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Analytisk prosess: aktørperspektiv, generalisering og presentasjon av empiri

4. Forskningsstrategi, metode og analyse

4.7 Analytisk prosess: aktørperspektiv, generalisering og presentasjon av empiri

O rito e o culto judaico estiveram sempre coligados a locais estipulados e nomeados como sagrados. Outrossim, as ações patriarcais de estipular pedras e locais como santos, não contemplava uma nação ainda formada46 e também, logo posterior à sua formação nacional, a forma de adoração de Israel se prendia apenas ao ato camponês, uma vez que o Templo foi construído bem posteriormente, no reinado de Salomão.

Porto vai separar as localidades de adoração de Israel em apenas três: Os santuários locais, que para o autor compreende as manifestações cultuais por intermédio de se erigir um símbolo (pedra, madeira ou outros objetos), e também os edifícios especialmente destinados ao culto, mas que constituíam, uma exceção. Em segundo lugar ele aponta os cultos na tenda, explicando que mesmo com a fixação na terra, continuou o costume de alguns grupos a morar em tendas.

44PORTO, Humberto. Op. Cit., p. 42.

45 Templo Central será um termo ocupado especificamente nesta parte do texto para o Templo de Jerusalém,

apenas para contrapor a idéia com os santuários periféricos. Não se trata portanto de um termo técnico ou teológico.

46 BROWN, Raymond E. Op. Cit. Todo ato patriarcal de levantar um santuário foi feito antes de Israel se

estabelecer como nação, ainda com Josué, o processo de conquista da terra prometida não havia se

concretizado totalmente e pelo fato de haver pouco tempo da conquista de Canaã, ainda não havia santuários construídos para adoração e oferecimento de sacrifícios. Também Gênesis 21:33; 28:22 e Josué 24:27.

Finalmente, Porto aponta o Templo de Jerusalém, que acabou sendo considerado para eles (Ezequiel 38:12) como “o umbigo do mundo”.47

Com isso, é possível estabelecer uma dinâmica no caminho objetivo da adoração e ritual de Israel, traçado em direção ao Templo, ápice do sistema sacrificial de toda a nação.

Contudo, não é certo que todas as formas de sacrifícios tenham sido enclausuradas apenas no Templo após sua construção em Jerusalém. Também deve ser considerado que, quanto às formas do sacrifício, elas foram transportadas dos sacrifícios observados na Tenda, que tinha a mesma importância do Templo antes deste entrar em foco.

Tendo uma provável seqüência histórica – Tenda/Templo – , a matança de animais vai se estruturando cada vez mais nas mãos do Sumo Sacerdote, ou seja, o sacrifício, com o passar do tempo, iria verdadeiramente ficar atrelado à localidade do Templo. Apesar da permanência dos sacrifícios nacionais (em nome da nação de Israel), o sacrifício no Templo toma lugar específico para com relação ao pecado (tatah – hatta’t), e eram trazidos pelos indivíduos que infringiam as proibições da Tora48.

Dessa forma, temos que, o sistema sacrificial caminha rumo a um monopólio constituído no Templo Central, em Jerusalém, e não nos santuários menores, dos camponeses, nem mesmo nos locais outrora erigidos pelos patriarcas.

47PORTO, Humberto. Op. cit., p.48-51.

48 MACCOBY, Hyam. Ritual and Morality: The Ritual Purity Sistem and its Place in Judaism. Cambridge:

Este ponto terá papel relevante mais adiante, por ocasião de uma dialética entre o sacrifício ritual e a posição de destaque que o estudo das Escrituras tomariam. Com o Templo tendo sido destruído duas vezes, é importante considerar que, já que os sacrifícios foram centralizados ali, certamente, a cada destruição, o volume e número de holocaustos diminuiriam, como acabou acontecendo.

Também é preciso ponderar que mais tarde, os cristãos iriam se distanciar cada vez mais do Templo, em uma exposição acerca da inter-relação histórica e teológica entre o Antigo e o Novo Testamento, Silva diz que:

A nova comunidade dos discípulos vai se distanciando do Templo como lugar de adoração. Entretanto, romper com o Templo significava para a Igreja apostólica pôr-se à margem da sociedade judaica e da vida religiosa de Israel. Porém não lhes restava outra alternativa a não ser o aspecto comunitário49.

Dessa forma, fica exposto um processo que culminou com o fim dos sacrifícios de animais, com marco inicial na destruição do primeiro Templo pelos babilônios, e marco final na destruição de Jerusalém e do segundo Templo pelos romanos50.

Oesterley reforça este assunto q uando diz o seguinte:

49 SILVA, Geoval Jacinto da. A Inter-relaçao histórica e teológica da liturgia judaica e cristã. in.: Estudos de

Religião. n 25. São Paulo: Umesp, , 2003, p. 163.

O efeito imediato da catástrofe de 586 a.C., quando o Templo e a cidade foram destruídos, foi sentido imediatamente pelos sobreviventes. Apesar do fato de que era permitido que os sobreviventes no exílio vivessem juntos como clãs e família, muitos, sem dúvidas, abandonaram a fé, e se mergulharam em uma profunda pecaminosidade. Os que se mantiveram na crença, estavam quase sem esperanças. Viviam sob uma forte interdição; eles não podiam celebrar nenhum sacrifício ou patrocinar qualquer oferta comestível (banquete celebrativo)51.

Mais tarde, com o aparecimento das seitas, o caminho que o judaísmo vai tomar é o de abandono cada vez mais intenso dos sacrifícios. Porto explica que uma coisa gerou a outra. A destruição do templo (fator social) gerou as sinagogas, que geraram as seitas, que geraram formas diferentes de interpretação nos escritos sagrados, e que por sua vez, justificaram o abandono dos rituais de sacrifícios52.

O momento de transposição de uma liturgia à outra contou com o advento das sinagogas e do Templo sob o Império Romano, e apesar de ter ocorrido outros fatores sociais (abertura comercial, mistura cultural e decadência do ritual das ofertas de animais; todos discutidos na seqüência) que influenciaram este

51 OESTERLEY, W.O.E. Op. Cit., p 4. 52 PORTO, H. Op. Cit., p. 106.

período, nenhum foi tão relevante quanto o da destruição do Templo, (e.g.) em 70 d.C., sob o imperador Tito.