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Analyse av prosjektenes usikkerheter

In document Usikkerhetsstyring i Statens vegvesen (sider 66-76)

7 Analyse av prosjekter

7.8 Analyse av prosjektenes usikkerheter

Tal como se fez com os dados de 2007, em 31 de dezembro de 2009 os índices aqui analisados assim se apresentaram, como mostra o Quadro 38.

Índice Cálculo efetuado Resultado

EBITDA Lucro líquido antes dos juros, impostos,

depreciações/ exaustões e amortizações R$ 324.964 mil Margem EBITDA EBITDA / Receita líquida de vendas 10,75%

Margem Bruta Lucro bruto / Receita líquida de vendas 29,07% Margem líquida Lucro líquido / Receita líquida de vendas 7,07%

Retorno sobre ativos Lucro operacional (antes das despesas

financeiras e dos impostos) / Ativo total 6,00% Retorno sobre Patrimônio

líquido Lucro líquido / Patrimônio líquido 9,18%

Quadro 38 – Índices de desempenho de 2009

Fonte: Calculados pelo autor com base em Gafisa (2009)

3.4. Demonstrações Contábeis de 2009 reapresentadas em 2010

Em 2010, como houve a entrada em vigor das IFRS para as companhias abertas, bem como houve em 2009 a emissão de inúmeros pronunciamentos do CPC e a consequente aprovação por parte da CVM, as demonstrações financeiras de tal exercício social passaram a contemplar tais normas. Para preservar comparabilidade, os números de 2009 foram reapresentados. No Quadro 39 são elencadas as notas explicativas existentes nas demonstrações reapresentadas de 2009 e que se referem a aspectos gerais:

Nota explicativa Objetivo

1. Contexto

operacional Descrição dos objetivos sociais da empresa, bem como menção de fatos importantes, neste caso, citação da abertura de capital da empresa em 2006 e 2007, na BOVESPA e New York Stock

Exchange, respectivamente, além de divulgação de aquisições

efetuadas pela empresa. 2. Principais práticas

contábeis Data de aprovação das demonstrações financeiras pela Diretoria; Divulgação da política de reconhecimento dos resultados (receitas e despesas) e práticas contábeis relativas a: (1) estimativas, premissas e julgamentos; (2) consolidação; (3) Moeda funcional e moeda de apresentação; (4) reconhecimento de receita de vendas e custo; (5) instrumentos financeiros; (6) caixa e equivalentes de caixa, (7) contas a receber; (8) certificados de recebíveis imobiliários, (9) securitização de recebíveis; (10) imóveis a comercializar; (11) gastos com vendas a apropriar; (12) despesas pagas antecipadamente; (13) provisão para garantias; (14) ativo tangível; (15) ativo intangível, (16) investimentos em controladas; (17) obrigações por incorporações imobiliárias e adiantamento de clientes; (18) imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido; (19) outros passivos circulantes e não circulantes; (20) plano de opção de compra de ações; (21) benefícios a empregados; (22) ajuste a valor presente; (23) impairment de ativos; (24) custo de emissão de ações e debêntures; (25) Custo de empréstimos; (26) Provisões; (27) demonstrações dos fluxos de caixa e do valor adicionado; (28) Ações em tesouraria; (29) Lucro por ação – básico e diluído; e (30) Combinação de negócios iniciadas em janeiro de 2009.

3. Primeira adoção

das IFRS Divulgação dos detalhes dos impactos da adoção das IFRS, nos saldos de 01.01.2009 e 31.12.2009.

Quadro 39 – Notas explicativas divulgadas nas demonstrações contábeis de 2009 (aspectos gerais) (dados reapresentados)

Fonte: Elaborado pelo autor com base em Gafisa (2010)

No Quadro 40 são elencadas as notas explicativas relacionadas a áreas específicas do Ativo (balanço patrimonial).

Nota explicativa Objetivo

4. Disponibilidades e aplicações financeiras

Detalhamento dos saldos classificados em tal rubrica contábil, além de divulgação do rendimento em termos do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) auferido pela empresa e destaque do valor de caixa com restrição de uso.

