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2. ESTRUCTURA Y CARACTERÍSTICAS GENERALES DEL TRACTO

2.3. Aspectos generales de la enfermedad pulmonar obstructiva crónica (EPOC)

Os questionários representam um conjunto ordenado e consistente de perguntas a respeito de variáveis e situações que se deseja medir ou descrever. Para tanto, aplicou-se o questionário ao universo de presas condenadas no estado do Pará, custodiadas nos Centros de

recuperação que desejarem participar da pesquisa, a equipe de pesquisa explicou os objetivos da pesquisa e aplicou o questionário a todas as detenças e reclusas que desejarem participar, ficando a equipe no Centro de recuperação pelo período necessário para completar o universo.

Tais questionários visam levantar os aspectos que conduzem a vulnerabilidade e conhecer como suas demandas por direitos sociais vêm sendo atendidas pela Defensoria Pública, bem como possibilita traçar um perfil da mulher presa no Estado do Pará.

A aplicação ocorreu nos meses de agosto e novembro de 2012, abrangendo os Centros de Recuperação localizados em Ananindeua, Marabá e Santarém, conforme recorte realizado e tabelas demonstrativas abaixo:

Tabela 4 - Custodiadas e questionários aplicados no Centro de Recuperação Feminino (CRF/Ananindeua).

Regime Nº condenadas Nº questionários %

Fechado 119 82 69

Semiaberto 95 63 66

Aberto 00 00

Total 214 145 68

Fonte: relatório diário do CRF e pesquisa de campo (2012).

Tabela 5 - Custodiadas e questionários aplicados no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama/Marabá).

Regime Nº condenadas Nº questionários %

Fechado 31 31 100

Semiaberto 12 12 100

Aberto 00 00

Total 43 43 100

Fonte: relatório diário do CRAMA e pesquisa de campo (2012).

Tabela 6 - Custodiadas e questionários aplicados no Centro de Recuperação Silvio Hall de Moura (CRASHM/Santarém).

Regime Nº condenadas Nº questionários %

Fechado 10 09 90

Semiaberto 05 05 100

Aberto 00 00

Total 15 14 93

Fonte: relatório diário do CRASHM e pesquisa de campo (2012). Tabela 7 - Número total de custodiadas e questionários aplicados.

Nº condenadas Nº questionários Data % CRF (Ananindeua) 214 145 24/10/2012 68 CRAMA (Marabá) 43 43 30/10/2012 100 CRASHM (Santarém) 15 14 12/11/2012 93

Altamira 03 0 0

TOTAL 275 202 73

Fonte: relatório diário do CRF / CRAMA /CRASHM e relatório da pesquisa de campo (2012).

2.2.1 Grupo focal: Presas

O focus group, ou entrevista focalizada de grupo, ou ainda de entrevistas profunda em grupos e reuniões de grupos, é um tipo de entrevista em profundidade realizada em grupo, objetivando a discussão de um tópico específico (MARTINS, 2008). Nela, os participantes influenciam uns aos outros pelas respostas às ideias, às experiências e aos eventos colocados pelo moderador, e desse modo são registradas as opiniões sínteses das discussões orientadas ou estimuladas pelo mediador, que em um estudo de caso deverá ser o próprio investigador. Desta forma, se aproxima do trabalho em foco, pois oportuniza uma interação entre as presas e a narrativa dos seus anseios e direitos sociais.

Conforme Martins (2008, p. 29), as características gerais da técnica residem no envolvimento dos participantes, as séries de reuniões, a heterogeneidade demográfica do grupo e a geração de dados e informações necessárias aos objetivos de investigação. Acrescenta ainda que a integração espontânea dos participantes propicia riqueza e flexibilidade na coleta de dados, que não são comuns quando se aplica um instrumento individualmente.

A utilização do grupo focal tem a intenção de perceber as experiências e os envolvimentos vivenciados pelas presas que tem sua pena executada. Utilizou-se como técnica de pesquisa a Análise de discurso que enfatiza a existência em todo o discurso de um sentido oculto que pode ser captado. O foco de interesse é a construção de procedimentos capazes de transpor o olhar – leitor a compreensões menos óbvias, mais profundas da desconstrução do literal do imediato.

