Bakhtin era um filósofo, um pensador da linguagem e da literatura, que buscava desvendar os significados do ser e da atividade humana. Para este pensador, a “filosofia parece que junta, monta, reúne novamente o mundo, recuperando a significação perdida do ser, e traça a solução das questões principais do seu tempo.” (BOUKHARAEVA, 1997, p. 6) A filosofia, portanto, oferece uma rede de princípios e de abordagens para solucionar as diversas questões inerentes à atividade humana, superando seu caráter fragmentador.
Bakhtin interagia com diferentes teorias e tradições filosóficas, entretanto, partindo dos seus interesses teóricos criou sua própria concepção filosófica. “O estilo de filosofar de Bakhtin, em primeiro lugar, é um estilo dialógico.” (BOUKHARAEVA, 1997, p. 31)
A filosofia da linguagem de Bakhtin desencadeia-se gradativamente no conceito principal – o diálogo. O diálogo não é simplesmente um dos conceitos, até centrais, elaborados pelo filósofo. O diálogo é o paradigma único e autêntico de toda a criação bakhtiniana, seu início e seu pináculo. O que Bakhtin deu ao mundo é o diálogo. (BOUKHARAEVA, 1997, p. 29)
A fim de representar teoricamente esse amplo universo da atividade humana, Bakhtin construiu novos conceitos, sendo os principais: o diálogo, a polifonia e o carnaval. Esses conceitos, apesar de serem antigos, representam
Mikhail Mikhailovich Bakhtin
perfeitamente a situação intelectual atual, pois o discurso investigador desse filósofo torna-o original e contemporâneo.
O principal conceito de Bakhtin, do qual emerge sua teoria filosófica, é a concepção de dialogismo, que
se sustenta na noção de vozes que se enfrentam em um mesmo enunciado e que representam os diferentes elementos históricos, sociais e linguísticos que atravessam a enunciação. Assim, as vozes são sempre vozes sociais que manifestam as consciências valorativas que reagem a, isto é, que compreendem ativamente os enunciados. (ZOPPI-FONTANA, 1997, p. 118)
Em toda a obra de Bakhtin está representada a essência vital do diálogo entre o “eu” e o “outro”, princípio no qual estão manifestos o seu estilo e método de pesquisar. Pondera que durante a pesquisa, é conversando com diferentes autores sobre o assunto que se dá a criação de novos conhecimentos. “O paradigma de toda a criação intelectual de Bakhtin é o diálogo. O diálogo bakhtiniano tem grande potencial heurístico, mormente na situação atual do conhecimento científico e do conhecimento cultural em geral.” (BOUKHARAEVA, 1997, p. 9)
Para Bakhtin, o que foi dito merece ser ouvido, ou seja, a relação com o “outro” é a base de toda a teoria bakhtiniana, na qual o diálogo surge como um jogo de opiniões, convidando todos a participar.
O diálogo é o ideal comunicativo, é um encontro de posições, argumentações e diferentes pontos de vista, de verdades individuais que devem ser igualmente respeitadas, de modo que não existe um resultado final no diálogo, uma verdade definitiva, mas uma integralidade da ideia em constituição, pois seu resultado é sempre temporário. Nesse sentido, o diálogo é uma realização prática, uma dinâmica sempre em movimento. (BOUKHARAEVA, 1997)
Na perspectiva bakthiniana, analisar o modo pelo qual os discursos são delineados pelos sujeitos, pelas diferentes vozes sociais, é também analisar a linguagem. A concepção
de linguagem de Bakhtin compreende todo o complexo processo de negociações dialógicas cotidianas, de forma que, “a função central da linguagem não é a expressão, mas a comunicação.” (BAKHTIN, 1992, p. 123) Bakhtin, portanto, concebe a linguagem como sendo algo inacabado, que está em constante construção em meio ao dinâmico contexto social. Consequentemente,
para Bakhtin, o ser humano é um ser inacabado, pois o inacabamento “é característica do eterno devir humano” (CASTRO, 1996, p. 93), do mesmo modo, a linguagem acompanha seus falantes.