5. Contas a receber de clientes de incorporação e serviços prestados

Abertura do saldo em circulante e não circulante, menção da existência de provisão para devedores duvidosos e menção do saldo classificado como antecipação ou adiantamento de clientes, além de abertura do ajuste a valor presente e divulgação de detalhes sobre operações de securitização de recebíveis. Adicionalmente, houve divulgação do saldo a vencer das contas a receber ‘até após o ano de 2015’ e movimentação da provisão para devedores duvidosos do exercício anterior ao corrente.

6. Imóveis a comercializar Detalhamento do saldo (terrenos, imóveis em construção e unidades concluídas), abertura de parcela realizável no curto prazo (circulante) e longo prazo (não circulante), divulgação de imóveis dados em garantia de empréstimos e financiamentos e menção do tratamento de terrenos recebidos em permuta (com o compromisso de construção assumido pela empresa).

7. Demais contas a

receber Abertura do saldo (composto de contas correntes com empresas parceiras dos empreendimentos, adiantamentos para futuro aumento de capital etc).

8. Investimentos em

controladas Detalhamento do saldo dos investimentos nas Sociedades de Propósitos Específicos (SPE’s), com menção da participação percentual, valor do patrimônio líquido e lucro ou prejuízo das investidas, saldo do investimento em cada uma das investidas, valor da equivalência patrimonial.

9. Ativos intangíveis Divulgação de ágio (custo e amortização acumulada) e deságio contabilizado por investida cuja aquisição deu origem a tal rubrica. Adicionalmente, houve menção de quem nenhuma perda de impairment foi reconhecida.

Quadro 40 – Notas explicativas divulgadas nas demonstrações contábeis de 2009 (áreas específicas do Ativo) (dados reapresentados)

Fonte: Elaborado pelo autor com base em Gafisa (2010)

As notas explicativas reapresentadas, relativas às contas de Passivo e Patrimônio líquido (Balanço Patrimonial) de 2009, bem como seus objetivos, são descritas no Quadro 41.

Nota explicativa Objetivo

10. Empréstimos e financiamentos

Descrição do tipo de operação (capital de giro, Sistema Financeiro de Habitação - SFH, assunção de dívidas decorrentes das incorporações de controladas etc), taxa de juros, divulgação do valor vincendo no curto prazo (circulante) e longo prazo (não circulante), cronograma de pagamento, garantias dadas e divulgação da existência de contratos de

swap para alguns dos contratos. Adicionalmente, houve

divulgação das linhas de crédito disponíveis para a empresa, bem como o valor do custo de empréstimos total e a parcela que foi capitalizada no custo dos empreendimentos; houve também a divulgação da movimentação do custo de empréstimo capitalizado, além da parcela que foi reconhecida no resultado.

11. Debêntures Detalhamento das características da emissão efetuada pela empresa como valor, remuneração anual, cronograma de pagamentos, covenants e situação de adimplência em relação ao requerido pelos credores e divulgação de parcela circulante e não circulante.

12. Demais contas a pagar Detalhamento de contas correntes, provisão para perdas em investimentos, aquisição de participações, entre outros.

13. Provisão para

contingências Descrição da movimentação na provisão de 2008 a 2009, divisão dos valores em circulante e não circulante, divulgação do saldo por natureza dos processos (trabalhistas, cíveis e fiscais), divulgação de processos específicos relevantes, divulgação do valor de perdas possíveis (não provisionadas) e divulgação do compromisso que a empresa tem de entregar unidades imobiliárias em troca (permuta) do recebimento de terrenos (houve divulgação do valor que a empresa tem disponível em caixa para garantir tais compromissos). Houve divulgação de risco ambiental.

14. Obrigações por incorporações imobiliárias e adiantamentos de clientes

Divulgação do valor a pagar por compra de terreno, valor dos adiantamentos recebidos de clientes e valor dos terrenos recebidos em permuta.

