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o grupos pequeños de personas a los que se investigará) acerca de los fenómenos que los rodea, profundizar en sus experiencias, perspectivas,

SELECCIÓN DE LAS CARRERAS SELECCIÓN DE PERSONAS INFORMANTES CLAVE

4.7. Técnicas de recolección de datos

4.7.1. Análisis documental

O fracasso da Escola brasileira, no que se refere ao ensino e aprendizagem da LP, vem se refletindo nos baixos desempenhos apresentados por nossos alunos em avaliações diagnósticas como a Prova Brasil. Os resultados dessa avaliação, promovida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram em números o que, na prática, já se constata em sala de aula pelos professores: são poucos os alunos que conseguem alcançar de forma efetiva os objetivos propostos pelos PCN e, diante dessa situação, apresenta-se uma realidade educacional complexa, dada a realidade política, social e operacional que acabam por interferir de forma negativa nas práticas docentes e, consequentemente, no ensino aprendizagem dos alunos nas escolas.

Nesta proposta de trabalho, ainda que tenhamos conhecimento das interferências, que afetam o trabalho docente, consideramos a possibilidade de sugerir, mesmo que de maneira incipiente e colaborativa, caminhos que possam, de alguma forma, contribuir para a prática docente de professores de LP do ensino fundamental, que buscam alternativas viáveis, dentro de suas realidades, para desenvolver em seus alunos as habilidades de leitura e de escrita, as quais se fazem necessárias para que esses se tornem leitores e produtores competentes de textos.

Para tal, embasamo-nos na perspectiva sócio-histórica da linguagem e dos gêneros discursivos, ancorando-se nos estudos de Bakhtin e de pesquisadores que seguem esse viés, sugerindo, aqui, uma proposta de intervenção pautada na metodologia de projetos de leitura e escrita de Lopes-Rossi (2002; 2008).

30 No ato do exame de qualificação, ocorrido em fevereiro de 2016, apresentamos um esboço de nossa proposta de intervenção a partir dos estudos e das leituras realizadas no transcorrer da disciplina

Aspectos Sociocognitivos e Metacognitivos da Leitura e da Escrita, porém, posteriormente, fizemos

Assim, de forma didática e seguindo Lopes-Rossi (2002; 2008), nosso projeto está dividido em três módulos organizados na seguinte ordem: trabalho com a leitura, cujo propósito é “a apropriação do gênero discursivo” conto popular belenense, a fim de que ele possa ser produzido pelos alunos no módulo seguinte; trabalho com a escrita, que consiste na produção textual escrita do gênero, considerando os processos de revisão e reescrita para a produção da versão definitiva; e, finalmente, a divulgação ao público dos textos dos alunos, proporcionando a circulação social dos textos na comunidade escolar.

Ao considerarmos as dificuldades que muitos alunos de nossa escola encontram ao chegarem ao 7º ano do ensino fundamental, série em que os indicadores divulgados pelo INEP31 apontam como uma das mais problemáticas em nosso lócus de pesquisa, devido ao alto índice de retenção escolar, e embasados em nossa experiência como docentes da educação básica - optamos por apresentar uma proposta de trabalho voltada para esse público, focada na leitura e na produção escrita do gênero discursivo conto popular belenense.

A partir de nossa experiência como docentes da educação básica, optamos pelo trabalho com o gênero conto popular belenense para o 7º ano, porque, ao serem trabalhadas em nossas aulas de LP nessa série, são narrativas quase sempre bem aceitas pelos alunos nesta faixa etária – e que, portanto, os atraem para a leitura com mais facilidade. Ousamos opinar, a partir de nossa vivência docente, que o interesse por esses textos, talvez, possa ocorrer devido à presença de elementos fantásticos, que permeiam essas narrativas e também pela proximidade que muitos desses textos têm com a história de nosso povo. Ressaltamos que consideramos essa possibilidade, porque ao trabalharmos textos desses gêneros em sala de aula, geralmente, há quase sempre um aluno (ou vários) que ouviu uma história parecida ou alguém que diz ter escutado falar sobre um outro alguém, que conheceu o filho da vizinha do compadre e que presenciou fatos semelhantes aos narrados, mas que, de fato, ninguém sabe ao certo se as situações narradas ocorreram ou não.

31 Informação embasada em dados coletados no site Qedu, que foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira referente ao ano de 2015, contabilizam a retenção no Brasil de alunos do 6º ano do ensino fundamental em torno de 13,8%, representando em média 476,790 mil reprovações, já no Estado do Pará esse número aumenta par 18,2%, representando 33.857 reprovações nesta série dos anos finais do ensino fundamental. (Fonte: http://www.qedu.org.br/estado/114-para/aprendizado)

Dentre os vários contos presentes no livro “Visagens e Assombrações de Belém”, do escritor paraense Walcyr Monteiro, selecionamos, para esta proposta de trabalho, quatro contos populares paraenses: i. A Matinta Perera da Pedreira”, ii. “O cruzeiro do Telégrafo”, iii. O estranho cliente do Dr X e iv. “A procissão das almas”. Os três primeiros serão trabalhados na primeira oficina do módulo de leitura e o último as oficinas subsequentes desse mesmo módulo.

A escolha dessas quatro narrativas pautou-se no fato de que todas relatam histórias coletadas da cultura popular paraense em que transparecem hábitos, tradições, crenças de um povo em uma dada época. São narrativas que, ao serem recontadas de geração em geração e, posteriormente, pelos alunos em seus textos escritos, podem, talvez – em uma atividade planejada e com o auxílio da mediação entre o professor e o aluno - abrir um espaço para a possibilidade de inserção de novos elementos que fazem parte das vivências dos sujeitos em suas comunidades hoje.

Ao propor esse caminho, neste projeto de leitura e escrita, temos como objetivo: dar condições aos alunos para que eles conheçam o gênero conto popular belenense e apropriem-se dele durante essa trajetória. Para que isso ocorra, nesse caminhar, entende-se que o professor precisa colocar-se na posição de mediador nesse processo (instigando os alunos e orientando-os) e na posição de leitores dos textos dos discentes, auxiliando-os na condução de um caminho que contribua para que eles sejam capazes de agir como sujeitos ativos na leitura e na produção de textos escritos. Em relação ao módulo de escrita, tem como finalidade a produção textual do gênero, por meio do recontar e do recriar, o conto popular belenense com o propósito de promover avanços nas habilidades e competências de escrita dos alunos a partir dos processos de revisão e reescrita, bem como instigá-los, durante as atividades propostas, a fim de que possam mobilizar todos os conhecimentos adquiridos por eles no primeiro módulo deste projeto – módulo de leitura. Concluída essa etapa, os contos populares belenenses produzidos serão organizados em um livro artesanal, cujas histórias serão lidas, no último módulo desta proposta de trabalho – módulo de divulgação e circulação social - durante a roda de leitura de histórias - na culminância desta atividade.

Este projeto identifica-se, portanto, com a proposta de trabalho de Lopes-Rossi (2002) a qual concebe as ideias de “que cada gênero tem de ser conhecido e praticado em experiências sociais ou escolares significativas” (LOPES-ROSSI, 2002, p. 29) e

que “o conhecimento e o domínio de um gênero não implica o domínio de todos” os outros gêneros (LOPES-ROSSI, 2002, p.29).

Considerando esses postulados, compreendemos que são inquestionáveis: a importância do papel da escola no caminhar dos sujeitos, a responsabilidade das aulas de língua portuguesa e também das outras disciplinas, que compõem os currículos escolares, no desenvolvimento da competência comunicativa dos alunos.