• No results found

B1.1 VALG AV ANALYSEMETODE OG PRESENTASJONSFORM

In document NIKU Oppdragsrapport 4/2018 (19.12Mb) (sider 40-45)

A4. METODER VED ETTERARBEIDE

B1.1 VALG AV ANALYSEMETODE OG PRESENTASJONSFORM

Comunicação - verbal e não verbal: Foram muito afetuosos no olhar e postura, demonstrando carga emocional adequada à situação. Demonstraram carinho e determinação no enfrentamento de mais uma dificuldade. Quando o FILHO referiu que iriam para a casa dele, a MÃE mencionou que o amava.

Regras: flexíveis – permitem alterações diante de novas situações

Papéis: O papel de decisão deixou claramente de ser do paciente que caso não houvesse doença, tomaria à frente nas decisões. Embora a MÃE tenha acolhido a sugestão do filho, demonstrou que é quem está à frente das decisões desde que o marido está cognitivamente incapacitado, mantendo limites claros do papel de cuidado exercido subsistema conjugal (pais).

Lideranças: Mesmo com a proposta tendo partido do filho (é quem tinha algo a oferecer), a liderança foi claramente da mãe que exerce a função de organizadora.

Conflitos: ausente.

Manifestação da agressividade: ausente.

Afeição Física: adequada, com manifestação de carinho recíproco.

Individuação: identidade individual preservada apesar de priorizarem o paciente.

Integração: Muito satisfatória buscando união e demonstrando identidade grupal. Conseguiram chegar rapidamente a uma solução que fosse viável a todos. A preocupação maior foi considerar como adaptar o ambiente ao paciente que está com desorientação espacial.

CASO 2

Participantes: mãe (74 anos) e filho (15 anos) Paciente: sexo fem. Idade: 50 anos/

Diagnóstico: Acidente Vascular Cerebral (AVC) HISTÓRIA DO ADOECIMENTO

Início: A paciente apresentou cefaléia intensa antes de sair para almoçar. Embora estivesse passando mal, recusou-se a ir ao hospital. Vomitou, teve diarréia e quando foi tomar banho, aconteceu o AVC enquanto estava no banheiro. O filho chamou a ambulância. “Foi assim de repente... Eu chamei a ambulância que demorou 2 horas pra chegar, era pra demorar 1h, depois demorou 2. No dia eram 18h, estava trânsito, tava chovendo” (FILHO). “Nesse momento a minha outra filha e a minha sobrinha já estavam com ele. Ele chamou todo mundo e eu vinha vindo na pista, eu moro na praia.”(MÃE).

Diagnóstico: foi identificado prontamente assim que chegou ao Pronto Socorro. Os resultados dos exames de imagem apontavam AVC extenso e hemorrágico em hemisfério esquerdo com rompimento de artéria cerebral média esquerda.

Período de hospitalização: No hospital em que foi socorrida não havia vaga para internação e a paciente teve que ser transferida. Permaneceu internada por dois meses, sendo 12 dias na UTI. Durante o período de internação ficou algum tempo em estado grave, “Correu risco de vida, ficou entubada na UTI tava mais ou menos sedada, ela fazia só sinal, conheceu ele (referindo-se ao filho), ela não falava. No quarto ela ficou meio sedada por uma semana, aí ela começou a falar. balbuciava, falava pouco. Passadas umas 2 semanas ela começou a falar” (MÃE). “Ficou entubada com sedação, reconhecia através de gestos” (FILHO). “Ela estava tão ruim naquela fase do hospital, não sabia onde tava, não sabia quem era (MÃE).

Sintomas: Apresentou seqüelas motoras: paralisia em hemicorpo direito“ ficou paralisada, completamente paralisada” (MÃE); cognitivas: memória, linguagem; sensoriais: visão – “Ela diz que via as coisas de ponta cabeça” (MÃE). E comportamentais: “Ficou muito brava, não queria remédio nem comida, achava tudo ruim. Começou a tomar anti-depressivo e melhorou”(FILHO). Apresentou perda de controle esfincteriano e teve que usar frauda que já havia sido retirada. Tratamentos: Estava fazendo fisioterapia domiciliar 2 vezes por semana e tinha iniciado tratamento fonoaudiológico (feito duas sessões). Seguia com acompanhamento neurológico com uso de anticonvulsivante e antidepressivo.

