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O pré-namoro é o momento da espera resignada. É um período de ansiedade e expectativa, pois o jovem deve aguardar pacientemente o futuro namorado e cônjuge. Acredita-se que Deus é o responsável pela escolha do parceiro afetivo e sexual. Os sujeitos ressaltam a dificuldade de esperar pela ação divina, mas afirmam que a espera garante o sucesso e a durabilidade da futura relação.

Lucas: O difícil de tudo é esperar. (...) Deus fala assim: “Espere em mim”. Ele fala que quem

espera, tem a resposta. Então, eu também não tenho pressa. Isso é difícil. Esperar é muito... Nossa, meu! É difícil. É como se... Você fica meio querendo respirar assim e aí, você tem que esperar.

84 Através das afirmações de Gouveia (1986), pode-se inferir que os enfeites que as mulheres pentecostais

utilizam são formas de estimular e manifestar a sexualidade. De acordo com seu relato, a mulher da Igreja ‘O Brasil para Cristo’ pode “avivar os atrativos de expressão da sua sexualidade para se tornar sedutora” (p. 114). Já as fiéis da Igreja Congregação Cristã inibem a experiência sexual e negam o corpo, escondendo-o atrás de roupas largas e folgadas, pouco atraentes, para reprimir a libido.

Mateus: Eu tô esperando, entendeu? Tô esperando. Não tô correndo atrás, não tô procurando

nada. No momento certo, vai acontecer com certeza.

Ester: Então, tem que esperar. Não adianta. Você tem que esperar a vontade de Deus. Tem que

esperar, porque Ele tem uma promessa. Então, Ele vai cumprir. (...) A promessa de Deus é que Ele vai dar uma família, que Ele vai dar um esposo, que Ele vai dar filhos abençoados. Então, é nessa promessa que eu tenho me firmado, que eu tenho me firmado, tenho esperado e tenho confiado no Deus que eu creio. Já me deu tantas coisas, por que não um marido? Para Ele, é tão simples dar um marido. (...) Eu amo a Deus e eu sei que Ele vai me dar na hora certa.

As representações do parceiro afetivo são marcadas por constantes idealizações. Prevalece a crença de que, para cada cristão, foi designado um companheiro ideal, previamente escolhido por Deus. Cabe ao cristão esperar a manifestação dessa “promessa” – o aparecimento do futuro cônjuge e o início do relacionamento.

Mateus: Eu tenho certeza que Deus vai me preparar uma mulher que seja bem compatível comigo. O momento de espera corresponde a um período de oração. Enquanto aguardam, os jovens fazem súplicas, através das quais buscam alcançar a providência divina no que tange à vida afetiva e conjugal.

Marcos: [Como é essa espera?] Essa espera é oração. Oração assim quando você ora pedindo

para que Deus prepare uma pessoa, para que Deus na hora certa, para que Deus prepare o seu coração, a situação, te dê condição.

O período de espera, muitas vezes longo, aumenta as expectativas e angústias em relação ao futuro parceiro. Alguns jovens estão sozinhos há vários anos, aguardando ansiosamente o surgimento do companheiro “prometido”. Os cristãos, no pré-namoro, parecem ávidos por começar a se relacionar, mas insistem em continuar esperando pelo cumprimento da “promessa divina”. O desejo de iniciar um relacionamento sério parece crescer em virtude da espera cujo fim é imprevisível.

Marcos: Eu preciso saber lidar mais com as minhas ansiedades. [Quais ansiedades?] Esposa.

[Risos]. É difícil, meu. Eu quero, meu, eu quero estar com uma pessoa, eu quero me entregar, eu quero suprir essa pessoa. E eu tô nessa, esperando. Então, você fica nessa assim. [Respiração forte]. Essa assim eu acho que é uma das mais, se não for a mais. Eu acho que é a mais, no fundo, no fundo eu acho que é a mais. Eu acho que é a minha maior ansiedade, o meu maior medo de passar... Eu quero casar com uns vinte e cinco anos. As pessoas falam: “Ah, você vai casar novo. Aproveita a vida”. Mas eu quero aproveitar a vida com ela. Desde novo, eu quero estar com ela.

