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O processo morte morrer é algo que sempre vai estar no cotidiano do enfermeiro e este necessita estar preparado para enfrentar essa situação, esta pesquisa possibilitou conhecer as representações de alunos de enfermagem e verificar se os mesmos estão realmente preparados para enfrentar esse processo no seu cotidiano.

As representações encontradas foram organizadas em categorias: Morte e Religião, que evidenciou como que os mesmos utilizam a religião para entender e enfrentar o tema; Medo da Morte do outro significativo mostrou o quão os mesmos se preocupam com a perda de seus entes queridos; Enfrentamento da morte, nesta apresentação foi visto como os mesmos a enfrentam; Morte e Faixa- Etária, o como encaram a morte em faixas etárias diferentes principalmente que a morte de um idoso, por já ter vivido sua vida, é mais aceita socialmente e, Morte no contexto Profissional mostrou como os mesmos pretendem lidar com a mesma quando formados.

Encontramos várias concepções a cerca deste tema, com a expressão de sentimentos variados, mesmo porque cada pessoa traz consigo uma bagagem de vivências diferentes fazendo construir concepções diversas.

Pode-se ver que a maioria dos entrevistados utilizou a religião como base para poder compreender e enfrentar esse processo. Também que certos tipos de morte são mais aceitas do que outras, como a morte de uma pessoa idosa ou em sofrimento é mais aceita do que a de uma criança ou jovem.

Expressar os sentimentos a cerca do tema foi algo difícil, muitos pausavam a conversa, respiravam fundo, pensavam, sentiam muita dificuldade de falar, muitos inicialmente tentaram mostrar que o tema para eles seria encarado como ‘natural’ no seu dia a dia, mas com o prosseguir das entrevistas foi-se revelando que os mesmos, principalmente os que estão no final do curso, possuíam sentimentos de medo e dúvida quanto ao como irão reagir e o que irão sentir frente a essa situação, mostrando que se preocupam com a parte técnica e burocrática para não pensar e não se envolver, pois tem medo de sofrer por causa da perda.

Essa situação já é um reflexo da falta de assistência do curso em relação ao tema, pois não há nenhuma preparação para enfrentar essa situação, chegando os entrevistados a relatarem que os professores nunca conversaram sobre o assunto. Quando ocorria algum óbito em estágio o professor dava continuidade normalmente com os procedimentos e não realizava nenhum apoio, ou mesmo uma conversa sobre o tema, ignorando aparentemente este fato. Fazendo com que os alunos entendessem que também deveriam agir dessa forma.

Quando analisamos as concepções dos entrevistados em início de curso e comparamos com os em finalização, vimos que há pequenas diferenças em suas concepções, havendo somente um aumento em relação a preocupação de como irão ser como profissionais por parte dos alunos em finalização visto que os em início não tiveram vivências práticas em curso, como os em finalização tiveram, e assim construíram novas concepções a cerca desse processo.

Concordo com Carvalho et al (2006) e Kovács (2008), quando afirmam a importância da formação do profissional de saúde, para poderem ter conhecimento necessário para enfrentar esse processo tão difícil para o ser humano, que o deixa tão fragilizado. Que sejam oferecidos desde o início de sua formação subsídios para que este realmente possa se tornar um profissional humano para com os pacientes e também consigo mesmo.

Através desta pesquisa entendemos o quão importante é a criação de espaços dentro do curso para que o tema seja discutido abertamente, desde uma disciplina direcionada ao tema, um curso extracurricular, grupos de debates e principalmente acompanhamentos durante os estágios devido ser nesse momento que o aluno se vê frente ao tema, e necessita de apoio e atenção.

Esperamos que nosso trabalho sirva como contribuição para a revisão e propositura de uma matriz curricular para o curso de enfermagem que contemple esta questão sobre diversas perspectivas.

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