F. Aprenem Junts o joc cooperatiu
7. Conclusions
7.1. Conclusions i proposta de millora
1994b: 871), nos anos 30 e 40 dominaram as discussões técnicas e políticas sobre a economia nacional, assentes na disputa entre o investimento na agricultura, defendido pelos agraristas, e o investimento na indústria29, defendido pelos industrialistas (Estevão 1983). Oliveira Salazar procurou fomentar a indústria portuguesa, exercendo um papel interventivo no processo de industrialização do país.
Entre 1939 e 1945 foram concedidas 5090 licenças para a criação de novas fábricas em Portugal, acompanhando o aumento da população ativa industrial (Rosas 1994b: 876). A indústria nacional disponibilizava novos produtos em várias áreas (construção, metalurgia, metalomecânica, eletricidade, têxteis, alimentares, químicos). Ferreira Dias (subsecretário de Estado da Indústria) tentou implementar uma mudança estratégica de reação à longa decadência do país. A Lei 2005 sobre o “Fomento e Reorganização Industrial”, publicada em 1945 no decurso da conjuntura favorável da segunda guerra mundial, surgia como um instrumento orientador nesse ramo económico. Mas a produção industrial nacional aumentou exponencialmente a partir dos anos 50, em parte devido a grandes projetos hidroelétricos e indústrias básicas apoiadas na modernização tecnológica. Por essa altura, a industrialização do país refletiu-se pouco na economia de Ourém, que continuava a manter a agropecuária como principal atividade. No recenseamento industrial de 1957-195930 a indústria local destacava-se nas áreas da alimentação (unidades de moagem e fabricação de pão e azeite), da madeira (serrações e mobiliário) e em produtos minerais, não metálicos. A oferta laboral em fábricas era insuficiente perante a elevada quantidade de trabalhadores rurais que procuravam alternativas à produção nos campos. Restava-lhes a via da (e)migração.
29 Foram sinais de investimento na indústria o I Congresso dos Engenheiros (1931), a Grande
Exposição da Indústria Portuguesa (1932) e o I Congresso da Indústria (1933), que derivou na primeira teorização moderna da industrialização portuguesa, assente na hidroeletricidade (Rosas 1994b: 871).
Quadro 2 – Variação demográfica da população residente em Ourém entre 1864 e 2011 31 Ano População 1864 17.392 1878 19.943 1900 22.460 1911 25.726 1920 31.269 1930 34.534 1940 40.750 1950 46.326 1960 47.511 1970 42.745 1981 41.376 1991 40.185 2001 46.216 2011 45.887
A demografia do concelho de Ourém entre 186432 e 2011 ajuda-nos a pensar sobre a relação entre os índices de migração e o panorama socioeconómico local. Entre 1864 e 1960 a população residente registou um aumento demográfico contínuo, que praticamente triplicou, mesmo com fortes restrições económicas. Esta tendência reflete-se no contexto nacional, com a interferência de episódios e ambientes políticos, sociais e económicos nas variações demográficas locais e regionais. Entre 1911 e 1920, os efeitos da primeira grande guerra (diretos, com a perda de homens nas frentes de combate, e indiretos, com as mortes decorrentes da fome e das epidemias) não impediram a população oureense de crescer em 5543 habitantes. Do mesmo modo, entre 1940 e 1950, apesar dos impactos da segunda guerra mundial, Ourém aumentou em 5576 habitantes. O pico de crescimento populacional do concelho decorreu em 1960, a par da intensificação da emigração local para França. Consequentemente, os censos de 1970 registavam, pela primeira vez em cem anos, uma quebra demográfica no concelho. Esta perda verificou-se a nível nacional, com um crescimento negativo entre 1960 e 1970. A queda demográfica repetiu-se em 1980 e em 1991, contrariamente à média nacional33, perdendo mais de 7000 habitantes em trinta anos, principalmente por influência da emigração para França.
