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ACTION THRESHOLDS

In document IMAGES OF THE INDIVIDUAL (sider 156-159)

DANGER LABELLING AND ASSESSMENT

SAFE PLANS AND PROCEDURES

7.2 ACTION THRESHOLDS

Ao regredir no tempo, Toffler (2007) discorre sobre os três ciclos evolutivos na história da humanidade: a primeira, segunda e terceira ondas. A primeira onda trouxe consigo as formas de governo e as relações comerciais e econômicas geradas em função das propriedades e da agricultura, marcando assim a mudança da cultura nômade para a civilização agrícola. A segunda onda foi caracterizada pela revolução industrial, em termos de maquinaria e processos administrativos de eficiência e redução de custos suportados pelo capital e trabalho. A terceira onda, assim denominada por Alvin Toffler, surge com a revolução da informação. A base para o trabalho passa a ser a informação sendo desenvolvida, a partir daí, uma nova mentalidade e novo estilo de vida. Para Guevara e Dib (2008, p. 4) o conhecimento passa a ser a nova ordem na qual “o capital intelectual é mais valorizado que outros recursos e o capital, surgindo o trabalhador do conhecimento”.

A valorização da imaterialidade, da criatividade e da inovação são marcas características de uma sociedade globalizada que têm as novas tecnologias como um dos principais elementos catalisadores dos processos de mudança da sociedade. Nessa sociedade, denominada Sociedade do Conhecimento, as mudanças e as inovações tecnológicas acontecem freneticamente, sendo imprescindível identificar e gerir, com inteligência, o conhecimento das pessoas nas organizações. Neste cenário, a educação no terceiro milênio, segundo Duarte (2007, p. 14) “é um dos palcos do processo de construção e reconstrução do conhecimento, quando a informação se torna conhecimento, ao possibilitar e agilizar processos sociais de mudanças tão necessários ao mundo atual”.

Neste contexto, como já salientado no capítulo anterior, uma das principais possibilidades para atender a demanda de disseminação do conhecimento são as organizações e instituições educacionais que “buscam ampliar sua forma de ensino/aprendizagem, onde além de soluções presenciais, passam a incorporar, cada vez mais, a Educação a Distância (EaD)” (LENZI, 2010, p. 25).

Mas, o que é educação a distância? Alguns teóricos como Garridson (1993), Keegan (1983) e Shale (1990) consideram meramente retórica a diferença entre a educação a distância e a presencial, já que as bases epistemológicas que as fundamentam são as mesmas. Mas, para os

mesmos teóricos, a educação a distância tem suas especificidades ao considerarmos o rompimento da relação face a face entre aluno e professor e que a aprendizagem pode ocorrer em ambientes que extrapolam as salas de aula.

Corroborando com a assertiva acima, no tocante às especificidades da EaD, especialistas como Rumble (2002), Rodrigues (2004), Moore e Kearsley (2007) e Catapan (2010) são unânimes em afirmar que a modalidade de educação a distância possui características singulares.

De acordo com Garcia Aretio, a educação a distância é um

sistema tecnológico de comunicação bidirecional (multidirecional), que pode ser massivo, embasado na ação sistemática e conjunta de recursos didáticos e pelo apoio de uma organização e tutoria, que separados fisicamente dos estudantes, propiciam a aprendizagem independente (ARETIO, 1994, p. 39).

Para Catapan

Didaticamente falando, a Educação a Distância é uma modalidade de ensino que contempla os mesmos elementos fundamentais da modalidade presencial: concepção pedagógica, conteúdo específico, metodologia e avaliação. Porém, se diferencia da presencial pelo modo como se estabelece a mediação pedagógica (CATAPAN, 2010, p. 75).

O Decreto nº 5.622 de 19 de dezembro de 2005 que regulamenta o art. 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, caracteriza a educação a distância como uma

modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos (BRASIL, 2005, p.1).

Moore e Kearsley (2007, p. 1) brindam-nos com uma ideia bastante simples de educação a distância: alunos e professores se encontram em locais distintos em todo ou pelo menos a maior parte do tempo que aprendem e ensinam. E por estarem em ambientes distintos, precisam de algum tipo de tecnologia que transmita as informações e lhes permita interagir.

