behandling eller straff fordrer opplæring og en kombinasjon av forskjellige lovgivningsmessige,
VI. Budsjett og regnskap 2014
Esta escola é ainda muito recente, está a dar os seus primeiros passos, abriu com vários condicionantes em termos de limites financeiros. Apesar de a considerarem muito boa, há aspetos que tanto alunos como professores e direção gostariam de ver melhorados.
A maioria dos alunos afirmou que não era necessário melhorar nada na escola, outros pretendiam dar mais espaço às atividades da sua preferência em detrimento daquelas que não gostam tanto, outros ainda apontaram melhorias de recursos.
“Eu acho que devia ser mais vezes Ginástica porque nós só temos 50 minutos e é uma vez por semana.” (A4, 9 anos)
“Trocar o Yoga por... aulas de... Geografia.” (A7, 7 anos)
“Já sei. Trocar o Yoga pelo... uma professora só de futebol. (...) [As salas] Serem maiores, e também que as canetas escrevessem sozinhas, e queria que o quadro seja maior.” (A12, 7 anos)
“E queria que a sala tivesse um quadro interativo. Podiam ter um quadro interativo porque podiam ligar o computador e ver exercícios que nós podemos fazer e com aquela canetinha podíamos ir lá fazer contas e isso tudo para aprendermos melhor.” (A11, 7 anos)
“Podíamos ter mais espaço cá dentro porque este espaço é um pouco pequeno...” (A2, 9 anos)
Os diretores e professores da escola apontam a melhoria das condições financeiras da escola, ultrapassar alguns estigmas sociais que ainda existem face às pedagogias mais alternativas e o crescimento da escola tanto em termos de aumento do número de alunos no 1.º ciclo do ensino básico, como no alargamento das suas valências até ao 12.º ano de escolaridade, de forma a permitir que os alunos pudessem aprender durante todo este percurso de acordo com as metodologias que a escola defende.
“...uma coisa que nos faz realmente muita falta é o dinheiro.(...) gostávamos de pagar
mais aos professores e não conseguimos porque, só vivemos com a mensalidade dos alunos, e os apoios do IEFP (...) encontrar uma forma de a escola ter mais dinheiro para poder disponibilizá-lo aos professores e deixar de imputar tantos custos aos pais, por exemplo, todas as nossas visitas são imputadas aos pais que nós não as podemos... não as conseguimos suportar, mesmo transportes e etc. (...) eu acho que, em termos sociais, ainda há um estigma relativamente a esta escola, que impede que tenhamos mais alunos, e acho que temos trabalhado nisso, ao longo destes três anos, de pôr de parte esse estigma, perceber, dar às pessoas aquilo que são os mitos desta escola e aquilo que na realidade acontece, para efetivamente desmistificar o caráter "fora da bolha", passe a expressão, que esta escola tem, e que há muita coisa em comum com a sociedade em que estamos, não é, portanto, não somos fundamentalistas e acho que ainda há muito essa ideia.” (P1)
“...quem me dera a mim poder ter outro conforto financeiro... quem me dera que isso fosse possível... (...) perante essas adversidades todas, e o quão desgastante é gerir cada uma destas crianças, que há uma gestão emocional de cada uma delas, e todos os minutos que passamos aqui na escola...” (P3)
“Eu gostaria, de facto, que a escola pudesse crescer até um 12.º ano, por exemplo, gostaria que os meninos nunca tivessem que sair da escola (referência ao nome da escola) a meio do seu percurso escolar, porque eles fazem um caminho tão interessante, tão bonito de desenvolvimento interior, e exterior claro mas se calhar a parte mais tocante é vermos como e que as crianças entraram na escola e como é que saem ao fim dos quatro anos. E, de facto, nós notamos uma diferença muito grande nos miúdos, temos pena que, de facto, a escola acabe no 4.º ano e que não se tenha conseguido avançar para o 5.º, 6.º, 7.º e por aí fora. Esse seria o meu objetivo. (...) Os aspetos mais desafiantes prendem-se com o facto de fazer diferente, fazer diferente é muito difícil, e é desafiador, quer para os profissionais que lá trabalham, quer para os pais aceitarem o ser diferente, quer para a sociedade aceitar o ser diferente, e esse é o aspeto mais desafiante, é conseguir manter a diferença, conseguir fazer diferente. (...) Gostaria muito que a maior parte das escolas do país funcionasse num regime tão livre como este, porque acho que seria uma mais-valia para a humanidade em geral.” (M)
CONCLUSÕES E IMPLICAÇÕES DO ESTUDO
No decurso desta investigação abordamos as várias vertentes necessárias ao desenvolvimento curricular e inovação educativa. Depois de uma clarificação de conceitos e aprofundamento de conhecimentos através da revisão da literatura e legislação existente, estruturamos a nossa metodologia em torno de um estudo de caso. Assim, com vista a responder à questão de investigação “Como é que os professores do 1.º ciclo desenvolvem práticas curriculares inovadoras no âmbito do atual quadro legal?”, realizamos este estudo empírico de natureza qualitativa numa escola privada inaugurada em 2013 do norte de Portugal.
