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Lin (2001) advoga que as teorias do capital social podem ser consideradas como um deslocamento do enfoque analítico da abordagem marxista sobre investimento para a produção de lucro. Sob esse olhar, os indivíduos são os atores que realizam investimento nas relações para obterem lucros no mercado. Nesta perspectiva, o capital é um bem social relacionado às conexões dos atores e ao acesso a recursos da rede ou grupo de que fazem parte.

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Outra perspectiva de classificação das teorias de capital social toma como base o grau de conexões dos atores nas redes sociais estabelecidas, ao que dividem em posições egocêntricas e sociocêntricas (Sandefur & Laumann, 1988; Lesser, 2000; Adler & Kwon, 2000). Na primeira perspectiva, o ponto de conexão entre os mais diversos autores passa pela consideração de que o volume de capital social depende do grau de conexões estabelecidas na rede que o ator pode efetivamente mobilizar e do volume de capital (econômico, cultural ou simbólico) possuído por cada um. Nessa perspectiva, destacam se os trabalhos de Pierre Bourdieu, James Coleman e Robert Putnam. A segunda perspectiva, denominada sociocêntrica, enfatiza a posição do ator na rede e os padrões de relacionamentos estabelecidos e daí o caminho que o indivíduo percorrerá na estrutura social de seus contatos interpessoais. Destacam se nessa segunda posição os trabalhos de Ronald Burt e Mark Granovetter.

Outra classificação das teorias de capital social apresentada por Higgins (2005) toma como base a dicotomia entre o atomismo individual e o holismo sistêmico. Para esse autor, são quatro grandes discursos socioeconômicos do capital social:

1. O capital social é um facilitador das estratégias que melhoram as posições de poder dentro do campo econômico, dado que a sociedade e a atividade econômica são arenas de luta que estruturam a partir de recursos de poder (em uma alusão à posição weberiana). Nesta perspectiva, o capital social está mais função das relações objetivas do poder que do intercâmbio mercantil.

2. O capital social é uma propriedade das relações e não dos indivíduos ou dos arranjos institucionais. Aqui as interações estão baseadas em expectativas mútuas (em uma alusão à posição de Polanyi).

3. O capital social reside nas estruturas sociais, as quais se tornam recursos à disposição dos atores sociais. O ator social é idêntico ao ator econômico e sua ação se reduz à dimensão do cálculo de interesses. Destaca se aqui o trabalho de Coleman.

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4. O capital social são recursos do subsistema econômico, os quais fazem exequíveis as decisões do sistema político. Essa integração dos sistemas (político, comunitário, cultural, econômico) coordena a ação calculista dos atores sociais.

Em termos de perspectivas individuais de trabalho sobre capital social, o primeiro a sistematizar sua teoria foi Pierre Bourdieu. Para o autor, capital social é um conjunto de recursos existentes ou potenciais, que estão relacionados com a posse de uma rede durável de relacionamentos mais ou menos institucionalizados e de mútua aquisição ou reconhecimento (Bourdieu, 1980). Bourdieu (1980) considera o volume de capital social possuído por determinado agente dependente do tamanho da rede de conexões que esse agente pode mobilizar eficazmente e do volume de capital (econômico, cultural ou simbólico) possuído por cada um daqueles com os quais o agente está conectado.

Segundo Higgins (2005), a visão de Bourdieu para este constructo assenta se sob cinco aspectos: a) O tipo de relações instauradas baseia se no reconhecimento e na troca de bens materiais e simbólicos; b) Efeito multiplicador sobre outras formas de capital; c) Os signos de reconhecimento constituem os limites do grupo; d) As instituições favorecem a reprodução desse capital; e) Há uma regulamentação interna a fim de impor limites ao controle, concentração, concorrência e delegação dos indivíduos dentro do grupo.

Portes (2000) afirma que, sob a ótica de Bourdieu, as pessoas construiriam suas relações levando em conta os benefícios que obteriam posteriormente e ainda a construção deliberada da sociabilidade para o propósito de criar esse recurso.

Para Portes (2000), o avanço do conceito baseado no indivíduo, mas ainda sob um foco utilitarista, foi dado por James Coleman com a inclusão dos mecanismos que poderiam gerar capital social (expectativas recíprocas, reforçamento das normas, entre outros), as consequências da posse (ex., vantagens na posse da informação) e ainda a organização social apropriável.

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Nesse sentido, a consideração de Coleman é também utilitarista já que as estruturas sociais são tidas como recursos para que atores individuais atinjam suas metas e satisfaçam seus interesses (Higgins, 2005).