15. Patrimônio líquido Divulgação do valor do capital social, quantidade e tipos de ações, quantidade de ações mantidas em tesouraria, divulgação de detalhes sobre aumento de capital, distribuição (dividendos e reservas) e retenção do lucro e detalhes do programa de opção de compra de ações.

Quadro 41 – Notas explicativas divulgadas nas demonstrações contábeis de 2009 (áreas específicas do Passivo) (dados reapresentados)

Notas explicativas “complementares” ou relativas a áreas abrangentes das demonstrações financeiras, bem como seus objetivos, são descritas no Quadro 42.

Nota explicativa Objetivo

16. Imposto de renda e contribuição social diferidos

Abertura dos saldos comparativos de ativos e passivos por natureza (diferenças temporárias e prejuízos fiscais, por exemplo), menção do regime fiscal (IN 84/79), abertura por ano de quando os saldos ativos serão realizados e reconciliação da taxa efetiva com a taxa nominal.

17. Instrumentos

financeiros Descrição das políticas adotadas na empresa em relação a risco de crédito, risco de moeda, risco de taxa de juros, abertura dos ganhos e perdas de “swap” e divulgação das bases de mensuração dos ativos financeiros disponibilidades e aplicações financeiras e empréstimos e financiamentos/debêntures.

18. Partes relacionadas Aberturas dos saldos da empresa com partes relacionadas, além de receita decorrente de juros sobre empréstimos entre partes relacionadas reconhecida no resultado do exercício e divulgação da garantia dada às sociedades de propósito específico.

19. Receita líquida de vendas

Abertura da receita bruta e conciliação desta com a receita líquida.

20. Resultado financeiro

líquido Abertura das despesas e receitas financeiras. 21. Remuneração da

administração Divulgação em salários, benefícios indiretos etc da remuneração da administração. 22. Seguros Menção dos tipos de seguros que a empresa contrata (responsabilidade civil, risco de engenharia, garantia de término de obra etc), bem como os valores de cobertura. E inclusão de menção de que a avaliação da suficiência de cobertura não faz parte do escopo dos auditores independentes.

23. Lucro por ação Cálculo do lucro por ação básico e diluído. 24. Informação de

segmento Divulgação de como a gestão da empresa administra a empresa, que é, segundo a nota, por subsidiária que por sua vez acaba representando um segmento de negócios à parte. Houve divulgação de receitas líquidas, custo e margem bruta, lucro líquido e principais ativos com o total dos ativos.

25. Eventos subsequentes Menção do aumento de capital na subsidiária Tenda.

Quadro 42 – Notas explicativas complementares divulgadas nas demonstrações contábeis de 2009 (dados reapresentados)

3.4.1. Comparação do nível de divulgação nos dados originalmente apresentados de 2009 e os reapresentados

No Quadro 43 tem-se a comparação do grau de divulgação dos dados de 2009 reapresentados em 2010 em comparação com os originalmente divulgados.

Nota explicativa Diferença de divulgação entre a informação contábil de 2009 apresentada originalmente e a que foi posteriormente reapresentada

Diferença atribuível às IFRS adotadas em 2010?

1. Contexto

operacional Não houve nenhuma diferença relevante, a não ser aquela acarretada por fato novo.

Não aplicável

2. Principais práticas

contábeis Houve divulgação detalhada da natureza das estimativas, premissas e julgamentos, além da menção da prática em relação a custo de empréstimos, ações em tesouraria, lucro por ação – básico e diluído e combinações de negócios iniciadas em janeiro de 2009.

CPC 20 para custo de empréstimos, CPC 41 para lucro básico e diluído. Quanto às demais diferenças, é mais provável que tenha sido mais uma decisão da administração ou imposição do auditor quanto à divulgação.

3. Primeira adoção das

IFRS Não aplicável Não aplicável

4. Disponibilidades e aplicações

financeiras

Não houve nenhuma diferença

relevante Não aplicável

5. Contas a receber de clientes de

incorporação e serviços prestados

Houve divulgação do saldo a vencer das contas a receber ‘até após o ano de 2015’ e movimentação da provisão para devedores duvidosos do exercício anterior ao corrente.