Com este estudo foi nossa intenção: i) identificar fatores potenciadores e inibidores da inovação curricular no 1.º ciclo; ii) compreender as perceções dos professores do 1.º ciclo sobre a inovação curricular; iii) analisar práticas de inovação curricular no 1.º ciclo; iv) compreender os efeitos das práticas curriculares na aprendizagem dos alunos. Apresentamos aqui as conclusões que nos é possível retirar da análise documental e da análise de conteúdo das entrevistas e focus group realizados numa perspetiva de resposta aos objetivos do estudo.
A escola em estudo surgiu pela necessidade de colmatar uma lacuna em termos de oferta educativa, assente numa filosofia humanista do ensino. Os resultados obtidos neste estudo permitem-nos identificar alguns fatores potenciadores da inovação curricular. Os princípios humanistas em que fundamenta a sua ação, inscritos no Projeto Educativo, refletem-se nas vivências quotidianas desta escola. Assente nos “valores da Responsabilidade, Autonomia, Respeito, Democracia e Liberdade” (Projeto Educativo, p.5), esta escola promove um ensino holístico, que pretende o desenvolvimento integral da criança nas vertentes académica e humanista, onde é dada muita importância à natureza, às emoções e afetividade, tendo por base os valores do amor e do respeito.
Outro aspeto que evidencia a inovação curricular são as opções metodológicas tomadas para a promoção da aprendizagem. As dinâmicas quotidianas desenvolvem-se tendo em conta a valorização e respeito pelo aluno e o seu papel ativo na realização de tarefas, na tomada de decisões e na estruturação da sua aprendizagem. É através desta participação nas atividades que os alunos desenvolvem gradualmente a formação do seu caráter (Dewey, 2007).
Um dos entraves à inovação mais evidentes prende-se com a necessidade de cumprir as orientações curriculares impostas pelo Ministério da Educação, uma vez que se afiguram contrárias à ideologia seguida pela escola. Contudo, a necessidade de reconhecimento como instituição de ensino validada leva a que estas orientações sejam seguidas. Assim, a escola está sujeita aos mesmos métodos avaliativos e às metas curriculares do sistema educativo português, sendo respeitada a carga letiva mínima para cada área definida pelo Ministério da Educação. Tal como nas outras escolas da rede pública de ensino, também aqui são utilizados nas aulas manuais escolares, há momentos expositivos e dois momentos de avaliação formal por período letivo.
Outro aspeto inibidor da inovação educativa refere-se ao estigma social que ainda existe face à implementação de pedagogias alternativas, uma vez que, em Portugal, a conceção de educação escolar ainda é dominada pelos resultados mensuráveis traduzidos pela realização de exames e pela avaliação quantitativa.
É notório que este aspeto condiciona bastante as metodologias de trabalho adotadas, obrigando a uma versatilidade dos professores na tentativa de encontrar o equilíbrio na gestão e implementação do currículo instituído numa ótica de respeito pelos valores em que a escola assenta. Em todo o processo de desenvolvimento curricular o professor assume, assim, um papel angular já que, por mais prescritivas que sejam as orientações superiormente emanadas, têm o poder de exercer uma autonomia pedagógica pela interpretação mais objetiva ou subjetiva que faz dos documentos e dos contextos (Pacheco, 2008).
