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ASEKSUALITETENS SPRÅK

In document Den aseksuelle utfordringen (sider 104-112)

6.1. Considerações éticas, deontológicas e comunicativas

O farmacêutico deve, em todas as suas responsabilidades profissionais, estar focado na pessoa do doente e na promoção do uso racional do medicamento, e não nos interesses pessoais e comerciais que lhe possam advir. Assim a honestidade, a credibilidade, a competência e o respeito devem ser valores orientadores da prática farmacêutica. O farmacêutico tem a responsabilidade de proporcionar ao doente um tratamento da maior qualidade, eficácia e segurança possível, bem como o dever ético de exercer a sua profissão com a maior diligência, zelo e competência, contribuindo para a realização dos objetivos da política de saúde. O atendimento deve ser guiado por princípios éticos, sociais e técnico- científicos, e em momento algum o profissional deve demostrar superioridade em relação ao utente, tendo a obrigação de centrar a sua intervenção nas necessidades e expetativas deste. A abordagem ao utente não deve ser padronizada, deve antes ser adequada tendo em conta a idade e o nível socioeconómico, privilegiando uma linguagem comum em detrimento de uma linguagem demasiado técnica. Um discurso simples, claro e conciso, acompanhado por um tom de voz leve e sereno é essencial para a compreensão, por parte do utente.

Após avaliar as necessidades do utente, a medicação a dispensar e certificar-se que não irão ocorrer interações medicamentosas graves, o farmacêutico deve referir a indicação, o modo e as precauções de utilização, interações e possíveis efeitos secundários, bem como toda a informação fundamental para o uso racional do medicamento. Além disso, o farmacêutico deve esclarecer todas as dúvidas do utente, e deve também assegurar-se que o utente sabe como proceder, utilizando informação oral acompanhada por informação escrita, em linguagem adaptada ao utente. Depois de todas estas considerações deve ainda ser referido o modo de conservação dos medicamentos. Complementarmente às informações prestadas sobre os medicamentos, o farmacêutico deve aconselhar os utentes para medidas não farmacológicas a adotar, de forma a garantir o sucesso terapêutico. Todos estes

procedimentos visam promover o uso racional do medicamento, instigando a adesão à terapêutica e consequentemente o sucesso terapêutico.

6.2. Farmacovigilância

Aquando da dispensa, o papel do farmacêutico não se limita à responsabilidade de conceder o medicamento na dose correta, acompanhado de toda a informação necessária, mas também contribuir para a deteção de quaisquer reações adversas graves ou não esperadas que possam surgir da sua utilização. Uma vez que existem Reações Adversas Medicamentosas (RAM) impossíveis de prever, todos os medicamentos que surgem no mercado são alvo de um processo de farmacovigilância contínua e permanente. Deste modo, durante a interação com o utente, o farmacêutico deve promover a farmacovigilância, detetando e notificando as seguintes situações:

 Todas as suspeitas de RAM graves, mesmo que já descritas;

 Todas as suspeitas de RAM não descritas mesmo que não sejam graves;  Todas as suspeitas de aumento da frequência de RAM;

Em caso de dúvida, qualquer suspeita de RAM deverá ser notificada. Para efetuar corretamente a notificação da suspeita de RAM o farmacêutico deve reunir informação sobre o medicamento suspeito, o seu lote, data de início e de suspensão da toma, via de administração, indicação terapêutica e outros medicamentos que o doente esteja a tomar. Além disso, o farmacêutico deve descrever sinais e sintomas da reação adversa, bem como a sua duração, gravidade, evolução e ainda deve relacionar os sinais e sintomas com a toma do medicamento suspeito.

No caso da FP, após recolha de todas as informações necessárias, o farmacêutico deve preencher o formulário de notificação espontânea e enviá-lo à unidade de Farmacovigilância do centro. Atualmente, as suspeitas de RAM podem ser notificadas on-line por profissionais de saúde e utentes, para tal, basta aceder ao website do INFARMED, entrar no Portal RAM, preencher o formulário referente à notificação da RAM, e submeter a mesma. No decorrer do estágio não tive oportunidade para verificar notificações de suspeitas de RAM ao Sistema Nacional de Farmacovigilância [1, 2, 14, 15].

6.3. ValorMed

O farmacêutico e restantes profissionais de saúde devem sensibilizar os utentes para questões relacionadas com as boas práticas ambientais. Para isso o farmacêutico deve informar os seus utentes, que os medicamentos fora de uso devem ser entregues na farmácia, sendo posteriormente encaminhados para a gestão de resíduos de embalagens, através do VALORMED, sociedade gestora do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens e de Medicamentos fora de uso. Mediante o pagamento de um valor em contrapartida de responsabilidade, a indústria farmacêutica encarrega esta entidade da remoção e tratamento dos referidos resíduos.

Na FP encontra-se sempre disponível um contentor apropriado para a referida recolha. Desta forma os resíduos são devidamente tratados, minimizando-se o impacto ambiental. Assim, à medida que os utentes entregam medicamentos fora de uso na farmácia estes são colocados no contentor próprio. Ao ficar completo, ou atingir a carga máxima, é fechado, selado com etiqueta própria, e pesado, registando-se na folha, em triplicado, o peso, código da farmácia e rubrica do responsável. A ficha acompanha o contentor, sendo completada pela pessoa que o recolhe com o n.º de armazenista, data e rubrica, ficando um das folhas na farmácia. São os distribuidores grossistas que asseguram a recolha a partir das farmácias, aproveitando os circuitos de distribuição de medicamentos. Durante o estágio tive oportunidade para realizar três apresentações, sobre o VALORMED, para crianças do primeiro ciclo, nas quais se explicou, de forma simples, o processo que envolve o serviço VALORMED e se sensibilizou as crianças para a importância da gestão de resíduos.

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