Não, é mais provável que tenha sido mais uma decisão da administração ou imposição do auditor quanto à divulgação.

6. Imóveis a

comercializar Não houve nenhuma diferença relevante Não aplicável 7. Demais contas a

receber Não houve nenhuma diferença relevante Não aplicável 8. Investimentos em

controladas Não houve nenhuma diferença relevante Não aplicável 9. Ativos intangíveis Houve menção de quem

nenhuma perda de impairment foi reconhecida.

Não. Parece mais uma decisão da administração ou imposição do auditor quanto à divulgação deste detalhe.

Nota explicativa Diferença de divulgação entre a informação contábil de 2009 apresentada originalmente e a que foi posteriormente reapresentada

Diferença atribuível às IFRS adotadas em 2010?

10. Empréstimos e

financiamentos Houve divulgação das linhas de crédito disponíveis para a empresa, bem como o valor do custo de empréstimos total e a parcela que foi capitalizada no custo dos empreendimentos; houve também a divulgação da movimentação do custo de empréstimo capitalizado, além da parcela que foi reconhecida no resultado.

Não, é mais provável que tenha sido uma decisão da administração ou imposição do auditor quanto à divulgação deste detalhe.

11. Debêntures Não houve nenhuma diferença

relevante Não aplicável

12. Demais contas a

pagar A única diferença que se apurou foi que nos dados reapresentados

houve divulgação do

compromisso que a empresa tem de entregar unidades imobiliárias em troca (permuta) do recebimento de terrenos (houve divulgação do custo a incorrer em tais empreendimentos).

Não. Parece mais uma decisão da administração ou imposição do auditor quanto à divulgação deste detalhe.

13. Provisão para

contingências Houve divulgação de risco ambiental. Não, é mais provável que tenha sido uma decisão da administração ou imposição do auditor quanto à divulgação deste detalhe, haja vista que o CPC 25 que trata de contingências não exige tal divulgação específica a não ser haja risco.

14. Obrigações por incorporações imobiliárias e adiantamentos de clientes

Não houve nenhuma diferença relevante

Não aplicável

15. Patrimônio líquido Não houve nenhuma diferença

relevante Não aplicável

16. Imposto de renda e contribuição social diferidos

Não houve nenhuma diferença

relevante Não aplicável

17. Instrumentos

Nota explicativa Diferença de divulgação entre a informação contábil de 2009 apresentada originalmente e a que foi posteriormente reapresentada

Diferença atribuível às IFRS adotadas em 2010?

18. Partes relacionadas Houve divulgação de receita decorrente de juros sobre empréstimos entre partes relacionadas reconhecida no resultado do exercício e divulgação da garantia dada às sociedades de propósito específico.

Não, é mais provável que tenha sido uma decisão da administração ou imposição do auditor quanto à divulgação deste detalhe.

19. Receita líquida de

vendas Como na face da demonstração do resultado houve divulgação da receita líquida de vendas, fez-se necessária a abertura em nota explicativa, tal como tem sido a prática em outros países que adotam as IFRS.

Não aplicável.

20. Resultado financeiro

líquido Abertura das despesas e receitas financeiras. Não, é mais provável que tenha sido uma decisão da administração ou imposição do auditor quanto à divulgação deste detalhe.

21. Remuneração da

administração Houve remuneração da administração divulgação da em salários, benefícios indiretos etc, ou seja, maiores detalhes.

Não, é mais provável que tenha sido uma decisão da administração ou imposição do auditor quanto à divulgação deste detalhe.

22. Seguros Houve divulgação dos valores de

cobertura. Não, é mais provável que tenha sido uma decisão da administração ou imposição do auditor quanto à divulgação deste detalhe.

23. Lucro por ação Nas práticas contábeis antigas, o cálculo do lucro por ação era apenas efetuado utilizando com o denominador (o numerado é o lucro obviamente) o número de ações ao final do exercício, ao passo que, com adoção do CPC 41, há necessidade de cálculo da média ponderada (por dias) do número de ações ao longo do exercício; ademais, há necessidade de divulgação de efeitos ‘dilutivos’, ou seja, se haveria impacto de opções de compra de ações sobre o número de ações existentes.

Nota explicativa Diferença de divulgação entre a informação contábil de 2009 apresentada originalmente e a que foi posteriormente reapresentada

Diferença atribuível às IFRS adotadas em 2010?

24. Informação de

segmento Não houve nenhuma diferença relevante Não aplicável 25. Eventos

subsequentes Não houve nenhuma diferença relevante Não aplicável

Quadro 43 – Comparação do nível de divulgação entre as demonstrações de 2009 originais em relação às reapresentadas

Fonte: Elaborado pelo autor

3.4.2 Ajustes efetuados e CPC’s que resultaram em impacto sobre as demonstrações da empresa

Tal como explicado anteriormente, à luz de mudanças de práticas contábeis, faz-se necessária a reapresentação dos dados comparativos. Baseada na nota explicativa que a Gafisa apresentou, o Quadro 44 tem o propósito de detalhar o impacto das mudanças ocorridas sobre o patrimônio líquido de 2009.

Descrição Natureza e Pronunciamento do CPC responsável pelo ajuste Valor em milhares de Reais Patrimônio líquido de 2009 apresentado originalmente - 2.325.634

Reclassificação da participação dos minoritários para dentro do Patrimônio líquido

O CPC 26 determina a classificação da participação dos não controladores para o Patrimônio líquido.

58.547

Patrimônio líquido de 2009

reapresentado - 2.384.181

Quadro 44 – Impacto dos ajustes dos CPC’s vigentes em 2008 sobre o patrimônio líquido de 2009

O impacto sobre o patrimônio líquido foi apenas o decorrente da reclassificação da participação dos acionistas minoritários, antes registrada em grupo específico entre o Passivo não circulante e o Patrimônio líquido, impacto este que resultou em aumento de 2,52%.

Já o Quadro 45 tem o propósito de detalhar o impacto das mudanças ocorridas sobre o resultado de 2009.

Descrição Natureza e Pronunciamento do CPC responsável pelo ajuste

Valor em milhares de

Reais

Lucro líquido apresentado

originalmente - 213.540

Contabilização retrospectiva (patrimônio líquido de abertura – 01 de janeiro de 2009) de amortização de deságio

CPC 15 (169.394)

Efeito de impostos diferidos - 57.594

Lucro líquido de 2009 reapresentado - 101.740

Quadro 45 – Impacto das IFRS sobre o resultado do exercício de 2009

Fonte: Elaborado pelo autor com base em Gafisa (2010)

O resultado, portanto, foi reduzido significativamente em 52,36%. De acordo com o CPC 15, que foi emitido em 2008, mas que, dada a complexidade, foi implementado apenas em 2010, resultado de compra vantajosa (deságio) deve ser reconhecido tão logo seja identificado.

Deste modo, como havia no país a prática de amortização de tal valor no resultado, houve a necessidade de aplicação retrospectiva do impacto e este foi reconhecido no saldo de 01 de janeiro de 2009 (contra patrimônio líquido).

3.4.3 Índices de desempenho da Gafisa em 2009 com base nos dados reapresentados e comparação com os originalmente apresentados

Os ajustes apontados no tópico 3.4.2 acarretaram em novas métricas de desempenho, como mostra o Quadro 46.

Índice Cálculo efetuado Resultado

EBITDA Lucro líquido antes dos juros,

impostos, depreciações/exaustões e amortizações

R$ 325.950 mil

Margem EBITDA EBITDA / Receita líquida de vendas 10,78%

Margem Bruta Lucro bruto / Receita líquida de

vendas 29,07%

Margem líquida Lucro líquido / Receita líquida de

vendas 3,37%

Retorno sobre ativos Lucro operacional (antes das despesas financeiras e dos impostos) / Ativo total

3,77%

Retorno sobre Patrimônio

líquido Lucro líquido / Patrimônio líquido 4,27%

Quadro 46 – Índices de desempenho de 2009 (dados reapresentados)

Fonte: Calculados pelo autor com base em Gafisa (2010)

O Quadro 47 traz a comparação entre os índices antes e após a introdução dos pronunciamentos:

Índice Ano de 2009 – antes da implementação das IFRS por “inteiro” Ano de 2009 – após a implementação das IFRS Impacto em percentual

EBITDA R$ 324.964 mil R$ 325.950 mil 0,30%

Margem EBITDA 10,75% 10,78% 0,28% Margem Bruta 29,07% 29,07% - Margem líquida 7,07% 3,37% (52,33%) Retorno sobre ativos 6,00% 3,77% (37,17%) Retorno sobre Patrimônio líquido 9,18% 4,27% (53,49%)

Quadro 47 – Comparação dos índices de desempenho de 2009

Depreende-se do Quadro 47 que apenas os indicadores que utilizam o lucro líquido sofreram variação significativa, haja vista o impacto da retirada da amortização do deságio advindo de aquisição de investimento do lucro de 2009. O EBITDA não sofreu qualquer modificação, uma vez que o efeito da amortização já havia sido retirado do indicador tal como calculado com os dados originais de 2009.

3.5. Simulação dos efeitos da adoção hipotética do ICPC 02 sobre

os números da Gafisa em 2009

Caso o ICPC 02 tivesse sido adotado tal como se supunha, sem modificação da abordagem ocorrida pelo OCPC 04 (a propósito não há “orientação” emitida pelo IASB, havendo uma criação brasileira no que concerne à normatização, portanto), passa-se agora ao passo final deste trabalho que compreende a estimativa de quais efeitos seriam produzidos nas demonstrações financeiras de 2009. Trata-se de tarefa não simples, pois há a necessidade de coleta de dados que apenas são passíveis de obtenção dentro da empresa. No entanto, é possível proceder-se à simulação partindo-se do valor geral de vendas (VGV) das unidades entregues. Quanto ao impacto da adoção do ICPC 02 na margem bruta, EBITDA etc adotou-se os percentuais apurados em 2009, após a introdução das IFRS, conforme se apurou no Quadro 46.

O valor das unidades entregues, que foram de 10.831 de acordo com o “‘Release’ de resultados do 4º trimestre de 2009 e 2009” (GAFISA, 2009), foi de R$1.394.700 mil, deste modo tal foi o valor considerado como receita líquida de vendas. Sobre este valor aplicou-se os percentuais de 10,78% para obtenção do “novo” EBITDA, 29,07% para determinação do “novo” lucro bruto e 3,37% para o “novo” lucro líquido.

No que diz respeito aos índices de desempenho remanescentes (retorno sobre ativos e retorno sobre o patrimônio líquido), a partir da margem líquida de 3,37%, determinou-se o “novo” lucro e, com base neste, apurou-se os “novos” índices.

Índice Ano de 2009 – após a implementação das IFRS Ano de 2009 valores/índices revisados caso o ICPC 02 tivesse sido adotado sem as considerações do OCPC-04

Variação observada

EBITDA R$325.950 mil R$150.349 mil (53,87%)

Lucro Bruto R$878.584 mil R$405.439 mil (53,85%)

Lucro líquido R$101.740 mil R$47.001 mil (53,80%)

Retorno sobre ativos 3,77% 0,61% (83,82%)

Retorno sobre

Patrimônio líquido 4,27% 1,97% (53,86%)

Quadro 48 – Impacto estimado em 2009 da adoção da ICPC 02 tal como foi emitida

Fonte: Calculados pelo autor com base em Gafisa (2010)

Observa-se um impacto significativo sobre todos os números da empresa. Embora o efeito seja meramente temporal (algo que não foi reconhecido em 2009, seria em 2010 e anos subsequentes), a Gafisa teria apresentado em 2009 números significativamente inferiores àqueles apresentados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo geral deste trabalho foi o de verificar e analisar qual o impacto das mudanças contábeis, decorrentes da harmonização das práticas contábeis locais,

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