A linha pedagógica desta escola é influenciada por pedagogias consideradas inovadoras como a Metodologia Montessori, a Pedagogia Waldorf, o Movimento da Escola Moderna e a Pedagogia Jenaplan. Assumindo-se como um espaço aberto e flexível de aprendizagem, numa ótica de renovação assente na aprendizagem constante, os fundadores da escola consideram que, para que o desenvolvimento do aluno seja integral, é necessário não se cingir ao uso de uma pedagogia única mas retirar o que de melhor encontram em cada uma, adaptando-a aos tempos atuais, à criança e ao meio.
A influência destas linhas pedagógicas reflete-se na postura dos professores, que defendem uma conceção de educação diferenciada, no sentido de promover um ensino que respeita o aluno enquanto ser único, as suas características e ritmo, e promove a
construção de aprendizagens por meio da entreajuda, a aptidão para resolver problemas e corresponder às expetativas sociais, com vista ao sucesso de todos (Sousa, 2010).
É dada grande importância aos elementos que compõe a equipa educativa desta escola, sendo que os professores são selecionados de acordo com a sua identificação com o projeto e também pela sua polivalência no sentido de trabalhar de forma multidisciplinar. Nesta escola, apesar de haver uma distinção entre professor titular de turma e professor de apoio, todos os professores se veem como professores de todos os alunos.
Relativamente às dinâmicas de trabalho dos professores salienta-se que todo o trabalho é realizado de forma colaborativa, há uma grande partilha entre os professores, tanto a nível de materiais como de ideias, e a entreajuda e a motivação são apresentadas como características facilitadoras do trabalho em equipa. Esta forma de trabalhar criativamente com os outros, estar aberto a novas perspetivas, demonstrar originalidade e inventividade no trabalho é uma contribuição fundamental para a implementação de inovações (Piirto, 2011).
A formação enquanto fator de desenvolvimento profissional é muito valorizada pelos professores, que consideram retirar da formação aprendizagens importantes e ideias para aplicar na sua pática. Os professores afirmam que a realização de formações conjuntas fortalece a sua relação pessoal e favorece as práticas colaborativas entre eles. A direção da escola atribui uma grande importância à formação de professores, pelo que proporciona gratuitamente formação que considera relevante para a melhoria da prática educativa consonante com os princípios que a escola fomenta. Na escola já foram realizadas várias formações (Pedagogia Montessori, Artes Expressivas, pedagogia Waldorf) e diversas workshops de acordo com os interesses e necessidades dos professores.
As opções curriculares tomadas pela equipa educativa da escola assentam no equilíbrio entre as orientações do currículo nacional e a escolha de estratégias promotoras dos princípios e valores defendidos no seu Projeto Educativo. O currículo é desenvolvido a partir dos interesses da criança, partindo do pressuposto que é preciso despertar o aluno para a aprendizagem, promovendo a sua autonomia, espírito crítico e criativo. Assim, fomentam-se nesta escola as características necessárias à renovação das práticas escolares enunciadas por Canário (2006, p. 20): estimular o gosto pelo ato
intelectual de aprender, aprender pelo trabalho e exercer o direito à palavra. Neste sentido, há uma gestão flexível do trabalho e dos tempos de estudo feita pelo aluno com orientação do professor. O rácio professor/aluno permite nesta escola um apoio individualizado e orientado para as necessidades e potencialidades de cada aluno.
Sendo esta uma escola pequena, com um número reduzido de alunos (26), e de acordo com a sua linha pedagógica, os espaços da escola são flexíveis e dinâmicos. A disposição da sala de aula também não é estanque, varia consoante a atividade a ser realizada e a organização dos alunos no trabalho escolar (individual, em pares, em grupos, em grupo-turma).
A planificação das atividades que orienta as aprendizagens dos alunos é flexível. Há uma planificação anual realizada conjuntamente pelos professores, que depois é materializada no dia a dia numa planificação negociada entre professores e alunos, numa ótica de construção coletiva do currículo (Pacheco, 2002), no sentido de atender à individualidade de cada um ao mesmo tempo que são promovidas aprendizagens diversificadas.