31 Fonte: Recenseamentos Gerais da População, INE.
32 Data do primeiro recenseamento demográfico realizado em Portugal.
33 Nestes valores deve ser considerado o regresso de pessoas dos territórios africanos e de emigrantes
A correlação entre economia, emigração e demografia nos últimos cem anos torna-se ainda evidente por intermédio dos dados estatísticos recolhidos em Resouro, aldeia da freguesia de Urqueira, limítrofe com Espite. Para uma melhor leitura da incidência da emigração na aldeia, selecionei três grupos etários de proprietários, mais ou menos coincidentes com as casas dos “trabalhadores agrícolas,” dos “emigrantes” e dos “neorrurais”, com a flexibilidade com que esta divisão deve ser encarada. O primeiro grupo corresponde a indivíduos com mais de 80 anos (proprietários de casas erguidas nas décadas de 1940 e 1950); o segundo grupo a indivíduos entre 55 e 80 anos (proprietários de casas erguidas entre as décadas de 1960 e 1980)34; e o terceiro grupo a indivíduos com menos de 55 anos (proprietários de casas erguidas entre 1980/1990 e o presente). Identifiquei ainda 10 fogos35 em que os proprietários, com idades médias superiores a 60 anos, migraram para outros destinos que, não estando plasmados na tabela e tendo um valor relativamente residual, expressam a tendência da emigração para França no século XX.
Quadro 3 – Resouro: fogos36 propriedade de residentes e de emigrantes de França 37
Grupos etários Fogos de residentes Fogos de emigrantes Total de fogos
1.º: ≥ 80 anos 8 17 25
2.º: 55 < 80 anos 9 36 45
3.º: < 55 anos 16 12 28
Total 33 65 98
Na aldeia foi detetado um único caso de emigração para França antes de 1920. De 1930 a 1960, em articulação com a primeira vaga de emigração para França, partiram apenas homens com idades entre os 20 e os 50 anos (proprietários e alguns descendentes), a maioria nos anos 50. A vaga de 1960-1970, a segunda, foi a maior e já extensiva a homens e mulheres, preferencialmente jovens entre os 15 e os 30 anos e em casal. No terceiro grupo, correspondendo à terceira vaga de emigração para França, partiram indivíduos jovens e adultos – entre 20 e 55 anos –, sobretudo após 2000, fazendo-o individualmente ou em família. Incluem-se aqueles que, emigrando nos anos 80, regressaram à aldeia e (re)emigraram nos últimos dez anos.
34 A maioria das casas mais recentes é propriedade de emigrantes.
35 A identificação surgiu do conhecimento direto das famílias proprietárias das casas, cruzado com
informações fornecidas pelos habitantes mais velhos da aldeia.
36 Alojamentos permanentes e secundários, incluindo de proprietários falecidos. 37 Fonte: Mapeamento realizado no terreno (dados de 2013).
Numa retrospetiva da emigração de Ourém para França até ao início do século XX, Marie-Christine Volovitch-Tavares (1995) identificou Espite (freguesia do concelho de Ourém) como a primeira localidade portuguesa de emigração para Champigny e comunidades vizinhas38, por ocasião da primeira grande guerra. Jorge Carvalho Arroteia (1983) já tinha defendido que Vila Nova de Ourém fora dos primeiros locais de partida da emigração ilegal de Portugal para França. A existência de uma lista de homens oureenses mobilizados para a frente de batalha na região da Flandres em 1917 (vários deles não foram dados como mortos nem regressaram ao país), passaportes de emigração masculina para França em 1918/1939 e narrativas de cidadãos locais reforçam a tese dos investigadores. Foi uma emigração parcialmente composta por militares e trabalhadores agrícolas que partiram durante a guerra e no seu rescaldo. Aproveitaram as necessidades de reconstrução das infraestruturas que os governantes franceses não conseguiam garantir apenas com os recursos internos (Almeida 2008: 24; Cardoso 2008: 118). Por seu lado, as comunidades camponesas portuguesas mantinham a atividade agrícola herdada dos pais, num circuito espacial e social relativamente fechado. A densidade populacional continuava a ser superior à extensão de terras disponíveis e à capacidade de produção agrícola.
