóveis." Suportada

H2 - "As normas subjetivas relacionam-se positivamente com a

intenção de reciclar telemóveis." Suportada

H3 - "O controlo do comportamento percebido está positivamente

relacionado com a intenção de reciclar telemóveis." Suportada H4 - "As expectativas relativamente aos benefícios ambientais da

reciclagem de telemóveis estão positivamente relacionadas com a intenção de os reciclar."

Parcialmente suportada

H5 - "A consciencialização ambiental está positivamente relacionada

com a intenção de reciclar telemóveis." Suportada

H6 - "A idade tem um efeito moderador na intenção de reciclar telemóveis, sendo que quanto mais jovens forem os consumidores

maior vai ser a intenção." Não suportada

No que diz respeito à Hipótese 1, que refere que “A atitude face à reciclagem está positivamente relacionada com a intenção de reciclar telemóveis”, foi suportada. Este resultado foi de encontro aos estudos anteriores na literatura que identificavam esta variável predominantemente como a mais preditiva do comportamento de reciclagem. Nomeadamente, o estudo realizado no Reino Unido por Tonglet (2004), em que foram avaliadas as atitudes e perceções das famílias em relação à reciclagem doméstica através do modelo TCP. Também no estudo de Calvin (2012), que através da mesma teoria desenvolveu um instrumento para medir os determinantes do comportamento de reciclagem entre as pessoas em Hong Kong. A atitude foi então, considerada como a variável que mais influência tem na intenção de reciclagem e isto pode ser explicado pelo facto de os consumidores

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associarem a reciclagem de telemóveis a uma atividade positiva que gera satisfação, ao poderem contribuir para a sociedade.

Em relação à Hipótese 2, “As normas subjetivas relacionam-se positivamente com a intenção de reciclar telemóveis” também é suportada, como seria de esperar pelo que foi previsto na literatura. Outros estudos também corroboraram a importância das normas subjetivas na intenção de reciclar. Por exemplo, o estudo na Turquia, feito por Ar e Yılmaz (2016), investigou os comportamentos de donas de casa em relação à reciclagem e verificou- se que a perceção comportamental dos indivíduos ao seu redor tinham um impacto na orientação do seu comportamento de reciclagem. A aliar a isto, o estudo conduzido por Oskamp et al. (1991) que examinou os antecedentes do comportamento da reciclagem na China, demonstrou que as correlações entre o comportamento de reciclagem e as normas subjetivas foram estatisticamente significativas.

Deste modo, este fator mostra que o comportamento do consumidor de reciclagem é altruísta e bastante influenciado pelas opiniões e crenças das pessoas próximas.

Relativamente à Hipótese 3, que defende “O controlo do comportamento percebido está positivamente relacionado com a intenção de reciclar telemóveis", é suportada. Estudos confirmam a importância desta variável, sendo que Davies (2002) argumenta que esses fatores de controlo tanto podem facilitar como inibir o desempenho de determinado comportamento e fornecem uma medida mais precisa do comportamento dos consumidores. Esse estudo concluiu ainda que o controlo percebido está fortemente correlacionado com o comportamento de reciclagem, sugerindo que, em primeiro lugar, o consumidor deve possuir as habilidades, recursos e oportunidades para reciclar, de modo a contribuir de forma positiva para a reciclagem.

Pelo facto de em Portugal se praticar reciclagem e se fomentar a prática de atividades ambientais, há disponibilidade deste tipo de informação em vários canais. A população até aos 40 anos, que perfaz 64% da amostra, tem um acesso facilitado todo o tipo de informação acerca desta temática, dada a sua familiaridade com a sua evolução tecnológica. Assim sendo, a reciclagem dos telemóveis é incentivada.

