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Analysis and presentation of thematic developed subcategories

Chapter 4: Analysis and presentation of data

4.3. Presentation of interview data

4.3.2. Analysis and presentation of thematic developed subcategories

Priscila Pereira Pessoa – Universidade Estadual do Ceará – Fortaleza - Ceará – Rua Dr. Alfredo Weyne, 100, Bloco A, apto. 201, Bairro de Fátima, Fortaleza – Ceará – [email protected]

Ivana Fontenele Carlos – Universidade Estadual do Ceará – Fortaleza - Ceará. Sandra Machado Lira – Universidade Estadual do Ceará – Fortaleza - Ceará.

Ana Thereza Guerreiro Cruz – Universidade Estadual do Ceará – Fortaleza - Ceará. Nadia Tavares Soares – Universidade Estadual do Ceará – Fortaleza - Ceará.

Resumo: Embora não haja um padrão-ouro para o diagnóstico de desnutrição, a Avaliação Subjetiva Global (ASG) encontra-se dentro das avaliações consolidadas na literatura. A ASG representa um meio de identificação de risco de complicações envolvidas no estado nutricional do paciente. O presente estudo objetivou classificar o estado nutricional de pacientes oncológicos em tratamento a nível ambulatorial, alojados em casa de apoio de um centro de referência, através do uso da ASG. A realização do presente trabalho ocorreu no Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO) em Fortaleza - Ceará, hospital da rede privada, conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Consistiu em um estudo transversal aplicado em 18 pacientes alojados na Casa de Apoio do referido Centro. Na avaliação nutricional foi utilizado o método denominado Avaliação Subjetiva Global (ASG). 13 pacientes foram classificados como bem nutridos. Concluímos que apesar do câncer favorecer à desnutrição, nos pacientes estudados esta intercorrência não foi predominante, sugerindo bom prognóstico para os casos analisados.

Palavras chave: Avaliação nutricional; pacientes oncológicos; nutrição.

Introdução: Na década de 80, a Avaliação Nutricional Subjetiva Global (ASG), método de triagem de risco nutricional foi elaborada e validada1. Esse método foi definido como uma metodologia adequada para a avaliação nutricional. Está fundamentado na história de perda de peso, de tecido adiposo e muscular, alteração dietética, sintomas gastrintestinais com persistência acima de duas semanas, alteração da capacidade funcional e exame físico2. Embora não haja um padrão-ouro para o diagnóstico de desnutrição, a ASG encontra-se dentro das avaliações consolidadas na literatura3. Representa um meio de identificação de risco de complicações envolvidas no estado nutricional do paciente4. Diante das complexas alterações que o câncer ocasiona e que confluem para o estado nutricional comprometido, faz-se essencial uma triagem nutricional eficiente a fim de identificar os pacientes em risco, além do início de assistência nutricional em nível individual tão breve quanto possível, diminuindo as chances de complicação do paciente quando submetido ao tratamento5. O presente estudo objetivou, portanto, a classificação do estado nutricional de pacientes oncológicos em tratamento a nível ambulatorial, alojados em casa de apoio de um centro de referência, através do uso da ASG.

Metodologia: A realização do presente trabalho ocorreu no Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO) em Fortaleza – Ceará, hospital da rede privada, conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Consistiu em um estudo transversal aplicado em 18 pacientes oncológicos alojados na Casa de Apoio do referido Centro. Os aspectos éticos incluíram o esclarecimento da pesquisa aos pacientes, que uma vez concordando em participar daquela, assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e o trabalho foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa cujo número do protocolo é 107269341. Para obter o diagnóstico nutricional da amostra foi utilizado o método denominado Avaliação Subjetiva Global (ASG), que consta de questões sobre as alterações da ingestão alimentar, perda de peso, presença de sintomas gastrintestinais, alterações na capacidade funcional e demanda

metabólica provocada pela doença. Consta também de um exame físico, contendo itens sobre a perda de gordura subcutânea nas regiões do tríceps e do tórax, perda de massa muscular no quadríceps e deltóide, avaliando ainda a presença de edema na região do tornozelo e na região sacral e presença de ascite. Por fim, depois da avaliação e observação dos dados, o paciente é classificado da seguinte forma: “A” para paciente bem nutrido, “B” para paciente moderadamente desnutrido ou com suspeita de desnutrição, “C” para pacientes gravemente desnutridos1.

Resultados e Discussão: A amostra homogênea, 50% de cada gênero, com média de idade de 49,7 anos para as mulheres e 58,3 anos para os homens. Segundo a classificação da ASG, 13 pacientes foram classificados como bem nutridos, 3 como moderadamente desnutridos e 2 como gravemente desnutridos. Em relação as mulheres, todas foram classificadas como bem nutridas. No caso dos homens, dentre os 9, 4 foram classificados como bem nutridos, 3 como moderadamente desnutridos e 2 como gravemente desnutridos. Ou seja, maioria dos pacientes foi classificada como bem nutrida (tanto homens como mulheres). Em outro estudo verificou-se que 46,67% dos pacientes portadores de câncer internados em um hospital de grande porte foram considerados bem nutridos, segundo a ASG, ou seja, menos da metade dos pacientes oncológicos, resultado que contrasta com o nosso estudo no qual a maioria dos pacientes foi de bem nutridos6. Assim como em outro trabalho o qual evidenciou desnutrição em 59,8% de desnutrição em pacientes com câncer7.

Conclusões: Concluímos que de acordo com a ASG, a maioria dos pacientes encontram-se em bom estado nutricional, apesar de estarem em tratamento contra o câncer, o qual geralmente leva à desnutrição e caquexia.

Agradecimentos: Aos pacientes que gentilmente dispuseram seu tempo para participar de nossa pesquisa.

Referências:

1. Detsky AS, Mclaughlin JR, Baker JP, Johnston N, Whittaker S, Mendelson RA, Jeejeebhoy KN. What is subjective global assessment of nutritional status? J. parenter. enteral nutr. 1987; 11 (1): 8-13.

2. Merhi VAL, Ravelli MN, Ferreira DVM, Oliveira MRM. Relação de concordância entre a avaliação subjetiva global e o índice de massa corporal em pacientes hospitalizados. Alim. Nutr. 2007; 18 (4): 375-380.

3. Guedes AC, Gama CR, Tiussi ACR. Avaliação nutricional subjetiva do idoso: Avaliação Subjetiva Global (ASG) versus Mini Avaliação Nutricional (MAN®). Com. Ciências Saúde. 2008; 19 (4): 377-384.

4. Maicá AO, Schweigert ID, MAICÁ, A.O. Avaliação nutricional em pacientes graves. Rev. bras. ter. intensiva. 2008; 20 (3): 286-295.

5. Oliveira T. A importância do acompanhamento nutricional para pacientes com câncer. Prat. hosp. 2007; 9 (51):150-154.

6. Azevedo LC, Medina F, Silva AA, Campanella ELS. Prevalência de desnutrição em um hospital geral de grande porte de Santa Catarina / Brasil. Arq. catarin. med. 2006; 35 (4): 89-96.

7. Coppini LZ, Waitzberg DL, Correia, MITD; Van Aanholt D, Oliveira GPC, Guimaräes, AF, et al. Perfil nutricional de pacientes internados no Hospital Beneficência Portuguesa. An. paul. med. cir. 2001; 128(1):28-35.

PERCEPÇÃO DA IMAGEM CORPORAL EM FREQUENTADORES