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B AKGRUNN FOR DATA , OG SAMMENLIGNBAR EMPIRI

KAPITTEL 7 EMPIRISK TESTING

7.1 B AKGRUNN FOR DATA , OG SAMMENLIGNBAR EMPIRI

3.1.A Europa cristã nos séculos VI a IX 3.2.O mundo Muçulmano em Expansão 3.3.A Sociedade europeia nos séculos IX a XII 3.4-A Península Ibérica: dois mundos em presença

4-Portugal no contexto europeu dos séculos XII a XIV

4.1.Desenvolvimento económico, relações sociais e poder político nos séculos XII a XIV 4.2.- A cultura portuguesa face aos modelos europeus

4.3.-Crises e revolução no século XIV

Idade Média

7º ano

5-Expansão e mudança nos séculos

XV e XVI

5.1.A abertura ao mundo 5.2.Os novos valores europeus

6-Portugal no contexto europeu dos séculos XVII e XVIII

6.1.O Império português e a concorrência internacional

6.2.Absolutismo e mercantilismo numa sociedade de ordens

6.3.A cultura em Portugal face aos dinamismos da cultura europeia

7-As transformações do mundo atlântico: crescimento e rupturas

7.1.A revolução agrícola e o arranque da revolução industrial

7.2.O triunfo das revoluções liberais

8-A civilização industrial no século XIX

8.1.O mundo industrializado

8.2.-Os países de difícil industrialização: o caso português

9.-A Europa e o mundo no limiar do século XX

9.1.Hegemonia e declínio da influência europeia 9.2.A revolução soviética

9.3.Portugal: da 1ª República á ditadura militar 9.4.Sociedade e cultura num mundo em mudança

10-da Grande Depressão à Segunda Guerra Mundial

10.1.As dificuldades económicas dos anos 30 10.2.Entre a ditadura e a democracia

10.3.A 2ª Guerra Mundial

11-Do Segundo após-guerra aos anos oitenta

11-1.O mundo saído da Guerra 11.2.As transformações do mundo contemporâneo

11.3.Portugal: do autoritarismo à democracia

12-Os desafios Culturais do Nosso

tempo A-O Império da Ciência e da Tecnologia- Conquistas e problemas Ou

B- Massificação e pluralidade na cultura

Idade

Contemporânea

9º ano

A partir da análise do quadro 18, e à semelhança do ciclo anterior, os conteúdos curriculares são organizados segunda uma perspectiva diacrónica e progressiva, do passado mais distante para o presente, apresentando-se os temas “tradicionalmente” considerados relevantes, segundo uma linha cronológica. Esta opção, apesar de muito contestada nos últimos anos continua a ser considerada, pelos autores do programa, como a mais adequada por facilitar a progressiva compreensão dos fenómenos sociais ao longo do ciclo e por a progressão do mais simples para o mais complexo se adequar ao “normal” desenvolvimento psicológico dos alunos (DEGEBS, 1991, vol. II).

Assim, seleccionam-se temas numa linha evolutiva que permitam destacar os momentos considerados mais significativos, desde a Pré-História aos nossos dias, numa perspectiva europeia: gregos, Romanos, o cristianismo, a Europa dos séculos VI a XX.

O critério de selecção dos conteúdos, segundo uma lógica cronológica procurando relacionar os novos conteúdos com os já adquiridos, poderá ser discutida à luz da questão: por que é que a Idade Média deverá ser considerada de mais simples compreensão pelos alunos do que a Revolução Industrial ou as Guerras Mundiais? Pela acumulação de informação factual considerada como pré- requisito para compreender a evolução das sociedades? Pela complexidade dos conceitos envolvidos? Para os alunos de 7º ano poderá ser mais difícil compreender as intenções e motivações de personagens como Hitler, do que as lutas dos senhores feudais pela posse de terras? Será mais difícil entender as explorações marítimas do século XV ou a evolução cientifica e tecnológica verificada desde a Revolução Industrial e que lhes permitiram ter acesso ao computador? Como já foi referido, o mais importante é atender à forma como se apresentam os conteúdos e à adequação dos materiais históricos em termos de significância para os jovens do presente.

Numa análise sectorial da selecção e organização dos conteúdos por ano de escolaridade, verifica-se que no 7º ano se organizam em torno de quatro temas e treze subtemas que se referem às etapas consideradas fundamentais do desenvolvimento da humanidade desde as suas origens, e da história europeia, tal como a formação da comunidade nacional: Das Sociedades recolectoras às

primeiras civilizações até Portugal no contexto europeu dos séculos XII a XIV.

