• No results found

Chemical precipitation of struvite

4.2 Nutrient recovery techniques

5.1.1 Chemical precipitation of struvite

Para análise das perdas foi avaliado o universo de salas de vacinas (unidades de vacinação) existentes nos quatro estados participantes do estudo. Para cada tipo de vacina foram selecionadas informações de um número diferente de salas de vacinas com dados de doses utilizadas, aplicadas e perdas físicas atendendo ao critério de inclusão.

Das 2.553 salas de vacinas foram excluídas por falta de registro de dados no SI_AIU ou por inconsistência no registro 1.254, 668, 716 e 648 para as vacinas BCG, DTP+Hib, VORH e SRC respectivamente. Foram selecionadas 1.299 salas para o estudo da BCG, que apresentou inconsistências mais freqüentes relacionadas à falta de registro de doses utilizadas. Selecionou-se 1.885 salas de vacina para o estudo com a DTP+Hib, 1.837 para a VORH e 1.905 para SRC. (Figura 1)

Figura1: Fluxo e seleção das salas de vacinas do estudo

A média de salas de vacinas selecionadas para o estudo foi de 1.731 salas e destas, 502 (30%) enviaram dados completos referente no ano 2008 (janeiro a dezembro) e 1.229 (70%), os dados eram parciais (entre um e 11 meses informados). O menor número de salas com informações completas foi encontrado na avaliação da vacina BCG, seguida da VORH, DTP+Hib e SRC.

30 O Estado do RN teve o menor número de salas de vacinas com informações completas para as quatro vacinas do estudo. No caso da vacina SRC, todas as salas avaliadas apresentaram dados parciais. O Rio Grande do Norte (RN) foi o único Estado em que a capital não participou do estudo por não utilizar o SI_AIU.

Tabela 1. Número e percentual de salas de vacinas incluídas no estudo, por tipo de vacina e meses com informação, por UF, no ano 2008.

Fonte: elaborada pelos autores com dados a partir dos registros dos estados/municípios e salas de vacinas.

4.2. Prevalência de perdas

Considerando a soma das perdas técnicas e perdas físicas das salas de vacina dos quatro Estados, a prevalência de perdas para a vacina SRC foi estimada em 64,1% (IC 95% 50,0–76,0%), segunda maior taxa. O menor resultado foi no AM, 46,5% (IC 95% 46,3–46,6%) e SC, a UF com a maior taxa, 72,8% (IC 95% 72,7–72,9%), conforme Figura 2.

Para a DTP+Hib os resultados observados mostram uma prevalência de 25,1% (IC 95% 15,6–37,9%). Considerando as taxas por UF verifica-se que o AM apresenta o menor resultado de perdas para esta vacina 11,0% (IC 95% 10,9–11,1%) e o RN o maior, com uma taxa estimada de 35,8% (IC 95% 35,5–36,2%). Figura 2.

Para a vacina BCG foi de 75,1% (IC 95% 69,1 –80,3%). A menor prevalência encontrada foi no RN com 69,2% (IC 95% 68,8–69,6%) e a maior no MS estimada em 81,8% (IC 95% 81,7 – 82,0%). Figura 2.

31 No caso da vacina VORH, frasco unidose, a taxa estimada foi de 3,6% (IC 95% 2,2– 5,7%). O AM apresenta a menor taxa 2,0% (IC 95% 1,9–2,1%) e, o RN, a maior taxa, 7,1% (IC 95% 6,8–7,4%). Figura 2.

Na avaliação de cada um dos Estados o intervalo de confiança se apresenta próximo do valor encontrado, no entanto, observa-se alta heterogeneidade entre os resultados dos Estados. Sugere-se que, em razão desta heterogeneidade, os dados apresentados na figura 2 sejam interpretados de modo individual por UF e tipo de vacina. Figura 2. Prevalência de perdas por tipo de vacinas e por UF no ano 2008

Fonte: SI_AIU, MS Legenda: SRC (sarampo, rubéola e caxumba); DTP+Hib (difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae tipo b); BCG (Bacilo Calmett Guérin); VORH (rotavírus).

32

4.3. Diferenças entre salas de vacinas com dados completos (12 meses) e parciais (1 a 11 meses).

Como se pode observar na Figura 3, para as vacinas BCG e SRC as unidades vacinadoras com dados completos indicam maior chance de perda com dados completos (12 meses). No caso da vacina DTP+Hib esta diferença não foi significativa entre o total de salas de vacinas com dados completos e parciais. Para a VORH, o resultado mostra que salas de vacinas com dados parciais tiveram maiores chances de perdas.