Mateus: Eu quero uma companheira, entendeu? (...) Logo mais, eu preciso de uma pessoa para me

ajudar, uma companheira que... Eu não tô acostumado a ficar sozinho. (...) O que eu quero e talvez não mudou ainda é isso, porque eu tô solteiro. [Risos]. [Você está há quanto tempo sem uma

companheira?] Sem uma companheira mesmo assim, é desde que eu me converti. Porque eu tive

duas namoradas, mas foi uma coisa bem distante assim.

Ester: Por exemplo, você está sozinha. Você fala: “Poxa, Deus. Mas eu queria tanto namorar” ou

então: “Poxa, Deus. Por que está demorando tanto?”.

Conforme os depoimentos, o cristão precisa permanecer por certo tempo sozinho, pois é nessa ocasião que se prepara para o início da relação amorosa. O pré-namoro é considerado um período de preparação do jovem para lidar com seus próprios desejos e disciplinar os impulsos sexuais que emergem com mais força no namoro. Enquanto está sozinho, o fiel precisa preparar-se para enfrentar as paixões que provavelmente aparecerão no relacionamento mais íntimo. Deve estar prevenido contra elas para coibi-las.

Marcos: Deus não vai dar uma coisa para mim que eu não vou saber lidar. Por exemplo, se eu não

tô preparado... O sexo é só depois do casamento. E se eu começo a namorar e num dia fraco meu, num dia fraco dela, a gente está lá e rola? Você já vai estar pecando. Então, como eu tô fugindo do pecado...

Marcos: Porque antes de começar a namorar, eu pedia muito, eu falava: “Deus, eu quero, eu

quero, eu quero, eu quero, eu quero, eu quero, eu quero”. Várias vezes assim. Ele falava: “Você está preparado? Olha, é difícil! Mas você está preparado?”. Na própria palavra, os apóstolos, se você pegar a Bíblia e ver, eles mesmo falam: “Aquele que está solteiro, o meu conselho é que fique

assim para que não passe os problemas de um casamento. Agora, se a pessoa resolver casar, então ela vai ter que segurar a situação”. E não é fácil.

Ester: Vai ter momentos em que sua carne vai falar mais alto. E aí? Você tem que estar preparado. O período da espera não é tão solitário assim como parece ser. Alguns jovens, para suportar a solidão e liberar a energia sexual, terminam tendo envolvimentos passageiros, demonstrando quão difícil é permanecer sozinho, enquanto aguarda a ação divina.

Raquel: Eu não estava com o Tiago porque eu estava apaixonada. Estava com ele porque eu não

queria ficar sozinha, sabe? Então, eu comecei a me policiar em relação a isso. Falava: “Não. Não vou. Para que eu vou ficar com o cara? Só para não ficar sozinha? Para quê?”.

Marcos: No final do ano, eu acabei ficando com uma menina. Passou um tempo e aquilo foi me

incomodando, me incomodando. Foi uma coisa que me sufocou. [Por que você não continuou o

relacionamento? O objetivo era só ficar?] Não. Foi assim, na hora rolou e depois eu nunca mais vi

ela. A gente parou de se falar. (...) Foi um momento de fraqueza. Não justifica, entendeu?

Os sujeitos entrevistados expressam com clareza como é difícil esperar o momento apropriado para começar a namorar. A dificuldade deve-se à carência afetiva, ao desejo de se relacionar com alguém e à necessidade de estar acompanhado. Os jovens ainda afirmam que é difícil permanecer sozinho com o assédio e a sedução que enfrentam continuamente. Lucas confessou que em várias ocasiões pensou em desistir de esperar, pois se sentiu seduzido por algumas garotas.

Marcos: Eu tenho a maior facilidade de pegar amizade, conheço muita gente já na igreja, mulher,

homem. E assim rola meio que um pouco de uma carência, entendeu? Porque não é fácil você ficar... Eu conheço um cara que está há sete anos sem ficar com uma mulher, esperando ali, entendeu? Então, não é fácil. Isso é o que mais pega, entendeu? É o fato de você querer estar com alguém, você vê um monte de gente bonita, mas não foi Deus que falou: “É ela. Chega lá e fala”. É isso que eu estou esperando. A hora que Deus chegar e falar: “É ela”, é ela e acabou. [Qual é a

mulher que está ali nos caminhos, está seguindo a palavra, você cria uma curiosidade, você começa a querer conhecer ela, aí tipo... Deus fica quieto, Ele não fala nada, sabe? O silêncio de Deus é uma coisa. Só que é aquele negócio, é no silêncio que você ouve. Você não consegue no meio de uma multidão ouvir alguém te aconselhando. Então, isso é complicado. É mais isso.