Advoga Coleman (1988) que capital social é um conjunto de recursos que são inerentes às relações familiares e à organização social da comunidade e que são úteis para seu desenvolvimento cognitivo ou social. Sob essa perspectiva, o autor aponta três pontos do constructo:

1. Obrigações, expectativas e confiabilidade de estruturas. A confiabilidade de ambiente social significa que obrigações devem ser pagas, e ainda a verdade extensão das obrigações.

2. Canais de informações ou ainda a capacidade de fluência da informação. Informação é importante para prover uma base para a ação, embora a aquisição da informação acarrete custos.

3. Normas acompanhadas de sanções efetivas. Por exemplo, normas efetivas que inibem o crime possibilitam andar livremente à noite numa cidade e ainda permitem a pessoas saírem sem medo por sua segurança.

Transpondo a avaliação do capital social a partir do indivíduo para a dimensão coletiva, Robert Putnam tem como ponto central de seu trabalho a desintegração da vida civil e da atividade política. Para Putnam (1993), o capital social constitui um bem ou um ativo intransferível e não comercializável imbricado na organização social de uma determinada região ou comunidade. Para o autor, capital social diz respeito a traços da organização e de reprodução social como confiança, normas e sistemas que contribuem para aumentar a eficiência da sociedade (Putnam, 1993). A exemplo do capital físico e humano, o capital social é um ingrediente fundamental para o desenvolvimento econômico.

A contribuição seminal de Putnam é a de desenvolver instrumentos empíricos de medida do capital social sob os quais vários outros trabalhos se basearam (Balestro, 2006; Borges, 2007). Esta mensuração levaria em conta as seguintes variáveis: 1) intensidade ou envolvimento na

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comunidade ou na vida organizacional; 2) comprometimento público (exemplo, votação); 3) comprometimento com a comunidade e voluntariado; 4) sociabilidade informal (visitar amigos, por exemplo); 5) níveis de confiança interpessoal.

Com as considerações sobre esses três autores, Portugal (2007) aponta que a questão para Bourdieu e Coleman é “o que a minha rede de relações pode fazer por mim?”, enquanto para Putnam é “em que medida todos se beneficiam de uma rede social ampla com normas e confiança associadas?”. Esses olhares, segundo a autora, referem se a duas perspectivas: 1) capital social como um bem público com normas, valores, atitudes em unidades macrossociais; 2) capital social como fonte de vantagens acessíveis com análise sócio estrutural através das redes e dos laços sociais.

Outro trabalho bastante primoroso refere se ao de Fukuyama (2000). Para este autor, o capital social foi definido a partir da existência de um conjunto de valores ou regras informais partilhados pelos membros de um grupo e que permitem a cooperação entre eles. Essas regras precisam incluir virtudes como falar a verdade, cumprir obrigações e exercer reciprocidade. Nesse sentido, Fukuyama (2000) advoga que o capital social pode advir da religião, da tradição, de experiências históricas compartilhadas que fogem ao controle de qualquer governo. Tal concepção, segundo Balestro (2006), apresenta se sob um vies culturalmente determinista, já que aquilo que é virtude, verdade, errado em uma sociedade pode ser defeito, mentira, ou certo em outra. O problema desse tipo de concepção é colocá lo como resultado de uma estrutura social e cultural anterior e apresentá lo de forma semelhante a todas as culturas.

Fukuyama (2000) advoga ainda que o tamanho e as fronteiras do grupo possuem implicações no surgimento e no aumento do capital social. Grupos menores reduzem o risco do comportamento oportunista e as fronteiras com critérios para as entradas e as saídas dos mesmos reforçam a filiação ou sentido de pertencimento.

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Outro trabalho sobre capital social é o Ronald Burt. Para este autor, a posição do indivíduo e a densidade das redes possuem vantagens relativas para o capital social. A questão não é a força das conexões, mas como diferentes partes das redes são ligadas, como as informações fluem e como esse fluxo é agenciado (buraco estrutural), já que podem existir recursos vantajosos também em outras redes (Burt, 1997). Pode se afirmar, portanto, que o capital social está baseado essencialmente na posição relativa da pessoa dentro da rede, mais que nos relacionamentos diretos do indivíduo dentro dela. Dessa forma, os retornos econômicos estão associados mais à posição inter redes que efetivamente intra redes.

Buracos estruturais referem se à habilidade do ator da rede em gerenciar o fluxo de informações da rede, reconhecer, assimilar e aplicar o valor do novo, da informação externa. Essa capacidade pode ser aumentada por meio de redes externas e, dessa forma, não se faz vantajoso para a dinâmica da rede ligações muito fortes, antes, a avaliação baseia se nas mudanças dos recursos, das informações e das expectativas dos atores da rede (Granovetter, 1993; Burt, 1997; Ebers & Grandori, 1999; Burt, 2000).