Seqüelas e perdas: No momento da entrevista a paciente conseguia deambular com ajuda, mantinha dificuldade de memória e de linguagem (dificuldade de fala e inabilidade para leitura) e o comportamento alterado com rebaixamento de crítica. Além disso, o filho relatou que ela estava mais “manhosa, mais melosa” e que a braveza tinha diminuído.

Antecedentes: hipertensão sem adesão ao tratamento medicamentoso. HISTÓRIA DO PACIENTE

Escolaridade: estava cursando mestrado e fazia um curso não ligado à sua área de atuação duas vezes por semana.

Vida profissional: estava trabalhando como Professora universitária . Já havia dado aula em outra instituição mas tinha ficado desempregada por cerca de 1 ano. “Arranjou o emprego e dois meses depois teve o AVC” (FILHO) “Quando ficou sem emprego ficou desorientada”. Tendo tanta qualificação, ficou revoltada. Fazia empréstimos bancários achando que ia sendo possível saldar, foi ficando muito nervosa, o débito era muito alto. Conforme não conseguia foi ficando muito alterada, muito muito, com um menino de 15 anos, nós ajudamos muito” (MÃE).

Vida social: tinha muitos amigos em todos os lugares que freqüentava, contatos profissionais e principalmente ligados à religião espírita. Era caseira.

Vida familiar: Contato próximo com a irmã e muito dedicada ao filho, principalmente depois que ficou viúva. Com a mãe era próxima e sempre foram muito amigas” (MÃE). O marido tinha morrido três anos antes do AVC.

Temperamento e humor: tinha passado por período muito difícil após o falecimento do marido e a situação de desemprego. Estava muito nervosa. Além disso era desorganizada e impulsiva. MUDANÇAS NO PACIENTE

Aspectos emocionais: ficou deprimida ao identificar prejuízos instrumentais.

e comportamentais e necessidade de cuidado constante. Foi afastada do trabalho após ser submetida à perícia médica.

Vida social: Quase não sai de casa. Algumas vezes eu levo ela lá embaixo” (FILHO). Só sai de casas para ir ao médico. A vida relacional está mais restrita. “Recebe algumas visitas do pessoal do centro espírita. Eles foram mais no hospital, aqui menos” (MÃE).

Vida familiar: passou a precisar de ajuda para AVDs como para banhar-se e alimentar-se. O contato com familiares ficou bastante concentrado nas tarefas de cuidado.

HISTÓRIA DA FAMÍLIA

Decisões: Antes do adoecimento do marido, as decisões eram tomadas prioritariamente pelo marido que era mais organizado e desempenhava papel de provedor/ cuidador familiar. Depois que ele adoeceu, a paciente começou a organizar a vida familiar e deparou-se com dificuldades para desempenhar essa tarefa.

Relacionamentos: a família nuclear era próxima mas passara por tantos percalços que não tinham tido muito tempo nos últimos anos para aproximações.

Perdas prévias: desemprego e viuvez

Enfrentando situações difíceis: a paciente e o filho revezavam-se no cuidado do marido que tinha insuficiência renal crônica e realizava diálise peritonial domiciliarmente. A paciente e o filho fizeram um curso de diálise, eram bastante participativos e ambos auxiliavam como cuiadores do pai/marido. “Corria muito para cuidar dele. Ela cuidava de tudo. Até agora não foi superado” (MÃE)

Acontecimentos Marcantes: adoecimento e morte do marido “Ficou três meses internado, o processo todo durou três anos” (MÃE).

IMPACTO DO DIAGNÓSTICO

MÃE: “Foi um impacto muito grande na família. Sempre ficamos juntos para enfrentar” (MÃE). (Obs.: com a interrupção por parte da paciente não foi possível o aprofundamento da resposta) RELAÇÃO COM EQUIPE DE SAÚDE

Na admissão: “Quando ela chegou ao hospital o médico nos chamou com muita diplomacia e nos disse que ela corria risco de vida que 76 horas era o prazo de maior risco” (MÃE).

Na alta: Os familiares reclamaram por considerarem que não receberam informações adequadas de como deveriam proceder após a alta “Nós tínhamos que fazer uma grande adaptação e ninguém preparou. Avisaram que ela tava de alta e poderia retirar o paciente” (MÃE). Após a alta, esboçavam críticas aos profissionais que estavam dando assistência à paciente.

In document NIKU Oppdragsrapport 4/2018 (19.12Mb) (sider 40-45)