5. PRESENTASJON OG DRØFTING AV FUNN OG RESULTATER
5.1 F ORSKNINGSSPØRSMÅL 1
5.1.4 Atferdsbasert læring
A preparação para a alta, em qualquer contexto de saúde, deve ser realizada não apenas no momento em que o cliente/família a têm, mas sim durante todo o internamen- to. Segundo Pompeo et al. (2007), a alta hospitalar deve ser planeada e sistematizada, garantindo o esclarecimento tanto do cliente como da família, a fim de assegurar a conti- nuidade dos cuidados e evitar reinternamentos. A alta hospitalar deve ser planeada de forma individual e as orientações não devem ser realizadas de forma mecânica nem apres- sada. Pelo contrário, no plano da alta devem ser consideradas as necessidades de cada cliente, compreendendo a realidade vivida pelo cliente/família. Esta é a ferramenta para garantir a continuidade dos cuidados após a hospitalização (Pompeo et al., 2007).
Durante a prática clínica tive oportunidade de preparar a alta da maior parte dos casais que foram alvo dos meus cuidados. Compreendo que o internamento era, por nor- ma, curto, era necessário preparar a alta desde o momento em que a mulher e RN eram admitidos no serviço de Obstetrícia. Além da vigilância necessária promotoras do bem- estar materno e do RN, a preparação para o regresso a casa era de extrema importância.
Tal como defendido por Lowdermilk e Perry (2012) o plano da alta começa no momento da admissão no serviço e deve refletir-se no plano de cuidados desenvolvido para cada mulher/casal e RN. O plano da alta deve ser elaborado durante todo o internamento, pois, a mulher/casal atravessam uma fase de transição, já iniciada na gestação, que ape- nas termina quando existe uma sensação de conforto e segurança para o desempenho do papel parental (Pereira, 2012). Durante o internamento, o papel do enfermeiro na prepa- ração para a alta deve centrar-se na autonomia da mulher/casal no cuidado ao RN, bem como no autocuidado e no reconhecimento de sinais e sintomas de complicações (Lowder- milk e Perry, 2012).
Durante o internamento avaliava o conhecimento e as competências parentais, para os cuidados de higiene, a troca da fralda, os cuidados ao coto umbilical, o uso de chupeta, medidas de segurança e a prevenção da síndrome de morte súbita, entre outros aspetos. Muitos destes aspetos referidos poderiam ser treinados pelos pais no dia da alta, bem como o esclarecimento das dúvidas. No momento da alta o RN era vacinado contra a hepatite B, de acordo com o plano nacional de vacinação. A vacina contra a tuberculose, embora fizesse parte do plano de vacinação, não foi administrada devido à rotura do stock a nível nacional. No entanto, os pais eram relembrados que quando a vacina estivesse de novo disponível seriam contactados pelo enfermeiro de família. Os pais foram informados que o acompanhamento do RN seria feito com o enfermeiro e médico de família, e que os pais deveriam informar o centro de saúde, após o regresso ao domicílio, para poderem receber uma visita domiciliária para a realização do teste de diagnóstico precoce e para o agendamento da consulta de vigilância do RN, entre a primeira e a segunda semanas de
vida. Em alguns casos, o teste de diagnóstico precoce foi realizado ainda no internamento, na maior parte dos casos a pedido dos pais.
A visita domiciliária de enfermagem durante o puerpério torna-se um meio para esclarecimento de dúvidas e deteção precoce de complicações pós-parto. Além disso, tem como finalidade auxiliar e capacitar o casal nesta nova etapa de vida, dentro do seu con- texto social e familiar (Pereira, 2012).
No momento da alta, à puérpera, reforçava a importância de uma alimentação saudável e variada, bem como a ingestão hídrica adequada, especialmente se estivesse a amamentar. Reforçava ainda os cuidados de higiene perineais e os cuidados com as ma- mas. Na presença de ferida cirúrgica, reforçava o reconhecimento de deteção precoce de sinais ou sintomas de complicações. De notar, a importância sobre o aconselhamento do sono, repouso e atividades de lazer da mulher/casal. Sabe-se que após o regresso ao domi- cílio, é necessário que o casal se reajuste tanto às rotinas diárias como à vida conjugal (Pereira, 2012). Assim, aconselhava a mulher a adequar os horários de sono e repouso, aproveitando o horário entre as mamadas para descansar, ou até mesmo para conviver com o companheiro ou outras pessoas significativas. Aconselhava a gerir as visitas de fami- liares e amigos, pois é importante cumprir os horários de repouso tanto da mãe como do RN.