Desta concepção, o melhor desempenho das redes é aquele capaz de combinar fechamento e contatos não redundantes para além do grupo. Isto porque os buracos estruturais facilitam o acesso a novas informações que constituem recursos a serem agregados à rede e o fechamento facilita a confiança e reduz os riscos associados às transações (Balestro, 2006).

Um último exemplo teórico de capital social é o de Alejandro Portes. Para o autor, capital social aparece como uma tentativa de ampliar a perspectiva econômica a fim de atingir desenvolvimento com crescimento sustentado, equidade social e cidadania. Como um contrapeso ao individualismo mercantil, o capital social permite, segundo Portes (2000), oportunidades dos atores sociais de obter vantagens. Isso porque o capital social pode operar como instrumento de exclusão, isolamento, conformidade e ainda a redução das expectativas pessoais. Para Higgins (2005), a principal

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contribuição do trabalho de Portes é a perspectiva de potencial fundibilidade de diversas fontes de capital, o que reduz a distância entre as perspectivas sociológicas e econômicas (Higgins, 2005).

A avaliação dessas exposições teóricas permite afirmar que o capital social contém três elementos chave: o estrutural, a acessibilidade e a ação dos atores orientada a fins. O capital social constitui uma espécie de ativo relacional onde o investimento proporciona retornos esperados. Todavia, é fundamental distinguir este ativo relacional, produto de estratégias de investimento social, de ativos coletivos como normas, confiança e cultura. Nesta perspectiva normas, confiança, cooperação e cultura podem constituir fatores do ambiente social, mas não podem ser confundidos com o próprio capital social. Assim, cabe uma discussão mínima do que sejam confiança e cooperação (quando na discussão sobre redes) para os propósitos deste trabalho.

2.2.2 Confiança

A confiança como parte do capital social apresenta se como um elemento de melhora da eficiência das relações entre os agentes econômicos e também sociais, de aglutinação, capaz de revitalizar a participação, fomentar a solidariedade e ainda desenvolver o sentido de comunidade (Putnam, 1993; La Porta , 1999). Ter confiança equivale a estabelecer um mecanismo de simplificação das relações sociais e ter uma forma de garantir a ordem, sem mecanismos de coerção.

Em termos micro sociais pode se dizer que confiança está baseada em expectativas e obrigações mútuas regulares de cumprimento de uma ação importante entre “confiante e confiado”, sem que para isso sejam necessários mecanismos excessivos de monitoramento ou controle (Mayer 1995; Marques, 2003). Sako (1998) baseia sua definição de confiança nessa expectativa de comportamento mutuamente aceitável entre parceiros, todavia

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agrega o papel de aspectos individuais como benevolência, competência e ainda aspectos de natureza social como a profissionalização das relações, a influência do campo político e das instituições nacionais no estabelecimento de confiança entre parceiros. Para Mayer (1995), a questão, segundo esses autores, não é “Você confia em alguém?”, mas sim “Você confia em alguém para fazer tal coisa?”. Isso porque, segundo o modelo apresentado pelos autores, a confiança é específica a um contexto e diferenciada pela integridade e pela benevolência dos atores.

Sob outra perspectiva, Ring e Van de Ven (1992) afirmam que o processo histórico das transações nos relacionamentos também influencia o surgimento da confiança. Além disso, apontam como fundamentais os objetivos e os valores pessoais dos atores também como definidores da confiança. Há que se levar ainda em consideração a estruturação legal, o monitoramento excessivo e o surgimento de conflitos com o papel esperado como elementos que podem desfazer essa confiança. Por fim, são também importantes os interesses comuns e a competição como meio de criação da confiança, o que permite o desenvolvimento da confiança também como um processo de aprendizagem (Cohen & Fields, 1999).

Em uma perspectiva institucional, Sydow (1998) advoga que a confiança entre organizações está ligada a uma configuração específica de eventos, condicionada a fatores de natureza individual, social e institucional. Individual quando da similaridade de valores como competência, benevolência, integridade, honestidade, tolerância e abertura. Social quando da comunicação entre parceiros, variedade de conteúdos trocados, expectativa de continuidade da relação, homofilia organizacional e tamanho e abertura à entrada de novos parceiros na rede. Institucional quando baseada nas tradições, profissões, certificações, licenças, nomes das marcas e pertencimento a certas associações.

Sob outra vertente clássica de análise, Williamson (1993) afirma que a confiança é calculativa em função da consciência do espectro de possibilidade de ganhos e ainda das probabilidades associadas cujo fim é a

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minimização dos riscos e o aumento dos benefícios. Para esse autor, os agentes econômicos têm a tendência de serem racionais e ainda de buscarem suas preferências. Para Williamson (1993), é redundante, e às vezes errôneo, usar o termo confiança para descrever as trocas comerciais para as quais as defesas de efetividade de custo ( ) já foram planejadas no suporte de mais trocas eficientes. Nessa perspectiva, Mayer (1995) afirmam que assumir um risco envolve a consideração do contexto e ainda pesar a possibilidade de ocorrência de saídas positivas e negativas.