Contudo, como foi possível verificar na Hipótese 4, “As expectativas relativamente aos benefícios ambientais da reciclagem de telemóveis estão positivamente relacionadas com a intenção de os reciclar”, os benefícios ambientais não têm um impacto direto na intenção

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de reciclar. Pelo facto deste resultado contrariar estudos anteriores que indicam que os mesmos são determinantes da intenção do consumidor (Chen & Tung, 2009; Davies, 2002; Stern, 1992; Tobler et al., 2012; Tonglet et al., 2004; Wan et al., 2015), testou-se o impacto indireto dos benefícios ambientais via atitude, que foi, de facto, verificado.

Estudos anteriores verificaram que a ligação do ambiente e da atitude em relação à reciclagem é das mais fortes. Num estudo no Vietname, através do modelo da TCP, examinaram-se os principais fatores que influenciavam a intenção comportamental de reciclagem de lixo eletrónico. Concluiu-se que, para além da ligação dos benefícios ambientais e da atitude ser positiva, sempre que o consumidor demonstra consciência das consequências ambientais, tende a agir de forma responsável em relação a reciclagem dos telemóveis (Thi Thu Nguyen, Hung, Lee, & Thi Thu Nguyen, 2019). A consciência dos benefícios ambientais faz com que consumidor tenha uma atitude positiva em relação à reciclagem dos telemóveis, a qual conduz à sua satisfação.

Por vezes, o facto de os efeitos nocivos do lixo eletrónico na saúde humana serem reconhecidos pelos consumidores, faz também com que a sua consciencialização aumente e queiram agir em conformidade. A mudança de comportamento aumenta, assim, os benefícios ambientais (Thi Thu Nguyen et al., 2019). Portanto, a hipótese foi parcialmente comprovada, uma vez que os benefícios ambientais têm um impacto positivo na intenção de reciclar, mas indireto.

No que diz respeito à Hipótese 5, “A consciencialização ambiental está positivamente relacionada com a intenção”, é suportada. A preocupação com o meio ambiente é vista, então, como um incentivo ao comportamento de reciclagem (Zhang et al., 2020). Constata-se que a consciencialização e a preocupação com o meio ambiente são dos fatores que mais influenciam os comportamentos de reciclagem de forma positiva (Zhang et al., 2020). Ou seja, a perceção do consumidor acerca das mudanças climáticas influencia o seu nível de preocupação ambiental que, por sua vez, afeta a sua motivação para agir e a sua disposição (Tobler et al., 2012). Em conformidade com os estudos anteriores apresentados, esta variável tem, então, um efeito significativo na intenção de reciclar dos consumidores (Kumar, 2017; Tobler et al., 2012).

Por fim, o estudo testou ainda o efeito moderador da idade na intenção de reciclar telemóveis na Hipótese 6, “A idade tem um efeito moderador na intenção de reciclar telemóveis”. Esta hipótese não foi suportada, uma vez que não se verificaram quaisquer diferenças significativas entre os três grupos criados.

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Contrariamente ao que se tinha previsto, a idade não teve qualquer efeito na intenção de reciclagem de telemóveis. O estudo não previu diferenças significativas entre as diferentes faixas etárias. Isso também pode ser explicado pela maior parte da amostra contemplar um grau de instrução elevado, licenciatura (158), mestrado (79), pós-graduação ou doutoramento (112) e, dessa forma, os inquiridos possuírem maior conhecimento sobre a proteção ambiental, mais consciência e maior propensão para a reciclagem dos telemóveis.

A mesma conclusão foi obtida por outros estudos, como o estudo realizado por Werner and Makela (1998), que pretende identificar o que leva as pessoas a reciclar e a sua propensão para redefinir a reciclagem. Desta forma, conseguem enfatizar os seus prazeres ou a sensação de satisfação quando reciclam, não tendo a idade, contudo, qualquer impacto neste estudo. Outros estudos, pelo facto da reciclagem se ter tornado generalizada em toda a sociedade, a variável idade perdeu o seu poder discriminatório (Katzev, Blake, & Messer, 1993; Mainieri, Barnett, Valdero, Unipan, & Oskamp, 1997; Oskamp et al., 1991).

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