Como o internamento era curto muitas mulheres experienciavam a descida do leite já no domicílio, podendo isso constituir um problema. De forma a prevenir complicações e o abandono da amamentação por dificuldade em lidar com este problema, explicava às mulheres que este acontecimento se dava entre o 3º e o 5º dia após o parto e que poderi- am experienciar alguma sensação de desconforto, uma vez que as mamas ficam mais ten- sas. Para prevenir complicações como o ingurgitamento mamário, reforçava os ensinos sobre a sua prevenção, bem como a importância de uma pega correta, o cumprimento de mamadas em horário livre e a extração manual do leite materno, se necessário. Com o intuito de não sobrecarregar a mulher/casal com informação excessiva e caso não reinici- asse de imediato a sua atividade laboral, providenciava um panfleto (realizado pela Dire- ção-Geral de Saúde) com toda a informação sobre a conservação do leite materno.
Caso a mulher/casal optasse pela inibição láctea, ou fosse necessário oferecer leite adaptado ao RN, ensinava a mulher/casal na preparação do biberão.
De salientar que na Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM), HPH tem arti- culação com os centros de saúde da ULSM, pelo que a mulher/casal dispõem de ajuda quando regressam ao domicílio. Nos centros de saúde, além do apoio do enfermeiro de família, existem espaços dedicados à amamentação, onde a mulher pode recorrer sempre que existem dúvidas ou dificuldades. No HPH existe a linha de amamentação, disponível 24h/dia, cujo contacto é dado no momento da alta e a mulher/casal poderá utilizá-la para esclarecer dúvidas. Dependendo da situação, pode ser aconselhada a dirigir-se ao hospital, que também dispõe de um cantinho da amamentação, para ser observada a mamada e serem prestados cuidados mais individualizados. Tais medidas permitem o incentivo e o
apoio à amamentação, de forma a que a mulher, face às primeiras dificuldades, não a abandone.
Outra informação importante dada às mulheres/casais no momento da alta, era relativa à atividade sexual e à contraceção. Segundo Lowdermilk e Perry (2012), muitos casais retomam a atividade sexual antes da tradicional revisão do puerpério, ou seja, an- tes das seis semanas após o parto. O casais podem sentir-se desconfortáveis para questio- nar acerca deste aspeto, pelo que o enfermeiro deve tomar a iniciativa de abordar esta temática. O risco de hemorragia e infeção duas semanas após o parto é mínimo, podendo iniciar-se a atividade sexual assim que o casal se sinta confortável. No entanto, é ainda da competência do enfermeiro abordar sobre a contraceção. Os autores acrescentam que as opções de contraceção também devem ser analisadas com a mulher antes da alta para que possam tomar decisões informadas acerca do controlo da fertilidade antes de retomarem a sua atividade sexual.
Mulheres que amamentavam poderiam tomar a pílula progestativa, no entanto, algumas optaram por colocar o ImplanomÒ ou mesmo pela laqueação tubar. Nenhuma mulher tinha alta sem a informação sobre contraceção. Relativamente à contração oral, explicava à mulher que a toma da pílula poderia ser uma opção viável, mesmo estando a amamentar, mas deveria ser a adequada, como a pílula progestativa. Informava que deve- riam iniciar a pílula no 21º dia após o parto e que esta deveria ser tomada sempre à mes- ma hora e poderia ser adquirida no centro de saúde.
É possível, particularmente nas mulheres que não amamentam, que a ovulação ocorra antes do primeiro mês após o parto, por isso a importância da proteção face a uma nova gravidez. Mulheres indecisas sobre a contraceção devem ser aconselhadas a utilizar um método barreira, como o preservativo, até à primeira consulta pós-parto (Lowdermilk e Perry, 2012).
Podia ser ainda prescrita medicação para ser administrada em casa, como vitami- nas, ferro, emolientes para as fezes (em caso de lacerações de terceiro ou quarto grau), analgésicos ou heparina de baixo peso molecular. Era da minha competência certificar-me que a mulher conhecia a via de administração, a dosagem e a frequência da medicação prescrita. Entregava à mulher as prescrições médicas, o boletim de saúde da grávida e o boletim de saúde infantil com o livro de vacinas em anexo. Caso tivesse agendamento de alguma consulta, encaminhava o pedido para os serviços administrativos, de acordo com o funcionamento do serviço de obstetrícia do HPH.
Antes da mulher/casal e RN saírem do internamento, após a alta hospitalar, inspe- cionava a cadeira de transporte do RN. Segundo as novas diretrizes da Associação para Promoção da Segurança Infantil (2015), a cadeira de transporte deve estar homolgada e possuir a etiqueta “E”. A cadeira deve ser ajustada ao tamanho da criança e deve estar com os cintos de segurança devidamente colocados. Confirmava a correta posição do cinto e informava sobre a colocação da cadeira no automóvel: a cadeira deve ser colocada no
banco traseiro voltada para a retaguarda, fazendo um ângulo de 45º com o encosto; deve ir fixa com o cinto de segurança do automóvel devidamente colocado.