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Como professor crítico, sou um “aventureiro” responsável, predisposto à mudança, à aceitação do diferente.

Paulo Freire

Ao se tratar do professor, espera-se que ele, além de ensinar uma ciência, uma arte, uma técnica, uma disciplina, seja também educador, promotor de uma educação integral - aquela que informa e forma o cidadão, que prepara o aluno para a vida e para o mundo que o cerca, que lhe proporciona um desenvolvimento mais pleno.

O que é ser professor?

Ser professor(a)

... Ser professor (a) é se alimentar do conhecimento

e fazer de si mesmo (a) janela aberta para o outro. Ser professor (a) é formar gerações, propiciar o questionamento e abrir as portas do saber.

Ser professor (a) é lutar pela transformação...

É formar e transformar, através das letras, das artes, dos números... Ser professor (a) é conhecer os limites do outro.

E, ainda assim, acreditar que ele seja capaz... Ser professor (a) é também reconhecer que todos os dias são feitos para aprender... Sempre um pouco mais...

Ser professor (a)

É saber que o sonho é possível... É sonhar com a sociedade melhor... Inclusiva...

Onde todos possam ter acesso ao saber... ...

(Boletim Informativo do Sindicato dos Professores do ABC, 2003).

Casassus (2003), Gomes (1994) e Tardif (2003) estudaram amplamente o trabalho dos professores, sob a ótica da Sociologia, reconhecendo ser ele um dos principais fatores de sucesso escolar dos alunos, o agente imprescindível no processo de mudança social. Felouzis (2000), com a mesma ótica, ao analisar a eficácia do professor, aponta três níveis importantes: o primeiro é o das competências que podem ser definidas como o corpus de conhecimentos disciplinares para ser um professor; o segundo é o desempenho, ou seja, sua prática, como ele dirige as situações pedagógicas; e o terceiro, é o da ação da prática sobre os alunos, em sentido restrito, é verificar a eficácia do professor. O professor eficaz faz com que os alunos progridam. Para Câmara (1996), é necessário haver competência técnica, consciência política, capacidade criadora e iniciativa para enfrentar o grande e complexo desafio de realizar a integração de todos os saberes numa visão de totalidade. Compete ao professor, mais do que transmitir conhecimentos, despertar o interesse dos alunos, fazê-los querer,

desejar, ter vontade, em outras palavras, estimular e semear projetos que os mantenham vivos e os realizem como pessoas, afirma Machado (2002). Também o Plano Nacional de Educação (PNE) indica a necessidade de se avançar mais nos programas de formação e de qualificação de professores e, portanto, a oferta de cursos para a habilitação de todos os profissionais do magistério deverá ser um compromisso efetivo das instituições de educação superior (BRASIL, 2010).

Segundo Alencar e Fleith (2005), a necessidade de se pensar de forma criativa e inovadora tem levado vários sistemas educacionais de diferentes países a refletirem sobre o espaço que deve ser dado para o desenvolvimento das habilidades criativas no contexto educacional e a reverem a formação do professor com esse propósito criativo. A expressão criativa se associa à saúde mental e à medida que os professores e alunos incorporem criatividade em suas próprias vidas, poderão desfrutar de experiências incríveis e se espantarem com o potencial desconhecido que possuíam e não conheciam (BETTANCOURT MOREJÓN, 1996). Pode-se afirmar com Tardif (2003) que o professor deveria ser semelhante a um músico ou a um ator que cria sempre coisas novas, a partir de rotinas e do que já fazia antes, tratando seu magistério como uma arte e aliando a técnica à criatividade e não como aqueles que acreditam que, para ensinar, basta entrar numa sala de aula e despejar conteúdos sobre os alunos.

