2. Marco teórico
2.2. El concepto de la formación adaptada
De uma primeira análise, verificou-se que as conversões mais utilizadas partiram de uma representação visual (ponto de partida) e de uma representação numérica (sugerida logo na 2.ª pergunta) para outras representações. Verificaram-se conversões da representação numérica para a representação algébrica. As conversões menos frequentes verificaram-se das representações em tabela, esquemática e algébrica, sendo a menos frequente, a conversão da representação algébrica para numérica. Apenas 3% das conversões se deu de uma representação numérica para uma representação visual.
A Tabela 3 justifica a classificação de Grau Elevado na conversão da representação visual fornecida (Representação de partida) para a representação em Tabela (Representação de chegada).
Tabela 3: Congruência semântica (Grau elevado) na conversão de duas representações (visual e em tabela).
Os resultados mostraram que, apesar de o ponto de partida ser uma representação visual, a quase totalidade dos alunos fez imediatamente a conversão para outras representações, nomeadamente para a representação numérica, para a linguagem natural, para a esquemática, e para a representação em tabela, cujos exemplos se encontram na Tabela 4, caracterizadas de acordo com o grau de congruência “semântica” que consideramos evidenciados.
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Tabela 4: Grau de congruência “semântica” na conversão das representações que envolvem uma representação visual.
Conversão Congruência “semântica”
Grau Elevado Grau Médio
RV RT RV RN Não observável RV LN RV RE Não observável RN RV Discussão e conclusões
Este estudo procurou: (a) identificar as conversões feitas pelos alunos às representações usadas durante a resolução de uma tarefa de exploração de sequências, (b) determinar o grau de congruência “semântica” nas conversões que envolveram uma representação visual. A Teoria de Representação Semiótica de Duval (2009) revelou-se adequada para alcançar aqueles objetivos e apresentar aos professores evidências do pensamento matemático dos alunos baseado nas transformações de representações (Duval, Freitas & Rezende, 2013).
No presente estudo, todos os alunos conseguiram compreender a representação visual fornecida (desenho de figuras geométricas) e utilizaram-na para responder às questões mais simples da tarefa. Todos os alunos utilizaram a conversão desta representação para a linguagem natural para pronunciarem a lei de formação da sequência. Para responder às questões da tarefa mais complexas, os alunos abandonaram a representação visual fornecida e optaram por outras representações. A própria tarefa encaminhou os alunos
para uma representação numérica logo na segunda pergunta, o que confirma o predomínio no uso desta representação, já detetado em outros estudos (p.e. em (Barbosa, (2010)) mas também se verificaram conversões espontâneas da representação visual para a representação em tabela, esquemática, linguagem natural e numérica. Verificou-se, em dois grupos, um desempenho adequado e uma utilização correta destas representações que os levou à generalização através da escrita da expressão geradora. No entanto, os restantes grupos, apesar de estarem a trabalhar com os mesmos tipos de representação, não tiveram o mesmo sucesso, tendo mesmo bloqueado em determinada altura do seu trabalho. A Teoria dos Registos de Representação Semiótica refere dificuldades na conversão de representações (Duval & Moretti, 2012), o que verificamos neste caso pois as conversões efetuadas não tiveram um grau elevado de congruência “semântica” o que originou dificuldades e erros. Por exemplo, a representação em tabela utilizada por estes alunos foi insuficientemente compreendida uma vez que se mostraram incapazes de obter a expressão geradora através da relação entre as duas colunas (ordem e termo da sequência). Mas, não menos importante do que a qualidade das conversões, a escolha do tratamento a efetuar a determinada representação, neste caso à representação visual fornecida tornou-se determinante no sucesso da conversão, tendo subvalorizado a falta de destreza no tratamento da representação em tabela. O que demonstra que as representações visuais (desenhos) podem ser muito mais do que simples apoios à explicitação de determinada situação. E daí a necessidade de o professor estar constantemente atento ao modo como os alunos registam e transformam as suas representações, pois não se garante que os alunos sejam capazes de selecionar eficazmente a representação e fazer-lhe o tratamento adequado que lhes possibilite uma conversão com um grau mais elevado de congruência “semântica”. Daí a importância de uma investigação acerca do uso de diferentes representações com diferentes graus de congruência e do seu efeito na aprendizagem, num dado conteúdo matemático. O facto de se ter verificado uma ocorrência baixa da conversão de uma representação algébrica para uma representação numérica é indicador de que, neste trabalho de conversão de representações, os alunos não manifestam a competência de um grau elevado de congruência “semiótica”, pois apenas se verifica conversão num sentido. Pensamos que o mesmo se deve às dificuldades dos alunos em inverter raciocínios e em registá-los, manifestadas na falta de precisão na sua escrita.
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