Natureza dialógica da consciência, natureza dialógica da própria vida humana. A única forma adequada de expressão verbal da autêntica vida do homem é o diálogo inconcluso. A vida é dialógica por natureza. Viver significa participar do diálogo: interrogar, ouvir, responder, concordar, etc. Nesse diálogo o homem participa inteiro e com toda a vida: com os olhos, os lábios, as mãos, a alma, o espírito, todo o corpo, os atos. (BAKHTIN, 2003, p. 348)
Dessa forma, a linguagem revela-se como um processo dialético, uma vez que está presente na constituição de todas as dimensões da estrutura social, e que, por sua vez, moldam e caracterizam as pessoas que a compõem.
A linguagem, para Bakhtin, não é um sistema acabado, mas um contínuo vir a ser. [...] As pessoas não “aceitam” uma língua; em vez disso, é através da linguagem que elas se
“Nem os sentidos do passado, isto é, nascidos no diálogo dos séculos passados, podem jamais ser estáveis (concluídos, acabados de uma vez por todas): eles sempre irão mudar (renovando-se) no processo de desenvolvimento subsequente, futuro do diálogo. Em qualquer momento do desenvolvimento do diálogo existem massas imensas e ilimitadas de sentidos esquecidos, mas em determinados momentos do sucessivo desenvolvimento do diálogo, em seu curso, tais sentidos serão relembrados e reviverão em forma renovada (em novo contexto). Não existe nada absolutamente morto: cada sentido terá sua festa de renovação. Questão do grande tempo.” (BAKHTIN, 2003, p. 410)
tornam conscientes e começam a agir sobre o mundo, com e contra os outros. (STAM, 2000, p. 32)
As práticas discursivas, desse modo, vão configurando-se dinamicamente ao longo das relações estabelecidas e essas mudanças discursivas também agem sobre os sujeitos e suas identidades sociais, provocando transformações na constituição das identidades do “eu” e do “outro”.
A linguagem é inerentemente dialógica, sendo o diálogo caracterizado por qualquer tipo de interação verbal, de diferentes naturezas. No sentido bakhtiniano, a linguagem emerge de interações entre interlocutores concretos e situados em um espaço político e social historicamente determinado, sendo a palavra
o produto da interação do locutor e do ouvinte. Toda palavra
serve de expressão a um em relação ao outro. Através da palavra, defino-me em relação ao outro, isto é, em última análise, em relação à coletividade. A palavra é uma espécie de ponte lançada entre mim e os outros. Se ela se apoia sobre mim numa extremidade, na outra apoia-se sobre o meu interlocutor. A palavra é o território comum do locutor e do interlocutor. (BAKHTIN, 2003, p. 113, grifos do autor)
Ao proferir sua palavra, o “sujeito que se abre ao mundo e aos outros inaugura com seu gesto a relação dialógica” (FREIRE, 1996, p. 136). Para Bakhtin, o dialogismo que rege as relações entre os sujeitos, sendo o discurso instaurado o construtor de pontes interativas entre os sujeitos. O termo discurso, então, está relacionado com “o uso de linguagem como forma de prática social e não como atividade puramente individual ou reflexo de variáveis situacionais.” (FAIRCLOUGH, 2001, p. 90)
Discurso, portanto, implica em uma ação discursiva coletiva, interação entre pessoas que agem com o “outro” e com o mundo. “O discurso é uma prática, não apenas de representação do mundo, mas de significação do mundo, constituindo e construindo o mundo em significado.” (FAIRCLOUGH,
2001, p. 91) Essa interação entre os sujeitos engendra a interdiscursividade, pois “qualquer prática discursiva é definida por suas relações com outras e recorre a outras de forma complexa.” (Idem, p. 81) Os discursos também são construídos intertextualmente, o que traz historicidade às práticas discursivas, uma vez que abre possibilidades para a interação entre textos do passado e do presente. “Na linguagem e através dela o conhecimento e o tempo dos homens ganham uma dimensão sempre renovada.” (SOUZA, 1996, p. 192)
Para Bakhtin (1998), cada palavra ao ser pronunciada evoca um contexto ou contextos nos quais viveu, mas ela também se atualiza no presente em que foi dita, pois a linguagem não ocorre em um vazio temporal, “mas numa situação histórica e social concreta no momento e no lugar da atualização do enunciado. Assim sendo, ‘o significado da palavra está também ligado à história através do ato único de sua realização’... (Bakhtin).” (BRAIT, 1997, p. 95)
As teorias de Bakhtin, portanto, permitem-nos conceber o dialogismo como algo inerente ao mundo em que vivemos e a todas as suas épocas. No entanto, Bakhtin não está comprometido especificamente com teorias da linguagem, mas com uma nova visão de mundo.