Vários questionamentos sobre a formação do professor são feitos por Porto (2002, p. 1): “Formar, (de)formar ou (in)formar? Como equilibrar uma formação atuante, criadora, motivadora sem cair num „fazer irrefletido‟?” Aos seus questionamentos, podem ser acrescentados muitos outros: Como formar professores que ensinem e formem cidadãos para este novo mundo, usando-se procedimentos didáticos antiquados e que não estimulam a criatividade? Existem práticas criativas na metodologia de ensino? O professor transmite só conhecimento?

O que se nota é que a formação do professor, baseada na racionalidade técnica, que concebia o exercício profissional como uma atividade meramente instrumental voltada para a solução de problemas por meio da aplicação de teorias, métodos e técnicas, ainda persiste em pleno século XXI. Passando por sua história, desde o tempo de Brasil Colônia, Império até a República, sua formação sempre se constituiu em um sério problema, predominando o ensino enciclopédico que ele repassa aos alunos quando do exercício da profissão. As instituições de educação superior formam mal os futuros professores, segundo Libâneo (1998), sem as competências necessárias para enfrentar as mudanças que estão ocorrendo na sociedade atual. Faltando em sua formação algumas competências e habilidades, os professores vão,

consequentemente, formar mal seus alunos e estes vão formar outros da mesma forma. Para Bolzan e Izaia (2008), os processos formativos para a docência na educação superior praticamente inexistem; prevalece uma formação voltada ao saber fazer ou ao saber técnico, com lacunas no que tange ao aspecto pedagógico do docente universitário para atuar na formação profissional de outros sujeitos; não há um saber pedagógico capaz de promover atividades de compartilhamento e colaboração no processo de ensino e de aprendizagem.

É um desafio a imagem pública da profissão docente, tanto para profissionais quanto para as organizações que os formam ou os empregam, enfatiza Perrenoud (1999). Para ele, há professores radicais que voltam as costas às novas pedagogias, não considerando a realidade dos alunos; também há os que gostam da improvisação com altos riscos; porém, a maioria oscila entre essas duas posturas, o que dificulta a imagem pública dar conta dessas oscilações, sem correr o risco de fazer o professor parecer incompetente e sentir-se vulnerável. As famílias e a opinião pública, por sua vez, continuam a esperar dos professores “atitudes ortodoxas, uma planificação precisa de aprendizagem, uma autoridade sem falha. Como se fosse difícil aceitar a parte de desordem, de negociação, de oportunismo indissociável das pedagogias abertas” (p. 1).

Como em todos os níveis de ensino, a pós-graduação também tem sido afetada pela formação deficitária do professor. Segundo Teixeira (2005), na falta de uma preparação ou aperfeiçoamento adequado, “os docentes assumem o professor-role e passam a imitar os modelos que encontraram ao longo de sua vida escolar”, transmitindo conhecimentos através de exposições cansativas, com aulas monótonas e procedimentos pedagógicos tradicionais, sem se importarem com a estimulação da criatividade dos alunos. “De modo geral, utilizam o método da reconstituição do crime, matando a curiosidade natural e estiolando o raciocínio dos alunos. Discorrem sobre descobertas, teorias e fenômenos como quem resume um romance policial do fim para o princípio [...]” (p. 1).

Bautista Vallejo (2003) considera que, em função do „tempo móvel‟ e das mudanças na sociedade, que vêm afetando o sistema educacional, em geral, e a atividade docente, em particular, exige-se uma nova imagem do professor e de sua atividade, que se assemelha mais à imagem do regente de orquestra do que de armazenador e transmissor de informação. Aponta a necessidade de um novo profissional que dê uma resposta criativa e responsável aos problemas da sociedade. Para isso, o espaço formativo dos professores deve agregar atores sociais que convertam o compromisso e a honestidade profissional em resultados e práticas do cotidiano. Ainda o autor acrescenta que toda reforma educacional, que pretenda uma mudança geral do sistema de educação, deve considerar o professor como peça fundamental de todo o

sistema que está em mudança constante e atentar para os currículos, muitas vezes inadequados ao mundo de hoje. Há necessidade urgente de “uma teoria que sirva para a prática e um conhecimento prático que aperfeiçoe essa teoria” (BAUTISTA VALLEJO, 2003, p. 13).

