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3. Analysis of the cotton import to Norway 1835-1920

3.5 Cotton import to Norway 1880-1899

Computer Assisted Jornalism (CAJ), em Português, Jornalismo Assistido por Computador (JAC) é provavelmente o termo mais antigo associado ao estudo do jornalismo e suas ligações com as novas tecnologias e com a Internet. Assim, tal como há mais de 20 anos um jornalista não podia dispensar o telefone, hoje o mesmo

profissional da comunicação não prescinde do computador, como fonte singular de recolha de notícias.

O termo CAJ deriva da noção de Computer Assisted Design (CAD), ferramenta que veio revolucionar o desenho industrial, em áreas como a Mecânica e a Engenharia Civil. Fidalgo (2007) refere ainda que o JAC veio reconfigurar a prática jornalística nas suas diversas vertentes: recolha de notícias, tratamento e difusão.

Muitas vezes conceitos como Jornalismo Online e Jornalismo Assistido por Computador (JAC) são confundidos. Contudo são expressões que designam conceitos distintos, na medida em que, por JAC se entende o uso da Internet ou de computadores nas rotinas jornalísticas, numa perspectiva de ferramenta de trabalho.

A informática trouxe consigo uma nova forma de estar no jornalismo. Redigir um texto em suporte digital significa emendar, reescrever, recortar, copiar, armazenar, etc. Através de um computador o jornalista pode organizar os conteúdos, indo para além da compreensão e da utilização do computador como máquina de escrever, com a utilização de programas de agenda, de folhas de cálculo, de bases de dados: “É neste ponto que verdadeiramente se pode falar em JAC, um novo jornalismo tornado possível pelo computador” (Fidalgo, s/d).

Tal como foi referido anteriormente, o JAC pode ser um auxílio em todas as etapas da produção informativa. Nora Paul (1999) define JAC como a expressão identifica o processo de recolha de informação através da utilização do computador, processo que abrange quatro etapas:

• Reportagem: programas especializados capazes de contextualizar acontecimentos

• Pesquisa: através de fontes secundárias, tais como bancos electrónicos de dados; • Referência: permite aceder a livros, dicionários, etc., disponíveis na rede; • Encontro: os encontros podem acontecer em grupos de discussão;

Assim sendo, a importância do JAC prende-se com o facto de a Internet ser uma fonte privilegiada para a investigação jornalística, nomeadamente de informação complementar ou não complementar. Assim sendo, o processo de investigação torna-se mais rápido e extensivo (Ward, 2002).

Essa mesma opinião é partilhada por António Fidalgo (s/d), que destaca a importância do computador enquanto “ferramenta indispensável para recolher

informação, organizá-la sob diferentes parâmetros, por fontes, locais, datas, conteúdos, e confrontá-la com outras informações, em jeito de prova, reforçando ou contradizendo outras notícias. Com programas de fácil manuseamento, o jornalista poderá verificar no local e na hora a veracidade das informações de uma fonte, recorrendo ao registo das informações, seja dessa fonte, seja sobre essa matéria. Esta capacidade aumenta ainda com a possibilidade de além de texto, poder também guardar no computador fotografias, sons (informação oral), vídeos, e gerir também estes dados de maneira idêntica à que faz com os textos.

A capacidade de armazenamento não é esquecida por António Fidalgo (s/d): “Além da possibilidade de trazer consigo os seus ficheiros, o jornalista pode também guardar no disco duro do seu computador informações, textos, imagens e sons, provenientes de outros órgãos de comunicação e, assim, reforçar o seu trabalho de investigação”. O autor português vai mais longe, dando especial ênfase ao elemento Internet: “Se um computador por si só representa uma enorme mais-valia, quando ligado à Internet transforma-se num elemento de enormes vantagens para a profissão. Em rede um computador acede a fontes de informação, diversas e longínquas, que contextualizam as informações obtidas de fontes directas e próximas. Receber notícias directamente das agências noticiosas, buscar informação na Internet é algo trivial que um computador possibilita, trivialidade que, no entanto, altera radicalmente, a forma de investigar, tratar e redigir as notícias próprias”.

É neste ponto que a noção de JAC se confunde com o conceito de RAC, Reportagem Assistida por Computador (em Inglês, Computer Assisted Reporting- CAR): “O computador é visto sobretudo como ferramenta de trabalho do jornalista na sua actividade de reportagem e não na possibilidade de ponto de difusão de notícias”. Ainda assim é importante esclarecer que conceito de Jornalismo Assistido por Computador engloba ainda a forma de difusão das notícias (Fidalgo, s/d).

Stith (2005), por seu turno, apresenta um guia para a Reportagem Assistida por Computador (RAC), enumerando três razões que justificam o custo do melhoramento de programas de RAC nos media. De acordo com a autora, na maioria das histórias o “porquê” não é construído da melhor forma, justificando este facto com o aborrecimento e com os custos das deslocações aos acontecimentos.

1) “O CAR permite publicar histórias que os leitores querem e não podem encontrar noutro local”;

3) “O CAR ajuda a criar ou melhorar o “jornalismo cão de guarda”;

Contudo, levanta-se uma questão pertinente: Será que ainda alguém recorre à expressão Reportagem Assistida por Computador? Esta mesma dúvida é colocada por Amy Gahran (2006), justificando esta interrogação pelo facto de “ninguém” se referir ao termo reportagem assistida por telefone.

De acordo com a investigadora do Poynter Institute, Reportagem Assistida por Computador costumava abranger todo o espectro, contudo, nos dias de hoje, “duvido que exista alguma reportagem que não seja assistida por computador”. Em vez de RAC, a investigadora prefere recorrer a conceito de “data mining”, ou seja, a transformação de dados em informação.