A prática do diálogo já fora exercitada por Bakhtin desde o início de sua produção intelectual, quando estudiosos aproximavam-se criando círculos de amizade e de troca de ideias. Foram essas interações dialógicas que possibilitaram a socialização de experiências e, assim, o desenvolvimento de inúmeros estudos científicos e filosóficos. O diálogo traduz uma ação criativa, na qual uma ideia originária desenvolve-se e adquire outro significado, outra importância. E foi com base na concepção de dialogismo que Bakhtin desenvolveu um de seus estudos mais importantes, sua teoria do romance.
As reflexões sobre o romance de Dostoievski desembocam na conclusão de que o romance é uma realidade peculiar. O romance não é o reflexo literário da vida, mas é a própria vida. O romance não pertence só ao mundo artístico, mas pertence à realidade histórica viva. O romance é parte orgânica do ser- evento. Esta interpretação do romance de Dostoievski, Bakhtin
Muitas vezes os termos dialogismo e polifonia são tomados como sinônimos. Porém, como explicitado ao longo deste trabalho, diferenciaremos esses dois termos centrais da teoria de Bakhtin: “Pode-se dizer que o diálogo é a condição da linguagem e do discurso, mas há textos polifônicos e monofônicos, conforme variem as estratégias discursivas empregadas. Nos textos polifônicos, os diálogos entre discursos mostram-se, deixam-se ver ou entrever; nos textos monofônicos eles se ocultam sob a aparência de um discurso único, de uma única voz [....]. Nos textos polifônicos escutam-se várias vozes, nos monofônicos uma apenas, pois as demais são abafadas.” (BARROS, 1996, p. 36)
a extrapolou para o romance como gênero. Aqui toma sua origem a ideia atual sobre o romance como algo inacabado e aberto. (BOUKHARAEVA, 1997, p. 35)
No romance bakhtiniano há uma heterogeneidade de discursos, ele é multíssono. Bakhtin afirma que se trata “não de uma linguagem, mas de um diálogo de linguagens.” (BAKHTIN, 1998, p. 101) Dessa forma, Bakhtin avança sobre o conceito de dialogismo como modelo de linguagem, elaborando a concepção de polifonia.
Bakhtin caracteriza a polifonia como a “multiplicidade de vozes e consciências independentes e distintas que representam pontos de vista sobre o mundo” (BAKHTIN, 1981, p. 32). A polifonia representa a possibilidade de várias vozes instaurarem-se e deixarem-se fazer ouvir ao longo da narrativa. Segundo Bakhtin, um discurso é polifônico quando há múltiplas e diferentes vozes que dialogam no mesmo lugar.
Polifonia também retrata uma característica do texto, aquele em que o diálogo deixa-se ver, em que são percebidas as muitas vozes. O texto, desse modo, apresenta-se como um tecido de múltiplas vozes, de discursos que se entrecruzam. Bakhtin foi um dos primeiros estudiosos a deixar de olhar o recorte estático dos textos e passar a observar uma estrutura textual que constantemente (re)elabora-se nas interações dialógicas.