As dinâmicas quotidianas evidenciam o respeito à filosofia em que a escola sustenta os seus princípios. O dia de escola inicia com o Acolhimento, momento em que todos os alunos e professores se reúnem numa sala e é dada voz aos alunos para partilhar tudo o que quiserem. Nesta interação os professores percebem como está emocionalmente a criança naquele dia e a sua predisposição para o trabalho, o que favorece a interação professor/aluno no sentido de o orientar na sala de aula. Muitas vezes é desta partilha que surgem ideias para o trabalho curricular.
As atividades curriculares desenvolvem-se dentro do horário normal (9h -15h30) embora a pausa para o recreio seja flexível de acordo com as necessidades do aluno e a atividade que está a desenvolver. Durante a manhã privilegia-se o estudo das áreas curriculares disciplinares por ser entendimento da equipa educativa que este é o período mais propício ao desenvolvimento das capacidades cognitivas, em que a criança está mais propensa à absorção do conhecimento. Na pausa para o almoço, os alunos participam em tarefas como ajudar no refeitório, cuidar da horta, tratar do coelho, entre outras.
Depois da componente curricular desenvolvem-se atividades de cariz mais lúdico- pedagógico, escolhidas de acordo com a pedagogia seguida pela escola e que vão ao encontro dos seus valores e princípios pedagógicos. O Inglês embora seja curricular é também dado nesta escola numa vertente mais lúdica. As Ciência e Ambiente (atividades experimentais e cuidar da horta e do jardim), Yoga, Movimento e Artes (onde se incluem as Artes Dramáticas, Plásticas e Expressivas) e a Filosofia para Crianças são atividades realizadas na parte final do dia escolar, quando as crianças estão mais cansadas, pois é entendimento dos fundadores da escola, que assim se continuam a promover aprendizagens, mas de uma forma mais divertida, com vista à formação integral do aluno.
São várias as estratégias implementadas nas dinâmicas quotidianas que evidenciam a inovação das práticas. No Trabalho de Projeto os alunos escolhem um tema e desenvolvem um projeto, sob a orientação dos professores na escola e em casa com a ajuda dos familiares. Desta forma, é possível trabalhar conteúdos curriculares a partir dos interesses do aluno e envolvendo as famílias na aprendizagem escolar.
Tendo em conta o desenvolvimento da espiritualidade, da capacidade de introspeção e contemplação necessárias ao desenvolvimento emocional, outra das estratégias utilizadas nesta escola são as aulas de Yoga. Os momentos de meditação permitem que o aluno relaxe, diminuindo os níveis de stresse e ansiedade, e aumentam a criatividade e os níveis de concentração para a realização das atividades cognitivas (Azevedo & Ferreira, 2009). A valorização da parte artística e criativa dos alunos surge, entre outros, num dos espaços da escola, onde existe um Mural da Expressão. Neste espaço os alunos podem exprimir os seus sentimentos de forma livre e criativa.
Sendo o espírito crítico uma das características mais valorizadas nesta escola, os alunos beneficiam de aulas de Filosofia para Crianças uma vez por mês. Nestas aulas, de acordo com a filosofia de Lipman, potencia-se o desenvolvimento da capacidade de pensar, refletir e agir. De acordo com os professores, é notório o desenvolvimento da capacidade argumentativa dos alunos.
A convivência em sociedade implica a responsabilidade e o respeito pelo outro, estando estes dois valores associados à liberdade do aluno. Assim, a gestão de conflitos assume nesta escola um papel preponderante com vista à construção de aprendizagens sustentadas nos valores subjacentes aos projeto da escola. Nesta gestão o aluno é
sempre ouvido, levado a colocar-se no lugar do outro num exercício de reflexão que lhe permite aprender a autorregular-se. Numa fase inicial estes conflitos exigem bastante tempo e uma grande intervenção do adulto mas com o tempo acaba por se revelar profícua na melhoria do comportamento e na diminuição de situações conflituosas.
A auto e hetero avaliação dos alunos é feita nas vertentes do desempenho e do comportamento, registados na Árvore-Mãe. A ligação à natureza é feita também através desta metáfora da árvore, sendo que os alunos estão nos níveis de bom comportamento e bom desempenho quanto mais alto se posicionarem na árvore. Percebe-se nos discursos dos alunos que é frequente a alusão à árvore enquanto metáfora para o seu desenvolvimento integral.
