6. YTRINGSFRIHET I VÅR SIKKERHETSPOLITISKE SITUASJON
6.9 Kvantitative betraktninger
6.9.2 Betrodde journalister
APÊNDICE A - CARACTERIZAÇÃO DO CAPS-AD “TRAVESSIA”
O Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e Drogas (CAPS-AD) “Travessia” está localizado no município de Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana do Estado de São
Paulo, a 35 km da capi t al. Os dados do censo demográfico realizado em 2007 estimavam
uma população de 114.321 habitantes e uma densidade demográfica (hab./km²): de 420,19. Santana de Parnaíba tem o 23º melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do País, sendo o 2° melhor da Região Metropolitana de São Paulo. Todavia, com relação à renda da população, os índices acusam o município em ser o 1º lugar do ranking de desigualdade do Estado de São Paulo (índice de Gini de 0,73). Em 2000, de acordo com o Censo, os 10% mais ricos do município ganhavam 66 vezes mais que os 40% mais pobres. A população atendida pelo CAPS-AD faz parte dos menos favorecidos do município, tendo em média menos que um salário mínimo por membro da família.
O município de Santana de Parnaíba dispõe de uma rede de serviços de saúde mental comunitários e substitutivos às internações psiquiátricas de longa permanência. No momento da coleta de dados, essa rede era composta por 1 CAPS II, 1 CAPS-AD (Álcool e Drogas), 1 CAPS Infantil, 1 Ambulatório de Saúde Mental e Adolescência, e equipes básicas de Saúde Mental lotadas em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS).
O CAPS-AD está em funcionamento desde dezembro de 2004, tendo por objetivo ser referência para o município na prevenção, tratamento e reabilitação psicossocial dos sujeitos com transtornos decorrentes do uso prejudicial ou adicção a álcool, tabaco e outras drogas.
O horário de funcionamento do serviço era de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas. Durante todo o período em que permanecia aberto havia, no mínimo, um técnico de plantão disponível para acolher, orientar e encaminhar os indivíduos que chegavam para tratamento, tanto por procura espontânea, quanto por encaminhamentos de outras unidades de saúde, outras secretarias e terceiro setor.
Além das atividades relacionadas à assistência, buscava-se o diálogo intersetorial e parcerias com outras instituições, públicas e privadas, promovendo encontros de capacitação e sensibilização da população e das equipes de outros serviços de saúde.
a) Espaço físico
O CAPS-AD localiza-se na região central do município, de fácil acesso. A área assemelha-se a uma chácara, com grande espaço físico para realização de atividades como horta ou jardinagem. Conta com duas edificações: na casa principal, tem-se a sala de recepção/espera, três consultórios (utilizados para consultas médicas e demais atendimentos individuais), um posto de enfermagem, duas salas de enfermaria (totalizando quatro leitos), uma sala de reunião da equipe técnica, uma sala administrativa, uma cozinha e um refeitório. A outra casa corresponde ao espaço onde são realizadas as atividades grupais e oficinas terapêuticas.
b) Equipe técnica e administrativa
A equipe do serviço era composta por 1 assistente social, 1 enfermeiro, 1 auxiliar e 1 técnico de enfermagem, 1 médico clínico geral, 2 médicos psiquiatras, 2 psicólogas (incluindo a autora do presente estudo), 1 terapeuta ocupacional, 1 artesã, 1 chefe e 1 auxiliar administrativo, 1 cozinheira, 2 recepcionistas, 2 auxiliares de limpeza, 3 vigias, 3 auxiliares de serviços gerais, 1 diretor técnico-adminstrativo.
c) Rotina
Todos os profissionais eram responsáveis, semanalmente, por pelo menos um grupo terapêutico, educativo ou de orientação, por um período de plantão para acolhimento de novos casos e pela gestão de casos. Além disso, cada profissional realizava atividades de acordo com sua formação.