Em 1934, a França deixava de conceder títulos de trabalho a migrantes novos (Cardoso 2008: 137). Esta situação e a insuficiente informação disponível não me permitem analisar a emigração de Ourém para França entre 1930 e 1950. No decurso da segunda guerra mundial, a França atravessou a sua maior crise de alojamento do século. Na urgência de relançar a economia, o Estado implementou o modelo “grand
ensemble” (realizações de grande envergadura com milhares de alojamentos), que perdurou até finais da década de 60 (Cardoso 2008: 158). O investimento desencadeou a procura de mão-de-obra estrangeira para a construção civil e obras públicas e, por conseguinte, o aumento da emigração portuguesa masculina (Cardoso 2008: 47). De 4567 emigrantes em 1955, subiam para 38.046 em 1964 (Volovitch- -Tavares 1995). Entre 1962 e 1974, dos imigrantes que entraram em França, 62% eram portugueses (Baganha 1996: 294-297).
Em Portugal, o assalariado agrícola como profissão entrava em declínio devido à fraca qualificação profissional, instabilidade laboral, baixos salários e indus-
38 Villiers-sur-Marne, Bry-sur-Marne, Chenneviérs e Ormesson. 39 AMO.
trialização do país, o que promoveu o emprego em fábricas locais e a (e)migração (Caldas e Loureiro 1963: 85, 235). Os trabalhadores rurais viam-se com poucos rendimentos, dependentes de uma economia de subsistência e “receosos do mundo exterior” (cf. Goldey 1982: 546). Possuíam, no entanto, destreza manual, capacidade de sacrifício, aspirações económicas e sociais e sentido de afirmação de propriedade, necessários à emigração laboral como perspetiva de progressão, e Ourém enquadra-se nesta tendência. Sem expectactivas nas aldeias, os homens procuravam alternativas nos países industrializados da Europa (como a França), com investimentos financeiros na viagem inferiores aos da emigração para o Brasil (Margarido 1999: 14, 15). Em entrevista, alguns ex-emigrantes justificaram a decisão de emigrarem com a estagnação e pobreza do meio onde viviam, o desejo de enriquecerem, a fuga à guerra colonial e as condutas de conservadorismo impostas no país. A última razão deve ser entendida como uma leitura retrospetiva informada pelo contacto com a liberdade que passaram a ter após o 25 de Abril, mais do que uma motivação efetiva para emigrarem, já que apenas conheciam o regime de ditadura em que viviam e, por isso, não tinham termos de comparação. A decisão de emigrarem situava-se mais ao nível da sobrevivência, como apontaram vários investigadores que aprofundaram o tema (Serrão 1972; Rocha-Trindade 1973; Goldey 1982; Arroteia 1983).
Conheci aqui um pouco a miséria… bem… não bem porque o meu pai já era emigrante, o meu avô também foi. O meu avô paterno foi para França em 1913 (antes da primeira grande guerra). Depois voltou em 1919 e esteve até 1932 (antes da segunda guerra mundial). Levou o filho mais velho em 1933. A minha avó nunca foi para França. Outro tio foi em 1949, outro em 1950 e o meu pai em 1952 [Salvador, ex-emigrante, Espite].
Em 1970, a reestruturação da orgânica das Casas do Povo e a regulamentação dos fundos de previdência dos trabalhadores rurais em Portugal40 determinaram a atribuição de pensões para cidadãos com mais de 65 anos, que passaram a auferir de remunerações regulares mensais (Samouco 1993), que acumulavam com uma produção agrícola doméstica (Baptista 1996: 47). Quatro anos depois, quando o 25 de Abril de 1974 pôs fim à guerra do Ultramar, o Estado passou a ter um discurso oficial de reconhecimento dos emigrantes como pessoas dignas e de valor para o país. Surgiram políticas de emigração através da criação de estruturas governamentais atentas à defesa dos direitos dos emigrantes. Mas o seu regresso também interessava
ao país, porque prometia remessas, investimentos e renovação demográfica (Sousa 1995: 620; Santos 2004: 51).