Lucas: [Você já teve vontade de deixar de esperar?] Nossa! Direto, direto. É quase constante

assim. Só que não vale a pena, sabe? [Em que momento você tem vontade de não esperar?] Ué... A gente está descendo do palco, você tem que esperar uma coisa séria, uma menina certa para você e aí vem uma menina linda, que muitas vezes todos os moleques que você conhece gostam daquela menina e vem uma menina se oferecendo para você. Como é que você vai falar não?

Raquel: Então, eu falei: “Não. Quero ficar sozinha. Não quero ter ninguém. Sei que Deus tem

alguém para me dar”. Então, eu abri mão. Engraçado que quando você toma essa decisão, um monte de cara que você achava lindo começa a querer você, né? Mas não. Eu não quero. Eu estou tipo... (...) Eu me sinto tentada, mas logo Deus coloca no meu coração, tipo “espera! Isso é tão pouco para o que eu tenho para você”.

Ester: Eu sou solteira, tenho 30 anos e assim para mim o que é mais difícil mesmo é essa parte

sentimental, porque você é solteira, você é assediada e acaba que sendo algo que acaba mexendo com você em alguns momentos...

Marcos: De certa forma, isso que eu tô passando agora é um deserto, porque eu tô aprendendo a

viver sozinho. Então, eu só vou viver feliz e completo se eu tiver uma mulher? Não. Eu tenho que aprender a viver de diversas formas. Entendeu? Então, isso que eu tô passando agora é um deserto. (...) Eu preciso passar por isso.

Ester: Porque se a pessoa fala assim para você, um cara bonito chega para você e fala: “Nossa!

Como você é bonita! Você quer sair comigo?”. É complicado. Não é fácil você rejeitar. (...) Foi difícil para mim. Mas a partir do momento que eu tomei um posicionamento e que Deus me fez lembrar da promessa, eu simplesmente encerrei por aí.

O jovem cristão persiste em enfrentar as dificuldades da espera, pois está certo de que a relação, quando “arranjada” por Deus, é bem-sucedida. Acredita que se permanecer

sozinho e aguardar o companheiro, será recompensado com uma união perfeita85. Caso suporte o sofrimento da solidão e a angústia de não poder escolher o parceiro, será retribuído por Deus com uma relação firme e duradoura. Para os sujeitos entrevistados, a “escolha divina” é a segurança de que a união conjugal será forte e indissolúvel, pouco sujeita a instabilidades. É o selo de garantia da durabilidade do relacionamento.

Mateus: Mas a gente vai se tratando até chegar a hora certa, porque não existe recompensa sem

sacrifício. E eu sei muito bem disso, porque eu sempre busquei a recompensa e nunca quis o sacrifício. Agora, eu me sacrifico, porque é difícil... DIFÍCIL. Era muito mais fácil eu ser do jeito que eu era. Porque eu aprontava e não estava nem aí para ninguém. Agora, não. Agora, eu sei das coisas. Não sei tudo, mas eu sei um pouquinho, entendeu?

Raquel: A gente quer ter alguém sempre, mas aí pensa: “Você quer ter alguém nos próximos três

anos, um relacionamento mundano que provavelmente vai acabar em divórcio, porque é muito difícil um relacionamento do mundo não acabar em separação hoje em dia, praticamente impossível ou você prefere ficar, sei lá, três anos sozinha e esperar uma pessoa que Deus tem para você e passar o resto da vida com essa pessoa, porque se Deus guardou para você, é para o resto da vida?”. Pode ter crise, pode ter o que for. Se Deus preparou, Ele restaura, Ele transforma, Ele faz o que tem que fazer. É teu, sabe? É muito diferente assim.

