5. ANLEGG OG VEDLIKEHOLD AV OVERBYGNINGEN
5.5. Ballastering
PENSAMENTO FREIREANO: O QUE DIZEM AS PROFESSORAS
Ressaltamos que as categorias freireanas que nortearam este trabalho foram elencadas a partir do estudo das obras de Freire, obras que são citadas nas referências. Neste sentido, a partir dessas categorias, analisamos a visão das professoras da rede municipal de ensino acerca das políticas de formação continuada da rede municipal de ensino de João Pessoa.
As 13 professoras que responderam ao questionário destacaram que estão participando de formação continuada. Entre os cursos de formação continuada dos quais participaram ou participam destacaram: Profa, Pro-letramento, Proinfo, Pnaic, Cordel e Projeto Acelerando o saber. Quanto à forma de inscrição nos cursos, destacaram que realizam inscrição no site da prefeitura e na Plataforma Nacional citando também o e-mail do Cecapro.
Com relação a como se dá a formação na rede, uma professora relatou que os encontros são quinzenais, cinco relataram que se dá uma vez por mês referindo-se à formação continuada do Pnaic, duas responderam que acontecia no segundo semestre, o que nos leva a inferir que se referem à formação que se dá através de licitação, na qual a instituição de ensino superior pública e privada que vence o processo licitatório oferece a formação continuada, uma não respondeu, uma destacou que a formação se dá de forma presencial e semipresencial e outra que ocorre mensalmente. Entretanto, destacamos a seguir o relato de duas professoras que nos chamou atenção:
Aulas puramente teóricas (P3E2).
A Sedec estabelece os temas a serem trabalhados pelos formadores, elabora o calendário com os encontros que podem ser quinzenais ou mensais, divulga o período de inscrições e estabelece uma premiação (escola nota 10) para as escolas que tiverem 100% de frequência. Neste prêmio há outros pré- requisitos, mas a frequência na formação continuada é o de maior peso (P1E4).
Percebemos, na fala da professora P3E2, certa insatisfação com a formação ofertada quando se refere à formação como puramente teórica, uma vez que, de acordo com um dos gestores da Sedec/JP, uma das exigências com relação à forma de oferta da formação seriam
os seminários, tendo em vista o grau de insatisfação apontado pelos/as professores/as quanto à formação tradicional desenvolvida pelas universidades.
Embora esteja presente esta reivindicação na fala de uma única professora, essa afirmação nos leva a inferir que há lacunas quando se trata da relação teoria e prática na formação continuada de professores/as na rede municipal de João Pessoa. Mesmo que a rede tenha envidado esforços de realizar uma leitura da realidade das escolas, previamente a oferta de cursos de formação continuada, destacada na fala dos gestores da Sedec/JP, é necessário considerar como propõe Freire (1991) a relação de interação que devem ter teoria e prática, destacando ainda que:
[...] não há para mim como superestimar ou subestimar uma ou outra. Não há como reduzir uma à outra. Uma implica a outra, em necessária, contraditória e processual relação. Em si mesma, imersa na recusa à reflexão teórica, a prática, apesar de sua importância, não é suficiente para oferecer-me um saber que alcance a raison d’etre das relações entre os objetos. A prática não é a teoria de si mesma. Mas sem ela, a teoria corre o risco de perder o “tempo” de aferir sua própria validade como também a possibilidade de refazer-se. No fundo teoria e prática em suas relações se precisam e se completam. Neste sentido, há sempre embutida na prática, uma certa teoria escondida, como há, num projeto teórico nascendo não de uma prática concreta, a prática futura que avaliará a hipótese teórica (FREIRE, 1991, p. 106).
Em consonância com o que propõe Freire no trecho supracitado, entendemos que a formação não deve ter como fundamento apenas ofertar aos/as professores/as apenas a teoria buscando complementar a formação inicial, ou centrar-se na prática, oferecendo modelos de práticas consideradas ideais, mas considerar a relevância tanto da teoria quanto da prática em uma relação de unidade de uma para com a outra.
