• No results found

Andre utformingsplikter for arbeidsgiver

5.2 Generelle utformingsplikter

5.2.2 Andre utformingsplikter for arbeidsgiver

Em primeiro lugar, distinguem-se três categorias de instituições, de acordo com o seu cariz: privado, misto e público. Estas diferenças têm implicações quanto à acção curatorial. As instituições onde os curadores se inserem para o desempenho, mais ou menos continuado, da actividade curatorial são: os museus e os centros de arte, as colecções públicas e privadas e os institutos estatais. São estas que, por regra, asseguram as relações contratuais mais duradouras.231

No seio institucional, verifica-se, actualmente uma existência híbrida entre pequenas equipas de curadores fixos institucionais e o recrutamento de curadores externos para projectos pontuais, em forma de outsourcing. Além desta transformação interna nos tecidos institucionais, criaram-se novos lugares institucionais para curadores, a par de iniciativas para promover essa prática, como concursos, programas e bolsas. Todavia, o número de curadores mantém-se bastante elevado em relação à sua procura, como de resto é comum às profissões artísticas (Menger, 1999), (Menger, 2006) e (Throsby, 2006).

Enquanto curador institucional existe um potencial de gozar-se de maior autonomia programática quanto menor dimensão tiver a instituição. Sobre diversos curadores, os seus pares afirmam recorrentemente como a sua actividade era mais interessante quando se encontravam fora das instituições (enquanto independentes) ou em instituições de pequenas dimensões, pela ousadia e inovação então propostas.232 Foi nesse sentido que Jean Leering (1934-2005), um dos pioneiros da curadoria, afirmou:

Por vezes, desejo que se pudesse voltar às pequenas instituições outra vez, a modelos como o projecto de Johannes Cladders, o Stadtisches Museum em Monchengladbach. Penso que Cladders foi muito mais interessante aí do que num grande museu» (Obrist, 2008: 78).

Existe um risco de fechamento dentro da instituição, assim como a imposição frequente relativa à exclusividade de desempenhar funções apenas no seio da instituição empregadora. Dependendo da instituição, pode ou não existir a necessidade constante de o curador gerar

231

Não se tomam aqui em consideração os vínculos às universidades, uma vez que nesses contextos os sujeitos não desempenham, por regra, actividades curatoriais.

232

fundos financeiros para a manutenção do programa de exposições; tal papel poderá, em certas instituições, ser desempenhado por uma equipa especializada que aliviará essa tarefa dos ombros do curador.

No pior dos cenários, e consoante o contexto, um curador institucional limita-se à produção de exposições ou à realização de funções de índole mais burocrática ou administrativa, como as tarefas inerentes à gestão corrente de um museu, e isso pode asfixiar a desejável componente autoral e de investigação curatorial.

Não quero ser director de nada, nunca na vida. Tudo menos ser director. Pode haver uma maneira mais fácil mas ainda não percebi qual é, mas quando trabalhas numa instituição, só sobrevives se tiveres trabalhos secretos, semi-secretos, pequenos, de uma dimensão radicalmente diferente da dimensão institucional. E quando se é director não tens possibilidade de fazer isso. Tu e a instituição fundem-se e confundem-se. Portanto não quero ser fundido nem confundido com nenhuma instituição. Ficas sem tempo para brincar! (C45)

