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3.2 Bildekriterier for røntgen thorax

3.2.2 Lateral

3.2.2.6 Bildekriterium 6 – Lateral

Os acidentes cérebro-vasculares constituem-se em um complexo de sintomas que resulta de hemorragia cerebral, embolia ou trombose dos vasos do cérebro. Caracterizam-se por alterações de consciência, ataques e déficits neurológicos (BLAKISTON, 1987).

Os profissionais de saúde que atuam na atenção básica possuem uma atuação muito relevante na prevenção dos AVCs, principalmente em relação à hipertensão arterial sistêmica, responsável por pelo menos 40% das mortes por este tipo de evento. Atuam, ainda, na definição do diagnóstico, na conduta terapêutica e na educação dos pacientes para a mudança de estilo de vida inadequado e para a manutenção dos tratamentos. As equipes de atenção básica também desempenham um importante papel da distribuição de medicamentos, principalmente para o controle da hipertensão de pacientes que apresentam pressão arterial mais elevada e maior risco cardiovascular (BRASIL, 2006b).

Entretanto, os resultados obtidos na estimação dos efeitos da expansão da atenção básica incidentes sobre a taxa de internações por AVC em pacientes com quarenta anos ou mais não se mostraram estatisticamente significativos para nenhuma das variáveis testadas. Vide Tabela 8.

Os resultados das variáveis de controle não diferem substancialmente dos mensurados em relação ao conjunto das internações por condições sensíveis e às internações de crianças por diarreia aguda. Não foi possível conseguir significância estatística para os coeficientes das variáveis que representam o PIB municipal per capita, os recursos próprios investidos em saúde pelos municípios, assim como os interceptos.

As estimações por região, majoritariamente, também não revelaram resultados significativos. Apenas foi possível obter significância estatística quando se avaliou o impacto do número de pessoas cadastradas no Nordeste, cujo crescimento se mostrou associado à queda nas internações (o coeficiente obtido foi de -0,0230, com desvio de 0,0108 e significância de 3,4%).

Tabela 8 - Regressão da taxa de internações por acidente vascular cerebral na população com 40 anos ou mais sobre variáveis representativas da evolução da

atenção básica – Modelo de efeitos fixos – Brasil - 2000 a 2007 Internações por AVC na população

com 40 anos ou mais

Mensuração dos efeitos das ESFs

Mensuração dos efeitos dos ACS

Mensuração dos efeitos dos cadastramentos

Variáveis explicativas Coeficientes e erros-padrão robustos

Cobertura das ESFs 0,0005 (0,0043) - -

Cobertura dos ACS - -0,0019 (0,0051) -

Cobertura dos cadastramentos - - -0,0086 (0,0059)

Ln(PIB per capita) -1,176 (0,8539) -1,1617 (0,8525) -1,094 (0,8543)

Ln(população ocupada) 3,2759*** (0,5768) 3,2857*** (0,5769) 3,3099*** (0,5771)

Ln(cobertura do ensino formal) 5,8007*** (1,6496) 5,8489*** (1,6500) 5,931*** (1,6499)

Despesas dos municípios com saúde 0,0024 (0,0055) 0,0025 (0,0055) 0,0026 (0,0055)

Ln(leitos hospitalares pelo SUS) 1,7688*** (0,2624) 1,7679*** (0,2622) 1,7732*** (0,2625)

Ln(cobertura dos planos de saúde) -2,9014*** (0,7687) -2,9076*** (0,7703) -2,9239*** (0,7700)

Ln(consultas pelo SUS per capita) 3,189*** (0,6599) 3,2131*** (0,6585) 3,2802*** (0,6581)

Ano 2000 13,7944*** (0,6118) 13,7241*** (0,6078) 13,376*** (0,6323) Ano 2001 12,1682*** (0,5433) 12,1248*** (0,5463) 11,8871*** (0,5553) Ano 2002 9,7929*** (0,4773) 9,7707*** (0,4796) 9,5968*** (0,4865) Ano 2003 7,6255*** (0,4355) 7,6114*** (0,4358) 7,4698*** (0,4391) Ano 2004 5,3899*** (0,4019) 5,3795*** (0,4022) 5,2776*** (0,4061) Ano 2005 3,2957*** (0,3414) 3,2994*** (0,3416) 3,2346*** (0,3424) Ano 2006 1,0637*** (0,2716) 1,0743*** (0,2724) 1,0308*** (0,2724) Intercepto 2,5367 (9,8908) 2,3807 (9,8686) 1,7661 (9,8881) Quantidade de observações 44267 44267 44267

Quantidade de Grupos (municípios) 5558 5558 5558

R2 (within) 0,0622 0,0622 0,0623

Fonte: elaboração própria.

