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Conclusions and Future Work

Para o PE, tradicionalmente e com base em observações impressionistas, assume-se também que /l/ está categoricamente associado a dois alofones61, um não velarizado que ocorre em ataque silábico e outro velarizado em coda (Cunha & Cintra, 1997; Faria et al., 1996; Mateus & Andrade, 2000). Porém, este ponto de vista não é completamente

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consensual, em especial quando consideradas as descrições empíricas de estudos acústicos e articulatórios que mostram a existência de realizações velarizadas em todas as posições silábicas (Andrade, 1998, 1999; Marques, 2010; Martins et al., 2008; Martins, Oliveira, Ferreira, Silva, & Teixeira, 2011; Martins et al., 2010; Martins, 2014; Monteiro, 2012; Oliveira et al., 2011, 2010). Na verdade, há muito que a ocorrência de velarização da lateral /l/ em posição intervocálica no PE é relatada (Barbosa, 1965, 1994; Viana, 1973). Strevens (1954, p. 6) assume mesmo que “the extremely dark quality of the commoner variety of l- sound” é uma das características do PE.

Leite, Callou e Moraes (2007), num trabalho que compara a lateral /l/ em coda silábica no PE e PB, referem a possibilidade de ocorrência de um processo de vocalização62, para além da velarização comumente descrita para o PE. Este cenário foi, recentemente, reiterado por Brod (2014) ao comparar o PB com o PE.

Apesar de menos frequente no PE, o processo de vocalização é sensível à posição da sílaba na palavra (13% em coda final e 87% em coda medial), para além de ser favorecido quando a lateral é antecedida pelas vogais [a] ou [u] ou seguida de oclusiva alveolar ou de fricativa labial (Leite et al., 2007). Os autores referem que as diferenças entre as realizações velarizada [ɫ] e vocalizada [w] residem, essencialmente, ao nível dos valores de frequência de F3 (relacionados com o grau de arredondamento dos lábios), que são inferiores (cerca de 400 Hz) para a manifestação vocalizada (Leite et al., 2007). Todavia, não são apresentados dados quantitativos que ilustrem esta perceção.

No Quadro 9, expõem-se os resultados das duas primeiras frequências dos formantes63 e da

diferença entre F2 e F1 de acordo com Andrade (1998, 1999), Marques (2010), Oliveira et al. (2011) e Monteiro (2012). Cabe notar que, tanto quanto se conhece, não estão disponíveis valores para as frequências dos formantes mais elevadas (e.g., F3 e F4) para o PE.

62 Ainda que o fenómeno de vocalização não seja objeto de estudo na presente investigação, considera-se

pertinente a sua referência sobretudo porque a sua ocorrência parece ser condicionada pelo contexto adjacente (variável em análise neste estudo).

63 Valores de frequência de F2 são apresentados por todos os trabalhos na medida em que em comum

partilham o propósito de estudar a variação fonética do /l/ em função da posição silábica e sabe-se que o grau de velarização pode ser inferido a partir desta informação acústica, dada a sua sensibilidade à modificação da posição da língua no plano horizontal e localização da constrição.

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Quadro 9: Valores médios da frequência, em Hz, dos formantes da lateral alveolar de acordo com Andrade (1998; 1999), Marques (2010), Oliveira et al. (2011) e Monteiro (2012). A gama de valores assinalada com * diz respeito aos resultados obtidos para a lateral, seguida por diferentes vogais, produzida por diferentes informantes. A gama de valores marcados com ** refere-se à lateral alveolar seguida da vogal /i/, produzida por diferentes informantes. Na última coluna, encontram-se os valores médios da duração da lateral, em ms.

Posição F1 (Hz) F2 (Hz) F2-F1 (Hz) Duração (ms) Andrade (1998) Inicial64 - 861-1210* - - Andrade (1999) Ataque Ataque ramificado - 836-1375* 829-1537** - - Marques (2010) Ataque65 346 957 606 89 Coda medial 319 1157 836 72 Coda absoluta 298 919 636 115 Oliveira et al. (2011) Inicial - 956 532 - Intervocálico - 1012 702 - Final - 869 589 - Monteiro (2012) Ataque simples 359 973 602 80 Ataque ramificado 388 982 589 57 Coda absoluta 349 1006 653 98

De acordo com os autores acima citados, globalmente, verifica-se que os valores de frequência de F2 obtidos são próprios de uma realização velarizada em todas as posições silábicas (F2 < 1500 Hz), ainda que apresentem diferentes graus de velarização. Segundo Andrade (1998, p. 72), “verifica-se que a lateral em ataque silábico pode ser velarizada pelos falantes de Lisboa e que a sua velarização tem “gradações” variando de um grau zero a um grau máximo”. Os trabalhos que recolheram dados de participantes adultos naturais dos distritos de Aveiro, Bragança e Porto indicam também a tendência para a existência de um

continuum na velarização da lateral (Marques, 2010; Monteiro, 2012).

