DANGER LABELLING AND ASSESSMENT
3. Scale analysis
5.3 MAJOR HAZARD ASSESSMENT FACTORS
5.3.1 Choice to enter and leave danger
Cada vez mais, a educação a distância entra no cenário nacional e mundial como uma alternativa viável, capaz de provocar rupturas em seu paradigma mais tradicional: o cultural. Para que esta quebra de paradigma se converta em realidade, possibilitando a concretização de um modelo de EaD viável e de qualidade, faz-se necessário adotar estratégias que proporcionem planejamento efetivo1.
Moore e Kearsley (2007, p. 8) destacam que os responsáveis por política em nível institucional e governamental têm introduzido a EaD para atender aspectos que consideram importantes, tais como: facilitar o acesso crescente a oportunidades de aprendizado e treinamento; proporcionar oportunidades para atualizar aptidões; reduzir os custos dos recursos educacionais; apoiar a qualidade das estruturas educacionais existentes; melhorar a capacitação do sistema educacional; nivelar desigualdades entre grupos etários; direcionar campanhas educacionais para públicos-alvo específicos; proporcionar treinamento de emergência para grupos-alvo importantes; aumentar as aptidões para a educação em novas áreas de conhecimento; oferecer uma combinação de educação com trabalho e vida familiar; e agregar uma dimensão
1 “Eficiência é uma relação técnica entre entradas e saídas, [...] é uma relação entre custos e
benefícios, ou seja, uma relação entre os recursos aplicados e o resultado final obtido: é a razão entre o esforço e o resultado, entre a despesa e a receita, entre o custo e o benefício resultante. A eficácia de uma empresa refere-se à sua capacidade de satisfazer necessidades da sociedade por meio do suprimento de seus produtos (bens ou serviços)” (CHIAVENATO, 2004, p. 177). A eficácia significa gerar o efeito, o resultado desejado. A eficiência, por sua vez, implica uma melhor alocação de recursos na geração dos resultados. A eficácia é binária (0 ou 1), a eficiência admite gradações e comparações (mais eficiente). Alguém é eficaz sem ter sido eficiente quando o resultado foi alcançado, mas houve desperdício de recursos. Ser efetivo é ser eficaz com eficiência, isto é, gerar o efeito desejado com a melhor alocação de recursos.
internacional à experiência educacional. Essa lista não exaustiva de aspectos dá uma ideia das muitas razões pelas quais a educação a distância tem recebido um maior interesse dos planejadores em anos recentes.
A expansão da educação a distância no Brasil tem evoluído exponencialmente, e o censo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP – de 2011 confirma essa tendência de crescimento. Na modalidade EaD, houve um crescimento nas matrículas em relação ao total do número de matrículas do ensino superior, que passaram de 1,2%, em 2002, para 14,7%, em 2011 (INEP, 2013). Em 2011, as matrículas em EaD representaram 14,7% do total de matrículas de alunos do ensino superior, totalizando 992.927 alunos (INEP, 2013). Segundo o censo da Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED – o total de alunos em instituições autorizadas e corporativas, públicas e privadas, em 2009 foi de 528.320; em 2010, foi de 2.261.921; e em 2011, de 3.589.373 (ABED, 2011).
O Ministério da Educação, preocupado com esse avanço já observado em décadas anteriores, procurou regulamentar e regular essa modalidade de ensino através de documentos, entre eles o artigo 80 da Lei nº 9.394, de 20/12/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que atribui ao Poder Público a responsabilidade de incentivar o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino. Esse artigo foi regulamentado pelo Decreto nº 5.622, de 19/12/05, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
O Ministério da Educação publicou, em 2003, um documento denominado “Referenciais de Qualidade para Cursos a Distância”, que serviu como um referencial norteador para subsidiar atos legais do poder público no que se refere aos processos específicos de regulação, supervisão e avaliação da EaD. O referido documento alerta que “por envolver um conjunto de processos integrados, a gestão de um sistema de educação a distância em nível superior é complexa” (BRASIL, 2007, p.29).
Na literatura pesquisada diversos autores e documentos oficiais ressaltam a importância do planejamento da EaD: Brasil (2002; 2007); Bof (2005); Perry et al. (2006); Ribeiro, Timm e Zaro (2007); Moore e Kearsley (2007), Ribeiro (2008), Ribas e Hermenegildo (2008; 2009a; 2009b) e Mallmann (2009). No entanto, para Mill e Brito (2009) estudos consistentes ainda são escassos. Por sua vez, Perry et al. (2006) destacam que, embora hoje se tenha diversos estudos em EaD, até o momento o foco principal desses estudos são os aspectos pedagógicos e
tecnológicos, sendo abordadas apenas questões específicas da EaD. Este posicionamento, segundo os autores, resolve apenas problemas pontuais da EaD e não aponta ou explicita a inserção de outras áreas do conhecimento que auxiliam na compreensão das necessidades e dos processos inerentes a um projeto de curso nessa modalidade de ensino.
Moraes et al. (2011) enfatizam a importância do planejamento, mas alertam que a existência de planejamento não garante a sua realização. E complementam salientando que
o desenvolvimento e aplicação de metodologia para atender a necessidade de dar vida aos projetos é um elemento importante para a conquista dos objetivos organizacionais. Dedicar tempo para que esse compartilhamento seja uma realidade é uma ação irrenunciável para os gestores organizacionais, e ao mesmo tempo um desafio a ser vencido (MORAES et al., 2011, p. 68).
Thiesen, considerando a educação uma atividade imperativa para o desenvolvimento social e econômico, afirma que
os estudos prospectivos podem representar uma importante estratégia na definição ou no reposicionamento das políticas do setor, principalmente porque esta atividade está diretamente relacionada com outras áreas sociais e inclusive com o projeto mais amplo de sociedade (THIESEN, 2011, p. 12).
Thiesen (2009) formula, a partir de estudo teórico, um método para construção de cenários prospectivos com foco em planejamento educacional baseado na Gestão do Conhecimento. Seu trabalho, preenche uma lacuna com um método capaz de auxiliar os gestores na formulação de planejamento na área da educação.
Da mesma forma, a presente pesquisa se justifica no campo teórico na medida em que utiliza um instrumento de apoio ao planejamento estratégico, preenchendo uma lacuna tanto na experimentação empírica do método proposto para construção e análise de cenários voltados ao planejamento educacional, como no planejamento estratégico baseado em cenários para a educação a distância. Assim, esta pesquisa pretende ser uma contribuição técnica e
científica importante, pois investiga a aplicação de um método singular e apresenta as especificidades e necessidades de sua aplicação, em situação real, para a educação a distância. Objetiva também aprofundar conceitos relacionados com planejamento e gestão da EaD, planejamento estratégico, construção de cenários, inovação, entre outros que possuem relação com a Gestão do Conhecimento, exigindo assim diálogo e interação entre distintas áreas e exercício da prática interdisciplinar.
Além disso, pretende-se contribuir, dada a originalidade e ineditismo do tema, com o surgimento de novas pesquisas e produções acadêmicas relacionadas com os estudos prospectivos, em especial no que tange ao planejamento da educação a distância. Cabe ainda salientar que este trabalho se justifica tanto por sua importância prática, pois pressupõe a aplicação empírica de um método ainda não experienciado, quanto pelas contribuições teóricas que podem enriquecer a literatura acadêmica sobre o tema proposto e, desse modo, servir para instigar futuros estudos.