Passamos o dia a receber pessoas, a tratar de solicitações que nos fazem, são emails sobre tudo e mais alguma coisa e que ocupam imenso tempo. É o dia-a-dia do museu, normal, que tem muita coisa para fazer e que não é trabalho explicitável. Toda a máquina da [Instituição], são imensos serviços e tudo isso absorve imenso tempo. Por um lado, há coisas em que isso te facilita o trabalho, porque tens cá um serviço de comunicação, uma biblioteca (...), tens programadores noutras áreas artísticas, tens cá (...) quem trata de tudo o que tem a ver com estruturas, electricidade, iluminação, ar condicionado, há estruturas montadas para te tratar de tudo. Mas também tens de lidar com essa máquina, contabilidade, audiovisuais, arquivo fotográfico... (...) Envolvo-me muito na questão da escrita e para mim a curadoria, a par do discurso visual que é a própria exposição, que também é muito empolgante, tinha esse lado animador para mim que era o poder escrever. O que é muito difícil nestes contextos, em que os telefones tocam. Partilho o gabinete com outra pessoa, e há sempre coisas do dia-a-dia do museu de que se está a tratar e que vão interromper. E o ritmo de um investigador não é nada disso... Portanto é muito complicado de conjugar porque tenho de fazer muita coisa prática, daquelas que não se vê. Por isso é que quando vim para cá não vim como curadora. O museu assumir que tem um curador residente e que só faz isso, ainda não vi em Portugal. É o director que acaba por assumir, faz mais curadoria do que qualquer outra coisa, nem sequer está preocupado se o curador faz ou não exposições. Se puder aproveitá-lo para fazer outros trabalhos, melhor. Portanto é uma coisa um pouco bizarra. Nos outros museus o curador tem budget para deslocações, pretende-se que ele seja o mais possível o seu perfil profissional, que faça mesmo curadoria, que faça contactos (...). Mas as pessoas lá vão fazendo umas coisitas, mas penso que são muito mal aproveitadas pela

instituição nesse sentido. Acabam por ser precisas para fazer outras coisas porque as equipas são pequenas, portanto nenhuma instituição pode pedir a uma pessoa que ela seja só curadora. E como não pode nem quer, as pessoas nunca são só curadoras, fazem muitas coisas. (C47)

Alguns sujeitos queixam-se de, nos últimos anos, a acção curatorial no seio institucional ter sofrido uma retracção, no sentido de uma rejeição progressiva do experimentalismo das programações por parte das instituições. Privilegiam-se as apostas seguras, atraentes para o público, justificativas de apoios mecenáticos. Este é um objectivo central de grande parte das maiores instituições a nível internacional, dominado pela imagem que se deseja transmitir:

Como curador de uma grande instituição, frequentemente não se tem voto na matéria naquilo que é a quinta-essência da profissão: títulos, capas de livros, imagens para a imprensa, calendarização das exposições, e até o conteúdo das mesmas, são geralmente decididos pelos gabinetes de Relações Públicas e departamentos de marketing (Hoffmann, 2007a: 141).

Também em Portugal, grosso modo, o questionamento teórico tem sido transposto para a arena da curadoria independente e mais raramente se verifica o aval das instituições para que estas sejam terreno para a polémica e para o risco.233

Os curadores institucionais agem, frequentemente, em articulação com outras instâncias de decisão institucionais, como sejam as colecções privadas ou estatais, e intervêm no domínio dos apoios e de prémios consagradores.

O peso destes agentes [os exibidores institucionais] é tanto maior quanto, em muitos casos, esta actividade de exibição é paralela a outra de aquisição de obras para as colecções institucionais e de concessão de subsídios dos mais variados tipos. Mesmo quando os agentes que decidem sobre as exposições e sobre as compras não são os mesmos, as duas linhas de actuação tendem a estar articuladas e, portanto, as selecções operadas têm não apenas efeitos decisivos de legitimação e consagração cultural – e, portanto, desde logo efeitos económicos indirectos – como efeitos económicos directos através das aquisições e dos subsídios. A relação estreita entre estes responsáveis e o Estado amplifica ainda o eco da sua acção, dando às suas opções uma dimensão de consagração oficial nacional (Melo, 2001a: 108).

Este enunciado veio a tornar-se cada vez mais expressivo no decurso das últimas décadas, uma vez que, a par do crescendo de instituições e, sobretudo, das colecções privadas,

233

verificou-se, por vezes, uma acumulação de posições dos agentes em múltiplas esferas. Tais efeitos ou implicações económicas suscitam, por vezes, debates acerca dos limites éticos dessas actuações.

São variadas as modalidades de relacionamento entre o curador e a instituição. Eis algumas das situações mais comuns: a cumulatividade de ligações pontuais em diversos contextos, em estruturas informais e também em estruturas institucionais; as ligações recorrentes mas instáveis: instituições com as quais o curador colabora com grande regularidade, apesar de não possuir qualquer vínculo estável; as ligações recorrentes e muito diversificadas: nestas o curador valoriza o desafio da necessidade de reinvenção da actuação porque o modo como se trabalha numa instituição é diferente do modo como se trabalha noutra. As relações solidificam-se e tornam-se recorrentes no caso de sucesso no desenvolvimento e resultado dos projectos. Por outro lado, pode existir uma diversidade de ligações, em âmbitos distintos.