Outro ponto que nos chamou atenção quando as professoras responderam como se dá a formação na rede, foi o fato de a formação continuada estar atrelada a uma premiação, como destacou a P1E, citando o prêmio Escola Nota 10 que também foi citado por um dos gestores entrevistados, que vê o prêmio como uma forma de motivar a participação na formação continuada.
Compreendemos a relevância da formação continuada para todo e qualquer profissional da educação como um direito e um dever a ser cumprido, independente de premiação, entendendo-se que a educação como nos alerta Freire (2001) é um processo permanente no qual o ser humano está em constante aprendizado, sendo a educação uma necessidade inerente a todos os sujeitos.
Entendemos ainda consoante com o que propõe Freire em Pedagogia da Autonomia (1996) que ensinar exige comprometimento, uma vez que ensinar não se constitui como um ato neutro, mas extremamente político, devendo se pautar no compromisso, na seriedade e na responsabilidade. Acrescentamos ainda que formar-se permanentemente deve ser um compromisso a ser feito independente de prêmio, mas um compromisso necessário à prática educativa.
A maioria das professoras afirmaram que os cursos de formação continuada ofertados pela rede municipal tomam como base a leitura da realidade das escolas. Entretanto, não destacaram como este levantamento ocorre.
Compreendemos que fazer este levantamento, da realidade da prática educativa e dos temas que necessitam ser incluídos na formação, caracteriza-se como um aspecto positivo da rede municipal de João Pessoa na construção das políticas de formação continuada aproximando-se do pensamento de Paulo Freire no tocante à formação permanente de educadores/as.
Para Freire (2009), não se pode separar o contexto concreto do contexto teórico, não há como pensar em formação permanente separando teoria e prática. Deste modo, o pensar sobre o fazer implica necessariamente uma teoria o que não significa dizer que a teoria se sobrepõe à prática, mas que estas devem estar intrinsecamente relacionadas, ou seja, não há teoria que não parta de uma realidade concreta, de um saber vivenciado.
Tomar como base a leitura da realidade na construção das políticas de formação continuada na rede municipal de João Pessoa, indica que há um compromisso em considerar a realidade na qual estão inseridas as professoras, uma tentativa de identificar as dificuldades por elas enfrentadas na prática cotidiana.
Entretanto, realizar o levantamento das necessidades reais das escolas para a construção das políticas de formação continuada de professores não significa dizer que há um atendimento integral dessas demandas, ou que essa formação contribua para a reflexão crítica da prática.
Quando questionadas sobre a importância dos cursos de formação continuada para a prática docente a maioria das professoras respondeu que esses cursos além de proporcionar articulação prática, contribuem no trabalho coletivo da escola, bem como é uma forma de atualização pedagógica, ressaltando ainda que:
O curso de formação de prevenção ao uso de drogas foi muito bom, me deu suporte para trabalhar em sala de aula (P1E1).
É importante porque discute novas práticas para compreensão do ensino da linguagem e da matemática nos anos iniciais (P2E1).
O PNAIC só veio para acrescentar na teoria e prática (P3E1).
A formação continuada oferecida obrigatoriamente pela prefeitura, não contribui em nada. Mas, as específicas sim (P6E1).
Teria importância se os cursos correspondessem as nossas necessidades (P3E2).
Ampliar o conhecimento para a prática pedagógica, partilha e discussões de ideias com as colegas (P1E3).
Como podemos verificar nos relatos supracitados, duas professoras apresentam opiniões diferentes acerca da formação continuada para sua prática docente, a professora P6E1 ao se referir à formação continuada oferecida de forma obrigatória pela prefeitura se refere à formação que é ofertada no segundo semestre do ano; quando fala que as formações específicas contribuem, está se referindo às formações que ocorrem ao longo do ano como podemos citar o curso de formação continuada Justiça Restaurativa. Já a Professora P3E2, relata que os cursos não atendem às suas necessidades, o que nos leva a ressaltar a relevância de realizar o levantamento das necessidades reais das escolas como prioridade no desenvolvimento de políticas de formação continuada, buscando detectar quais as dificuldades e temas a serem contemplados nas formações.