Progressivamente, sobretudo a partir de 1980, muitos casais regressaram às suas aldeias, com Ourém a registar uma das taxas mais elevadas de regresso ao país41. Paralelamente, continuavam a entrar muitas remessas de emigrantes, com grande contributo para a melhoria do nível de vida dos residentes. As razões que os ex- -emigrantes mais invocaram para o regresso a Portugal foram: a consciência de que os filhos pequenos teriam mais facilidades de integração no território e contexto social de origem dos pais; o desejo de investir em negócios próprios; a vontade de regresso para junto da família, em especial dos pais já idosos; a aspiração a uma vida mais calma e com maior sociabilidade do que a que viviam nos bairros periféricos de Paris; a ocupação definitiva da casa construída na aldeia; problemas de saúde; perda de trabalho; pré-reforma; e uma consciência vaga de que Portugal estaria em fase de progresso e com boas perspetivas de investimento:
Viemos porque o meu filho não se dava bem com os ares de lá. Estava sempre doente e o meu marido também não gostava de estar toda a vida em França… e depois, nós também pensávamos que naquela idade os filhos vinham para cá e se nós quiséssemos vir quando eles tivessem 15 anos já não vinham. Se não ficávamos como muitos agora, que gostavam de passar cá a reforma, têm os netos em França e têm que andar para baixo e para cima, como me acontecia a mim se não viesse [Irene, ex-emigrante, residente em Urqueira].
Em 1986, a adesão de Portugal à União Europeia ajudou a construir a imagem de um país moderno e europeizado, abrindo novas possibilidades de investimento na indústria do turismo, na construção e nas obras públicas. A abertura dos mercados e subsequente integração na PAC (Política Agrícola Comum) condicionou os portugueses aos interesses das agriculturas europeias alinhadas com a tendência neoliberal favorável a agriculturas competitivas. Portugal aderia à PAC com desvantagens estruturais como o atraso tecnológico, a fragmentação fundiária, a baixa produtividade e deficiências nos circuitos de distribuição. Em 1992 começaram a ser disponibilizados fundos comunitários, favoráveis a produções de grande escala, que fragilizaram as pequenas explorações agrícolas e as regiões de minifúndio e de
41 Registaram-se 2300 regressos entre 1976 e 1981; entre 1986 e 1991 foram 1000 regressos, e entre
1996 e 2001 foram 2300 regressos. Repartição do número de emigrantes regressados de França por concelhos, 1976-82, 1986-91 e 1996-01 – INE, XII, XIII, e XIV Recenseamentos Gerais da População, relativos a 1981, 1991 e 2001.
pequena agricultura, características dominantes em Portugal e concretamente em Ourém. O abandonoagrícola aumentou consideravelmente, os trabalhadores agrícolas diminuíram e o desemprego no setor subiu. Alguns agricultores mantiveram a atividade com dependência dos subsídios da PAC, outros cessaram a produção agrícola mediante atribuição de subsídio, outros mudaram de ramo profissional, outros ainda continuaram a partir para destinos urbanos, no país ou no estrangeiro (Baptista 1996: 52-54; Silva 2000: 68-74). Rapidamente, Portugal ficou submetido à concorrência de produtos europeus a preços mais acessíveis. Fernando Oliveira Baptista resumiu os contextos de mudança das relações dos portugueses com os campos na segunda metade do século XX:
Os grandes vectores desta mudança foram a vaga de emigração dos anos sessenta, os avanços na industrialização e na urbanização, o alargamento da relação da agricultura com o mercado, a formação dum imenso contingente de membros das famílias agricultoras que trabalham nas fábricas e nas cidades, os dinheiros da Previdência desde os anos setenta, as actividades, desde o 25 de Abril, das Câmaras Municipais e das Juntas de Freguesia e, desde 1986, dos subsídios e fundos vindos de Bruxelas. Todos estes factores contribuíram para alterar os hábitos e costumes e para uma crescente monetarização das economias domésticas e agrícolas (Baptista 1996: 66).