O grupo focal foi realizado em 05 de novembro de 2012, em uma sala de aula, no período vespertino com duração de aproximadamente duas horas. Foi elaborado roteiro previamente (anexo) realizado, por meio de uma diretriz didático-pedagógica que envolveu a apresentação por tópicos dos temas discutidos.

O grupo focal é:

uma técnica de pesquisa na qual o pesquisador reúne, num mesmo local e durante um certo período, uma determinada quantidade de pessoas que fazem parte do público-alvo de suas investigações, tendo como objetivo coletar, a partir do diálogo e do debate e entre eles, informações acerca de um tema específico (CRUZ NETO; MOREIRA; SUCENA, 2001).

A principal característica da técnica é trabalhar com a técnica da fala, permitindo que apresentem simultaneamente seus pontos de vista, e todos devem ser discutidos pelos participantes. As opiniões levantadas ora são convergentes ora divergentes, possibilitando um

refinamento. Sendo uma técnica qualitativa, que não obedece à relação de amostragem, permite o levantamento, por meio do debate, das impressões, concepções de mundo do público-alvo (CRUZ NETO; MOREIRA; SUCENA, 2001).

A técnica foi adotada obedecendo ao esquema de distribuição de funções, quais sejam: Mediador, único com direito a fala, responsável pela condução dos trabalhos; relator responsável por anotar as falas, motivações e enfatizar as ideias nelas contidas; observador, que tem como função analisar e avaliar o processo de condução do grupo focal.

Tais funções foram desempenhadas, respectivamente, por Daiane Lima dos Santos (mestranda), Ticiane Lima dos Santos (mestre UFRN) e observadora Cristianne de Fatima Rodrigues da Costa (contadora-FEAPA), sendo gravado e realizada a transcrição integral por Nara Isa da Silva Lages (Cientista Social - UFPA).

A recomendação para o quantitativo do grupo é de quatro a doze pessoas (KRUEGER, 1996). O grupo menor permite um maior aprofundamento e uma menor diversidade; e o grupo maior uma maior diversidade e menor aprofundamento. Visando profundidade e diversidade de fala, o grupo foi realizado com oito presas, para permitir a participação de todas.

A seleção das presas foi realizada por meio de sorteio, sendo metade do regime fechado e a outra do semiaberto; dentre as que responderam o questionário, participando, as seguintes presas: Sueli Gomes do Nascimento, Diana Andrea, Gisele da Silva Pereira, Geiciane Rodrigues e Rodrigues, Francisca Maria Ribeiro, Marinete Araújo da Cunha, Antonia Moura Rocha, Silene do Socorro Borges Ferreira, Maria do Socorro Rodrigues Cunha e Jacinta da Silva Sousa. As participantes foram numeradas de forma aleatória de 01 a 08, sendo esta a identificação realizada na pesquisa para manter o sigilo.

Na realização da técnica, foi seguido o roteiro proposto por Cruz Neto; Moreira; Sucena (2001), sendo apresentado a equipe de pesquisa, esclarecer os objetivos do estudo, consultar os participantes a respeito da gravação e o sigilo, destacar a importância da participação, explicar que a participação é voluntaria e que a qualquer momento poderiam sair ou pedir exclusão de pontos de vista, convidar os representantes a apresentar-se e ler o termo de consentimento e livre esclarecimento que foi assinado por todos os participantes. Depois, foram apresentadas as questões para debate e ao final foi servindo um lanche para as internas.

O produto da gravação foi transcrito e posteriormente analisado no capítulo destinado à análise de dados, e visa um aprofundamento a respeito da atuação e necessidades de atuação da Defensoria Pública na casa penal.

2.2.2 Observação

Também foi utilizada a Observação direta, visto que possibilita o exame da interação não-verbal, sendo esta a técnica mais utilizada para sua observação (GODOY, 1995). “A observação quando adequadamente conduzida, pode revelar inesperados e surpreendentes resultados” (RICHARDSON, 2011, p. 82).