Neste sentido, oito professoras consideram a formação da rede municipal contextualizada com a leitura da realidade, buscando refletir a realidade de forma crítica, uma das professoras não respondeu a questão e cinco professoras destacaram que a formação è
descontextualizada, desconectada da realidade. A professora P1E1 destacou ainda: “É uma
formação fragmentada que acontece de forma esporádica pela rede municipal de educação. Precisa melhorar, oferecer oficinas de leitura e escrita que ainda é muito enfrentado nas salas
de aula”.
A partir da fala da P1E1 é possível identificar que ainda há um distanciamento das políticas de formação continuada da rede municipal de ensino no atendimento às necessidades das professoras, bem como é possível perceber uma certa insatisfação pela forma como essa formação acontece quando a professora sugere que sejam ofertadas oficinas.
Quando indagadas se consideravam a formação um processo permanente, 11 professoras responderam que sim, uma respondeu que não e uma professora optou por não responder a questão. Todavia, algumas justificaram a resposta destacando:
Este ano ainda não tivemos (P1E1).
Porque assim como toda ciência, a educação também vem fazendo novas descobertas nos diversos campos ou áreas, e o professor precisa estar
atualizado a fim de melhorar a sua prática e ressignificar o ensino- aprendizagem (P2E1).
Todo profissional deve estar atualizado na sua área de atuação e o professor como mediador do processo pedagógico vive constantes mudanças ocorridas no espaço da aprendizagem (P4E1).
É mais necessária, mas está apresentando inúmeras dificuldades da forma como está sendo feita (P5E1).
Aprender sempre para contribuir sempre (P6E1). O educador precisa se reciclar (P3E2).
Importante sempre se atualizar com relação ao conhecimento (P1E3).
Na fala da professora P1E1, percebemos que a formação permanente é entendida no sentido de continuidade, o que demonstra que não há nas políticas de formação continuada da rede municipal de João Pessoa a presença da formação permanente na perspectiva freireana confirmada na fala dos sujeitos pesquisados, uma vez que na fala dos gestores entrevistados a formação permanente também teve o mesmo significado de políticas que são feitas continuamente.
As respostas das professoras apontam ainda que há um entendimento da formação como atualização e reciclagem, demonstrando mais uma vez que a formação não é vista como promotora da reflexão crítica sobre a prática, mas como um momento de oferecer instruções sobre a prática. Ao analisarmos de forma atenta a fala das professoras é possível verificar que as expectativas com relação à formação estão centradas em receber algum modelo que possa ajudá-las a conduzir a prática educativa.
Quanto à utilização dos pressupostos freireanos na prática docente, 11 professoras relataram fazer uso, uma respondeu que não utilizava e uma professora não respondeu a questão. Destacamos a seguir a fala das professoras que fazem uso dos pressupostos freireanos, justificando em quais momentos esses pressupostos se fazem presentes:
No momento em que estou sempre em busca de formação reflexiva (P1E1). Na alfabetização acontece sempre (P3E1).
Em momentos de reflexão que leve o educando a ser ator do processo de aprendizagem (P4E1).
Não há como não utilizá-los, visto que todos os materiais usados nas formações abordam Paulo Freire além de livros de estudos trabalhos e pós- graduações (P5E1).
No momento de construção de ideias ou de conclusão de assuntos (P6E1). Quando procuro fazer a relação entre a realidade dos alunos com os conteúdos abordados na sala de aula (P1E2).
Gosto muito de trabalhar partindo da realidade da minha turma (P3E2). No uso dos módulos que tem como prioridade a liberdade do aluno se expressar (P1E3).
No planejamento das minhas aulas, na abertura em sala no momento de discussão dos temas emergentes que têm sempre um viés para a promoção da cidadania e da participação (P1E4).
Conforme mostra a fala da professora P5E1, reafirma-se que há a presença de referencial freireano nos cursos de formação da rede municipal de João Pessoa. A fala das professoras referenda ainda a preocupação com a realidade dos alunos e com o estímulo à cidadania e à participação como destacou a P1E4.