Assim, observando as diferentes tecnologias empregadas na modalidade da EaD, pode-se afirmar que o que diferencia a EaD praticada hoje daquela praticada no século passado são os meios disponíveis em cada época. As tecnologias utilizadas em cada recorte histórico influenciaram a sociedade e, especificamente, a educação.

Nesse sentido, segundo Dias e Leite (2010, p. 11) “é possível situar a EaD em termos de gerações”. Não há consenso em termos de geração da EaD, já que autores dividem a história da educação a distância em três, quatro e até cinco gerações.

Moore e Kearsley (2007) caracterizam a evolução da educação a distância ao longo de cinco gerações. O quadro 6 representa as cinco gerações da EaD e as principais tecnologias empregadas.

Geração Tecnologia 1ª Geração

Século XIX O papel impresso consolidando o estudo por correspondência como fundamento para a educação individualizada a distância.

2ª Geração

Início do século XX

Transmissão por rádio e televisão agregando a dimensão oral e visual aos conteúdos.

3ª Geração

Década de 1960 Universidades abertas. Integração de áudio/vídeo e correspondência

4ª Geração

Anos 1980 Teleconferência por áudio, vídeo e computador proporcionando a primeira interação em tempo real de alunos com alunos e instrutores a distância.

5ª Geração

A partir de 1980

Convergência entre texto, áudio e vídeo em uma única plataforma de comunicação. Classes virtuais on-line baseadas na internet/Web.

Quadro 6 – Gerações da EaD e suas tecnologias

Fonte: Adaptado de Moore e Kearsley (2007, p. 25-48).

Como pode ser observado, diversas tecnologias acompanharam o desenvolvimento e disseminação da EaD pelo mundo, estimulando novas ideias de como organizar esta modalidade de ensino. O Anexo O sintetiza os principais marcos da educação a distância, em diversos países.

Há inúmeros outros casos de implantação da educação a distância em todos os continentes, configurando uma riqueza de experiências tanto no âmbito pedagógico como no tecnológico. Apesar de não relacionarmos outros exemplos, é possível perceber a trajetória ascendente da educação a distância nos mais diversos pontos do planeta.

No Brasil, a literatura mostra que desde o início do século passado, muitas experiências foram iniciadas, algumas com sucesso. O Anexo P elenca os principais eventos da educação a distância no cenário brasileiro.

Se forem buscados os preceitos legais para a EaD no cenário nacional, verifica-se que pioneiramente a Lei 9.394 - LDB, de dezembro de 1996 confere à EaD o status de modalidade plenamente integrada ao sistema de ensino. Em consonância, o Ministério da Educação – MEC tomou a iniciativa de baixar o decreto de nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o Art. 80 da LDB, alterado pelo decreto de nº 2.561 de 27 de abril de 1998 e ainda a Portaria 301, de 7 de abril do mesmo ano. Mais recentemente o Decreto nº 5622, de dezembro de 2005, dá o aval para as instituições de ensino superior oferecerem cursos de graduação a distância. Spanhol (2007) destaca que a EAD se consolidou definitivamente como política pública a partir do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), disposto no Decreto-Lei nº 5.800 de 08/06/2006, que dispõe sobre o Sistema Universidade Aberta do Brasil – UAB, tendo por objetivo expandir e interiorizar o oferecimento de cursos, bem como de programas de educação superior no Brasil. Na esteira do Sistema UAB o governo federal instituiu através do Decreto nº 6.301 de 12/12/2007 o Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil – e- Tec Brasil - com vistas ao desenvolvimento da educação profissional técnica na modalidade de educação a distância, com a finalidade de ampliar a oferta e democratizar o acesso a cursos técnicos de nível médio, públicos e gratuitos no país. Referido sistema foi posteriormente transformado pelo Decreto nº 7.589 de 26/10/2011 em Rede e-Tec Brasil, com a finalidade de desenvolver a educação profissional e tecnológica na modalidade de educação a distância, ampliando e democratizando a oferta e o acesso à educação profissional pública e gratuita no País..

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