3. METODE
3.3 V ALIDITET
3.3.2 Begrepsvaliditet og reliabilitet
Segundo Meyer(1952), a distribuição diamétrica em florestas inequiâneas que tende a formar um J invertido .
A princípio, a distribuição diamétrica dos indivíduos amostrados nos três conglomerados não demonstra o comportamento em gráfico de J invertido .
No conglomerado 1 verificou-se que as maiores concentrações de indivíduos ocorreram nas classes diamétricas intermediárias, entre 41 e 50 com, com 126 indivíduos. O menor número de indivíduos está disposto na classe de DAP entre 81-90 cm, com 19 indivíduos, (Tabela 10 e Figura 5).
Tabela 10 - Distribuição das espécies por classe diamétrica conglomerado 1.
Ordem Espécie
30
cm 31-40 cm 41-50 cm 51-60 cm 61-70 cm 71-80 cm 81-90 cm > 90 cm Geral Total Nº Ind. Nº Ind.
Nº
Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. 1 Inga calantha Ducke 5 24 17 6 8 2 4 15 81
2
Endopleura uchi (Heber.)
Cuatrec. 8 18 25 10 10 4 1 4 80 3
Taxigali myrmecophila
Ducke 2 7 9 8 3 9 6 44
4 Bellucia sp. 4 10 8 4 3 2 1 32
5 Guatteria olivacea R.E.Fr. 4 11 9 3 2 29 6 Theobroma cacau L. 4 12 9 2 1 28 7 Dimorphandra mollis Benth. 8 3 6 5 5 27 8 Guatteria amazonica R.E.Fr. 5 4 8 3 1 3 24 9 Pouteria pachycarpa Pires. 2 4 4 1 3 1 7 22 10 Morta 1 2 3 4 4 1 4 19 11
Cecropia distachya
Huber. 7 5 3 1 1 17 12 Mezilaurus itauba (Meisn.) Taub. Ex Mez. 1 2 3 3 3 2 14 13 Tabernaemontana angulata Mart. ex Mull.Arg. 2 1 1 4 3 11 14 Schizolobium amazonicum (Huber.) Ducke 1 1 4 2 1 1 1 11 15 Attalea dubia L. 1 1 1 2 1 5 11 16
Rollinia mucosa (Jacq.)
44 Ordem Espécie 30 cm 31-40 cm 41-50 cm 51-60 cm 61-70 cm 71-80 cm 81-90 cm > 90 cm Geral Total Nº Ind. Nº Ind. Nº
Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. 17 Cassia scleroxylon Ducke 1 4 2 1 1 1 10
18
Buchenavia capitata
(Vahl.) Eichler. 1 2 1 1 1 2 8 19 Goupia glabra Aubl. 1 1 1 4 7 20 Bagassa guianensis Aubl. 1 5 6
21
Protium pallidium
Cuatrec. 2 2 1 5 22 Cordia goeldiana Huber. 1 3 4
23
Aspidosperma desmanthum
Benth.exMüll.Aeg. 1 1 1 3
24 Inga thibaldiana DC. 2 1 3
25 Astronium ulei Mattick. 1 1 2
26
Geissospermum sericeum
Benth. & Hook.f. ex
Miers 1 1 2 27 Copaifera langsdorffii Desf. 1 1 2 28 Caryocar microcarpa Ducke 1 1 2 29 Hevea brasiliensis Müll.Arg. 1 1 2 30 Pterocarpus draco L. 1 1 2 31 Casearia sp. 2 2 32 Minquartia guianensis Aubl. 1 1 2 33 Tacoyena formosa (Cogn.) K. Schum. 2 2 34 Cupania longifolia (Radlk.) Benth. 1 1 2 35 Ceiba pentandra (L.) Gaerm. 1 1 36 Peltogyne paniculata Benth. 1 1 37 Dipteryx odorata Volgel 1 1
38
Vismia guineensis (Jacq.)
Choisy 1 1 39
Eschweilera ovata
(Cambess.) Miers. 1 1 40 Lecythis prancei S.A.Mori
1 1 41
Ficus aripuaniensis
C.C.Ber. 1 1
42 Euterpe edulis Mat. 1 1
43
Capirona huberiana
Ducke 1 1 44 Volchysia maxima Ducke 1 1
Total geral 54 112 126 63 40 39 19 83 536
45
Figura 6- Apresenta a distribuição das espécies por classe diamétrica.
