5. Presentasjon og oppsummering av artikler
5.1 Artikkel 1
Apontar o nascimento, estabelecendo as condições e data de cada uma das seitas emergentes no judaísmo, seria um desvio desnecessário do foco da pesquisa, uma vez que não se objetiva a busca histórica de cada uma delas, mas sim apontar (uma vez já instituídas) as características de inculturação68
correspondente à liturgia da época.
Entende-se por seitas judaicas as ramificações que se estabeleceram com uma categoria e um estilo próprio na época pouco anterior (e pouco posterior) ao cristianismo. Das mais conhecidas é possível destacar e.g. os hassidins, os hasmoneanos, os essênios, os fariseus, os saduceus e os escribas. Esta última,
66 STUHMUELLER, Carroll. In.: BROWN Raymond E. The New Jerome Biblical Commnetary, New Jersey,
1988, p. 348.
67 OESTERLEY, W.O.E. Op. Cit., p. 7-9.
68 Este termo tem sido usado este termo para definir mais precisamente “a encarnação do evangelho em
culturas autonomas e ao mesmo tempo a introdução destas culturas na vida da Igreja. Inculturação significa “uma trasformação íntima dos verdadeiros valores culturais por meio de suas integrações dentro do cristianismo e da implementação do cristianismo dentro de culturas humanas. ADOREMUS BULLETIN, Society for the Renewal of the Sacred Liturgy, Online Edition – Vol VII, No 8, Nov, 2001.
entretanto, se configurava mais em uma categoria profissional que como uma seita.
As seitas judaicas vão se estabelecendo ao longo do período existente entre o Antigo e o Novo Testamento, e elas vão influenciar diretamente a formação do cristianismo, como diz Oesterley:
A vida interna e externa e o crescimento do judaísmo foram profundamente modificados, seus partidos e movimentos, as idéias políticas e religiosas e mesmo os ideais, foram vagarosamente desenvolvidos e gradualmente assumiram a forma com a qual nos torna familiar as páginas do NT69.
Há autores que, quando tratam da questão dos essênios por exemplo, chegam a questionar se Jesus foi um membro da seita ou não70. Outrossim, Porto
comenta que, a maioria dos especialistas admite certo influxo do essenismo sobre o Cristianismo.
Nenhuma religião ou seita nasce como “tabula rasa”, antes, sempre manterá um determinado nível de ligação com sua raiz.
O estabelecimento de uma liturgia voltada mais para o estudo da palavra do que para o rito simbólico do sacrifício, fez com que os judeus seguissem um rígido sistema ético, alicerçado sobre a legislação mosaica do Antigo Testamento e sobre as interpretações rabínicas. Entretanto, quando se há contato entre duas
69 OESTERLEY, Op. Cit., p 6.
70 CULLMANN, Oscar. Das Origens do Evangelho à formação da Teologia Cristã. São Paulo: Novo Século,
culturas, é inevitável que uma venha a ser marcada pela outra. E não foi diferente quando ocorreu o contato entre as comunidades judaicas espalhadas na região da nação de Israel com os povos de três domínios subseqüentes: persa, grego e romano.
Para Oesteley, a maior destas influências no judaísmo foi o crescimento das grandes e poderosas comunidades judaicas de fala grega, as quais após o início da era helênica, apareceram em várias partes do mundo civilizado, fora da nação de Israel, e com a dispersão, até nos confins do Império Romano71.
Não somente os essênios como também cada seita, tinha sua característica principal e pontos litúrgicos distintos. Valverde, comentando sobre um texto de Gregório Lutz, define a seqüência de um culto festivo e celebrativo em Israel como sendo oposto aos cultos das comunidades judaicas separatistas, onde havia maior expressão de lamento, denominado pelo autor de “pedagogia da resistência” contemplavam mais a “inserção de Deus na História, de forma nova, com o espaço para a libertação72”. Entretanto, aqueles se caracterizaram de forma
diferente pelo fato de ter se separado das comunidades centrais. Portanto, é mais fácil achar pontos em comum nas seitas que compartilhavam uma sinagoga ou vila próxima, do que achar pontos em comum com uma seita separatista73. Para Humberto Porto, a dialética de uma facção na religião judaica, acabava por lançar
71 OESTERLEY, W.O.E. Op. Cit., p. 6
72 VALVERDE, Messias. O Ano Litúrgico como espaço educativo: subsídios para uma proposta de pastoral
litúrgica, Tese de Mestrado, UMESP, 1993, pp. 10-11
73 Oscar Cullmann, diz que os essênios possuíam doutrinas secretas e os manuscritos de Qunram confirmam
isto. Ele ainda acrescenta que o cristianismo primitivo fincava suas raízes não no judaísmo oficial, senão em um meio judaico mais ou menos esotérico. Com efeito o gnosticismo judaico já acusa uma influência
helenística são uma perspectiva completamente diferente da costumeira. Antigamente, tão logo se descobriam influencias helenísticas nos escritos do Novo Testamento, se concluía que esse escrito devia ser de redação recente. (...) é possível imaginar que, por meio de João Batista, o pensamento e as práticas essênias tenham penetrado no cristianismo nascente. In Oscar Culmann. Op. Cit., p 9-10 e 14.
rebento para outra facção. Ele diz por exemplo, que o movimento de “Qunram
havia nascido da contestação levantada contra o sacedócio dos soberanos hasmoneus. Mas apesar disto, logo se caracterizou pela organização rígida do sacerdócio e da hierarquia, bem como por um exacerbado legalismo” 74.
Em algumas das seitas é possível apontar – anterior ao cristianismo – pontos interessantes, tais como o descompromisso com o sábado, a crítica aos ritos purificatórios, rejeição do sacrifício e a oposição aos líderes oficiais do judaísmo75.
Entretanto, esta contraposição religiosa que influenciou as novas formas de culto não se alimentou apenas das seitas para tomar força e vitalidade; ela também vai receber influência do ambiente sócio-político e econômico da época. Como será mais explanado no decorrer da pesquisa, entre outros exemplos citamos o domínio pelo qual atravessava a nação; o qual influenciaria um discurso de libertação, o sacrifício de animais vai se exterminando pela dificuldade política, e o rito é substituído pelas orações e estudo mais profundo das Escrituras.
Apesar do contra senso aparente, pelo fato de que as seitas eram justamente uma forma de se separar das entidades e também do mundo dominante76, na formação do cristianismo, podemos concluir que houve influências de ambas as partes; as quais poderiam ser chamadas de influencias internas (caracterizada pelas seitas dissidentes do judaísmo) e a influência externa, caracterizada pela sociedade nação de Israel sob o domínio do Império Romano.
74 PORTO, H. Op. Cit., p. 105. 75 PORTO, H. Op. Cit., p, 106.
76 Humberto Porto caracteriza as seitas como sendo uma tentativa rígida de ruptura do judaísmo oficial, pelo
1.3. A Influência do Ambiente Sócio -Político e Econômico no Período dos