Partindo do efeito, amplamente descrito na literatura, de fatores como a posição silábica, contexto vocálico adjacente e características individuais dos falantes, na variação associada à lateral alveolar, também os trabalhos do PE contemplam essas variáveis de estudo.

Quanto ao efeito da posição silábica, no seguimento dos dados apresentados por Marques (2010) para os valores de frequência de F2, verifica-se que estes são mais elevados quando

64 Também foi analisada a lateral alveolar em ataque ramificado. No entanto, os valores de frequência de F2

podem apenas ser estimados a partir da figura 6, p. 64 (Andrade, 1998), razão pela qual não foram contemplados no Quadro 9.

65 Os valores médios apresentados no Quadro 9 resultam da opção tomada pela autora após ter verificado

que não existiam diferenças significativas entre os níveis de Ataque simples (927,08 Hz), Ataque intervocálico (971,29 Hz), Ataque em fronteira de palavra (973,89 Hz) e Ataque ramificado (925,15 Hz), para os valores de frequência de F2.

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/l/ ocorre em coda medial. Em ataque, os valores médios são ligeiramente superiores aos da posição de coda absoluta. Todavia, e segundo a autora, apesar das diferenças estatisticamente significativas observadas em função da posição silábica (coda > ataque = coda em final de palavra), “(…) não é possível definir claramente qual o comportamento da lateral em posição de Ataque e de Coda em Final de Palavra, e se realmente existem diferenças significativas entre estas duas posições” (Marques, 2010, pp. 32–33), deixando assim em aberto a dúvida acerca do comportamento da lateral nestas duas posições silábicas. Já no estudo de Monteiro (2012), não foram apuradas diferenças significativas entre posições silábicas para os valores médios de frequência de F2, embora se observem resultados absolutos ligeiramente mais elevados associados à posição de coda silábica. Oliveira et al. (2011) demonstraram valores de frequência de F2 mais elevados para a lateral alveolar em posição intervocálica, seguidos da posição inicial e da posição final, com existência de diferenças estatisticamente significativas entre a primeira e última posição. Estes resultados sugerem maior grau de velarização em posição final.

O efeito da posição silábica é também observável nos valores médios de frequência de F1, ainda que seja dado pouco destaque a este aspeto nos estudos aqui apresentados. Não obstante, no estudo de Marques (2010), a posição de ataque evidencia valores de frequência de F1 um pouco mais elevados do que os observados para as posições de coda medial e coda absoluta, com diferenças estatisticamente significativas entre a primeira e as duas últimas posições. Em relação aos resultados de Monteiro (2012), as diferenças apontam noutro sentido, mostrando que os valores em ataque ramificado são significativamente superiores aos obtidos em ataque e coda. O aparente comportamento contraditório de F1 em função da posição silábica, colocado em evidência pela comparação entre estes dois estudos do PE, não esclarece o real envolvimento deste parâmetro acústico no que toca à questão da velarização da lateral alveolar para esta língua.

No que respeita aos valores de F2-F1, não foram identificadas diferenças significativas entre posições silábicas nos estudos de Monteiro (2012), tal como observado para a frequência F2, e de Oliveira et al. (2011). Também os resultados apurados por Marques (2010) para esta variável são consistentes com os encontrados para F2, isto é, os valores médios de F2-F1 em coda medial são significativamente mais elevados dos que os obtidos para as posições de ataque e coda absoluta. Na globalidade, os valores médios de F2-F1 apresentados pelos três estudos são compatíveis com os de uma lateral alveolar velarizada (Carter & Local, 2007; Sproat & Fujimura, 1993).

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A grande variabilidade associada à lateral alveolar é, em grande parte, condicionada pelas características dos segmentos adjacentes, sobretudo do contexto vocálico, como já explicitado anteriormente para outras línguas.

Os valores médios de frequência de F2 mais elevados são atingidos quando o contexto vocálico é [i]66 (Andrade, 1998, 1999; Monteiro, 2012; Oliveira et al., 2011), tendência

apenas contrariada pelos resultados de Marques (2010) que assume que a vogal /i/ apresenta um efeito intermédio entre as vogais /a/ e /u/. Comportamento idêntico é descrito para os valores médios de F2-F1.