No conglomerado 2 houve uma alta concentração de indivíduos a partir na classe de DAP >90 cm, com 107 indivíduos. O menor número de indivíduos está disposto na classe de DAP entre 61-70 cm (Tabela 11 e Figura 6).
Tabela 11 - Distribuição das espécies por classe diamétrica conglomerado 2.
Ordem Espécie
30
cm 31-40 cm 41-50 cm 51-60 cm 61-70 cm 71-80 cm 81-90 cm > 90 cm Geral Total Nº Ind. Nº Ind. Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind.Nº Nº Ind. 1 Guatteria olivacea R.E.Fr. 3 5 13 9 2 5 4 41 2 Taxigali myrmecophila Ducke 4 3 8 6 2 2 6 31 3
Endopleura uchi (Heber.)
Cuatrec. 4 2 6 2 3 2 6 25 4
Guatteria amazonica
R.E.Fr. 3 6 9 2 3 1 1 25
5 Attalea dubia L. 1 1 2 10 9 23
6 Inga calantha Ducke 2 1 7 4 1 2 5 22 7
Rollinia mucosa (Jacq.)
Bail. 1 7 6 3 2 2 1 22 8 Tabernaemontana angulata Mart. ex Mull.Arg. 1 1 2 4 2 11 21 9 Cupania longifolia (Radlk.) Benth. 4 1 2 1 3 5 16 10 Dimorphandra mollis Benth. 1 1 13 15
11 Goupia glabra Aubl. 1 8 9
12
Couratari multiflora
(Smith.)Eyma 1 2 2 1 1 1 8 13 Cassia scleroxylon Ducke 1 1 1 1 1 2 7
14 Theobroma cacau L. 1 2 3 1 7
15
Copaifera langsdorffii
46 Ordem Espécie 30 cm 31-40 cm 41-50 cm 51-60 cm 61-70 cm 71-80 cm 81-90 cm > 90 cm Geral Total Nº Ind. Nº Ind. Nº
Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. 16
Geissospermum sericeum
Benth. & Hook.f. ex
Miers 1 1 1 1 1 1 6 17 Morta 1 1 3 5 18 Couma guianensis Adubl. 4 4
19
Hevea brasiliensis
Müll.Arg. 1 1 1 1 4 20 Pouteria pachycarpa Pires
1 1 2 4 21
Capirona huberiana
Ducke 1 1 1 3 22 Cordia goeldiana Huber. 1 2 3 23
Mezilaurus itauba
(Meisn.) Taub. Ex Mez. 1 1 1 3 24 Schizolobium amazonicum (Huber.) Ducke 2 1 3 25 Socratea exorrhiza (Mart.)H.Wendl. 2 1 3 26 Aleurites sp. 1 1 2 27 Astrocarym gynacanthum Mart. 2 2
28 Euterpe edulis Mart. 2 2
29
Himanthalus bracteatus var.revolutus
(Heber)Plumel. 2 2 30 Simarouba amara Adubl. 2 2
31 Anacardium ocidentale L. 1 1 32 Andira parviflora Ducke 1 1
33 Astronium ulei Mattick. 1 1
34 Bellucia sp. 1 1
35 Ceiba pentandra (L.) Gaerm. 1 1
36 Dinizia excelsa Ducke 1 1
37
Hymanea coucoubaril L.
var.coubaril 1 1
38 Manilkara huberi (Ducke) Chevalier 1 1 39 Minquartia guianensis Aubl. 1 1 40 Protium pallidium Cuatrec. 1 1 41 Volchysia maxima Ducke 1 1
Total geral 21 43 58 39 19 29 21 107 337
47
Figura 7- Apresenta a distribuição das espécies por classe diamétrica.
No conglomerado 3 houve uma alta concentração de indivíduos a partir na classe de DAP entre 41 e 50 cm, com 137 indivíduos O menor número de indivíduos está disposto na classe de DAP entre 81 a 90 cm, 26 indivíduos (Tabela 12 e Figura 7).
Tabela 12 - Distribuição das espécies por classe diamétrica conglomerado 3.
Ordem Espécie
30
cm 31-40 cm 41-50 cm 51-60 cm 61-70 cm 71-80 cm 81-90 cm > 90 cm Geral Total Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind.
Nº
Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. 1 Inga calantha Ducke 16 26 16 6 8 4 8 84
2
Dimorphandra mollis
Benth. 6 8 5 3 9 3 14 48 3 Guatteria olivacea R.E.Fr. 3 14 16 3 3 2 5 46 4 Couratari multiflora (Smith.)Eyma 1 2 9 6 4 7 3 8 40 5 Guatteria amazonica R.E.Fr. 1 11 13 4 4 2 2 37 6 Bellucia sp. 7 5 5 4 1 3 2 27 7 Theobroma cacau L. 1 4 11 7 23 8 Protium pallidium Cuatrec. 1 5 1 3 2 9 21 9
Rollinia mucosa (Jacq.)