Para reverter essa situação, deve-se preparar melhor o profissional professor e atualizá-lo constantemente, para que ele veja além das aparências, além dos rótulos e julgamentos relacionados à sua profissão e aos educandos; portanto, seu aperfeiçoamento e formação deverão ser permanentes (TARDIF, 2003). Ainda para esse autor, a formação deve englobar um conjunto de saberes e práticas: saberes da formação profissional, que são conhecimentos ligados às ciências da educação, teorias e métodos; saberes disciplinares da área que vai lecionar; saberes curriculares, que se apresentam nos programas de ensino; „saberes experienciais‟, que são desenvolvidos no cotidiano do seu trabalho e no conhecimento do seu meio. Na formação do professor, teoria e prática precisam caminhar juntas: formar o profissional da educação exige um investimento competente e crítico das esferas do conhecimento, da ética e da política.

O professor precisa ser um profissional com o domínio de uma série de competências e habilidades especializadas para realizar bem seu trabalho. Na visão de Freire e Shor (1996), o professor deve seguir a educação libertadora que não é um manual de habilidades técnicas, é antes de tudo uma perspectiva crítica sobre a educação e a sociedade, o ensino voltado para a transformação social. E para isso, ele precisa apresentar uma série de qualidades e atitudes: ser dialógico (o diálogo é em si criativo e recriativo); ter pensamento crítico e desenvolver tal pensamento em seus alunos; trabalhar o currículo de forma flexível; ser um iluminador da realidade, aquele que leva o aluno a pensar sobre seu contexto social como parte dele e responsável por ele; ser um eterno aprendiz com seus alunos, pois na troca diária cresce e faz o aluno crescer; ser um elemento motivador, um artista, um político, um ser criativo e dinâmico, aberto às mudanças; ter autoridade frente aos alunos, sem ser autoritário; ser democrático, sem praticar o laissez-faire; ser líder, sem autoritarismo ou dominação; ser bem humorado; ter consistência emocional; saber lidar com situações de preconceitos; ser responsável por aquilo que ensina e vivencia com os alunos.

A formação do professor também não tem contemplado a interdisciplinaridade e, por isso, Fazenda (2000) propõe alguns pontos para um projeto de capacitação docente voltado para tal: o processo de engajamento do educador num trabalho interdisciplinar, condições para que o educador compreenda como ocorre a aprendizagem do aluno, formas de instauração do diálogo, formas de realizar uma transformação social e efetuar trocas com outras disciplinas. Mas isso “pressupõe a formação de professor/pesquisador, daquele que busque a redefinição

contínua de sua práxis e de uma instituição que invista na superação dos obstáculos de ordem material, cultural e epistemológica, enfim, de um projeto coletivo” (p. 51).

No mesmo sentido, Anastasiou (2001) afirma que, apesar de várias pesquisas sobre a importância da formação inicial e continuada para a docência, incluindo a educação superior, ainda predominam currículos organizados por justaposição de disciplinas, a figura do professor repassador de conteúdos curriculares, muitas vezes fragmentados, desarticulados, não significativos para o aluno nem refletindo o momento histórico e os problemas da realidade. A mesma autora reforça a presença ainda de “fortes resquícios da metodologia jesuítica e do modelo organizacional francês”, o que impossibilita, muitas vezes, de a universidade cumprir o seu verdadeiro papel.

Segundo Tardif (2003), a profissão professor vive uma crise do profissionalismo, crise do valor dos saberes profissionais, da formação profissional, da ética profissional e da confiança da sociedade em seus profissionais. Houve perda de prestígio social ao longo dos anos, com um consequente decréscimo da remuneração. Para ele, é necessário pesquisar com profundidade as práticas desenvolvidas pelos formadores de professores, sobretudo na educação superior, onde há, com muita frequência, a ilusão da não existência de práticas de ensino.