A cidadania vive-se nesta escola de diversas formas mas a mais evidente será no momento da Assembleia. A Assembleia é uma atividade realizada semanalmente com a participação de todos os alunos, sendo deles a sua total responsabilidade. Assim, os alunos organizam-se, discutem temas do seu interesse que passam pela organização do trabalho escolar, organização de eventos ou festas temáticas ou resolução de conflitos. Desta assembleia é redigida uma ata pelo secretário eleito entre os alunos.
Nesta perspetiva humanista, a escola funciona num espaço calmo e rodeado de natureza, onde são frequentes atividades de exterior e é muito valorizada a relação com a comunidade onde se insere, sendo o objetivo primordial promover situações de aprendizagem em contexto natural numa lógica familiar, em que todos participam e as crianças são “livres e felizes” (Projeto Educativo, p.7).
A relação de proximidade entre professores e alunos é entendida como facilitadora do processo de aprendizagem, sendo esta uma construção do aluno com orientação e pelo exemplo do professor. Assim, a par das aprendizagens curriculares são fomentadas competências para a vida assentes na responsabilidade, autonomia, respeito, democracia e liberdade. É nesta perspetiva que é muito valorizada a relação com a comunidade educativa, sendo os pais incentivados a participar em atividades na escola, aproximando o meio educativo de um ambiente mais familiar. A reflexão e a partilha de experiências quotidianas entre professores, alunos, famílias e comunidades locais possibilita formas mais flexíveis, participativas e democráticas de organização do trabalho escolar, numa conceção de Educação abrangente e fundamentada. (Azevedo & Ferreira, 2009).
A humanização do ensino é o aspeto apontado por todos como diferenciador desta escola, que pretende afirmar-se como opção educativa valorizada e reconhecida, numa perspetiva de aumentar o seu campo de ação, para possibilitar um ensino integral e assente nos valores primordiais que defende ao longo de todo o percurso escolar do aluno.
Pela análise realizada, podemos concluir que, embora ainda muito condicionada pelas políticas educativas, a inovação no 1.º ciclo do ensino básico é possível. Para tal, há um conjunto de características a atender. Concluímos que as possibilidades de inovação curricular no 1.º ciclo implicam uma maior flexibilidade na operacionalização do currículo nacional, sendo que os professores são fatores determinantes para a possibilitar. A partilha e o trabalho colaborativo entre os professores, bem como a envolvência da família e da comunidade onde a escola se insere, traduzem-se em fatores potenciadores da inovação educativa.
A realização deste estudo permitiu um crescimento pessoal e profissional pelo aprofundamento de conhecimentos e pela abertura de novas perspetivas. Contudo, há algumas limitações com que nos deparamos ao longo deste percurso. Uma das limitações prende-se com a dificuldade de conciliar o trabalho enquanto professora, por si só muito exigente, com a realização do estudo. Seria desejável que os professores tivessem mais possibilidades de realizar formações e fazer investigação sem prejuízo para o seu progresso profissional.
Outra das limitações que nos parece importante referir é a curta duração da realização do estudo, visto que um ano é muito pouco tempo para perceber as implicações práticas destas dinâmicas na aprendizagem dos alunos. Esta escola é ainda muito recente e os efeitos das suas ações na educação não são visíveis de imediato, precisam de tempo para se afirmar e repercutir nos alunos e na comunidade.
Seria interessante um estudo mais prolongado e aprofundado nesta escola com vista a perceber se os seus intuitos se concretizam e se repercutem nas aprendizagens e sucesso educativo dos alunos. Sugerimos também a realização de estudos comparativos entre escolas tradicionais e escolas consideradas alternativas, por forma a perceber melhor a adequação e os benefícios das suas pedagogias às exigências e necessidades da sociedade atual.
Tendo em conta a alteração da linha política do Ministério da Educação e as novas intenções curriculares, este estudo assume-se como um contributo para a promoção da melhoria das políticas e práticas educativas. A escola sobre a qual incidiu este estudo é um exemplo, entre outros disseminados pelo país, do que pode ser feito com vista a promover uma educação escolar integral, permitindo aos alunos o desenvolvimento de aprendizagens e competências significativas e úteis. Acreditamos que este contributo possa inspirar vontades e unir esforços. Terminamos esta dissertação com uma frase de Rúben Alves patente nas paredes da escola onde o estudo foi realizado: