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Banker, finansieringsforetak og kredittforetak

6. Risikovurdering

6.1 Rapporteringspliktige sektorer

6.1.1 Banker, finansieringsforetak og kredittforetak

Após a coleta e o tratamento dos dados, foram analisados os resultados preliminares quanto às revistas científicas, os países e às palavras-chave utilizadas, apresentados a seguir. O total de artigos coletados durante o período entre 1981 e 2012 foi de 16.482, utilizando-se o termo de busca “leishmania*” no título, no resumo e nas palavras-chaves. Além disso, foi feito um filtro com as palavras clinical e preclinical. Os artigos nos quais essas palavras apareciam no título ou no resumo foram retirados nesse momento por não serem relevantes ao estudo, que tinha como objetivo entender como a pesquisa e a inovação ocorrem em uma área específica. Além disso, em oito artigos o número de autores era muito elevado, chegando, em alguns casos, a mais de cem. Esses artigos foram avaliados e descartados para evitar distorção na análise da coautoria e por não apresentarem pesquisas com caráter científico, mas sim testes clínicos.

A escolha de um intervalo de 32 anos para o estudo da rede LN foi determinada pelo súbito crescimento de publicações a partir do ano de 1981 e compreende a recente década de aumento nos investimentos em pesquisa de acordo com recentes políticas públicas para pesquisa (Figura 17). De acordo com estudos sobre redes de coautoria (CLAUSET; SHALIZI; NEWMAN, 2009), observou-se também que os números anuais de novos artigos seguem uma escala da lei da potência com o número correspondente de novos autores, com ΔPublicações = 30,7 (ΔAutores) α = 0, 54 (Figura 17). O expoente α <1 significa retornos decrescentes de escala, que destaca que os novos artigos exigem cada vez maiores esforços em termos de número de cientistas no campo.

FIGURA 17. Número de publicações científicas por ano (gráfico externo). Número de publicações científicas por autor (gráfico interno)

Fonte: elaboração do autor

Legenda: número de artigos publicados por ano sobre leishmaniose no período de 1904 a 2012. O gráfico interno exibe a curva de produtividade em pesquisa na área de leshimaniose no período de 1981 a 2012 em uma escala de potência.

O número de revistas científicas que tiveram esses artigos publicados foi de 1.498, e apenas 195 dessas revistas apresentavam dez ou mais artigos. Uma análise sobre os tipos de revista foi bastante relevante, uma vez que existem revistas presentes durante todo o período pesquisado, e outras apenas em períodos específicos. Acredita-se que uma análise nesses moldes deve ser realizada, levando-se em consideração a temporalidade e a utilização das palavras-chave, que podem demonstrar, ou não, um caráter inovador. No entanto, esse estudo não foi efetivado neste trabalho.

As dez primeiras revistas mais representativas no que diz respeito ao número de publicações são: Molecular and Biochemical Parasitology, com 612 publicações e avaliação WebQualis variando entre B1 e A2 para as áreas de Ciências Biológicas e Saúde Coletiva respectivamente; Transactions of The Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, com 543 publicações e avaliação WebQualis variando entre B2, B1 e A2 para as áreas de Ciências Biológicas, Medicina e Saúde Coletiva respectivamente; Infection and Immunity, com 383 publicações e avaliação WebQualis entre A2 e A1 para Ciências Biológicas e Medicina;

Journal of Immunology, com 380 publicações e WebQualis variando de C1 para Ciências

Biológicas e A1 para Medicina, com o fator relevante de que existem diversas revistas com o título similar mas por país; The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, com

379 publicações e extrato WebQualis B1 para Química e A2 para Engenharias; Memórias do

Instituto Oswaldo Cruz, com 363 publicações e extrato WebQualis variando entre B2 e A1

em diversas áreas da saúde. Essa revista tem um fator importante na pesquisa por ser brasileira, revelando a relevância desse tópico para o país, que é um dos principais atores nessa área; The Journal of Biological Chemistry, com 298 artigos e extrato WebQualis variando entre A2 e A1 em diversas áreas biomédicas; Experimental Parasitology, com 294 publicações e extrato WebQualis B1; Annals of Tropical Medicine and Parasitology, com 249 publicações e extrato WebQualis B2; e por último, na lista das dez revistas com maior número de publicações, Acta Tropical, com 184 publicações sobre leishmaniose e extrato WebQualis entre B2 e A1 para Ciências Biológicas e Medicina respectivamente. Essas revistas mantiveram um alto número de publicações durante todo o período estudado.

A Tabela 1 apresenta uma lista com as 120 revistas com maior número de publicações na área; ressalte-se que todas tiveram mais de trinta publicações durante os 32 anos analisados.