O jovem, portanto, abdica do direito de escolher livremente o seu parceiro afetivo e sexual, pois teme fazer a escolha errada. Acredita que se renunciar à liberdade de escolha a que tem direito e aceitar de forma resignada as “decisões divinas” validadas pela instituição eclesiástica, terá a garantia de que a relação não será abalada. O livre-arbítrio do sujeito é visto como algo perigoso, pois sofre a influência dos desejos eróticos. A libido interfere na decisão afetiva do cristão, o que é repudiado pela igreja. Por isso, determina-se que o sujeito não escolha o seu parceiro. Divulga-se a idéia de que a escolha livre do indivíduo é equivocada e confusa, podendo resultar em relações frágeis e gerar frustrações

85 Silva (2002) afirma que o sacrifício do desejo presente no protestantismo visa a recompensa. É uma espécie

de troca. O crente prorroga a satisfação da libido e a realização de suas necessidades afetivas em troca de uma grande retribuição.

amorosas. O medo do fracasso da vida afetiva leva os cristãos a desistir de escolher. Cabe a Deus definir previamente o companheiro apropriado para cada fiel.

Marcos: Assim, é difícil você ser solteiro na igreja, entendeu? Porque você quer ter, você quer...

Agora, eu quero um compromisso sério, entendeu? Quero uma pessoa para estar do meu lado, para mim casar, para mim ter uma família, para mim compartilhar dor, alegria, tudo. Por enquanto, eu tô esperando no Senhor... [Risos]. Aquela luta! (...) É complicado você querer muito uma coisa. Mas a partir do momento que você aceita, que você começa a andar nos caminhos, você entrega o seu livre-arbítrio para Deus. Deus deu pro homem. A partir do momento que você entrega, então que seja feita a tua vontade, não a minha. E eu entreguei e aceitei essa condição. Porque os planos que Deus tem para minha vida é infinitamente maior do que eu penso, do que eu quero. Por exemplo, eu quero... Na minha cabeça, na minha mente humana, eu falo assim: “Bom... Eu quero uma mulher alta, da igreja, que surfe, tal... é um perfil”. Mas na verdade às vezes não é isso que eu preciso. Eu preciso mais, pode ser uma pessoa baixinha, não sei. Porque está nas mãos de Deus. Só que Deus conhece o nosso coração. Ele sabe o que vai te agradar. Ele tem, por exemplo, a mulher mais bonita para os meus olhos. Pode ser que para outra pessoa, não. Mas para os meus, eu tenho certeza. E eu tô esperando. Já faz dois, quase dois anos que eu tô esperando.

Marcos: É difícil estar solteiro. (...) É justamente por aquele negócio de você querer estar com

uma pessoa, entendeu? E como você já deixou a sua vontade na mão de Deus, então você espera a vontade de Deus. A hora que Deus quiser te dar a pessoa, Ele vai dar. Isso é o difícil! Você saber... É difícil não estar na tua mão a tua decisão. O poder de decisão não está na tua mão, está na mão de Deus. [E você já quis decidir?] Já e me dei mal. (...) Eu acabei ficando com uma pessoa e foi horrível, porque foi uma coisa totalmente da carne.

Os depoimentos descrevem o pré-namoro como um período de sofrimento e angústia, difícil de ser suportado. O namoro é aguardado com expectativa. Contudo, embora seja desejado, é também temido. Percebe-se que o jovem, apesar de almejá-lo, freqüentemente o prorroga. O pré-namoro termina se estendendo por mais tempo. Parece que a sexualidade do cristão, nessa fase, está menos sujeita a uma regulamentação sistemática. Como a relação sexual não representa nesse momento uma ameaça, o sistema de controle institucional é menos rígido. O desejo, portanto, encontra-se mais livre, visto que representa menos risco. Não há um objeto de desejo definido. São inúmeras as

possibilidades de contato e encontro. Ainda que no pré-namoro os sujeitos sofram pela ausência de um parceiro afetivo, sentem-se menos cerceados na expressão da sexualidade. O controle do desejo é sempre exigido, porém nesse período a libido não é sistematicamente regulamentada. Os fiéis se movimentam durante o culto a fim de exibir a própria imagem, trocam olhares sensuais, conversam animadamente e desfilam seus corpos exuberantes pela igreja para serem desejados. Já no namoro, a normatização da conduta sexual e afetiva é excessiva, o que pode afugentar o cristão. Embora seja desejado, esse tipo de relacionamento é postergado.