Diariamente, eram realizados grupos, oficinas terapêuticas, consultas e atendimentos individuais específicos. Os psicólogos ficavam responsáveis pelo psicodiagnóstico, acompanhamento psicoterapêutico individual ou em grupo e atendimento aos familiares, individual ou em grupo.
Para os usuários que ficavam dois turnos no serviço, eram oferecidas até quatro refeições: café e lanche da manhã, almoço e lanche da tarde.
d) Fluxo do tratamento
O indivíduo que chegava pela primeira vez no serviço passava por um acolhimento, que consistia em uma entrevista individual com um profissional da equipe técnica em plantão. Procurava-se avaliar a intensidade de cuidado de que ele precisava e indicava-se a modalidade de tratamento considerada mais adequada às suas necessidades e possibilidades (intensivo, semi-intensivo ou não intensivo – preconizadas pelo Sistema Único de Saúde). Não havia fila de espera e após o acolhimento faziam-se agendamentos com os profissionais para avaliação das especialidades (psicologia, psiquiatria, terapia ocupacional e assistência social) dentro do prazo médio de uma semana.
Após a avaliação, era proposto o tipo de atendimento e escolhido o gestor do caso (profissional responsável em orientar o indivíduo no tratamento a partir das reuniões profissionais nas quais era discutido o andamento dos casos): intensivo (participação das atividades e atendimentos todos os dias, em meio período ou integral), semi-intensivo (participação das atividades e atendimentos de duas a quatro vezes na semana em meio período ou integral), não intensivo (participação de atividades ou atendimento de no mínimo uma vez mensal a uma vez semanal).
e) Caracterização da população atendida
Fez-se um estudo da população atendida durante um ano de funcionamento da instituição (Basaglia & Poppst, 2006), obtendo-se o N de 226 usuários do serviço. A média de ingresso de novos usuários por mês era de 15,3. A média de indivíduos que ficava em tratamento mensalmente era de 69, sendo 18 na modalidade intensiva, 28 na semi-intensiva e 23 na não-intensiva.
Droga de escolha: a maioria dos usuários que procurou o serviço tinha adicção a álcool
(69%), 19% adicção a cocaína (incluindo a forma “crack”), podendo apresentar adicções a outras drogas ao mesmo tempo como maconha ou álcool, e o restante apresentava adicções a
apenas uma droga como maconha (5%), tabaco (3%), benzodiazepínicos (2%) e opióides (2%).
Gênero: 87% são do sexo masculino.
Faixa etária: em relação à idade, 2% eram menores de 19 anos, 18% compreendiam a faixa
etária de 20 a 29 anos; 21% tinham entre 20 e 39 anos; 34% possuíam de 40 a 49 anos; 10% tinham entre 50 e 59 anos e 15% tinham acima de 60 anos. A idade média é de 41 anos. Mais de 50% dos adictos a cocaína encontravam-se com idade até 29 anos.
Encaminhamentos: os usuários do serviço, em sua maioria, procuram o atendimento
espontaneamente ou por indicação dos familiares (46,1%). As unidades de saúde do município foram responsáveis pelo encaminhamento de 43%. Os 10,9% restantes foram encaminhamentos provenientes de outras secretarias do município, outros municípios ou decisões judiciais.
f) Inserção da autora no CAPS-AD
A autora era concursada e trabalhava 30 horas semanais na instituição, sendo responsável por todas as atividades que competia ao psicólogo (avaliação psicodiagnóstica, atendimento psicoterápico e atendimento a familiares).
Durante a coleta de dados desta pesquisa, quando havia a possibilidade da mãe comparecer no atendimento (verificada durante o primeiro contato) a avaliação inicial e o atendimento psicoterápico do paciente eram realizados pela outra psicóloga da equipe e a autora ficava responsável, neste caso, apenas pela coleta de dados desta pesquisa.
ANEXOS
ANEXO A: Pranchas do Método de Rorschach
Prancha I Prancha V Prancha II Prancha VI Prancha VII Prancha III
Prancha IV Prancha VIII