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Caring and respect

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1946 Transfere-se para o Brasil com Pietro Maria Bardi instalando-se em São Paulo

1947 Projeto do Museu de Arte de São Paulo na rua 7 de Abril Projeto das cadeiras dos auditórios, pequeno e grande. 1948/50 Studio di Arte Palma com Giancarlo Palanti.

Projeto de mobiliário e de interiores.

1950 Primeira edição da Revista de arte e arquitetura Habitat 1951 Exposição Agricoltura Paulista

Parque da Água Branca. São Paulo

Cadeira bardi’s Bowl

Construção da Casa de Vidro São Paulo

1955/57 Ensino na FAU-USP

1957 Concurso de móveis em Cantú. Italia

1957/68 Construção do Museu de Arte de São Paulo na Av. Paulista Projeto de suportes em cristal para os quadros e poltrona para o teatro.

SALVADOR

1958 Construção da casa Valentina Cirell São Paulo

Construção da casa do Chame-Chame Salvador. Bahia

Lina transfere-se para Salvador a convite do Reitor da Universidade Federal da Bahia Edgar dos Santos.

Escreve a coluna:

Cronicas de Arte, de História, de Costume, de Cultura da vida.

Diário de Notícias. Salvador. Bahia

1959 Exposição Bahia

V Bienal de São Paulo

Parque do Ibirapuera. São Paulo.

Lina Bo bardi junto com Martim Gonçalves Museu de Arte Moderna da Bahia. Salvador

Projeto provisório no foyer do Teatro Castro Alves. Projeta uma poltrona para o teatro.

Projeto do Solar do Unhão

Museu de Arte Moderna de Salvador. Salvador, Bahia.

Projeto com escada interna feita com o mesmo sistema dos carros de boi.

1960 Opera dos Três Tostões

1961 Peça de teatro. Calígula Teatro Castro Alves

Peça de Albert Camus com direção de Martin Gonçalves. Projeto de Figurino de Lina.

1963 Exposição Nordeste

Solar do Unhão. Salvador

Mostra com um singelo e eficiente modo de apresentar o acervo.

SÃO PAULO

1964 Lina volta para São Paulo após invasão de militares na mostra Nordeste.

1967 Criação da Cadeira de Beira de Estrada.

1968 A Compadecida

Cenografia do filme de George Jonas

1969 Na Selva das Cidades

Lina desenvolve os costumes da peça de Bertold Brecht e direção de José Celso Martinez Correa.

Teatro Oficina. São Paulo A Mão do Povo Brasileiro

Exposição no Museu de Arte de São Paulo

1975 Mostra Reencontros

Museu de Arte de São Paulo

Montada com Edmar de Almeida e dedicada a Darcy Ribeiro.

1976/82 Projeto da Igreja do Espírito Santo do Cerrado Uberlâdia. Minas Gerais.

Em parceria com André Vainer e marcelo de Carvalho Ferraz

Projeto com um belo banco e altar com pulpito em tronco de madeira.

1977 Projeto do SESC Fábrica da Pompéia

Com a colaboração de André Vainer e Marcelo de Carvalho Ferraz.

Lina desenvolve para este espaço sofás, cadeiras, mesas, uniformes, entre outros objetos.

1978 Construção da Capela Santa Maria dos Anjos Ibiúna. São Paulo

Com André Vainer e Marcelo de Carvalho Ferraz 1982 Mostra Design no Brasil: História e Realidade

SESC Fábrica da Pompéia. São Paulo

Com a colaboração de André Vainer e Marcelo de Carvalho Ferraz, Marcelo Suzuki e equipe do Sesc

Esta exposição apresenta uma vasta pesquisa e amostragem de objetos brasileiros.

1982 Mostra Mil Brinquedos para a Criança Brasileira SESC Fabrica da Pompéia. São Paulo

Com a colaboração de André Vainer, Marcelo de Carvalho Ferraz, Marcelo Suzuki, Dulce Maia e equipe do Sesc

Mostra do Belo e o Direito ao Feio

1a Mostra para os funcionários do INAMPS

SESC Fábrica da Pompéia. São Paulo. Lina Bo Bardi e equipe do Sesc.