Apesar do resultado final não indicar diferença entre aqueles com dados completos e parciais, sugere-se que a interpretação dos dados seja individual por vacina e UF, considerando a elevada heterogeneidade entre os resultados encontrados. Figura 3.

Figura 3: Prevalência de perdas entre salas de vacinas com dados completos e parciais, por tipo de vacina e por UF, no ano 2008

Fonte: SI_AIU, MS Legenda: SRC (sarampo, rubéola e caxumba); DTP+Hib (difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae tipo b); BCG (Bacilo Calmett Guérin); VORH (rotavírus).

33

4.4. Perdas por porte populacional

Da análise de chance de perdas detectou-se que para a vacina SRC, não existe uma relação entre porte populacional e perdas (Tabela 2).

Em relação à DTP+Hib, o Estado de SC apresenta resultados mais consistentes no que se refere a perda e o porte populacional dos municípios, no entanto, AM, RN e MS não apresentaram resultados que refutam o anterior, sugerindo erros de registro (Tabela 3).

No caso da BCG apenas para SC uma tendência de menor proporção de perdas com o aumento da população do município. No AM, RN e MS encontrou-se certa tendência, porém em municípios maiores esta proporção não seguiu o resultado de SC, apresentando-se maior do que a esperada (Tabela 4).

AM, RN e SC apresentam dados divergentes para a VORH entre os resultados por porte populacional. Resultados consistentes no MS (Tabela 5).

Fonte: SI_AIU, MS Legenda: SRC (sarampo, rubéola e caxumba); DTP+Hib (difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae tipo b); BCG (Bacilo Calmett Guérin); VORH (rotavírus).

Tabela 2: Razão de perdas para SRC por porte populacional e por UF, no ano 2008

Tabela 3: Razão de perdas para DTP+Hib por porte populacional e por UF, no ano 2008

34

Fonte: SI_AIU, MS Legenda: SRC (sarampo, rubéola e caxumba); DTP+Hib (difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae tipo b); BCG (Bacilo Calmett Guérin); VORH (rotavírus).

4.5. Razão de doses aplicadas pelas doses utilizadas e gastos financeiros com perdas técnicas no período

Considerando perda técnica a diferença entre o número de doses utilizadas e doses aplicadas, pode-se calcular a razão de perda técnica pelo total de doses utilizadas e a razão de doses aplicadas pelas doses utilizadas. Para estas estimativas foram desconsiderados os totais de perdas físicas por tipo de vacina.

A estimativa de doses perdidas após frasco aberto para as vacinas SRC foi de 65,7% (entre 46,1% no AM e 72,4% em SC); para a DTP+Hib 23,9% (entre 10,3% no AM e 32,6% no RN); BCG 74% (entre 64,4% no RN e 79,9% no MS) e para VORH, 3,2% de taxa de perda técnica (1,3% em SC e 4.8% no RN). Tabela 6.

Tabela 4: Razão de perdas para BCG por porte populacional e por UF, no ano 2008

Tabela 5: Razão de perdas para VORH por porte populacional e por UF, no ano 2008

35 A razão de doses aplicadas por doses utilizadas mostrou que a cada dose aplicada de SRC perde-se cerca de três doses desta vacina. No caso da DTP+Hib esta razão é de 1,3 doses para cada dose aplicada; para a BCG de 3,8 e para a VORH a razão é um (1). Tabela 6.

Considerando que para administrar cerca de 550 mil doses da vacina SRC são utilizadas 1,5 milhões de doses ao custo de R$6,21 (seis reais e vinte e um centavos) cada dose, o valor real desta dose aplicada passa a ser de R$18,10 (dezoito reais e dez centavos), com um custo total de 9,8 milhões de reais, 6,4 milhões de reais a mais que o custo ideal para a vacinação. Tabela 6.

Para a DTP+Hib o custo de cada dose aplicada passa a ser de R$7,93 (sete reais e noventa e três centavos), um real e noventa centavos a mais que o custo ideal da dose da vacina aplicada. O gasto real com o total de doses aplicadas é de 1 milhão de reais a mais que o gasto ideal. Tabela 6.

No caso da BCG o custo de cada dose aplicada passa a ser de R$2,19 (dois reais e dezenove centavos) e o custo ideal seria de 57 centavos de real. Considerando que para administrar cerca de 200 mil doses, foram utilizadas mais de 770 mil doses, a diferença entre o gasto ideal e o real foi de 326 mil reais. Tabela 6.

Para a VORH, os gastos foram homogêneos entre os estados. Cada dose aplicada passou a custar 18 reais, com um gasto a mais que o ideal de cerca de 90 centavos de real. A diferença entre o gasto ideal e o real ficou em 181 mil reais. Tabela 6.