A igreja impõe um longo processo de ritualização do namoro, que consiste em uma série de procedimentos institucionalizados que o regulamentam. Ao fiel, é recomendado adotar um conjunto de medidas que formalizam e espiritualizam a relação. Antes de começar a namorar, os cristãos devem seguir um demorado ritual. A eles, é prescrito que façam orações para receber a autorização divina. Enquanto oram, conversam, passeiam, se conhecem e vão se aproximando gradativamente. Em seguida, o pastor é consultado. Sua “permissão” e bênção oficializam o compromisso. Ao final desse longo processo, que pode durar meses, o casal inicia o relacionamento sob o peso do consentimento eclesiástico. Essa extensa cerimônia corresponde a um sistema de controle criado pela igreja para institucionalizar o namoro e submetê-lo à tutela da cúpula eclesiástica86.

Marcos: Então, tem um procedimento. Não é o padrão. Mas é o que todos deveriam fazer. O que

é? Você ora e Deus vai fazer você conhecer uma pessoa. Você ora e fala: “Senhor, é ela?”. Aí, Deus vai e tal. Você começa a ter uma afinidade. Aí, “vamos orar juntos?”. Vocês oram juntos. Se Deus confirmar no coração dos dois, você chega no pastor e fala: “Olha, pastor. É isso, isso, isso... A gente se conheceu”. Passou isso, está namorando. Você pode ter certeza que se você passar por tudo isso fazendo o que é certo, a sua vida vai ser uma vida totalmente diferente do que os namoros do mundo.

86 A racionalização, ritualização e normatização que o clero católico realizou no casamento a partir do século

XIII, a Igreja Evangélica Bola de Neve realiza no namoro, tratando-o como uma relação séria, que deve ser irrevogável. Dessa forma, a igreja, ao regulamentar e publicizar o namoro, antecipa o controle sobre a vida afetiva e sexual dos fiéis.

Raquel: (...) eu acredito que eu vou me interessar por alguém da igreja ou na igreja ou fora da

igreja, mas alguém que seja cristão. Vou me interessar. Não sei se esse interesse vai ser mútuo, mas eu acredito que sim porque quando Deus fala com um, Deus fala com os dois. Deus não fala só com uma pessoa. Acredito que tendo esse interesse mútuo, lá na igreja, pelo menos, é o que os casais fazem. Você se interessa por alguém, você vai, você começa a se aproximar da pessoa em amizade, tal e uma hora é aberto: “Olha, eu sinto isso, sinto aquilo”. Se for de ambos, a pessoa também vai falar: “Olha, eu também sinto isso, também sinto isso”. Ok. O procedimento correto que todo mundo faz, depois que é constatado que você gosta da pessoa, que você está interessado por ela, a pessoa está interessada por você, vocês querem se conhecer melhor, tem que falar com o pastor. O pastor vai dizer para você, sei lá... porque o Espírito Santo revela coisas. Então, através da vida do pastor, Ele vai dizer para você: “Olha, não é de Deus. Isso que está no coração de vocês, não é o que Deus tem. Ora que vocês vão ver que não é isso”. Ou ele vai dizer: “Ora os dois e descubram por si mesmos se é isso que Deus tem para vocês”. Ou ele vai dizer: “Amém! Está abençoado, podem namorar”. No caso, você vai orar com a pessoa até você sentir se é aquilo mesmo.

Ester: No Bola, além de você orar com a pessoa um tempo, você vai ter essa parte de você depois

também ter que ir lá pedir para o pastor abençoar a gente. (...) Então, pelo que a gente é orientado na igreja, a gente deve estar orando com a pessoa ou então orando pela pessoa, se a pessoa não sabe. E com certeza, Deus vai responder. Isso eu tenho que falar, porque com certeza Deus fala. Então, o primeiro passo é esse. Se Deus confirmar, você começa a namorar e tudo mais. [Em que

momento o pastor entraria?] Nessa parte do namoro? De repente, se você quiser falar com ele,

falar: “E aí pastor? O que o senhor acha?”. Se ele conhecer a pessoa, de repente ele pode falar alguma coisa. Ou então... Depois, se Deus confirmou com os dois, vai lá e conversa com o pastor para ele estar abençoando e orando. Então, essa é a parte que entra ele. Acho que a parte da