Não obstante a interferência das medidas da CAP na quebra acentuada da produção agrícola em Ourém entre 1991 e 2001, o declínio do modo de vida rural teve início nos anos 60, como apontam as estatísticas. O fluxo elevado de emigração concelhia em 1960 e 1970 e a expansão da indústria, do comércio e da construção civil, intensificada em 1980 e 1990, precipitaram a quebra da população agrícola ativa para valores residuais. A dimensão internacional de Fátima, conhecida como “Altar do Mundo”, é um fator incontornável neste processo. Em 13 de maio de 1946, a coroação da imagem de Nossa Senhora de Fátima por um representante do Papa Pio XII simbolizou o reconhecimento do culto pela Igreja Católica e a projeção mundial do santuário mariano. O aglomerado urbano na Cova da Iria, com início por volta de 1920, expandiu-se entre 1940 e 1970 e consolidou-se nas décadas seguintes, registando uma explosão demográfica de 708,5% entre 1940 e 1981 (Santos 2006: 341, 363). Nos anos 90, a empregabilidade na cidade de Fátima (comércio de artigos religiosos, restauração e hotelaria)42e na cidade de Ourém (serviços) cresceu
42 Entre 1985 e 1995 o setor terciário do concelho cresceu cerca de 300% (ACISO – Associação de
significativamente. Um pouco por todo o concelho surgiram empresas de construção civil, obras públicas e metalomecânica, muitas delas fundadas por emigrantes de França entretanto regressados. Em 2001, existiam em Ourém 5618 empresas, 1466 sociedades e 8408 pessoas ao serviço em sociedades43 e 40% das pequenas e médias empresas de excelência do distrito pertenciam ao concelho.
Quadro 4 – População agrícola ativa em Portugal entre 1900 e 1994 (valor em %) 44
Ano 1900 1910 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 1994 61,1 60,0 57,0 46,0 49,3 48,4 ≤ 55,0 42,8 ≤ 44,4 30,0 ≤ 31,7 28,5 17,9 11,8
Quadro 5 – População agrícola ativa em Ourém entre 1991 e 2011 (valor em %) 45
Ano 1991 2001 2011
13,4 3,1 1,3
O aumento dos postos de trabalho criou oportunidades para a fixação de imigrantes oriundos da Europa do Leste nas cidades de Fátima e Ourém. Contrariamente aos provenientes dos PALOP, que se concentraram especialmente nas regiões de Lisboa e Algarve, a fixação dos europeus do Leste foi mais pulverizada no país (Peixoto 2004: 10, 11; Peixoto 2013: 156, 160-162), como se verificou em Ourém. Estes “novos” imigrantes foram absorvidos para profissões pouco qualificadas – na hotelaria e restauração, mas também nas aldeias, como assalariados fabris e operários da construção civil –, o que sugere algumas similitudes com os portugueses em França na vaga de 1960-1970.
A criação da autoestrada (A1) com passagem por Fátima, a remodelação da linha férrea, com estação em Caxarias (freguesia de Ourém), a abertura e melhoria de vias de acesso locais, promoveram a comunicação entre as aldeias de Ourém e os meios urbanos da região e do país. Tornou-se possível viajar entre Lisboa e Ourém, de carro ou de comboio, em uma hora e meia, com vantagens para os residentes,
43 INE, 2003, Anuário Estatístico da Região de Lisboa e Vale do Tejo (2002).
44 Fontes: INE, Recenseamentos Gerais da População. Cf. também, para 1990-1930, dados de Godinho
(1980 [1971]: 183); Castro (1945: 19-20); Ferraz (1975: 456); Baytelman (1979: 20). Para 1940-1970: cf. Económica Lusitânea, 1973, pp. 7, 21, cit. em Silva (2000: 65); Moura (1974: 126, 13); Paine (1973: 675); Rolo (1996); Branco (1999). Para 1970-1994: Barreto (1996); Baptista (1994: 914).
que facilmente se deslocam para fora, e para os não residentes, que facilmente chegam ao concelho. Hoje, a agricultura local tem um papel de apoio à economia doméstica. Alguns habitantes cultivam pequenas hortas após o horário laboral e ao sábado, sem comprometerem as suas ocupações profissionais, domésticas, familiares, sociais e de lazer.