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Para Covey (2005, p.96)11, “liderar é comunicar às pessoas seu valor e seu

potencial de forma tão clara que elas acabem por vê-los em si mesmas”. Em sua definição, o autor enfatiza que o fato de comunicar à pessoa o seu valor e potencial de forma clara, forte e coerente, auxilia-a a colocar em movimento o processo de ver, fazer e tornar-se um líder; auxilia-a a ouvir a sua voz interior e, assim fazendo, mobiliza os seus recursos físicos, mentais, emocionais e espirituais, com responsabilidade e cobrança, ressaltando que a influência da liderança é regida por princípios para se desenvolverem os talentos.

Por essas citações e vários outros estudos que existem a respeito, a liderança é uma das ferramentas da gestão que contribuem para o sucesso da escola. Assim, Covey (2002) faz uma abordagem baseada em princípios, diferente de abordagens tradicionais. Fala da Liderança Orientada e de seus princípios corretos que se assemelham a bússolas, que estão sempre indicando caminhos; basta saber lê-las, que não há condições de se perder, nem se sentir confuso. Para ele, Princípios são leis naturais comprovadas e validadas por si. Eles surgem sob a forma de valores, idéias, normas e ensinamentos que elevam, enobrecem, satisfazem, fortalecem e inspiram as pessoas.

Ele acredita que não se podem violar impunemente essas leis naturais, porque Princípios, ao contrário de valores, são objetivos e externos. Operam em obediência a leis naturais. Valores, para ele, são subjetivos e internos. Entende que os valores assemelham-se a mapas. Mapas não são os territórios; são tentativas de representações desses territórios. Bússola orientada por princípios fornece uma visão e uma direção. com princípios Afirma que os valores refletem as crenças dos antecedentes culturais; que as pessoas desenvolvem um sistema de valores desde crianças, e eles se tornam ‘lentes’ pelas quais elas olham o mundo.

Afirma que quando as pessoas alinham seus valores pessoais corretos, libertam-se de percepções e paradigmas antiquados. Ressalta que uma das características dos autênticos líderes é a humildade, evidente em sua capacidade de retirar aquelas ‘lentes’ e examinar as lentes com objetividade, analisando como

seus valores, percepções, crenças e comportamentos se alinham com os princípios desse ‘norte verdadeiro’.

Covey cita quatro dimensões fundamentais para o desenvolvimento das forças internas de cada um: Segurança: representa o sentido de valor, identidade, apoio emocional, auto-estima e força pessoal; Orientação: é o direcionamento que se adota na vida. A maior parte desse direcionamento vem de padrões, princípios ou critérios que governam as vidas, atuando ou agindo sobre elas; Sabedoria: sugere uma perspectiva sábia da vida, um sentido de equilíbrio, uma aguçada percepção da maneira pela qual as várias partes e os princípios se relacionam. Compreende a capacidade de julgamento, discernimento e compreensão. A sabedoria inclui a capacidade de discernir entre a alegria pura e o prazer temporal; Força: é a capacidade de agir, o poder e a coragem para realizar alguma coisa. É a energia vital para fazer escolhas e tomar decisões.

O autor afirma que esses quatro fatores são interdependentes, e quando eles “estão harmonizados, criam a grande força de uma nobre personalidade, um caráter equilibrado, um indivíduo maravilhosamente integrado”.

Covey (2002, p.7) lista também as características dos líderes com base em princípios. São elas: 1) estão continuamente aprendendo; 2) estão voltados para o serviço: encaram a vida como uma missão e não como uma carreira; 3) irradiam energia positiva; 4) acreditam nas outras pessoas; 5) suas vidas são equilibradas; 6) encaram a vida como uma aventura; 7) são sinérgicos; 8) exercitam-se pela auto- renovação.

Danah Zohar (2008), física e consultora de empresas, em sua palestra sobre Líderes para um novo tempo, aborda a existência de três tipos de capital nas organizações: o material (patrimônio e dinheiro); o social (segurança, satisfação e qualidade de vida das pessoas envolvidas no processo); o espiritual (que se concretiza no sentido e propósito dos produtos e serviços oferecidos aos clientes). Afirma que assim como esses três capitais, existem três tipos de inteligência já mensurados pelos seus respectivos quocientes: QI – Quociente Intelectual, ligado ao capital material; QE – Quociente Emocional, que engloba a habilidade de se adaptar a diversas situações e a capacidade de se relacionar e interagir com o meio ambiente e com o outro, ligado ao capital social: sem o QE não se pode usar o QI. Por fim, o QS – Quociente Espiritual – que corresponde à necessidade profunda de propósito e sentido na vida, ligado ao capital espiritual; é o que move a pessoa

rumo a valores mais elevados. O QS integra o QE e o QI, constituindo a fundação necessária para o funcionamento eficiente da inteligência como um todo.

Ela aponta as qualidades da inteligência espiritual, que são nove características que devem ser consideradas: 1) autoconsciência (quem sou eu e o que quero da vida?); 2) motivação por visões e valores maiores (quais são meus objetivos: sou capaz de ir além dos interesses pessoais e familiares?); 3) capacidade de lidar com adversidades (estou aberto para transformar as dores em aprendizagem?); 4) ser holístico (percebo a conexão entre fatos, locais, épocas e idéias? Sou capaz de estabelecer vínculos interpessoais?); 5) entender a diversidade (como me comporto frente às minorias?); 6) acreditar no que faz (sou capaz de defender meu ponto de vista em qualquer situação?); 7) perguntar “por que devo fazer isso?” (cultivar a insistência, fazer perguntas inteligentes); 8) espontaneidade (habilidade de falar com o coração); 9) compaixão (não é piedade; compaixão é empatia).

Assim, Zohar considera que a fórmula para promover a inteligência espiritual é fazer perguntas. Perguntar sempre. Buscar mais e mais o porquê.

Essa maneira de abordar a liderança apresenta muita semelhança com os tópicos apresentados na formação do líder, defendidos por Warren Bennis.

Todas as questões apresentadas pelos autores no processo da gestão, da gestão de pessoas, liderança e autonomina na organização ocorrem também nas instituições escolares desde a escola básica até a universidade, visto que se trata de instituições que lidam com seres humanos. Assim, foi apresentada uma reflexão sobre a Gestão de Pessoas nas Escolas e Universidades.

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