Para Freire (1996), um dos saberes necessários à prática educativa é o respeito aos saberes dos educandos, saberes estes que devem ser incluídos e considerados como motivadores das discussões, uma vez que não há como separar a escola dos problemas que afetam a realidade.
A reflexão também é destacada na fala da P1E1, quando ressalta que está sempre em busca de uma formação reflexiva. Entretanto, não se pode afirmar que as professoras reflitam criticamente sobre suas práticas, ou que exista a presença da práxis na perspectiva freireana, que se traduz na ação-reflexão-ação, nas políticas de formação continuada da rede municipal de João Pessoa, uma vez que para Freire (1987) não se separa a reflexão da ação. A reflexão e a ação não são processos que ocorrem de forma isolada, mas se dão quase que ao mesmo tempo.
A reflexão crítica sobre a prática além de estar presente na perspectiva freireana, principalmente quando se fala em formação permanente de educadores/as, passa a ser uma exigência para a formação continuada expressa na Resolução N° 2, de 1 de julho de 2015, que define as Diretrizes Curriculares Para a Formação Inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para Formação Continuada, destacando em seu Artigo 5º:
A formação de profissionais do magistério deve assegurar a base comum nacional, pautada pela concepção de educação como processo emancipatório e permanente, bem como pelo reconhecimento da especificidade do trabalho docente, que conduz a práxis como expressão da articulação entre teoria e prática e à exigência de que se leve em conta a realidade dos ambientes das instituições educativas da educação básica e da profissão [...] (BRASIL, 2015, p. 6).
As diretrizes apresentam uma visão de formação continuada que se aproxima da perspectiva freireana de formação permanente de educadores, quando destaca que a formação continuada deve ser concebida como permanente, o que significa dizer que deve corresponder a uma formação a ser realizada ao longo da vida, a qual deve considerar o contexto no qual a
escola se insere, bem como a articulação entre a teoria e a prática presente na pedagogia de Paulo Freire.
Quando questionamos as professoras sobre a importância de Paulo Freire para a sua formação, as repostas foram diversas, apenas três das treze professoras não responderam a questão, dez professoras relataram ser relevante a presença de Paulo Freire na formação como se verifica a seguir:
Me leva a estar sempre refletindo e buscando (P1E1).
Em todos os momentos na prática pedagógica. Na prática em sala de aula, eu vejo como foi pouca a importância da minha formação sobre Paulo Freire. Hoje busco ler e trazer sempre os ensinamentos de Paulo Freire (P3E1). Paulo Freire é a base do fazer pedagógico de todo profissional que vê o educando como ser ativo participativo e transformador da sociedade (P4 E1). Foi e é de grande relevância. São inúmeras as razões (P5E1).
Relativa, quase sempre dá para aplicar suas ideias (P6E1).
Quando estava na Universidade e conheci a Pedagogia Paulo Freire, entendi que o processo educativo pode de fato, fazer a diferença na vida das pessoas. O centro desse processo são os educandos que têm a possibilidade de aprender com prazer e autonomia, tornando a aprendizagem significativa para si e para o seu grupo social. Portanto a Pedagogia de Freire, é um referencial para minha práxis (P1E2).
Ele consegue nos transmitir segurança na nossa prática (P3E2).
A importância em saber que o conhecimento sempre será renovado, uma prática que se transforma (P1E3).
Tem relevância substancial, afinal trabalhar na EJA para promoção de atores sociais é discutir sempre os pressupostos freireanos. Seja qual for a sequência didática a ser trabalhada em sala de aula, a motivação sempre será a mudança da condição de oprimido (P1E4).
Paulo Freire tem grande relevância na minha formação enquanto educadora particularmente na EJA (Educação de Jovens e Adultos). Freire traça alguns saberes necessários para a docência: reflexão crítica da prática pedagógica, respeito à autonomia do ser educando, a necessidade do professor ser um pesquisador e exercer sua função com competência profissional e generosidade entre outros (P2E4).