No total foram 3,8 milhões de doses utilizadas e 1,5 milhões de doses aplicadas. O custo geral foi de 20 milhões de reais e a diferença entre o gasto ideal e o real de oito milhões de reais.

36 Tabela 6: Perda técnica, razão de doses aplicadas pelas doses utilizadas e gastos com perdas técnicas, por vacina, UF, ano 2008

Fonte: SI_AIU, MS Legenda: SRC (sarampo, rubéola e caxumba); DTP+Hib (difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae tipo b); BCG (Bacilo Calmett Guérin); VORH (rotavírus).

4.6. Tipos de perdas

4.6.1. Perdas técnicas e físicas

Do total de perdas oriundas das salas de vacinas (perdas físicas e perdas técnicas), consolidadas pelo município e UF, foram identificados o número e percentual de perdas técnica (frascos abertos) e perda física (frascos fechados quando ocorre alteração de temperatura, quebra de frasco e validade vencida). Figura 4.

37 Figura 4: Proporção de perda técnica e física por tipo de vacina, 2008

Fonte: SI_AIU, MS Legenda: SRC (sarampo, rubéola e caxumba); DTP+Hib (difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae tipo b); BCG (Bacilo Calmett Guérin); VORH (rotavírus).

Para as vacinas SRC, DTP+Hib e BCG, a proporção de perda técnica em relação ao total de perdas da soma dos Estados foi acima de 90%. A proporção de perda técnica da VORH ficou em 58% no total. No entanto, SC foi o único estado em que o percentual de perda física da VORH (55,5%) foi maior que o de perda técnica (44,5%). Os mais baixos percentuais de perda física foram encontrados para a vacina SRC, variando de 1,6% no AM a 7,9% no RN. Tabela 7.

38 Tabela 7: Número e proporção por tipo de perdas por vacina e por UF, ano 2008

Fonte: SI_AIU, MS Legenda: SRC (sarampo, rubéola e caxumba); DTP+Hib (difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae tipo b); BCG (Bacilo Calmett Guérin); VORH (rotavírus).

4.6.2. Motivos de perdas físicas

Em relação ao total de perdas físicas foram identificadas as proporções por motivo de perdas, por vacina e UF.

Em relação à SRC, a maior proporção de perdas para SC e AM foi causada por falta de energia elétrica 35,7% e 41,2% respectivamente. Para o MS (38,6%) e RN (40,4%) a maior proporção foi registrada como perdas por outros motivos, sugerindo possíveis erros de registro em razão da não compreensão dos conceitos de perdas físicas. Para esta vacina o motivo falha no transporte apresentou a menor freqüência, conforme Tabela 8.

As freqüências de perdas para a DTP+Hib foram heterogêneas. A maior proporção de perda para SC (50,7%) e MS (26,4%) foi em razão de alteração de temperatura desta vacina causada por falta de energia elétrica, para o AM a maior causa foi a perda por validade vencida (36,2%) e no RN, outros motivos (40,7%) teve o maior

39 registro de perdas. A menor proporção de perda ocorreu por falha no transporte 0,8% a 2,2%. Tabela 8.

Para a vacina BCG a maior freqüência de perdas foi em razão do vencimento da data de validade do frasco antes de sua utilização (validade vencida), 65,2% e 88% para o RN e AM respectivamente. Os motivos com as menores proporções de perda física para esta vacina foram por falha no transporte 0,2% – 0,4% (AM e RN sem relato de perda) seguido do procedimento inadequado 0,3% – 3,5%. Tabela 8.

Para a VORH a maior magnitude de perdas ficou concentrada entre os motivos de falta de energia elétrica 18% - 47,8%, validade vencida 3,3% - 38% e falha no equipamento de refrigeração 10,8% - 20,6%. O motivo falha no transporte apresenta registro de SC e MS e tem a menor freqüência de perdas. Tabela 8.

Tabela 8: Distribuição proporcional de perdas físicas de vacinas por motivo e UF, no ano 2008

Fonte: SI_AIU, MS Legenda: SRC (sarampo, rubéola e caxumba); DTP+Hib (difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae tipo b); BCG (Bacilo Calmett Guérin); VORH (rotavírus).

Considera-se QF ( perda por quebra de frasco);EE ( perda por falta de energia elétrica); FE ( perda por falha no equipamento de refrigeração); VV ( perda por validade perdida); PI ( perda por procedimentos inadequados); FT ( perda por falha no transporte) e OM ( perda por outros motivos, diferentes dos acima descritos).