A meta análise de 18 artigos (das décadas de 1960 a 1990) apresentados por Mayer (1995) apontou um conjunto de seis variáveis que se repetem ao longo dos estudos como antecedentes da confiança entre empresas, quais sejam: abertura, competência, honestidade, conhecimento, benevolência e confiabilidade. Todavia, os autores apresentam um modelo de relação entre confiança e ganhos econômicos que leva em consideração apenas três variáveis, quais sejam:

1. Habilidade: grupo de competências e características que permitem uma parte ter influência dentro de um domínio específico (o indivíduo pode ser em determinada área e não em outra).

2. Benevolência: extensão em que o confiado é crido querer o bem àquele que confia, salvo por um motivo de ganho egocêntrico.

3. Integridade: questões como as ações passadas, comunicações críveis, crença de que o confiado tem um forte senso de justiça, congruência entre palavras e ações, afetam o grau de integridade da outra parte. Esse conceito pode substituir outros como consistência, justiça, integridade, abertura, congruência de valores.

Seguindo esse mesmo espectro de constructos, Mcknight

'1998) advogam que, além da benevolência, da competência, da honestidade, a confiança perpassa por uma questão comportamental ligada à disposição para confiar, aos processos cognitivos e ainda à confiança na própria instituição. Os autores explicam essas variáveis da seguinte forma:

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a. M $# : Postura para confiar está ligada à

calculatividade da situação (ganhos e perdas da situação) e crença na humanidade de que as pessoas são confiáveis até que provem o contrário.

b. - Influenciada por suas crenças,

haverá pessoas ou instituições que são colocadas em determinados grupos, como uma categorização de reputação e estereotipia. Depois dessa categorização, as pessoas tentam agir a fim de terem a impressão de que estão no controle, o que pode levá las a tentarem “manipular” outras em determinadas situações para que confirmem a sua confiabilidade. Robinson (1996) acrescenta que há interpretação seletiva para manter essa consistência cognitiva, dado que os indivíduos interpretam a informação de modo a confirmar suas atitudes e crenças prioritárias.

c. 3 $ E $# . O sucesso da relação

seria garantido pelas condições institucionais como contratos, regulações e garantias e auxílios legais. Isso tem relação com a possibilidade de que a pessoa confiada aja de acordo, dado as sanções sociais ou legais.

No que se refere à confiança no contexto das redes, Balestrin e Vargas (2004) afirmam que os principais antecedentes da confiança neste contexto são: troca de informações sobre mercados, tecnologias e lucratividade; similaridades de processos e técnicas entre as empresas; relações de longo prazo; pouca diferença entre tamanho, poder ou posição estratégica das empresas; similar recompensa financeira para as empresas e empregados; alcance de vantagem econômica pela experiência coletiva das empresas, pelo aumento das vendas e pelos ganhos marginais. Maurer (2010) acrescenta que a confiança facilita ainda o alinhamento de parceiros de interesse e aumenta a satisfação entre os .

Em estudo com empresas de clusters americanos, chineses e taiwaneses, Niu (2010) aponta que a confiança não se distingue significativamente entre as diferentes localizações geográficas e afirma que a tecnologia é elemento fundamental para a formação da confiança entre os

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parceiros de negócio. Para esse autor, nas empresas de tecnologia de informação a redução da necessidade de interações face a face e a velocidade com que havia interação foram elementos contribuintes para o aumento da confiança entre os parceiros.

Ante o exposto, pode se afirmar que a confiança não tem apenas um caráter individualista, ou apenas social, ou apenas institucional. Não tem apenas o caráter calculativo ou apenas psicológico. Em realidade, para este trabalho será considerada como uma composição de todas essas características. Tal consideração aponta para Begnis (2007) que afirmam que os agentes econômicos estão sujeitos a sua própria incapacidade de trabalhar com todas as possíveis variáveis que interferem num determinado fenômeno e, portanto, não possuem as informações mais relevantes à tomada de sua decisão.

Dessa forma, a definição aqui considerada é que a confiança está ligada às expectativas, às assunções ou às crenças de que a outra parte tem a capacidade para agir em benefício mútuo, não colocando em risco seus interesses. Nesse sentido, cumpre se ressaltar que as variáveis antecedentes que mais se adéquam a essa perspectiva são credibilidade, capacidade e benevolência, as quais foram discutidas nesta seção.