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In document The Speed of Sound in the Atmosphere (sider 142-146)

O Dr. Sérgio Thiesen é um «cardiologista especializado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a partir de 1982, cardiologista clínico no Instituto Nacional de Saúde no Rio de Janeiro, a partir de 1989, Professor Associado de Medicina no Instituto mesma, Físico, especializado em Magnetismo, Física do Estado Sólido. Também é criador e director de uma Sociedade Espírita, no Rio de Janeiro, com larga experiência em mediunidade e pesquisa sobre relação entre o mundo espiritual, a vida espiritual e doenças médicas e mental.»12

Sérgio Thiesen escreveu um artigo «Espiritismo e a Medicina – Um Novo Paradigma para o Milénio» publicado na revista Reformador edição internet, publicada em Março de 1999. Para o autor a alma é anterior á reencarnação explica a origem de muitas enfermidades, vícios, imperfeições e desarmonias adquiridas na evolução na Terra e pela passagem por diversas orbes. O artigo supramencionado tem como fim de ampliar o horizonte da Medicina, pois as enfermidades físicas e psíquicas têm origem no espírito, com o fim de construir uma visão holística do ser para promover a cura eterna do espírito imortal, através da cura espiritual. Em seguida o Dr. Sérgio Thiersen faz referência a casos ou estudos que provam uma metamorfose positiva deste arquétipo. Cita o estudo de Dr. Randolph C. Byrd, já mencionado nesta tese. Acrescenta outros caos como o do Sr. R.S. de 53 anos engenheiro que teve um enfarte do miocárdio em Março de 1996 foi detectada uma «lesão obstrutiva coronária crítica sendo realizada uma angioplastia para a desobstrução ficou com uma zona inactiva resultante do enfarte (necrose miocárdica). (citando, Reformador na internet, 1999:27) O paciente resolveu procurar um centro espírita e realizaram um tratamento presencial e dois à distância. Quando realizou o novo exame seis meses após a cirurgia foi-lhe detectada uma nova artéria que irrigava a região afectada pelo enfarte do miocárdio e esta já tinha recuperado a função contráctil.

O terceiro caso relatado por este cardiologista é o de um menino autista C. H. J , que apresenta há dois anos um quadro típico de autismo, este menino foi atendido a distancia, estava a ser atormentado por um obsessor que lhe obstruía nesta reencarnação. A rejeição do espírito da criança pela escolha daqueles pais consanguíneos para esta vida, os seus ex carrascos o que fazia com que C.H.J se desdobrasse numa existência terrena/ espiritual.Com

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apenas uma reunião, o espírito obsessor foi doutrinado e o espírito enfermo da criança aceitou os seus pais e a oportunidade de resolver o karma reencarnatório comum, o autismo desapareceu até ao momento em que o caso nos é narrado seis meses após este tratamento.

Caso cinco, refere-se a A.T.L. uma mulher de 41 anos, deprimida, sempre vestida de luto, tinha uma tomografia normal, todavia sofria de uma cefaleia intensa e universal, que era tratada com analgésicos potentes, as dores impediam-na de trabalhar e dormir e o marido abandonou-a. O Dr. Sérgio Thiersen aconselhou-a a procurar atendimento espiritual. Aí os médiuns sentiram um capacete com parafusos e fios que originavam alucinações e perda de energia vital as suas vitimas. Os sensitivos retiraram-lhe o capacete num processo quase cirúrgico. Quando o médico a viu novamente no seu consultório não a reconheceu, estava com um aspecto saudável e curada.

O médico conclui o seguinte: a medicina espiritualizada usa a física electromagnética, a química fluida, dos poderes psicológicos, da natureza terrestre e extra terrestre, tendo em mente o exemplo de vida de Jesus de Nazaré. O autor sublinha que os processos de doutrinação de espíritos enfermos são utilizados na psiquiatria assim como a medicina espiritual como iremos ver adiante.

A relação entre espiritualidade e saúde mental: espiritualidade na prática clínica foi abordada pelo Dr. Franklin Santana Santos, médico geriátra, doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), pós-doutor em Psicogeriatria pelo Instituto Karolinska, Suécia, com formação complementar em Saúde e Espiritualidade pela Faculdade de Medicina da Duke University, Estados Unidos, e professor da disciplina de Tanatologia – Educação para a Morte na pós-graduação em Ciências Médicas na FMUSP» (Santos, 31/7/2009: 2).