Bail. 5 9 3 1 1 19 10 Tabernaemontana angulata Mart. ex Mull.Arg. 5 2 1 11 19 11 Taxigali myrmecophila Ducke 1 3 8 1 1 3 17 12 Morta 5 5 1 1 2 3 17 13 Cecropia distachya Huber. 2 1 1 1 4 6 15 14 Mezilaurus itauba
48
Ordem Espécie
30
cm 31-40 cm 41-50 cm 51-60 cm 61-70 cm 71-80 cm 81-90 cm > 90 cm Geral Total Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind.
Nº
Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. 15
Geissospermum sericeum
Benth. & Hook.f. ex
Miers 2 2 2 2 4 12 16
Cupania longifolia
(Radlk.) Benth. 1 7 2 1 11 17
Endopleura uchi (Heber.)
Cuatrec. 1 1 1 2 2 2 1 10 18 Euterpe edulis Mart. 8 2 10
19 Ficus aripuaniensis C.C.Ber. 1 2 2 2 3 10 20 Zanthoxylum rhoifolium Lam. 3 1 1 5 10 21 Cassia scleroxylon Ducke 4 2 2 1 9
22
Astrocarym gynacanthum
Mart. 4 2 1 1 8 23
Bauhinia rufa (Bong.)
Steud. 1 4 3 8 24
Socratea exorrhiza
(Mart.)H.Wendl. 2 3 1 6 25 Bagassa guianensis Aubl. 1 1 3 5
26 Dinizia excelsa Ducke 1 4 5 27
Himatanthus sucuuba
Woodson 1 1 1 2 5 28
Bertholletia excelsa
Humb. & Bonpl. 1 3 4 29 Pouteria hispida Eyma 1 1 2 4
30
Schizolobium amazonicum
(Huber.) Ducke 2 2 4 31 Simarouba amara Adubl. 1 1 1 1 4
32 Attalea dubia L. 1 2 3 33 Himanthalus bracteatus var.revolutus (Heber)Plumel. 3 3 34 Capirona huberiana Ducke 1 1 2 35 Ceiba pentandra (L.) Gaerm. 2 2 36 Copaifera langsdorffii Desf. 1 1 2 37 Hymanea coucoubaril var.coubaril L. 1 1 2
38
Lechytis lurida
(Miers.)S.A.Mori 1 1 2 39 Pouteria pachycarpa Pires
2 2 40 Psidium sp. 1 1 2 41 Aspidosperma desmanthum Benth.exMüll.Aeg. 1 1 42 Caryocar microcarpa Ducke 1 1 43 Cassia grandis L.F. 1 1
44 Dipteryx odorata Volgel 1 1
45
Manilkara huberi (Ducke)
Chevalier 1 1 46
Protium herptaphyllum
49
Ordem Espécie
30
cm 31-40 cm 41-50 cm 51-60 cm 61-70 cm 71-80 cm 81-90 cm > 90 cm Geral Total Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind.
Nº
Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. Nº Ind. 47
Protium subserrratum
Engl. 1 1 48
Sclerolobium
chrysophyllum Poepp &
Endl. 1 1 49 Sterculia speciosa K.Schum. 1 1 50 Tabebuia sp. 1 1 Total geral 29 99 137 86 37 50 26 117 581
Figura 8 - Apresenta a distribuição das espécies por classe diamétrica.
A partir dos intervalos de DAP entre 41 a 50 até 81 a 90 corresponde ao proposto por Meyer (1952), o comportamento do J invertido.
No conglomerado 1 as espécies Inga calantha Ducke e Endopleura uchi (Heber.) Cuatrec mantém a distribuição em forma de J-invertido, com presença de indivíduos em todas as classes diamétricas. As espécies Inga calantha Ducke e Endopleura uchi (Heber.) Cuatrec são mais abundantes nas cinco primeiras classes diaméricas.
No conglomerado 2 nenhuma espécie está presente em todas as classes diamétricas. As espécies Guatteria olivacea R.E.Fr. e Taxigali myrmecophila Ducke estão concentradas nas quatro primeiras classes diamétricas.
