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Oversikt over arter som karakteriseres som LUR-arter

8  Appendiks

8.3  Oversikt over arter som karakteriseres som LUR-arter

Out ro quest ionam ent o t razido para proj et os, cursos e t em a de invest igação dest a t eseaula é o pressupost o pedagógico de adult ização da criança e do adolescent e.

Uma breve digressão: pensem os, t am bém , na infant ilização da criança que, com o vem os em “ apresent ações de final de ano” ou em “ at ividades lúdicas” , são const rangedoras para a própria criança ( é só perguntar a elas para saber do constrangimento) . Meninos de oit o anos dançam , cant am e lêem t em as que seriam m ais apropriados a crianças de três ou quat ro anos.

único obj eto, assim com o o barro se deform a sob as m ãos de um oleiro. A evolução, percebida nos fósseis tirados de estratos sucessivos, é m ais um a seqüência de quadros num a película cinem atográfica. Um quadro não se transform a literalm ente no seguinte, m as experim ent arem os um a ilusão de m udança se proj etarm os os quadros em sucessão” . Dawkins segue com os seguintes exem plos:

o universo e o em brião se desenvolvem , a tecnologia e a m oda evoluem .

23 Helena Kat z, j ornalist a, crít ica de dança, professora da Pont ifícia Universidade de São Paulo. Em sala de aula ( 2004) .

Muit os professores t êm vergonha de t ocar seus ísquios ou púbis em aulas de reconhecim ent o anatôm ico, ent ret ant o, não t êm o m ínim o pudor de colocar alunas de cinco a oito anos com o bum bum virado para a câm era, ou m elhor, para a t ela da TV, rebolando com o adult as. É at é m esm o redundant e lem brar a forte convenção sexual e, m uit as vezes pornograficam ent e adult a, que o signo nádegas represent a na cult ura brasileira. O brincar de ser adult o t raz cert as inform ações à criança; no ent ant o, na m aioria das vezes o que ocorre é um a indiferenciação ent re ser criança ou ser adult o, acarret ando graves problem as com port am ent ais. Vest ir- se cot idianam ent e assim , dublar m úsicas, ver program as de t elevisão de adult os, m odelar- se com o a art ist a adult a preferida, carrega out ro referencial para est e corpoesponj a, que é o da criança.

Torna- se vit al propor novas form as de dizer conceit os m etafóricos24 referent es ao corpo e t am bém aprender a ident ificar o uso avassalador e im posit ivo de um m odelo “ fora do corpo” que a m aioria da m á indúst ria das m ídias e das escolas difundem am plam ent e. Pat ent e que essas crianças/ esses corpos não saem ilesos de experiências com o essas, pois o corpo não é um lugar onde eventos acontecem e vão em bora (v. corpomídia, p. 98) .

Os acontecim entos estão no/ são o próprio corpo, ocorrem com pensam ent os veias, dores, pulsações… Som os corpo e não pessoas que possuem um corpo ou habit am um corpo (v. p. 8) . Pais,

educadores, profissionais da m ídia podem achar “ m uit o bonitinha” ,

24 De acordo com Lakoff e Johnson ( 1981) , a m etáfora não está nas palavras, e sim nas idéias. Metáfora e conceito m etafórico são aqui em pregados com o sinônim os.

“ em ot iva” e “ int eligent e” a criança que é “ t ão t alent osa que at é parece adult o” . Querem com andar, j ulgar, proj et am suas frust rações e desej os obscuros ( não é preciso ser est udioso de psicanálise para perceber as t ransferências em j ogo) , t udo isso colocado no lugar da at ividade de educar! O m odo de ser dessas crianças m anifest a o conj unt o das suas experiências sensório- m ot oras, que est ão sendo, nesse caso, essa m ovim ent ação de “ adult o” , a vest im ent a, a let ra da m úsica, a voz de “ adult o” , o “ est ím ulo” dos adult os. Podem os im aginar as indeléveis m arcas desses fat ores em seu desenvolvim ent o?

Nesse “ im pério do consum o” t orna- se relevant e dist inguir com prism o de consum ism o, para não serm os alarm ist as e acusarm os qualquer com pra ( por vezes út il e necessária) , de consum o. COSTA25 ( 2004) , em seus est udos, pondera que com prar é part e das necessidades da própria vida, obj et os são usados para o desenvolvim ent o pessoal, assim , não é possível assum ir “ um a

posição de princípio ainda m ais cont est ável, de que a vida em ocional pode se exprim ir sem o auxílio de suport es m at eriais” ( p. 161) .

A quest ão que int eressa dist inguir é a idéia difundida pelo consum ism o que, por m eio dele, ocorre o ideal de felicidade com , por exem plo, a ( aut o) absorção de obj et os, rem édios, drogas, dent es, cabelos, sobrancelhas, próteses no corpo.

Educadores e profissionais da m ídia com pact uam na reprodução do corpoprodut o, algo que se m ont a com prando e consum indo part es, por m eio de cirurgias plást icas, de prót eses de silicone. Assim , o “ defeito da velhice” é cam uflado no botox.

25 Jurandir Freire Costa m édicoetnopsicanalista, escritor e professor de Medicina Social na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

I m port ant e esclarecer que aqui se com preende que m esm o a pessoa sem acesso a essas “ m elhorias” as ecoa de m odo físico, em ocional e/ ou int elect ual com m et áforas lingüíst icas, gest uais e/ ou com port am ent ais e ornam ent ais, apenas pelo fat o dela ent rar em cont at o com t ais m em es. Dados de observação sobre o corpo m ost ram a recorrência das seguint es m et áforas:

– investim ento no corpo (v. p. 103 a 105) ;

– esculpir o corpo;

– const rução do corpo (v. p. 103 a 105) ;

– valorizar o corpo (v. p. 103 a 105) ;

– ganhar um a nova cara;

– calcinhas com enchim ent o.

É possível notar as seguintes form as corpóreas:

– m ovim ent ações m ais rest rit as em t erm os de braços, para valorizar os seios;

– respiração ent recort ada e anatom icam ent e incorret a, j á que a necessidade de “ não t er barriga” se im põe e é preciso usar a m et áfora de “ chupá- la” , em ergindo dest a post ura um a int erferência na respiração;

– vent res m ais proem inent es, acarret ando fraqueza na coluna lom bar para exibir a “ barriguinha” , “ barriga” ou “ barrigona” e o t am bém o bum bum , bum bunzinho ou bum bunzão.