Desde o nascimento da humanidade que o Homem recorre a espiritualidade para lidar com as adversidades e fazer o (coping) em relação a qualquer tipo de dor seja ela moral ou espiritual. “ As grandes civilizações do passado: egípcios, hindus e chineses incluíam uma série de rituais espirituais na obtenção da cura de muitas moléstias que acometiam a humanidade.” (Santos, 31/7/2009:2 cit. Koenig et al., 2001).

Em 370 D.C surge o primeiro hospital mundial organizado por cristãos ortodoxos orientais, encabeçado pelo bispo de Cesárea, para tratar os leprosos. (Santos, 31/7/2009).

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A associação entre a religiosidade e a humanidade atravessou toda a história da humanidade até aos nossos dias em que “ instituições religiosas dirigem vários hospitais, casas de saúde, programas de saúde e asilos” (Santos, 31/7/2009:2).

Com o nascimento da psicanálise de Freud é lavrada com a cisão entre ciência e espiritualidade. No final da década de 80 os epidemiologistas provaram que a espiritualidade/ religiosidade influenciam positivamente os indicadores longevidade e qualidade de vida e negativamente o indicador doença mental e física.

As razões clínicas apontadas para uma abordagem espiritual na área da saúde são as seguintes: os doentes espiritualizados e necessitam que essa abordagem seja feita durante a sua enfermidade e sejam acompanhados pelos seus conselheiros imateriais e seja quebrado o isolamento da sua comunidade religiosa durante esse período, a fé pode ainda entrar em litígio com os tratamentos e influenciar a prática clínica.

Neste sentido Harold G. Koening em 2007 elaborou uma escala de fácil memorização e aplicação na história espiritual – CSI MEMO (Koening, 2007):

• Suas crenças religiosas/espirituais oferecem conforto ou são fontes de stress? • Você tem crenças espirituais que podem influenciar suas decisões médicas?

• Você é membro de alguma comunidade espiritual ou religiosa, e ela oferece apoio? Qual?

• Você tem outras necessidades espirituais que gostaria que alguém as atendesse? (Santos, 31/7/2009:4 cit. Koening, 2007).

Outra forma de abordar a espiritualidade é utilizar o método FICA profissional (Puchalski, 2006).

F - Tenho fé que me ajuda a lidar com o stress e o fim da vida? Sou espiritual, religioso? O que dá sentido e direcção a minha vida?

I - A fé é importante para mim, influência a forma como cuido da minha saúde? Os meus objectivos existências coincidem com as minhas crenças espirituais e estas são mais ou menos

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importantes para mim? A minha vida espiritual esta presente na minha vida pessoal/ profissional e em caso negativo por que não.

C- Avalia a necessidade de pertença ou não a uma comunidade espiritual qual o grau de compromisso com a mesma ou a necessidade de mudança.

A – Tenho ou necessito de uma pratica espiritual para crescer na minha comunidade, o que necessário fazer para evoluir espiritualmente?

Caso o doente seja religioso Koening (2007) explica-nos qual é a abordagem a ter: Devemos avaliar como o paciente esta a lidar com a doença, qual é o significado que atribui à enfermidade quais as crenças culturais que influenciam na sua cura, por fim o profissional de saúde deverá avaliar quais os recursos disponíveis para o tratamento do paciente em meio hospitalar ou em casa. O FICA deve ser aplicado como teste nos profissionais de saúde e posteriormente deve ser aplicado aos pacientes para um desempenho superior. O FICA deve ser aplicado nas seguintes situações na entrevista clínica com um paciente novo, ou quando existe uma situação nova num paciente antigo, com doentes crónicos ou terminais, em situações de óbito /luto. Quando o doente é admitido numa instituição total: casa de repouso: asilo, hospício. Quando é feito o check-up e sempre que as decisões medicas possam interferir com a fé. Identificar as necessidades espirituais pode reforçar a resiliência, a relação médico /paciente, a adesão ao tratamento e o apoio e monitorização da comunidade. Consequentemente, aumenta o grau de satisfação com o tratamento e ajuda na recuperação. Todavia os médicos podem não se sentirem confortáveis a realizar esta abordagem por falta de treino, tempo ou conhecimento sobre o assunto, receio de impor visões religiosas ou de não ter competência e sentir desconforto para abordar uma temática. Acreditar que uma abordagem religiosa possa não ser relevante para o tratamento médico. Pelos motivos expostos, Franklin Santos defende que as faculdades da área da saúde e humanas deveriam abordar estas questões numa disciplina académica.

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