Essa colaboração com o [nome da instituição] foi-se consolidando cada vez mais em função do bom desenvolvimento dos projectos. (...) Mantive essa ligação com o [nome da instituição] e à conta disso há muitas solicitações que ainda hoje tenho. (...) Mantenho relações com várias instituições e no meu percurso tenho colaborado com instituições muito diversificadas (...). Tenho um percurso até bastante institucional nesse aspecto, mas também relacionado com estruturas mais informais. (C31)

Alguns sujeitos operam um entrosamento progressivo nas instituições onde trabalham, em departamentos onde inicialmente aplicam competências fora do âmbito da curadoria. Ao ser-lhes reconhecido mérito pelos seus trabalhos curatoriais realizados fora da instituição, enquanto curadores independentes, conquistam no seio daquela, a autonomia que lhes possibilita posteriormente gerar ocasiões para criarem os seus projectos curatoriais, programarem e organizarem exposições nesse contexto. Replicam, assim, a acção curatorial primeiro desenvolvida externamente e depois dentro da instituição, após prova da sua capacidade para tal. Tal pode suceder, também, no caso de uma colecção, onde a acção do sujeito é inicialmente circunscrita, por exemplo, a um aconselhamento quanto à compra de obras de arte, e passa depois a abarcar uma maior abrangência no domínio curatorial, na realização de exposições ou edição de publicações:

Disseram-me que fizesse as minhas propostas para comprar, caso a caso, com o coleccionador. (...). Depois propus fazer uma exposição com essa colecção (…). Fizemos um catálogo só para a exposição. Ele entusiasmou-se com aquilo e (...) no jantar houve agradecimentos “ao [nome do curador] nosso colaborador etc.”. E a partir daí comecei a trabalhar com eles em regularidade, mas por projectos: agora vídeo, agora fazer o livro X, agora o livro Y. Depois o tempo foi passando, fui ficando cada vez mais integrado e tomando conta de muitos outros assuntos e começando a moldar as coisas à minha visão. (C1)

No caso de o curador ser externo aos quadros da instituição e existir um programador responsável por esse espaço, será necessária a manutenção de um diálogo e negociação constantes entre ambos os agentes: apenas mediante acordo mútuo os projectos são aprovados, os artistas e as obras seleccionados e o plano da montagem da exposição executado.234

No tocante às questões contratuais, o estabelecimento de contratos com curadores independentes é prática comum no seio das instituições mais firmadas, quando destinados à curadoria de exposições (mas nem sempre para a escrita de textos, frequentemente assente num acordo verbal).235 Pelo contrário, as estruturas mais frágeis não costumam estabelecer contratos com curadores independentes. Quanto aos contratos dos curadores institucionais, um ponto fulcral é a questão da exclusividade: em certas instituições, existe um acordo assinado em como não se pode escrever ou fazer curadoria para outros sítios. Noutras, esta questão encontra-se apenas implícita. A prática de curadoria independente externa à posição institucional é algo que pode, nalguns casos, ser negociado entre o curador e a instituição. Para certos cargos, essa experiência pode ser entendida como uma mais-valia para as funções institucionais, no sentido em que alargará a experiência do sujeito, o seu conhecimento do terreno, assim como a sua rede de seus contactos no meio, útil para o estabelecimento de parcerias. Noutras situações, ainda que essa cláusula não se encontre discriminada contratualmente, a actuação em ambas as esferas não é viável, por vários motivos:

234

É o que sucede, por exemplo, no Espaço Chiado 8 – Arte Contemporânea/Fidelidade Mundial, onde a programação se encontra sob a responsabilidade da Culturgest.

235

Observaram-se, na pesquisa de terreno, casos de sujeitos que nunca possuiram contratos de trabalho enquanto curadores, outros que os mantiveram em situações pontuais, e outros casos ainda em que, para as várias instituições com as quais colaboram, os sujeitos assinam contratos de trabalho com alguma regularidade. Cf. em Anexo dois exemplos de contratos institucionais para o desempenho de funções de curadoria.