De uma maneira geral, destacam-se aspectos parcelares circunscritos a momentos considerados fundamentais e coincidentes com fases de mudança na evolução da humanidade e respectivos contributos civilizacionais (DGEBS, 1991, vol. II). Por exemplo as primeiras conquistas das sociedades recolectoras, as primeiras sociedades produtoras e os contributos das civilizações dos grandes rios (pp. 15-19), a Europa cristã nos séculos VI a IX. Destacam-se, ainda momentos de

apogeu das duas grandes civilizações clássicas (Grécia e Roma) e de afirmação do cristianismo no

mundo mediterrânico, nos aspectos considerados indispensáveis para a compreensão da herança cultural, assumidamente em detrimento dos respectivos processos de génese e evolução (Ibidem, p. 20). Saliente-se que, por vezes, a selecção dos aspectos a estudar se prende com a economia global do programa e com o retomar dos conteúdos prevista para momentos posteriores, como por exemplo a sociedade europeia nos séculos IX a XII (Ibidem, pp. 27-28). A partir do último tema

Portugal no contexto europeu dos séculos XII a XIV, por se centrar na história de Portugal e se

assumir que alguns aspectos foram já tratados, pelo menos ao nível do factual, no ciclo anterior, considera-se relevante proporcionar uma visão mais estruturada da história nacional, exigindo-se uma abordagem mais complexa, com recurso à análise de mecanismos de causalidade e ao

estabelecimento de inter-relações (Ibidem, p.31).

De realçar que, neste aspecto, deve veicular-se junto dos alunos a ideia de que a explicação em História não resulta de uma adição de factores nem uma agregação de perspectivas consideradas

correctas para se chegar a uma explicação “global”. Há critérios históricos como o da abrangência da explicação e o de confirmação/refutação de dados que tornam uma explicação mais ou menos válida e que, por isso, requerem uma comparação de versões (Barca, 2001).

No 8º ano, a selecção dos conteúdos privilegia os tempos modernos numa perspectiva eurocêntrica que apenas poderá ser contrariada no tema 5 a propósito das trocas culturais entre portugueses e espanhóis e povos extra-europeus.

Os conteúdos organizam-se em torno de quatro temas subdivididos em nove subtemas desde a Expansão e mudança nos séculos XV e XVI até A civilização industrial no século XIX, numa clara opção pela compreensão da continuidade do processo histórico. De uma maneira geral, destacam-se processos de mudança mais ou menos lentos, na Europa e no mundo, como a expansão marítima nos séculos XV e XVI, os novos valores europeus, as estruturas do Antigo Regime, a expansão da revolução industrial no século XIX e momentos de ruptura como por exemplo as revoluções demográfica, agrícola e industrial e as revoluções liberais, numa abordagem que pode ser considerada estruturista tal como aparece operacionalizada nos mannuais. A história de Portugal é abordada, na globalidade dos temas, integrada no contexto europeu, realçando a sua especificidade ( o absolutismo e mercantilismo, a revolução liberal, a a industrialização, a revolução científica e o iluminismo) ou como ponto de partida para uma contextualização mais ampla (a expansão marítima dos séculos XV e XVI, o Império português e a concorrência internacional, nos séculos XVII e XVIII) (DGEBS, 1991, vol. II, pp.41-58).

No 9º ano, os conteúdos organizam-se em torno da época contemporânea e agrupam-se em quatro temas, subdivididos em doze subtemas, centrados nos mecanismos de génese das estruturas

do nosso tempo e os aspectos de natureza cultural, orientando-se, os conteúdos para uma reflexão que articule passado/presente/futuro (DGEBS, 1991, vol.II, p. 6).

Os temas seleccionados traçam uma linha evolutiva do século XX europeu e mundial desde

A Europa e o mundo no limiar do século XX até Os desafios culturais do nosso tempo (de

carácter facultativo).

Destacam-se aspectos considerados marcantes para a compreensão de fases de mudança/ruptura na Europa e no mundo, como por exemplo as Guerras Mundiais, a Revolução Soviética, as crises económicas dos anos 30, as mudanças na sociedade e cultura nos inicios do século XX, casos paradigmáticos de um dado contexto como os regimes fascista e nazi. A história de Portugal, com menor relevância que no programa do ano anterior, é abordada no contexto global da história europeia (crise e queda da monarquia, a 1ª República e a ditadura salazarista, o fim da ditadura e a implantação da democracia, sugerindo-se, no entanto que lhe seja dada uma atenção

particular. No caso concreto do tema Do Segundo após-Guerra aos anos oitenta, centrado no estudo das grandes transformações ocorridas no mundo após a 2ª Guerra, propõe-se um tratamento articulado, sempre que possível, com a disciplina de Geografia, cujo programa incide, também, sobre os problemas do mundo de hoje (DGEBS, 1991, vol. II, pp. 63-81). Neste caso específico, a concretização de projectos interdisciplinares depende, apenas, dos professores.

No documento Currículo Nacional do Ensino Básico- Competências Essenciais da História (DEB, 2001), os conteúdos curriculares são condensados em onze temas, respeitando, no geral, aos programas em vigor:

A- Das Sociedades recolectoras às Primeiras civilizações