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Centre for Earth Evolution and Dynamics (CEED)

7 Individual Centre Reports

7.4 Centre for Earth Evolution and Dynamics (CEED)

4.2.1 Visão geral do estudo de caso

Segundo Yin (2003, p. 95), essa seção deve incluir informações prévias sobre o projeto, questões substantivas que estão sendo estudadas, bem como leitura sobre o tema, contendo o objetivo do estudo de caso e o ambiente em que ele ocorre.

Considerando que o objetivo desta pesquisa consiste em demonstrar a aplicabilidade do modelo do Balanced Scorecard em uma farmácia magistral de pequeno porte, desenvolveram-se investigações no sentido de:

a. coletar informações e conhecimento em relação à implementação do BSC por meio de revisão bibliográfica, e sua adaptabilidade a organizações de menor porte;

b. levantar e reconhecer as reflexões dos gestores em relação ao papel da gestão estratégica dos empreendimentos; e

c. dar forma ao modelo proposto no trabalho de pesquisa, demonstrando como pode contribuir no processo de gestão estratégica da empresa, bem como monitorar os reflexos em termos de resultados e de propiciar uma melhor gestão dos recursos aplicados.

Nesta pesquisa o referencial teórico foi abordado no capítulo 3, o desenvolvimento do projeto foi apresentado no capítulo 5, e a coleta de informações foi efetuada de acordo com os formulários apresentados nos Apêndices de 1 a 5.

4.2.2 Procedimentos de campo: coleta e análise de dados

Segundo Yin, existem diversas fontes para obtenção de dados para uma pesquisa, destacando-se: documentação, registros de arquivos, entrevistas, observação direta e participativa, entre outras. O autor ressalta a necessidade de o pesquisador observar a necessidade de empreender esforços em integrar acontecimentos do mundo real às necessidades do plano traçado originalmente.

Nesta pesquisa foram utilizadas várias fontes, tais como o levantamento do referencial bibliográfico, entrevistas, acesso ao banco de dados e aplicação de formulários de levantamento de dados. Todas as informações processadas foram interligadas e consideradas complementares entre si, na busca de uma sinergia de definições que contribuíssem para a condução e atendimento dos propósitos da pesquisa.

x Pesquisa do referencial bibliográfico

A pesquisa bibliográfica procura, segundo Lakatos e Marconi (2003), explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos, de maneira a conhecer e analisar as contribuições culturais ou científicas referentes a um determinado assunto, tema ou problema.

As referências bibliográficas a respeito do Balance Scoredcard foram direcionadas à implementação em empresas de maior porte, em unidades de negócios de grandes corporações, ou ainda em exemplos bem sucedidos de casos

em que os investimentos demandados para sua execução eram respaldados pelos potenciais ganhos auferidos pelo alinhamento estratégico proposto.

x Entrevistas

Uma das mais importantes fontes de informação em um processo de estudo de caso é a técnica de entrevista. Com essa técnica é possível obter detalhes que vão além do alcance de outras informações mais substanciadas de dados, não claramente identificados na fase de coletas de dados objetivos, uma vez que conversas informais, se bem conduzidas, podem corroborar determinados fatos que já se acreditem terem sido estabelecidos.

Yin (2003, p. 118) coloca que embora uma entrevista bem elaborada siga uma linha consciente de investigação, é bem provável que seu fluxo real de questionamentos seja fluído ao invés de rígido, destacando que ainda que a entrevista constitua

uma fonte adicional de evidências para os estudos de casos, já que a maioria delas tratam de questões humanas, que deveriam ser interpretadas através de olhos de entrevistadores específicos, e, respondentes bem informados podem dar importantes informações para um determinada situação, ou ainda ajudar na identificação de fontes relevantes de evidências.

Segundo Lakatos e Marconi (2008, p 203), a entrevista oferece várias vantagens e desvantagens, ou limitações, descritas no Quadro 40.

Vantagens Desvantagens ou Limitações

x Fornece uma amostragem muito melhor da população geral: o entrevistado não precisa saber ler ou escrever.

x Possibilita maior flexibilidade, podendo o entrevistador repetir ou esclarecer perguntas, formular de maneira diferente; especificar algum significado, como garantia de estar sendo compreendido.

x Oferece maior oportunidade para avaliar atitudes, condutas, podendo o entrevistado ser observado naquilo que diz e como diz: registro de reações, gestos etc.

x Dá oportunidade para a obtenção de dados que não se encontram em fontes documentais e que sejam relevantes e significativos.

x Consegue informações mais precisas, podendo ser comprovadas, de imediato, as discordâncias.

x Dificuldade de expressão e comunicação de ambas as partes.

x Incompreensão, por parte do informante, do significado das perguntas da pesquisa, que pode levar a uma falsa interpretação.

x Possibilita o entrevistado ser influenciado, consciente ou inconscientemente pelo questionador, pelo seu aspecto físico, suas atitudes, ideias, opiniões etc.

x Depende da disposição do entrevistado em dar as informações necessárias.

x Retenção de alguns dados importantes, receando que sua identidade seja revelada. x Pequeno grau de controle sobre uma situação

de coleta de dados.

x g) Ocupa muito tempo e é difícil de ser realizada.