Os discursos que constituem a história também são polifônicos, pois são formados por diferentes pontos de vista, até mesmo por contradições e incoerências. Por exemplo, nos textos sobre a colonização do Brasil temos duas vozes distintas, a dos dominadores e a dos dominados, que pronunciam
discursos interligados entre si sobre um mesmo acontecimento, tecendo uma narrativa polifônica.
A multiplicidade de vozes que dialogam na polifonia bakhtiniana também abre espaço para
um processo de transmutação e de eterno inacabamento dos sujeitos, oferecendo oportunidade para que possam reviver,
subvertendo e
ressignificando os papéis de dominadores e dominados, em um grande baile carnavalesco.
“O carnaval é exatamente o conceito-chave para entender o desenvolvimento da ideia de Bakhtin sobre diálogo. O carnaval é aquela forma artística, usada por Rebelais, que mantém a vida.” (BOUKHARAEVA, 1997, p. 38) O conceito de Carnaval foi amplamente analisado e desenvolvido por Bakhtin em sua obra A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. “Bakhtin analisa: o carnaval é um fragmento da forma cultural maior. Esta forma é o mundo festivo popular. [...] O herói deste romance é o coletivo, é um coro popular rindo.” (Idem) O carnaval é visto nos estudos bakhtinianos como um momento de festividade, no qual a espontaneidade e a naturalidade predominam.
O carnaval é a vida acima de convenções oficialmente reconhecidas como normas e regras na sociedade, acima dos valores vigentes. O carnaval é arrebatamento pelo ser, êxtase do ser. Dessa forma o carnaval, que dá vida ao romance, aparece nele como a apoteose e o término lógico da tendência dialógica. De fato Bakhtin, que elogia o carnaval, mostra o naufrágio do indivíduo na espontaneidade carnavalesca. (BOUKHARAEVA, 1997, p. 38-39)
O filme “Caramuru: a invenção do Brasil” narra a
história do descobrimento do Brasil, não apenas na
voz dos conquistadores, trazendo paralelamente o ponto de vista também dos
conquistados. Nessa empreitada, é utilizada uma
heterogeneidade de gêneros discursivos para
tecer uma narrativa polifônica.
O carnaval na concepção bakhtiniana não é um fenômeno simples e de sentido único, pelo contrário, esse conceito reúne uma heterogeneidade de fenômenos locais que ocorrem de forma simultânea. É por meio do carnaval que acontece a metamorfose do mundo, a mudança para um novo mundo através do ponto de vista popular.
Ofereciam uma visão do mundo, do homem e das relações humanas totalmente diferente, deliberadamente não-oficial, exterior à Igreja e ao Estado; pareciam ter construído, ao lado do mundo oficial, um segundo mundo e uma segunda vida aos quais os homens da Idade Média pertenciam em maior ou menor proporção, e nos quais viviam em ocasiões determinadas. (BAKHTIN, 1999, p. 5)
Ao ser considerado como uma espécie de liberação temporária da verdade dominante, das relações hierárquicas e da alienação, o carnaval tornava-se “a segunda vida do povo, baseada no princípio do riso. É a sua vida festiva. [...] As festividades tiveram sempre um conteúdo essencial, um sentido profundo, exprimiam sempre uma concepção de mundo.” (BAKHTIN, 1999, p. 7) Nesse momento, o homem tornava-se a si mesmo, derrubando as barreiras da desigualdade que existiam, sentindo-se um ser humano entre seus semelhantes.
O carnaval (repetimos, na sua acepção mais ampla) liberava a consciência do domínio da concepção oficial, permitia lançar um olhar novo sobre o mundo; um olhar destituído de medo, de piedade, perfeitamente crítico, mas ao mesmo tempo positivo e não niilista, pois descobria o princípio material e generoso do mundo, o devir e a mudança, a força invencível e o triunfo eterno do povo, a imortalidade do povo. Tal era o poderoso apoio que permitia atacar o século gótico e colocar os fundamentos da nova concepção de mundo. É isso que nós entendemos como carnavalização do mundo, isto é, a libertação total da seriedade gótica, a fim de abrir o caminho a uma seriedade nova, livre e lúcida. (BAKHTIN, 1999, p. 239)
O mundo, durante o carnaval, entra em um estado peculiar, é o momento do seu renascimento e da sua renovação, no qual cada indivíduo participa ativamente. O espetáculo é realizado na praça pública, onde o palco é a própria vida, por isso não há espectadores, todos são participantes. O homem apresenta-se em estado alegórico, o que, para Bakhtin, tem um importante significado para a formação de identidades.