Hoje, acredita-se que a solução dos problemas econômicos encontra-se na redefinição do conhecimento por meio de profissionais mais competentes. Para isso, é preciso colocar os docentes no centro do conhecimento educativo, devendo a sua formação se adequar ao papel mais amplo de professor nesse mundo globalizado, de acordo com as novas exigências sociais. A formação do professor de hoje deve ser de tal ordem que o possibilite atingir, com seus alunos, os quatro pilares da educação (CARNEIRO, 2001, p. 3 - 4). Estes são conceitos constantes no Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors e editado, sob a forma do livro “Educação: Um Tesouro a Descobrir" (UNESCO, 1998). Tais conceitos vêm sendo mencionados por educadores de todo o mundo, como Carneiro, e são os seguintes:

- “aprender a ser” - este pilar mostra que as aprendizagens transformacionais são estimuladas

quando se busca a verdade por meio da descoberta contínua do ser; - “aprender a conhecer” - este pilar constitui a aprendizagem inserida na área do progresso

científico e tecnológico;

- “aprender a fazer” - este pilar enfatiza que se deve “aprender fazendo e fazer aprendendo; - “aprender a conviver” - este pilar ensina que o grande desafio é “redescobrir a relação

sobre alicerces sustentáveis.”

Aos pilares citados, Carneiro (2001) ainda sugere a junção de mais um elenco de “aprendizagens teleológicas ou finalísticas” (p. 4) que compreendem: aprender a condição humana; aprender a viver a cidadania; aprender a cultura matricial; aprender a processar informação e a organizar conhecimento; aprender a gerir uma identidade vocacional; e aprender a construir sabedoria.

Na visão de Delizoicov, Angotti e Pernambuco (2002), os desafios do mundo contemporâneo, particularmente os relativos às transformações pelas quais a educação escolar passa, incidem diretamente sobre os cursos de formação de professores, cujos saberes e práticas, tradicionalmente estabelecidos e disseminados, dão sinais de esgotamento. Há uma necessidade premente de se envolver a criatividade no processo ensino-aprendizagem da formação do professor, para que ele adquira visão criativa e possa ser um agente de mudanças com seus alunos. O professor educador precisa não só da competência do conhecimento, mas também de sensibilidade ética e de consciência política.

No que diz respeito à formação de pesquisadores, o grande desafio das políticas de formação de recursos humanos, para Moreira e Velho (2008), é realizar ações, como: estimular a iniciativa, criatividade e capacitação científica dos pesquisadores que atuam na pós-graduação e daqueles que estão se formando. Consideram também necessário criar mecanismos que levem estes recursos humanos a estabelecer um elo entre o que realizam, a realidade e as necessidades da sociedade, fortalecendo a produção e a aplicação dos conhecimentos científicos e tecnológicos.

Faria Filho (2006), coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, realça vários pontos preocupantes na pós-graduação: a discussão de forma pouco aprofundada dos problemas advindos do modelo de institucionalização da pesquisa, no qual os pesquisadores são também os responsáveis pelo ensino de graduação, pela administração e pela realização de trabalhos de extensão; a formação deficiente, aliada a uma tradição bastante acentuada de fazer tabula rasa do passado científico e a destinação de recursos para a pesquisa. Ademais, o autor enfatiza que ainda que haja crescimento no número de pesquisas no Brasil e se celebre “a criatividade dos pesquisadores brasileiros em trabalhar com parcos recursos e a qualidade de nossa pós- graduação”, tais fatos encobrem “um grande voluntarismo, um preocupante adoecimento e um crescente desencantamento dos pesquisadores, sobretudo dos mais novos” (p. 1). A isso, Hegenberg (1990) acrescenta que, com grande frequência, a pós-graduação é tratada como simples prolongamento da graduação, apresentando aulas convencionais, com um “professor-

expositor” e alunos, fazendo anotações; na realidade, deveria ser composta por equipes de trabalho, onde houvesse fecundação de ideias, debates, produções e estímulos.