Não posso fazer comissariados para fora daqui, mas posso escrever textos e catálogos. Não está especificado no contrato, mas na prática acaba por não ser possível. E por razões práticas, porque estou aqui de manhã à noite, e se estiver a fazer comissariados para outros sítios, necessariamente estou a fazer esse trabalho aqui no meu horário de trabalho. Na prática não é bem aceite, não está escrito em lado nenhum mas não é aceite. (C47)

No planeamento e no decurso da preparação de uma exposição no enquadramento institucional, a dimensão das equipas de trabalho pode ser 1) de pequena escala: na realização de trabalhos recorrentes com equipas muitas vezes compostas pelos mesmos agentes; 2) de escala média, onde o curador articula a informação com os vários departamentos existentes; 3) de grande escala (modalidade menos frequente): as equipas são numerosas, compostas, por vezes por um comissário geral, vários outros curadores e uma equipa de produção.

Numa instituição de pequenas dimensões, a polivalência pode comportar: a responsabilidade pelos conteúdos de divulgação e publicação, a coordenação da chegada de obras, dos transportes e também desempenhar o papel de elo de ligação entre a instituição e o artista.

Quanto às hierarquias institucionais relativas às posições de curador, considere-se primeiro a situação internacional, veiculadora de uma perspectiva mais abrangente acerca das posições institucionais correntes, para em seguida atentar-se na situação nacional. Na Figura 4.8 estão patentes as principais posições hierárquicas que se podem encontrar na composição do quadro profissional de uma instituição internacional de dimensão média ou grande. O esquema refere-se a posições relativas a profissionais que trabalham a tempo inteiro, o que não significa que coexistam todas as posições numa mesma instituição. Outro aspecto a ressaltar é que, consoante a instituição, uma dada posição pode gozar de maior ou menor autonomia programática ou liberdade de acção. Por exemplo, em pequenas instituições sem fins lucrativos, o director terá o perfil de curador. Já em instituições de médias e grandes dimensões, o mais comum é a existência de um director ou director executivo – lugares tendencialmente de gestão e organização – um curador chefe e um curador. A posição de curador assistente difere no contexto de um museu ou de uma pequena instituição sem fins lucrativos: nesta, será desempenhada durante os cinco primeiros anos de prática curatorial, e, naquele, por profissionais com maior experiência e idade. Numa instituição de grandes

dimensões, haverá um ou mais curadores responsáveis por cada departamento especializado: por exemplo, curadores das colecções de fotografia, de pintura, ou de gravura e desenho.236

Figura 4.8: Principais posições hierárquicas curatoriais no contexto internacional

Nota: Esquema hierárquico elaborado com base na análise de quadros de instituições e de oportunidades de emprego de estruturas internacionais, complementado com informação recolhida nas entrevistas.

O esquema proposto é passível de desdobrar-se ainda noutras posições ali não incluídas, referentes a casos em que a hierarquização é mais difusa: o curador adjunto, por exemplo, trabalha agregado a uma instituição sem que lá esteja presencialmente a tempo inteiro. Em termos salariais, situa-se abaixo do curador, mas goza de maior peso institucional e autonomia judicativa. Um curatorial fellow trabalha durante um ano numa instituição: em termos hierárquicos estaria em paralelo, mas com competências diferentes, em relação a um assistente de curadoria.237

O exame às descrições das tarefas inerentes aos postos de trabalho revela-se uma ferramenta útil para captar as competências requeridas às várias posições hierárquicas e aferir

236

Assim sucede, por exemplo, no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA). 237

Agradece-se a Miguel Amado pelas informações que se incluem neste passo, relativas à leitura da figura. Citam-se outras posições curatoriais não mencionadas no texto, nas suas designações originais: curatorial associate, federal curator, curator-at-large, program director, program coordinator, chief curatorial advisor, curatorial advisor, manager of curatorial affairs, curatorial intern, visiting curator, guest curator, director of special exhibitions, special projects curator e consultative curator.

