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- ANCRE UNDERSØKELSER AV LUFTFORURENSNINGER I SARPSBORG OG FREDRIKSTAD

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A legislação educacional em vigor, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB nº 9.394/96, que trata em seu Capítulo IV, Da Educação Superior, em seu artigo 56, do princípio da gestão democrática, e nos artigos 61 e 64 do Título VI - Dos Profissionais da Educação -, demonstra a constante preocupação com a formação do profissional que fará a administração, o planejamento da escola, pois reconhece que a não preparação adequada desse profissional – diretor/gestor

– para resolver as tarefas de tamanha responsabilidade pode levar ao não cumprimento de suas finalidades.

As funções, como a “de preparar as condições, estimular e organizar a mudança, ao invés de simplesmente “executar” medidas e decisões relativas a ela”, poderão, como afirma Myrtes Alonso (1976, p.6)12, provocar conseqüências indesejáveis à atual e complexa sociedade porque é por meio da escola que se busca manter o equilíbrio entre o que foi o passado dessa sociedade e o que se objetiva para o futuro, já que o papel do diretor implica sensibilizar, coordenar e dirigir a todos para efetivarem a ação necessária para que a mudança ocorra.

Alonso, em sua análise a respeito da falta de preparação da escola para a mudança, ressalta que a escola, enquanto uma instituição social reconhecida pela sociedade como a responsável pela sistematização do conhecimento humano acumulado, deve estimular o progresso social a fim de compatibilizar o desenvolvimento social com o individual; deve rever e repensar as suas formas de organização para atender às finalidades para as quais foi instituída e reconhecida legalmente, como já apontava Althusser.

A formação desse profissional, como mostra a História da Administração de Recursos Humanos, era predominantemente baseada na transmissão de conteúdos, de forma fragmentada, positivista e sistêmica, da Administração de Empresas, da administração científica, taylorista, repassada automaticamente para a Administração Escolar, em que os conceitos vigentes à época eram de centralização das decisões de controladores das atividades realizadas nas escolas, sob rígida supervisão das mínimas ações praticadas pelos professores, assistentes, auxiliares e outros, sem liberdade para outras iniciativas. A participação das pessoas era mínima nas decisões ou programações. Os alunos, conseqüentemente, obedeciam rigorosamente às regras estabelecidas pelo diretor, termo utilizado no masculino, pois eram poucas as mulheres que ocupavam esses cargos. Não se ouviam as vozes desses atores sociais.

A escola, enquanto um conjunto integrado de papéis sociais, palco da formação de novos atores sociais para a sociedade em transformação, é citada pela

12 ALONSO, Myrtes. O Papel do Diretor na Administração Escolar. São Paulo, DIFEL, EDUC,

autora13 para mostrar o campo de ação e o papel de seu dirigente, porque para

Alonso, a mesma precisa sofrer alterações em seu interior, também como afirma Thurler (2001), para que possa canalizar os recursos financeiros e humanos para a concretização de determinados objetivos, cumprindo assim, eficientemente, a sua ação institucional.

Alonso (1976, p.152) afirma ainda que o papel do diretor é fundamental para garantir a unicidade da escola, de seus objetivos, principalmente quando ele tem de liderar um grupo de especialistas com diferentes funções, docentes e demais profissionais existentes na organização escolar, efetuando a ponte entre as informações das instâncias superiores e o cotidiano escolar.

Lipham14 sumarizou os estudos mais recentes a respeito e deixou claro que as expressões liderança e administração não são sinônimas, mas estão intimamente relacionadas. No seu entender,

“... Liderança é aquele comportamento que garante a iniciação de uma “nova estrutura” ou “procedimento” necessário ao alcance dos objetivos da organização, ao passo que o comportamento do administrador pode ser identificado com a “utilização de estruturas” e “processos” existentes em direção aos objetivos estabelecidos. Portanto, a administração é vista como uma força de estabilização, enquanto a liderança, como força de inovação ou renovação”.

A autora mostra os estudos comparativos realizados em empresas, em que o estilo de administração dos diretores influencia nos padrões de desempenho administrativo, e o estilo de liderança pode se manifestar no ‘moral do grupo’ e na ‘satisfação’ dos membros da organização, acarretando alto moral e alta dose de satisfação pessoal, determinando grande comprometimento dos indivíduos com os objetivos da organização e no desempenho de suas tarefas. O estudo aponta (1976, p.154) como resultado de pesquisa que

13 A Profª Drª Myrtes Alonso faz a análise do papel do diretor - de escolas de primeiro grau - em sua

concepção teórica, buscando obter a melhor concepção do papel do diretor de escola, à época, dentro dos objetivos e da estrutura propostos para o sistema escolar brasileiro. Faz um estudo sobre a origem das modernas organizações, abordando os enfoques behaviorista, estruturalista, sistêmico das organizações a partir do olhar das teorias da administração, e uma análise e proposta da organização escolar refletindo sobre a escola como sistema social enquanto um meio que possibilita a ascensão social da população. Aponta também os aspectos informais da organização escolar e seus problemas de mudança além de olhar a função administrativa na escola, sua hierarquia como fonte de autoridade, e o papel específico desse diretor de escola de 1º grau.

“ ...o diretor não pode ser visto como mero aplicador de leis ou provedor de recursos materiais para a escola, deve antes ser pensado como o criador de novas atitudes, o estimulador do progresso e o mediador na solução de problemas e dificuldades dos vários elementos da escola”.

Ressalta ainda que esse diretor deve se preocupar com os aspectos materiais da organização e funcionamento da escola, com seus aspectos psicológicos e sociais que permitam uma condição adequada de trabalho aos professores e melhor aproveitamento para os alunos. Enfatiza que esse clima de harmonia e participação é essencial para a eficiência do trabalho educativo.

No entanto, para ela, esse papel do diretor só ocorrerá quando ele for “percebido” como um “tomador de decisões” e não como mero “executor” de ordens superiores; na realidade, quando assumir a efetiva liderança do trabalho escolar. Assim, lista os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para o êxito na direção da escola:

a) comunicar-se de modo formal e informal com os membros do seu grupo; b) tomar decisões dentro de critérios mais racionais;

c) manter o “moral” alto do grupo, atentando para as mudanças necessárias;

d) liderar o grupo, levando os membros da organização a aceitarem e mesmo desejarem a mudança. [1976, p.157].

Para ela, então, todos os comportamentos desejados para um diretor de escola envolvem conhecimentos de diversas áreas das Ciências Sociais e da Administração, desde a Psicologia Social, Sociologia, Dinâmica de Grupo, Ciências Políticas, Educação em Geral, ou seja, uma formação interdisciplinar e complexa que apenas uma área não pode abranger.

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