Projeto do Museu de Arte Moderna de São Paulo Parque do Ibirapuera. São Paulo

Lina com André Vainer e Marcelo de Carvalho Ferraz 1984 Mostra Caipiras, Capiaus: Pau-a-pique

SESC Fábrica da Pompéia. São Paulo

Com a colaboração de Marcelo de Carvalho Ferraz, Marcelo Suzuki, Glaucia do Amaral e equipe do Sesc

Teatro Oficina

Projeto de Lina com Edson Elito. São Paulo

1985 Mostra Intermeio para Crianças SESC Fábrica da Pompéia. São Paulo

Com a colaboração de André Vainer e Marcelo de Carvalho Ferraz, Marcelo Suzuki, Marcia Benevento e equipe do Sesc Peça UBU- Folias Physicas, Pataphysicas e Musicaes

De Alfred Jarry e direção de Cacá Rosset.

Desta peça nasceu o enigmatico porco de duas cabeças, que eram duas bundas. O Polochon.

1986 Casinha. Estudio no Morumbi.

Projeto de Lina com André Vainer e Marcelo de Carvalho Ferraz

Projeto Barroquinha

Em Salvador no Teatro Gregório de Matos. Lina com Marcelo de Carvalho Ferraz.

1987 Casa do Benin na Bahia

Projeto de Lina com Marcelo de Carvalho Ferraz.

A tradicional cadeira Girafinha foi criada para este projeto. Ladeira da Misericórdia

Projeto urbano de Lina com Marcelo de Carvalho Ferraz onde foram aplicadas janelas como o conjunto de esportes do Sesc.

1988 Casa do Olodum em Salvador

Lina com Marcelo de Carvalho Ferraz Mostra Africa Negra

Museu de Arte de São Paulo

Lina com Pierre Verger e Marcelo de Carvalho Ferraz Projeta a Grande Vaca Mecânica

São Paulo

Lina e Marcelo de Carvalho Ferraz Centro de Convívio LBA

Cananéia, São Paulo

Lina e Marcelo de Carvalho Ferraz 1989 Fundação Pierre Verger em Salvador

Lina e Marcelo de Carvalho Ferraz 1990/92 Iluminação da Prefeitura de São Paulo

Parque Dom pedro. São Paulo

Lina, André Vainer e Marcelo de Carvalho Ferraz 1992 Lina falece de pneumonia na Casa de Vidro.

CONCLUSÃO

A arquiteta Lina Bo Bardi, em seu percurso profissional, gerou uma produção tão intensa no campo da arquitetura, cenografia, design, pesquisas, que seguir a cronologia natural dos projetos foi a forma mais clara de apresentar todos os produtos relacionados a design e objetos. Nestes 35 anos de produção, de 1947, quando chega ao Brasil, a 1992 quando falece, um fio condutor composto de sensibilidade e competência acompanha suas obras. Desde sua primeira cadeira no estúdio Bo e Pagani em Milão até a Grande Vaca Mecânica de 1988, um não conformismo acompanhou seu raciocínio deixando cair o vel do pré-conceito criado pela cultura e pelos costumes. Isto fez com que ela, ao chegar ao Brasil, conseguisse ver de forma lúcida e transparente as necessidades locais e responder com projetos claros, eficientes e poéticos. Em todo o seu percurso como designer nenhum objeto foi criado gratuitamente. Todos tem sua história e motivo para existirem.

A produção que antecedeu ao período nordestino, que foi do Studio Palma, do Masp da rua 7 de Abril e da Casa de Vidro se parecem e respondem aquilo que Lina e Pietro tinham se dispostos a fazer: Gerar móveis modernos que funcionassem e fossem produzidos em série. Com estruturas feitas à partir de chapas de madeira comum ou ferro, com bom acabamento e, quando necessário, tecidos locais, couros e fibras. Pequenos detalhes são notados, especialmente no uso da madeira, pés e apoios de braços com uma proposta de desenho que afina os pés para dar elegância e leveze às peças. Em se falando das linhas de projeto os móveis do estúdio Palma ainda detém características do Bo e Pagani de Milão.

É importante notar que o Studio Palma nasceu da necessidade de criar móveis em série para espaços públicos e acabou dedicando-se aos mobiliários residenciais, como acontecia com a maioria dos designers de mobiliário. Em suma, o Palma teve uma produção significativa, mas faliu como empresa. Durou apenas dois anos. Aparentemente era simplesmente um estúdio de criação.

Até 1958 Lina desenvolveu uma vasta produção de objetos e mobiliário. Com sua ida ao Nordeste encerra esta sua atividade projetual, utilizando-a somente quando requisitato em alguns poucos projetos cenográficos e de arquitetura, dedicando-se quase que exclusivamente à sua pesquisa sobre a arte popular.