CURADOR CHEFE CURADOR SÉNIOR CURADOR CURADOR ASSOCIADO CURADOR ASSISTENTE / ASSISTENTE DE CURADORIA

os salários respectivos.238 Também as notícias que versam promoções hierárquicas servem de complemento informativo sobre as trajectórias percorridas em âmbito institucional internacional:

Paola Antonelli, a curadora de design do Museum of Modern Art de Nova Iorque, foi promovida à posição de curadora sénior do departamento [...]. Organizou algumas das mais importantes exposições [...], foi promovida após 13 anos de trabalho naquele museu, tendo desempenhado as funções de curadora associada desde 1994 e de curadora a partir do ano 2000. Segundo [...] o director do MoMA, «o título de curadora sénior indica mérito excepcional e está entre as mais altas distinções que o museu pode oferecer. [...] Antonelli ajudou, com sucesso, a estabelecer o design como uma área significativa de estudo e promoveu o seu mais largo entendimento perante uma audiência sempre crescente e apreciativa.»239

Do trecho citado, infere-se que a posição de curadora sénior, no seio de uma instituição como a supracitada, é o culminar de uma carreira de enorme relevo, entendida praticamente como uma atribuição honorífica.

Em Portugal, nenhuma destas posições – excepto a de curador – faz parte dos quadros institucionais. Detecta-se, no entanto, essa hierarquização velada, como no caso dos assistentes de curadoria, que trabalham informalmente com curadores mais experientes. Estes não constituem, por norma, vínculos contratuais e podem concretizar-se em trabalhos pontuais (com a duração de um projecto, seja este uma exposição ou um catálogo) ou em relações mais duradouras, com a duração de vários anos. Os sujeitos fazem, certas vezes as analogias entre a sua posição e aquelas designações:

Detesto aqueles trabalhos de produção burocráticos. Já tive de fazer muitos durante muito tempo, mas sinto que já tenho idade para não ter que fazer. Já tenho alguma idade, já sou um sénior, já tenho responsabilidade. Se estivesse nos Estados Unidos era um senior curator. (C50)

A designação “curador” consta hoje das designações oficiais apresentadas nos sítios de certos museus e de outras organizações. É o caso do Centro de Arte Moderna da Fundação

238

Em inglês, job description. Porém, a nível nacional, tal investigação revela-se infrutífera, uma vez que não é habitual a existência de concursos para posições de curadoria.

239

Informação disponível em ArteCapital, secção Notícias, 21/12/2007, “Antonelli torna-se curadora sénior do MoMA”: http://www.artecapital.net/home.php.

Calouste Gulbenkian, do Museu do Chiado, do Museu de Arte Contemporânea de Serralves e da Associação Zé dos Bois, entre outras.

Vários curadores nacionais ocupam ou ocuparam posições de destaque na hierarquia institucional como directores, assessores ou adjuntos de direcção de museu ou de centros de arte e de institutos. Todavia, é difícil apurar o número de curadores cuja existência se encontra prevista nos quadros institucionais: muitas vezes o título da posição não inclui directamente a designação de curador ainda que se venham a desempenhar essas funções e que se declare externamente o sujeito como tal.

Também o inverso se verifica: posições cujo título é curatorial mas em que a prática distancia-se dessas funções, e consiste em tarefas maioritariamente administrativas. Por outro lado, ainda que nos quadros fixos possa não haver outras designações além da de curador, numa exposição de dimensão média ou grande é já relativamente comum haver assistentes de curadoria, curadores executivos, ou um curador-geral, no caso de se tratar de uma equipa de curadores.

Sem surpresa, a limitação das verbas impossibilita o aumento das equipas curatoriais, mesmo quando verificada a sua importância:

A equipa curatorial que neste momento existe no Museu sou eu [Director], o meu assessor, (...), e depois tenho um conjunto de curadores que asseguram a produção das exposições e que também asseguram o comissariado de algumas das exposições. (...). Elas fazem sobretudo um trabalho de coordenação de produção, mas também são convidadas, cada vez mais, a trabalharem com a colecção. Neste momento temos vários programas para dinamizar a actividade curatorial. É verdade que gostaria de ter mais curadores residentes, mas continuamos