Numa análise mais detalhada dos seus resultados em função do contexto vocálico, Andrade (1998) refere uma maior variabilidade de F2 perante o contexto vocálico [i], justificada pelos gestos articulatórios antagónicos necessários à articulação da vogal e à velarização da lateral, por oposição ao contexto vocálico [a].

Num estudo sobre o segmento lateral /l/ em coda medial em que, entre outras medidas, foram extraídas três leituras (início, meio e fim) de F2 da lateral /l/, Garcia (2010, p. 60) refere que “no início da transição entre V67 e [ɫ] o valor de F2 depende fundamentalmente

da vogal, sendo mais elevado quanto mais o dorso da língua avançar (vogais [+ant]), e mais baixo quanto maior seja o retrocesso (vogais [+rec])”. Segundo os dados apresentados pelo autor, também os valores obtidos a partir do ponto médio da lateral parecem sofrer influência da vogal nuclear, mantendo a mesma tendência para valores mais elevados perante vogais anteriores ([i]: 1015 Hz; [e]: 972 Hz; [ɛ]: 911 Hz) e valores mais baixos em contexto de vogais posteriores ([u]: 705 Hz; [o]: 690 Hz; [ɔ]: 783 Hz). Contudo, a ausência de tratamento metódico dos resultados, assim como o número reduzido de participantes (três) não permitem retirar conclusões, passíveis de serem generalizadas.

Sobre o efeito do contexto vocálico nos valores médios de frequência de F1, verifica-se que /l/ assume valores distintos em função da vogal nuclear, na seguinte progressão: [a] > [i] > [u] (Marques, 2010; Monteiro, 2012).

Outro dos fatores que contribuem para a variabilidade associada à realização da lateral alveolar são os próprios falantes, sendo certo que se regista não apenas uma variabilidade

66 Os resultados obtidos quando o contexto vocálico é [e] aproximam-se dos encontrados para o contexto de

[i] (Andrade, 1998).

67 “V” diz respeito a vogal. Neste trabalho foram, sempre que possível, incluídas as sete vogais fonológicas do

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interparticipantes, mas também intrassujeitos. As diferenças entre os valores médios de F2 revelam que alguns participantes velarizam o /l/ de forma clara (pelos valores muito baixos de frequência de F2) e outros há em que os valores de F2 se situam próximo do limite entre as duas realizações (Andrade, 1998, 1999; Marques, 2010; Oliveira et al., 2011). Além disso, os elevados valores de desvio-padrão apresentados parecem refletir, em certa medida, e confirmar a existência de variação dependente dos participantes. No caso particular do trabalho de Andrade (1998), verifica-se que um dos participantes afasta-se, de modo considerável, dos restantes, não apenas por apresentar valores mais elevados de F2 e mais variáveis em função do contexto vocálico, mas também pelo facto de não vozear a lateral (especialmente em ataque ramificado).

As informações disponíveis sobre a duração da lateral alveolar encontram-se na última coluna do Quadro 968. Quer o estudo de Marques (2010), quer o estudo de Monteiro (2012) obtiveram diferenças significativas entre os valores de duração do /l/ em função da posição silábica. No primeiro trabalho (Marques, 2010) os valores mais elevados correspondem à posição de coda absoluta (115 ± 32 ms), seguida da posição de ataque (89

± 15 ms) e da posição de coda medial (72 ± 17 ms). No segundo trabalho (Monteiro, 2012), observa-se a seguinte progressão: coda (98 ± 23 ms) > ataque (80 ± 21 ms) > ataque ramificado (57 ± 9 ms). Também o contexto vocálico adjacente desempenha um papel importante na duração da lateral. Neste sentido, o /l/ possui menor duração mediante o contexto de [a]. Relativamente à variável duração, devem ser cautelosas as comparações não só entre línguas, mas dentro da mesma língua, pois é necessário que seja controlado o débito de fala dos participantes. Nos trabalhos aqui apresentados, não é feita referência ao controlo desta variável.

Em Garcia (2010), os dados extraídos a partir da análise acústica, relativos aos aspetos temporais, contemplam não só a duração da lateral alveolar em coda e da vogal nuclear, mas também a duração da transição dos formantes na passagem da vogal para a lateral. De acordo com o autor, a gama de valores da duração da transição varia entre os 28 ms e os 42 ms. Para a duração de /l/, os valores oscilam entre os 39 ms e os 67 ms. Embora não existam dados estatísticos que comprovem a influência do contexto vocálico na duração da lateral alveolar, os dados apresentados em relação à distribuição dos segmentos nas

68 Optou-se por não apresentar os valores de duração apresentados nos trabalhos de Andrade (1998, 1999),

uma vez que, por um lado, estes podem apenas ser inferidos a partir de figuras e, por outro, os dados não são muito pormenorizados, visto que o alvo principal do trabalho é o /l/ em ataque.