No conglomerado 3 apenas a espécie Couratari multiflora (Smith.) Eyma está presente em todas as classes diamétricas. As espécies Inga calantha Ducke e Guatteria olivacea R.E.Fr estão concentradas nas cinco primeiras classes diamétricas.
50
maior índice de sobrevivência nas fases mais desenvolvidas de sucessão ecológica.
As espécies que obtiveram maior concentração na classe diamétrica de > 90 cm no conglomerado 1 foram Inga calantha Ducke, Endopleura uchi (Heber.) Cuatrec, com 80 e 81 indivíduos respectivamente. No conglomerado 2 foi Guatteria olivacea R.E.Fr. com 45 indivíduos. A espécie Inga calantha Ducke também se concentrou na maior classe diamétrica do conglomerado 3.
Esta classe de diâmetro máximo é inferior quando comparados com os valores encontrados para a Floresta Ombrófila Amazônica, que apresenta árvores com até 142 cm de diâmetro, considerando os indivíduos com DAP 10 cm (SILVA, ROSA e SALOMÃO, 1986).
5.5 Similaridade
Foram registradas nos três conglomerados 68 espécies, desse total 21 são espécies em comum. O índice de similaridade entre os três conglomerados estudados foi de 0,308 ou 30,88%, ou seja, houve baixa similaridade florística, levando a inferir que houve perda de espécies e que há uma falta de conectividade com outras áreas florestais. Esse valor acima de 0,5 indica alta semelhança entre as áreas estudadas.
Nos conglomerados 1 e 2 foram registradas 55 espécies, com 28 espécies em comum. O índice de similaridade foi de 0,5091 ou 50,91 %.
Nos conglomerados 1 e 3 foram registradas 68 espécies, com 27 espécies em comum. O indice de similaridade foi baixo, 0,3971 ou 39,71%.
Nos conglomerados 2 e 3 foi foram totalizadas 59 espécies, sendo 30 espécies em comum. O índice de similaridade de 0,5085 ou 50,85%.
Observa-se que os índices variam num intervalo de 0,30 a 0,50, isto é, os tratamentos mostram, no mínimo, uma similaridade de 50%, o que significa que, se uma espécie for sorteada, aleatoriamente, ela tem 50% de probabilidade de pertencer aos três conglomerados estudados, demonstrando assim, uma certa heterogeneidade entre os conglomerados.
Este valor está próximo do encontrado por Rabelo et al. (2002), ao estudar parcelas de duas áreas de florestas estuarinas no Estado do Amapá, Mazagão e Lontra da Pedreira, 0,41.
Oliveira e Amaral (2004), em uma floresta de vertente no Estado do Amazonas, detectaram uma variação, entre as parcelas, de 28,1% a 35,8% para o índice de Sorensen.
Este valor está próximo do encontrado por Rabelo et al. (2002), ao estudar parcelas de duas áreas de florestas estuarinas no Estado do Amapá, Mazagão e Lontra da Pedreira, 0,41.
51
6 CONCLUSÃO
O número de espécies encontrado na área estudada, 68, está abaixo do esperado por ser tratar de região amazônica.
A variação na quantidade de espécies na Floresta Amazônica é diferente devido às variações de solo e relevo. Entretanto, essa situação somente poderá ser confirmada por meio de novos estudos que relacionem fatores ambientais e vegetação.
A família mais representativa foi Fabaceae com o maior número de espécies, corroborando com os padrões estabelecidos na literatura sobre os diversos estudos realizados nas Florestas Ombrófilas Densa da Amazônia.
A suficiência amostral foi confirmada por meio da estabilização da curva espécie x área, confirmando que a amostra foi abrangente quanto à composição florística da área.
A espécie de maior IVI, encontrada em dois dos três conglomerados estudados, foi
Inga calantha Ducke, considerada importante na recomposição e recuperação de áreas
degradadas e florestas ciliares que sofreram intervenções para a implantação das obras de pavimentação da rodovia BR-163.
A maior abundância de espécies nas classes diamétricas intermediárias sugere um maior índice de sobrevivência nas fases mais desenvolvidas de sucessão ecológica.
A similaridade entre os conglomerados estudados foi 0,3, demonstrando assim, uma baixa similaridade florística entre os três conglomerados estudados, ocasionada principalmente pela perturbação antrópica sofrida pelos fragmentos ao longo do tempo.
A hipótese de encontrar uma grande riqueza florística e uma alta similaridade entre as áreas estudadas foi rejeitada.
Os resultados deste trabalhos servirão para orientar políticas públicas voltadas à preservação, recuperação e ao uso sustentável dos recursos florestais no estado do Pará.
52
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