Notas: A taxa de internações por AVC é medida por 10.000 habitantes situados dentro da faixa etária. Na busca de outros agrupamentos de municípios que pudessem revelar alguma relação significativa entre a atenção primária e as hospitalizações, procurou-se avaliar os resultados para diferentes perfis de municípios. Uma das alternativas testadas consistiu na realização das estimações apenas para municípios de maior porte. Procedimento análogo foi utilizado por Serra (2004), que, para reduzir a influência de grandes flutuações nas variáveis, somente considerou municípios com mais de 50 mil habitantes46. Guanais e Macinko (2010) também procederam de forma semelhante, quando, para poderem trabalhar com taxas de internações estratificadas por idade mais estáveis, deixaram de considerar municípios com menos de 10 mil habitantes.

46 Em seu estudo, Serra (2004, p. 87) mencionou que o procedimento empregado em seu estudo é idêntico ao

Ao se avaliar os resultados das estimações segundo diferentes portes de municípios foi possível observar que, para os municípios com mais de 60 mil habitantes47, as três variáveis representativas da expansão da atenção primária mostram-se negativamente associadas às internações por AVC e estatisticamente significativas. As estimações para os municípios com população menor do que 60.000 não registraram resultados significativos para a expansão da atenção básica.

Tabela 9 - Regressão da taxa de internações por acidente vascular cerebral na população com 40 anos ou mais sobre variáveis representativas da evolução da atenção básica para municípios com menos e mais de 60 mil habitantes – Modelo de

efeitos fixos – Brasil - 2000 a 2007 Internações por AVC na população com 40 anos ou

mais

Municípios com menos de 60 mil habitantes

Municípios com mais de 60 mil habitantes

Variáveis explicativas Coeficientes e erros-padrão robustos

Cobertura das ESFs 0,0020 (0,0044) -0,0735*** (0,0281)

Cobertura dos ACS -0,0003 (0,0052) -0,0538** (0,0236)

Cobertura dos cadastramentos -0,0065 (0,0061) -0,0698** (0,0323)

Quantidade de observações 40612 3655

Quantidade de Grupos (municípios) 5100 458

Fonte: elaboração própria.

Nota: – As estimações também foram controladas por meio da inclusão das mesmas variáveis informadas na Tabela 5.

Conforme pode ser observado na Tabela 9, um ponto percentual a mais na cobertura das ESF e do cadastramento da população na estratégia Saúde da Família, representa, aproximadamente, menos 0,07 internações por AVC para cada 10 mil habitantes com 40 anos ou mais. Quando a variável avaliada é a cobertura dos ACS, o efeito mensurado é um pouco menor, cerca de menos 0,05.

É importante considerar que a disseminação da atenção básica é bastante desigual em relação aos diferentes portes de municípios, conforme demonstra o Gráfico 7, apresentado na seção 4.1.3. Entretanto, ao se analisar a evolução das taxas de internações dos municípios com mais e menos do que 60 mil habitantes, pode-se constatar que evoluíram de maneira muito semelhante: enquanto nos municípios com menos de 60 mil habitantes a taxa de internações por AVC média variou de 44,38, em 2000, para 31,57, em 2007; a taxa média nos municípios de maior porte foi de 43,25 para 30,77 no mesmo

47 Para a classificação dos municípios dentro do agrupamento, considerou-se a população média durante o

período analisado, de 2000 a 2007, conforme definida nas estimativas do IBGE, sem qualquer ajuste posterior. Ao todo, foram contados 459 municípios com mais de 60 mil habitantes e 5.105 com menos.

período48. Portanto, as diferenças nos resultados podem estar mesmo relacionadas à maior variabilidade dos dados dos municípios menores. De fato, a taxa de internações por AVC média para todo o período dos municípios com menos de 60 mil habitantes, além de ser maior, ainda possui um desvio padrão superior (taxa de 38,09, com desvio padrão de 29,36); enquanto que, para os municípios mais populosos, esses parâmetros são menores (taxa de 36,83, com desvio de 20,49).

4.2.4 Efeitos da atenção básica nas internações por insuficiência cardíaca congestiva