Kapittel 4 Metode og gjennomføring
4.4 Befaring av prosjektene
Como foi possível compreender no início deste capítulo, no contexto da criação do design de produto a interação se dá nas relações estabelecidas entre os elementos externos e internos ao criador, que orientam o desenvolvimento do seu pensamento, que se transformam em ações, códigos e linguagens. Portanto, o pensamento relacional do designer segue nesse
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movimento e dinâmica construindo conexões com os signos do seu conjunto de memórias, conhecimentos e visões, formando os picos e nós que estruturam a rede de inferências. É nesse movimento de influências recíprocas que se dão as observações.
As interações são muitas vezes responsáveis por essa proliferação de novos caminhos: provocam uma espécie de pausa no fluxo da continuidade, um olhar retroativo e avaliações, que geram uma rede de possibilidades de desenvolvimento da obra (SALLES, 2008b, p. 26).
Logo, podemos compreender a interação como processo relacional, em que elementos supostamente dispersos estão interligados, em que ideias, que emergem de um possível insight, têm relação com tantas outras que circundam a mente criadora. Portanto, as ideias não estão sozinhas, tendem a se agrupar de acordo com as leis de associação de ideias, contiguidade ou similaridade, ou seja, leis que juntam signos linguísticos, como abordamos nos aspectos gerais da construção da linguagem dos produtos no primeiro capítulo deste trabalho. Essa operação se dá quando o designer se voltar para muitos lugares simultaneamente, ou seja, para suas preferências, gosto e lembranças; quando se volta para o outro, a fim de compreender como ele vive, se comporta e pensa; quando se volta para o mundo material, ou seja, para os outros produtos, a fim de estabelecer possíveis ligações. Assim, são produzidas muitas interações responsáveis pela multiplicação dos caminhos na criação.
Partindo dessas interações, sabemos que a teoria da crítica de processo questiona a criação como percurso linear e sequencial, caracterizado por um princípio que resulta num produto acabado. “Devemos pensar, portanto, a obra em criação como um sistema aberto que troca informações com seu meio ambiente” (SALLES, 2008b, p. 32). Portanto, a configuração, movimentação e expansão da estrutura da rede da criação são definidas pelo modo como o criador conduz o percurso, ou seja, como e com quem estabelece relações, interações e conexões durante o processo. Assim, as interações do pensamento em transformação são orientadas por forças que as levam a mover-se em alguma direção. Essa ação norteadora é denominada, no âmbito da rede da criação, como “[...] tendência, rumos ou desejos vagos“ (SALLES, 2008b, p. 33).
As interconexões culturais são responsáveis muitas vezes pela sobreposição de camadas de experiências e conhecimentos. Como demonstra Steven Johnson, elas se dão na construção das “plataformas”, definidas pelo pesquisador como uma das características ou
padrões fundamentais dos processos de inovação desenvolvidos pelo homem. Segundo o autor, a cultura também se baseia em plataformas empilhadas.
Até as artes criativas se desenvolvem por meio de plataformas empilhadas. Isso parece surpreendente, dada nossa tendência a evocar a imagem do gênio artístico individual, isolado em seu atelier, criando todo um mundo novo em sua cabeça a partir do zero (JOHNSON, 2011, p. 157).
Nesse sentido, o autor cita os “gêneros51” como plataformas e paradigmas do mundo contemporâneo, desenvolvidos por um conjunto de artistas que depositam marcas, sinais e resíduos, definindo lentamente as camadas e propriedades comuns que caracterizam determinado grupo. Segundo Steven Johnson, gêneros precisam de gêneros para existirem. Por exemplo, nas artes eles “[...] fornecem um conjunto de regras implícitas que têm coerência suficiente para que tradicionalistas possam brincar em segurança dentro delas e artistas mais ousados possam contrariar nossa expectativa brincando com elas” (Ibidem, p. 158).
Assim, podemos relacionar a geração de plataformas temporárias no processo de construção da linguagem dos produtos com a experiência do designer Marcelo Valença, do Questto|Nó, durante o desenvolvimento do projeto Maxkitchen, da MaxHaus, no qual a sobreposição de conhecimentos e experiências convergiram para sedimentar a definição dos padrões que orientam a linguagem do produto.
Após um período de observação, coleta e registro de informações, os designers da equipe de criação partiram para um workshop de convergência e compartilhamento de referências visuais, ou seja, todos os integrantes depositaram nas paredes imagens correspondentes à arquitetura do cliente MaxHaus, combinando informações coletadas anteriormente, tais como: mapa de atividades destes ambientes na forma de gráficos; imagens do registro e análise dos designes; imagens de ambientes e produtos de outras categorias; referências de potenciais usuários; e um diagrama sobre a marca do cliente com palavras-chave retiradas dos comerciais52.
Esse relato do designer demonstra que as interações, que fazem parte do processo de criação, são vetores, ou seja, forças que atuam influenciando umas às outras, no sentido de confrontar, complementar, justapor ou reforçar o entrelaçamento entre as muitas informações que compõem e estruturam os painéis conceituais e semânticos. Podemos assim perceber que esses documentos, pela sua natureza indicativa, informacional e sugestiva, no processo de
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O autor emprega o termo “gênero” num conceito geral que engloba todas as propriedades comuns que caracterizam um dado grupo ou classe de seres ou de objetos.
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criação, oferecem uma gama de caminhos e possibilidades, revelando não um percurso propriamente dito, mas pistas que serão interpretadas pelo designer ou equipe de criação.
Figura 22 – Painel conceitual “Resumo Brainstorming”. Projeto Maxkitchen.
Fonte: Documento cedido pela Questto|Nó.
Figura 23 – Painel conceitual “Atividades na cozinha”. Projeto Maxkitchen.
Fonte: Documento cedido pela Questto|Nó. Slow food + Fast food
Futuro hight tec + Presente acolhedor
Sociabilizar + Meu momento
SOLUÇÕES INTELIGENTES QUE GERE VERSATILIDADE SOLUÇÕES EM DESIGN E TECNOLOGIA QUE PROMOVAM O AMBIENTE ACOLHEDOR E O BEM ESTAR. SOLUÇÕES QUE FAVOREÇAM O BEM ESTAR
CONVIVÊNCIA
DE TERRITÓRIOS
DIVERGENTES
SOLUÇÕES PRÁTICAS COZINHA PARA DESFRUTARCOMIDA PARA COMER EM COMPANHIA
Figura 24 – Painel semântico “Olhar sobre a marca - comunicação”. Projeto Maxkitchen.
Fonte: Documento cedido pela Questto|Nó.
Figura 25 – Painel semântico “Olhar sobre a marca - territórios”. Projeto Maxkitchen.
Fonte: Documento cedido pela Questto|Nó.
Figura 26 – Painel semântico “Cozinhas”. Projeto Maxkitchen.
Figura 27 – Painel semântico “Consumidor”. Projeto Maxkitchen.
Fonte: Documento cedido pela Questto|Nó.