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sequências VL69, em função da vogal nuclear, mostram, claramente, que as vogais baixas e

recuadas são mais longas e que, nestes contextos, /l/ em coda é mais curto70.

Em termos articulatórios, devem ser salientadas as características partilhadas pela lateral alveolar, independentemente da posição silábica ocupada, designadamente: o contacto linguo-alveolar (que pode ser laminal ou apical, embora o primeiro seja mais prevalente do que o segundo), a compressão lateral e consequente presença de canais laterais, e ainda a forma convexa da região posterior da língua. Em coda, os canais laterais são mais pequenos do que em ataque. Tendência semelhante é associada ao comprimento do contacto linguo- alveolar que, para além de menor em coda, pode mesmo ser um contacto ligeiro ou inexistente nas produções de certos participantes (Martins, 2014; Martins et al., 2011, 2010; Oliveira et al., 2011).

O estudo de Sá Nogueira (1938) apresenta perfis articulatórios obtidos a partir de imagens radiológicas correspondentes a /l/ em ataque simples, ramificado e coda. O dorso da língua revela maior recuo e elevação em direção ao palato mole em [al] do que em [la], o que confirma a hipótese categorial que atribui a /l/ uma realização velarizada em coda e uma realização não-velarizada em ataque. Contudo, os dados referentes à lateral em ataque ramificado [pla] mostram uma realização “ainda mais” velarizada neste contexto, parecendo contrariar a hipótese binária, o que faz com que Andrade (1998, p. 57) avance com uma hipótese alternativa que propõe que a velarização se manifeste essencialmente nas “margens silábicas”71. Esta suposição é, no entanto, refutada pelos resultados acústicos

apresentados pela mesma autora.

Alguns trabalhos mais recentes referem que a redução da área posterior da cavidade oral (regiões velares e/ou faríngeas), como consequência da elevação e/ou retração do corpo da língua em direção à região velar, não é exclusiva do /l/ em coda, confirmando a existência de realizações velarizadas em todas as posições silábicas (Martins et al., 200872; Martins,

2014; Oliveira et al., 2011). Em Martins et al. (2010), onde são apresentados resultados articulatórios, de dois participantes, para as duas laterais do PE com base em imagens de

69 “L” diz respeito à lateral alveolar.

70 Mais uma vez, os dados não são apresentados pois podem apenas serem inferidos a partir da figura 2

(Garcia, 2010, p. 60).

71 “quando a lateral se encontra associada a uma coda ou ao elemento à direita de um ataque

ramificado”(Andrade, 1998, p. 57).

72 São apresentados dados articulatórios com base em imagens de ressonância magnética de 2 e 3 dimensões,

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ressonância magnética de 2 e 3 dimensões, a possibilidade de realizações velarizadas em todas as posições é também referida, com a indicação da existência de grande variabilidade interparticipantes associada à lateral alveolar.

Os resultados de Oliveira et al. (2010), obtidos a partir de dados de EMMA, indicam que existem algumas mudanças nos parâmetros espaciotemporais dos gestos da língua (ápice e dorso da língua) em função das posições de ataque simples e coda. Assim, e apesar de se tratarem de resultados preliminares e com pequenas diferenças na magnitude dos movimentos do corpo da língua, é referido que o dorso tende a ser mais recuado nas produções em final de sílaba do que em início. Mais recentemente, Martins (2014, p.196) refere que as diferenças encontradas entre as configurações articulatórias de /l/ produzido em ataque e coda são subtis, pelo que é confirmada a hipótese de que a lateral /l/ é velarizada ou faringealizada, independentemente da posição silábica.

Com efeito, e embora não se observem diferenças articulatórias significativas em função da posição silábica ocupada pela lateral, existem indícios, de acordo com dados de ressonância magnética de 3 dimensões, de que “the vowel effects were more visible behind the linguo- alveolar contact, although in general they were not very proeminente for most speakers (…). Nevertheless, word-initial [l] was more affected by vowel context than intervocalic and word-final [l]s.” (Martins et al., 2011, p. 240). Por comparação com a lateral palatal, o efeito do contexto vocálico adjacente é mais evidente para a lateral alveolar (Martins et al., 2011).

Ainda sobre as características articulatórias da lateral /l/ no PE, num estudo recente de Silva, Martins, Oliveira e Teixeira (2014) é também reiterada a ocorrência de realizações velarizadas em todas as posições silábicas. Desta feita, os autores referem que as diferenças articulatórias provocadas pelo contexto vocálico, evidentes sobretudo perante a vogal [i], são mais notórias em posição intervocálica.