Velloso (2004) coordenou uma pesquisa patrocinada pela CAPES, com o apoio das Organizações das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO, que visou obter conhecimento mais aprofundado acerca das relações entre a formação na pós- graduação stricto sensu e o destino profissional de mestres e doutores formados no país. Foram entrevistados 8,7 mil mestres e doutores, titulados nos anos 90, em diversas áreas do conhecimento, oriundos de universidades do Nordeste ao Sul do país. Constatou-se que o destino profissional de mestres era bastante diversificado e a docência na educação superior não costumava ser a ocupação majoritária; o de doutores concentrava-se na academia (universidades e instituições de pesquisa). Os resultados indicaram ainda que, para os que haviam concluído apenas o mestrado, no que diz respeito à importância da experiência em pesquisa para a vida profissional, a formação no referido curso nem sempre apresentava o mesmo grau de sintonia com a realidade profissional ou com o que essa realidade demandava. A formação em pesquisa no mestrado tinha impacto diferenciado sobre o trabalho dos titulados, conforme sua inserção profissional. Essa formação costumava ser muito relevante para mestres que estavam na universidade e institutos de pesquisa, mas sua importância geralmente era menor se o egresso não trabalhava em ambiente acadêmico.

Para Cavalcanti (2006), é inevitável que os cursos de formação de professores trabalhem em conjunto com outros atores do processo educativo para reinventar o sentido de ser professor. Devem ainda garantir uma profissionalização capaz de atender às necessidades dos novos tempos e assegurar um percurso acadêmico de qualidade, atentando para a produção de novas mentalidades, o que implica a oferta de um ensino criativo, mobilizado para promover mudanças. Para a autora, é preciso que haja, dentro das instituições de educação superior, um espaço mobilizador capaz de transformar a experiência de criar num evento de relevância significativa para a vida de cada indivíduo, lembrando sempre que a criatividade pode ser um elemento facilitador para a aquisição de conhecimento.

Quando, muitas vezes se acusa o professor pela má qualidade do ensino e deficiência na formação de profissionais para o mercado, inclusive professor, é imprescindível refletir a respeito de sua formação. Pela análise feita por muitos autores no decorrer deste tema, ficou evidente a existência de diversas lacunas, especialmente no que se refere à criatividade. A formação do professor continua se atendo aos métodos tradicionais, dissociada do desenvolvimento célere do mundo atual. O professor não recebe formação para ser criativo intencionalmente e desenvolver o potencial criativo dos alunos. Por isso, Mitjáns Martínez

(2002, p. 198) ressalta ser importante incentivar a criatividade dos professores no período de sua formação, não apenas por uma disciplina de criatividade, “mas por meio de um sistema de ensino-aprendizagem verdadeiramente criativo, no qual os futuros professores experimentem, como alunos, aquilo que podem fazer posteriormente como professores”. David et al. (2011) ratificam o fato de a criatividade ser minimamente valorizada nos cursos de formação, o que traz como consequência profissionais que dificilmente também a implementarão. Também Alencar e Fleith (2010) reforçam que a grande maioria dos professores universitários desconhece o que está sendo pesquisado a respeito de criatividade. O mesmo pode-se afirmar para os professores de pós-graduação stricto sensu.

Concluindo, pode-se afirmar que é imprescindível que a criatividade seja incluída nos cursos de formação de professores, visando prepará-los para o reconhecimento e desenvolvimento da capacidade de criar dos estudantes, inclusive na pós-graduação stricto sensu. A formação dos professores sozinha não mudará a educação, mas, certamente, a educação não mudará sem uma mudança na formação do professor e nem o mundo terá um maior número de cidadãos criativos, sem uma mudança na educação e sem a presença da criatividade na educação superior.