TABELA 1. Revistas científicas com maior número de publicações sobre leishmaniose

1 - Molecular and Biochemical Parasitology 61 - Bulletin de la Societe de Pathologie Exotique (1990) 2 - Transactions of The Royal Society of Tr Md Hy 62 - Brazilian Journal of Medical and Biological Research 3 - The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene 63 - Planta Médica

4 - Experimental Parasitology 64 - Emerging Infectious Diseases

5 - Memórias do Instituto Oswaldo Cruz 65 - Medecine Tropicale: Revue du Corps dd Sante Colonial

6 - Journal of Immunology 66 - Revista De Saúde Pública

7 - Infection and Immunity 67 - Gene

8 - Annals of Tropical Medicine and Parasitology 68 - Journal of Natural Products 9 - The Journal of Biological Chemistry 69 - The British Journal of Dermatology

10 - Acta Tropical 70 - Parasitology International

11 - Meditsinskaia Parazitologiia I Parazitarnye Bolezni 71 - Journal of Ethnopharmacology

12 - Parasitology Research 72 - Journal of Leukocyte Biology

13 - Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 73 - Bulletin of the World Health Organization

14 - Parasitology 74 - Hospital (Rio de Janeiro, Brazil)

15 - Antimicrobial Agents and Chemotherapy 75 - Scandinavian Journal of Immunology 16 - The Journal of Parasitology 76 - European Journal of Biochemistry/Febs

17 - Plos Neglected Tropical Diseases 77 - Biomedica: Revista del Instituto Nacional de Salud 18 - International Journal for Parasitology 78 - The Journal of Eukaryotic Microbiology

19 - European Journal of Immunology 79 - Plos Pathogens

20 - Veterinary Parasitology 80 - Molecular and Cellular Biology 21 - Journal of The Egyptian Society Of Parasitology 81 - Immunology

22 - Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo 82 - Eukaryotic Cell

23 - Parasite Immunology 83 - Archives of Dermatology

24 - The Journal of Infectious Diseases 84 - The Journal of Tropical Medicine and Hygiene

25 - Pnas of Usa 85 - Nature

26 - Plos One 86 - Cellular Microbiology

27 - Journal of Medical Entomology 87 - Advances in Experimental Medicine and Biology

28 - Vaccine 88 - The Journal of Communicable Diseases

29 - The Journal of Experimental Medicine 89 - Journal of Cell Science 30 - International Journal of Dermatology 90 - Immunology Letters 31 - Clinical and Experimental Immunology 91 - Journal of Vector Ecology 32 - The Journal of Protozoology 92 - Fems Microbiology Letters

33 - Nucleic Acids Research 93 - Biochemistry

34 - Parasitology Today 94 - The Veterinary Record

35 - Bulletin de la Societe de Pathologie Exotique et de Ses Filiales 95 - The Embo Journal 36 - Journal of Clinical Microbiology 96 - Biochemical Pharmacology 37 - Biochimica et Biophysica Acta 97 - Parazitologiia

38 - The Biochemical Journal 98 - Molecular and Cellular Biochemistry

39 - Trends in Parasitology 99 - Journal of the American Academy of Dermatology

40 - Parasites & Vectors 100 - Journal of Molecular Epidemiology and Evol Genetic Diseases 41 - Medical and Veterinary Entomology 101 - Archives de L'institut Pasteur de Tunis

42 - Clinical Infectious Diseases 102 - Enfermedades Infecciosas Y Microbiologia Clinica 43 - Bioorganic & Medicinal Chemistry 103 - BMC Genomics

44 - Biochemical and Biophysical Research Communications 104 - Vector Borne and Zoonotic Diseases 45 - Journal of Medicinal Chemistry 105 - The Journal of Infection

46 - The Journal of Antimicrobial Chemotherapy 106 - Medical Microbiology and Immunology 47 - Tropical Medicine & International Health: Tm & Ih 107 - Journal of Vector Borne Diseases 48 - Microbes and Infection/Institut Pasteur 108 - Febs Letters

49 - European Journal of Medicinal Chemistry 109 - Aids (London, England)

50 - Molecular Microbiology 110 - Veterinary Immunology and Immunopathology 51 - Annales de Parasitologie Humaine et Comparee 111 - Cellular Immunology

52 - Cadernos de Saúde Pública 112 - Vestnik Dermatologii I Venerologii

53 - Parassitologia 113 - Presse Medicale (Paris, France, 1983)

54 - Parasite (Paris, France) 114 - Phytotherapy Research: Ptr 55 - Chinese Journal of Parasitology & Parasitic Diseases 115 - Phytochemistry

56 - The Indian Journal of Medical Research 116 - Zeitschrift Fur Parasitenkunde (Berlin, Germany) 57 - Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters 117 - Medicina Clínica

58 - Lancet 118 - Eastern Mediterranean Health Journal

59 - East African Medical Journal 119 - Clinical and Diagnostic Laboratory Immunology 60 - Science (New York, NY) 120 - Turkiye Parazitolojii Dergisi

Fonte: elaboração do autor

Outra análise realizada com base nos resultados bibliométricos diz respeito ao número de países representados pelos pesquisadores, com um total de 118 países. Na Figura 18 é mostrada a evolução por períodos de 21 países, tendo Brasil, Índia e Irã um crescimento acima da média no último período – 2009 a 2012. Esse é um fator fundamental para entender a mudança no processo produtivo.