A partir da fala das professoras é possível verificar que as professoras reconhecem e destacam a relevância e as contribuições de Paulo Freire para a formação de professore/as, destacando suas contribuições para a visão do educando como participativo e capaz de transformar a sociedade, de ver os educandos/as como centro no processo educativo, de considerar o conhecimento como uma prática que se transforma. É possível verificar ainda na fala das professoras como é marcante a ideia de que só é possível fazer uso da perspectiva freireana na Educação de Jovens e Adultos.
Quanto à reinvenção da Pedagogia Paulo Freire em suas práticas uma professora respondeu que não busca reinventar a Pedagogia Paulo Freire em sua prática e três
professoras não responderam a questão. Seis professoras destacaram como esse momento de reinvenção acontece:
Portanto, a ação pedagógica parte da reflexão, do que eu quero para o meu aluno (P1E1).
Com certeza. Sempre reinventando e buscando ler para aprimorar a minha conduta em sala de aula, no caso em alfabetizar (P3E1).
Sim, tomando como base seus pressupostos nas ações pedagógicas adequando a atual realidade dos educandos (P4 E1).
Não sei se reinventar, mas procuro observar que práticas e recursos possibilitam uma aprendizagem prazerosa e eficiente (P1E2).
Sim. Procuro sempre utilizar atividades que deem autonomia e façam os alunos refletirem sobre o que realizam (P1E3).
Sim, pautando a minha prática pedagógica no diálogo, na valorização da cultura do aluno, sendo este um elemento necessário para o processo de conscientização. O aluno é um ser crítico e participativo. Onde o aluno aprende a ler a realidade para em seguida poder reescrever essa realidade, transformá-la (P2E4).
A fala da professora P1E1 aponta indícios de uma educação bancária quando a professora ressalta que a ação pedagógica parte do que ela quer para o seu aluno. Ao analisar
a fala da professora podemos inferir que essa afirmação “eu quero” denota uma ação da
professora que não se fundamenta em uma relação dialógica para com seus alunos, uma vez que ela se coloca como centro do processo educativo. Neste sentido, Freire (1987, p. 33)
alerta: “Na visão bancária da educação, o “saber” é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber”.
Em comparação à fala da professora P1E1, a professora P1E3 demonstra que sua ação pedagógica considera a autonomia dos alunos e busca conduzir os alunos/as a refletirem sobre o que realizam, aproximando-se da educação problematizadora proposta por Freire que se opõe à educação bancária e antidialógica evidenciada na fala da P1E1. Deste modo, Freire (1987) ressalta:
[...] enquanto a prática bancária, como enfatizamos, implica numa espécie de anestesia, inibindo o poder criador dos educandos, a educação problematizadora, de caráter autenticamente reflexivo, implica num constante ato de desvelamento da realidade. A primeira pretende manter a imersão; a segunda pelo contrário, busca a emersão das consciências, de que resulte sua inserção crítica na realidade (FREIRE, 1987, p. 40).
A professora P2E4, por sua vez, evidencia uma prática voltada para a valorização dos saberes dos/as educandos/as, quando destaca que o aluno é um ser crítico e participativo, acreditando na sua capacidade reescrever e de transformar a realidade.
Com relação à reinvenção da Pedagogia Paulo Freire na prática das professoras, chamou atenção a fala da professora P5E1, que destacou a necessidade de reinvenção desta pedagogia como apresentamos a seguir:
Se faz necessário que assim aconteça. Há quase quatro gerações/décadas prevalecem no meio acadêmico orientações para o trabalho pedagógico sob orientação de princípios paulo-freireanos. Mudam-se governos, regimes econômicos e a sociedade, causando reflexos na práxis dos que fazem a educação. Todas as pedagogias precisam ser redefinidas e repensadas, inclusive a sugerida por Paulo Freire. Hoje já é bastante questionada sua eficiência (P5E1).
Embora, a professora destaque a necessidade de reinventar a Pedagogia Paulo Freire, percebemos em sua fala um certo grau de insatisfação quando diz que se questiona a eficiência dessa pedagogia. Percebemos, ainda, que a professora questiona a atualidade da Pedagogia Paulo Freire acreditando que esta deveria funcionar como solução para todos os problemas educacionais do país.
Reiteramos que não é objetivo da Pedagogia Paulo Freire e da formação permanente