Lina retoma seus projetos após seis anos no Nordeste, mas com o olhar decididamente alterado: endurecido. Ela não se permite mais os detalhes anteriormente utilizados. Os móveis desenvolvidos para o Sesc Pompéia são exemplos de que o traço não é mais o mesmo. São

objetos de uma simplicidade de desenho única e de uma sizudez visual muito forte. Chapas de madeira maciça retas com encaixes simples. Os objetos criados depois de 1964 tem aquele “soco no estômago” a que se referia Lina quando falava da arte popular do Nordeste.

No campo da arquitetura, ao retornar a metrópole, Lina conclui o projeto do Masp e desenvolve o Sesc Fábrica da Pompéia. O Sesc se torna, para ela, um local de inovações expositivas que não exigem uma curadoria tão restrita, abrindo diversas possibilidades e, em um leque de poucos anos, monta inumeras mostras em homenagem aos mais diversos tipos de objetos.

A mesma evolução que se viu nos móveis percebe-se em relação às exposições, mas no sentido contrário. Enquanto a linha de projeto endurece e perde os detalhes, as mostras, que dedicavam-se exclusivamente ao artesanato da seca, recebe novos objetos da indústrias.

Desde o Masp da rua 7 de Abril Lina via nas exposições uma comunicação direta com o publico e uma forma de transferir conhecimento e cultura. Mesmo não tendo um acervo considerável ela transformava a arte cotidiana em acervo e mostrava a todos o seu devido valor.

Ao chegar no nordeste descobriu a arte popular e sua beleza gerada pela necessidade e a mostrou em todas as oportunidades que teve; na V Bienal de Artes de São Paulo, no Solar do Unhão, em Roma, no Masp da av Paulista, no Sesc….

Na busca por desenvolver uma arte local a arquiteta, sempre que possível, colocava oficinas de arte em seus projetos. No Masp da Rua 7 de Abril existiam oficinas de desenho e de costura, o Solar do Unhão também e o Sesc da Pompéia também. As oficinas eram a forma de aproximar o público e encantá-lo com a produção e criação de objetos, roupas artes, música, pinturas.

Alguns escritos encontrados defendem uma atemporalidade na produção de Lina, como se cada peça pudesse ter sido produzida em qualquer fase da vida da arquiteta.

Atemporal é sua obra como um todo por ter sido criada sem grandes pretenções, mas simplesmente para funcionar e fazer parte da história com seu significado e suas belíssimas simbologia.

Dentro de sua produção percebe-se a passagem do tempo e o amadurecimento dos projetos. Uma grande mudança foi decorrente dos anos de Lina no Nordeste, perdurando até o projeto da Vaca Mecânica. Ela desenvolve uma necessidade venal de entender a produção artística do brasileiro mais simples e seus costumes, e

utiliza esta leitura em suas criações, o que não acontecia anteriormente.

Infelizmente o breve tempo para desenvolver a pesquisa não permitiu uma “digestão” mais tranquila de todos os fatos e objetos reunidos. Os escritos de Lina sobre arte e arte popular merecem um debate mais profundo por tratarem de questões sociais, políticas e filosóficas em suas entrelinhas.

Esta pesquisa dedicou o cerne de seus esforços em mostrar a vida da arquiteta, focando o olhar na produção de objetos e mobiliários, que sempre foram colocados em segundo plano, ofuscados pelo brilho da arquitetura, mas não por isso menos importantes e geniais. Foram descobertas poltronas na Casa de Vidro, a maçaneta da mesma casa, uma coleção de jóias e os móveis do Palma. Todos devidamente organizados e preservados no Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi, mas escondidos em gavetas e entre paredes.

Esta pesquisa intende reunir em um único documento todos estes objetos para trazer à luz um futuro debate.

BIBLIOGRAFIA

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Obras de arte recebidas como personagens, p 3 Ourivesaria, p 34

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Dissertações:

MOURA, Renata da Silva. Uma experiência da Arte Povera

Departamento de História da PUC – RJ defendida em Setembro de 2002

SANCHES, Aline Coelho, A obra de Giancarlo Palanti. Dezembro 2002

Programa de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da EESC-USP sob orientação do Professor Associado Renato Luiz Sobral Anelli. Desenvolve este trabalho com o apoio da FAPESP

Sites:

Masp.uol.com.br

www.educational.rai/lezionididesign/designer/pontig.htm www.scuolaromana.it/artisti/leoncill.htm

Video:

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