O carnaval representa a forma como o sujeito significa a experiência do outro. “A pessoa em particular desaparece no meio carnavalesco. A multidão carnavalesca adquire traços personificados: ela mesma, constituída do povo, é pessoa única e sólida.” (BOUKHARAEVA, 1997, p. 38)
O indivíduo, ao participar das festividades de carnaval, passa a sentir-se “parte indissolúvel da coletividade, membro do grande corpo popular. Nesse todo, o corpo individual cessa, até um certo ponto, de ser ele mesmo: pode-se, por assim dizer, trocar mutuamente de corpo, renovar-se.” (BAKHTIN, 1999, p. 222) Essa transfiguração, pela qual passavam os sujeitos durante o carnaval, era realizada por meio das fantasias e máscaras que utilizavam.
O motivo da máscara é mais importante ainda. É o motivo mais complexo, mais carregado de sentido da cultura popular. A máscara traduz a alegria das alternâncias e das reencarnações, a alegre relatividade, a alegre negação da identidade e do sentido único, a negação da coincidência estúpida consigo mesmo; a máscara é a expressão das transferências, das metamorfoses, das violações das fronteiras naturais, da ridicularizarão, dos apelidos; a máscara encarna o princípio do jogo da vida, está baseada numa peculiar inter- relação da realidade e da imagem, característica das formas mais antigas dos ritos e espetáculos. O complexo simbolismo da máscara é inesgotável. (BAKHTIN, 1999, p. 35)
Como oportunidade de experimentar uma “verdade” que para si parece inalcançável, o carnaval constitui-se a partir de contrastes, de jogos de oposição. Durante as festividades, são derrubadas as barreiras hierárquicas,
ideológicas e sociais entre as pessoas, projetando-se uma liberdade na qual há a ausência de deveres e de obrigações.
Essa percepção carnavalesca do mundo propiciava um tipo particular de comunicação, uma linguagem de grande riqueza, uma forma de expressão dinâmica e mutável. O discurso carnavalesco é uma construção híbrida, no qual dialogam alteridades vivas. O carnaval
ilumina a ousadia da invenção, permite associar elementos heterogêneos, aproximar o que está distante, ajuda a libertar- se do ponto de vista dominante sobre o mundo, de todas as convenções e de elementos banais e habituais, comumente admitidos; permite olhar o universo com novos olhos, compreender até que ponto é relativo tudo o que existe, e portanto permite compreender a possibilidade de uma ordem totalmente diferente do mundo. (BAKHTIN, 1999, p. 30)
A visão carnavalesca incita uma releitura do mundo, pois gera grandes transformações, mesmo no domínio cientifico, já que promove o desenvolvimento de novas ideias e concepções.
Baile de máscaras e fantasias carnavalescas. Momento de vivenciar a experiência de ser um burguês.
"Vi... certo Carnaval em que alguns grupos de negros mascarados e fantasiados de velhos europeus imitavam-lhes os gestos... eram escoltados por alguns músicos, também de cor e igualmente fantasiados."
(Scene of Carnival – Jean Baptiste Debret)
É com o olhar dessas novas possibilidades que observamos o campo da educação, como uma forma flexível e holística de descobrir o novo e o inédito. “A abordagem da folia contemporânea retoma a idéia de um Carnaval plural, aberto a influências e a novas tendências tais como as novas mídias e a fragmentação pós-moderna.” (FERREIRA, 2008, p. 09)