Quadro 40: Vantagens e Limitações das Entrevistas Fonte: Lakatos e Markoni (2008, p. 203) – Adaptado pelo autor

Por conta da possibilidade de vieses, Yin (2003, 119) destaca que “uma

abordagem razoável a essa questão é corroborar os dados obtidos em entrevistas com informações obtidas em outras fontes de dados”.

4.2.3 Análise e interpretação de dados

Yin (2003, p. 97) destaca que

em um estudo de caso deve-se aprender a integrar acontecimentos do mundo real às necessidade do plano traçado para a coleta de dados: nesse sentido você não controla o ambiente de coleta de dados, como, por exemplo, se poderia controlar em um laboratório de pesquisas.

No estudo apresentado, com a devida colaboração das pessoas-chave do caso estudado, os procedimentos adotados para a coleta e análise de dados foram: a revisão bibliográfica, os formulários de avaliação de ambiente e de competências, e as entrevistas realizadas com pessoal-chave, referenciadas como qualitativas, que corroboraram ao processo de definições estratégicas dos negócios. A integração desses elementos, de forma simultânea e complementar, foi relevante na identificação dos indicadores e mapeamento estratégico.

O desenvolvimento e aplicação deste estudo de caso valeram-se da utilização das informações da Pharmakon – Farmácia de Manipulação e Homeopatia, empresa classificada como de pequeno porte, que demonstrou grande interesse em participar da construção do modelo estratégico proposto.

A pesquisa apoiou-se na revisão literária da abordagem de gestão para pequenas e médias empresas, das particularidades do ramo de farmácias de manipulação, do planejamento estratégico e construção do BSC. Consequentemente, com a pesquisa bibliográfica obteve-se um referencial teórico que possibilitou a coleta de informações relevantes ao processo de construção do BSC. Yin (2003, p. 134), a respeito de se utilizar várias fontes de dados para um estudo de caso, cita que

o processo de coleta de dados para os estudos de caso é mais complexo do que os processo utilizados em outras estratégias de pesquisa. O pesquisador do estudo de caso deve possuir uma versatilidade metodológica que não é necessariamente exigida em outras estratégias e deve obedecer a certos procedimentos formais para garantir o controle de qualidade durante o processo de coleta.

4.2.4 Questões do estudo de caso

Segundo Yin (2003, p. 98), o ponto central de um protocolo de estudo de caso é “o conjunto de questões substantivas que refletem sua linha real de investigação”, e o autor destaca duas características principais desse questionamento:

a) orientação geral de questões: são lembretes para que o pesquisador siga a pista certa à medida que a coleta avança; e b) níveis de questão: devem retratar um conjunto inteiro de interesses

a partir do projeto inicial.

Yin (2003, p. 100) apresenta ainda que outro artifício utilizado para coleta de dados pode ser a adoção de planilhas de coleta de dados

trata-se dos esboços de uma tabela, definindo-se com precisão as “linhas” e “colunas” de um conjunto de dados – mas sem ter os dados reais. Nesse sentido, a planilha de dados indica os dados a serem coletados, e seu trabalho é coletar os dados suscitados.

Essas planilhas ajudam de várias formas. Primeiro, obriga-o a identificar exatamente quais dados estão sendo procurados. Em segundo lugar, garante que as informações paralelas sejam coletadas em lugares diferentes quando se estiver usando um projeto de casos múltiplos. Finalmente, a planilha auxilia na compreensão do que será feito com os dados após a coleta.

O presente trabalho valeu-se do uso de formulários (Apêndices 1 a 5) que constituem evidenciações das informações coletadas junto às pessoas-chave das operações, e que, simultaneamente, serviram de subsídio à formalização das entrevistas efetuadas, caracterizadas como qualitativas.

Posteriormente as entrevistas foram corroboradas com dados coletados nos sistemas operacionais da farmácia de manipulação, e constituíram pontos fundamentais na interpretação e avaliação do posicionamento estratégico da empresa, bem como na identificação dos possíveis indicadores, objetivos e metas estratégicas utilizadas na construção do modelo do BSC aplicado.

4.2.5 Guia para o relatório do estudo de caso

Segundo Yin (2003, p. 102), a maioria dos estudos de casos posterga a definição de um esboço de relatório após a fase de coleta de dados, porém o autor

ressalta a necessidade de se direcionar algum planejamento para o que ele denomina esboço provisório.

Resumidamente, o autor destaca que “até onde for possível, o esquema

básico do relatório do estudo de caso deveria fazer parte do protocolo. Isso facilitaria a coleta de dados relevantes, na forma apropriada, e reduziria a possibilidade de ocorrer outra visita ao local de estudo”.

Nesta pesquisa observa-se, ainda, uma fase anterior à coleta de dados, a elaboração de um projeto em que se observou a definição do problema a ser respondido, os objetivos da pesquisa, os procedimentos de coleta de dados, a descrição da aplicação da metodologia BSC, bem como o desenvolvimento das definições estratégicas. Só a partir desse ponto foi delineada a estrutura de capítulos que constituem esta dissertação.