FIGURA 18. Número de publicações científicas sobre leishmaniose por país, por período

Fonte: elaboração do autor

Legenda: número de artigos publicados nos últimos 32 anos por período de quatro anos para os 21 países com maior número de publicações na área de leishmaniose.

Alguns países europeus e os EUA, apesar de grande participação na pesquisa científica na área da leishmaniose, mantiveram constante o número de publicações sobre esse assunto nos últimos três ou quatro períodos (12 a 16 anos). Ao levar em consideração os locais de ocorrência da doença e suas variações, pode-se entender essa mudança como um resultado positivo, na medida em que países mais afetados pelo problema estão investindo mais em pesquisa.

Para melhor entender os motivos dessa mudança de padrão de pesquisa nos últimos anos faz-se necessário um maior aprofundamento da pesquisa, pois aqui foram levantadas apenas algumas possibilidades. O primeiro fator está relacionado ao crescimento de países como Brasil e Índia, que com o passar dos anos tiveram um maior incentivo à pesquisa, aumentando com isso a contribuição internacional. Como esses países sofrem diretamente as consequências da leishmaniose, investimentos nessa área foram necessários, o que repercutiu na produção científica.

Quanto à manutenção dos níveis de publicação nos países desenvolvidos, vários fatores podem ser levados em consideração, como, por exemplo, a recente crise econômica, que pode ter afetado a disponibilização de capital para pesquisa, ou mesmo o interesse em outras áreas de pesquisa, uma vez que as doenças negligenciadas não fazem parte dos

problemas existentes em seu território, ou até mesmo o fato de os pesquisadores que antes trabalhavam somente nos centros de pesquisa desses países terem encontrado espaço em outras regiões.

Na Figura 19 pode-se observar um mapa com todos os países e o número total de suas publicações durante os trinta anos analisados. Os países coloridos com o tom de verde mais claro possuem maior produção. Alguns países tiveram o número de produções científicas descrito no mapa para melhor compreensão dos desvios de tonalidade.

FIGURA 19. Mapa-múndi da quantidade de publicações científicas sobre leishmaniose por país

Fonte: elaboração do autor

Legenda: mapa-múndi com diferenças de tonalidade do verde mais claro para o mais escuro relacionadas ao número de publicações por país. Os países na cor vermelha não tiveram publicações registradas no período analisado. Quanto mais claro o verde, maior o número absoluto de publicações para o país.

Foram analisadas também as palavras-chave, ou MeSH, que chegaram a um total de 7.356. Destas, 2.425 foram utilizadas apenas uma vez, e 1.072, apenas duas vezes. No outro espectro verificou-se que quatro MeSH tiveram mais de 10 mil aparições, sendo elas

immunology, metabolism, animals e genetics. Um dos objetivos da pesquisa foi entender

como são produzidos novos conhecimentos científicos em uma área específica. Partiu-se do pressuposto de que os MeSH denotam o conhecimento utilizado nos respectivos trabalhos. Na Tabela 2 é apresentado o número de palavras-chave por período, o número de novas palavras naquele mesmo período comparado ao período anterior e dessas, quantas apareceram apenas uma vez naquele período.

TABELA 2. Número de MeSH por período em pesquisas sobre leishmaniose Período Número de MeSH Número de novas MeSH Novo MeSH uma única vez

1981-1984 1.272 --- --- 1985-1988 1.728 864 126 1989-1992 2.086 797 158 1993-1996 2.483 858 206 1997-2000 2.860 801 248 2001-2004 3.293 845 340 2005-2008 3.895 1.000 565 2009-2012 4.145 913 693

Fonte: elaboração do autor

Pode-se perceber que, apesar do crescimento do número de publicações, conforme apresentado na Figura 20, e consequentemente do número total de MeSH por período apresentado na Tabela 2, o número de novos MeSH não tem acompanhado a mesma proporção. Ademais, existe o agravante quanto ao aumento de palavras-chave que apareceram apenas uma única vez durante um período de quatro anos, o que pode demonstrar sua baixa relevância.

Um melhor entendimento sobre a utilização dos MeSH só pode ocorrer com o acompanhamento de um especialista na área, o qual opinará sobre a relevância ou não de certas palavras, tanto as muito utilizadas, como imunology, como aquelas que aparecem apenas uma vez durante certo período.

Outro elemento importante nessa análise é a forma como os MeSH são organizadas de forma hierárquica. O padrão de organização definido pela NLM faz com que palavras (conceitos) mais abrangentes fiquem no topo da lista, e assuntos mais específicos sejam colocados em um nível hierárquico inferior. Uma vez que uma palavra de um nível menor é utilizada, seus antecessores também são utilizados para representar aquele artigo. Isso explica o motivo pelo qual palavras como immunology chegam a aparecer mais de 10 mil vezes em um universo de 16.482 artigos.